sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E... mais homenagens

O brasileiro da Honda, Rubens Barrichello, utilizou, nos treinos dessa sexta feira, o capacete de Ingo Hoffman, que correu na F1 entre 1976 e 1977.

Lembrando que o veterano piloto (foto abaixo), campeão na Stock Car em 12 oportunidades, já havia anunciado, em abril desse ano, sua aposentadoria da categoria.

Assim, ao contrário de Barrichello, Hoffmann pode curtir sua despedida, além de relembrar momentos marcantes, em cada um dos autódromos dessa temporada.

Homenagens... e mais homenagens

O próximo domingo será marcado pela despedida de David Coulthard da Fórmula 1.

E a Red Bull, para homenageá-lo, preparou um carro na cor branca, com detalhes em preto e vermelho, contendo o logo da Wings for Life -instituição que cuida de crianças com câncer de medula espinhal.

Lembrando que o carro de Mark Webber vai para a corrida com as cores normais.

E não parou por aí.

Muitos pilotos, titulares e reservas, se juntaram ao Mandíbula na tarde desta quinta-feira, para uma foto de recordação.

Aliás, só mesmo um cara boa praça para conseguir reunir a maioria dos pilotos do grid em uma única foto.

Grande Coulthard!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Williams de rua - 2

Esta é para o Ron Groo, o Marcão e a Aline.

Nesta última quarta, estacionaram uma Williams na Avenida Chucri Zaidan, Zona Sul de São Paulo.

Ao que consta, tratava-se de um evento organizado pela Petrobrás, patrocinadora oficial da equipe.

Infelizmente, perdi a oportunidade de conferir o monoposto de perto, já que estava de folga, longe do meu trabalho, que fica justamente naquela região.

Prometo que, da próxima vez, apareço por lá, com alguns blogueiros e um guincho.

Alguém se habilita?

Desempenhos excelentes

Chovia torrencialmente naquela tarde de 19 de Março de 1978, em Silverstone.

O local seria palco da 30ª edição da International Trophy, uma das provas extracampeonato mais tradicionais do calendário.

Durante as 40 voltas da disputa, houveram inúmeros acidentes que eliminaram os principais favoritos à vitória.

Para se ter uma idéia da tempestade, o austríaco Niki Lauda, da Brabham, atolou seu carro na lama durante a volta de apresentação.

Depois de liderar por algumas voltas, o novato Derek Daly, da Hesketh, abandona, após sofrer um acidente.

Assim, o caminho fica livre para o novato Keke Rosberg, da Theodore, que, em sua segunda participação na categoria, passa a liderar o GP.

O brasileiro da Copersucar, Emerson Fittipaldi, vinha logo atrás, tentando induzir o finlandês ao erro.

Entretanto, depois de 25 voltas, Rosberg vence, correndo como um veterano, impossibilitado qualquer tentativa de ultrapassagem por parte de Fittipaldi.

No detalhe, o Theodore-TR1 de Rosberg, que não era propriamente um carro de F1, mas, sim, uma versão adaptada de um Ralt de F2.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Algumas imagens a mais - off

Aproveito, através desse post, para importar do Fove mais um quadro de bastante sucesso: - o "Algumas imagens a mais - versão off".

Começamos pelo Antonov An-225 Mryia, o maior avião do mundo, produzido em 1988 na Ucrânia.

Inicialmente, o Mryia (sonho em russo) foi construído para transportar o ônibus espacial Buran, além de outras cargas deste projeto soviético.

Capaz de atingir 800 km/h com suas 600 toneladas, a aeronave possui uma envergadura de 88,4 metros, 84 metros de comprimento, seis turbinas Loratev D-18T, compartimento de carga com capacidade para 80 automóveis e 32 rodas em seus trens de pouso.

Aliás, mais fotos e informações podem ser obtidas nesse endereço.

Laboratório de vanguarda

Ao longo do tempo, a busca por resultados na F1, desencadeou uma corrida tecnológica pelos melhores motores, pneus, combustíveis, design e etc. Para se ter uma idéia, até mesmo a aerodinâmica estudada nas pistas, serviu de inspiração na aplicação de novas tendências nos carros de rua.

Mesmo nos modelos mais simples, encontramos vários componentes que foram testados e aprovados nas pistas. Podemos citar, como prova disso, o cinto de segurança, a injeção eletrônica, o freio a disco, as molas helicoidais na suspensão, o pneus radial, o amortecedor hidráulico e o radiador de alumínio.

Além disso, a F1 sempre foi conhecida como uma competição de fabricantes, reunindo a nata dos projetistas, tecnologias e etc. Talvez, por isso, a regra do motor único, defendida por Max Mosley, acabe com novas descobertas.

Enquanto isso, a Ferrari, através de uma nota, já avisou que deixará a categoria caso essa regra seja aprovada. "O Conselho de Administração da Ferrari, confirmando seu pleno empenho por uma substancial e necessária redução dos custos a partir dos propulsores, expressa sua preocupação em relação aos projetos de equalização ou de padronização dos motores, que privaria a F-1 de sua razão de ser, dada sua competição e desenvolvimento tecnológico. No caso destes elementos valerem menos, o Conselho de Administração se reserva ao direito de avaliar, com seus parceiros, a oportunidade de se manter presente nesta categoria."

Esta não é a primeira vez que a escuderia italiana faz esse tipo de ameaça. Em 1986, as relações entre a Ferrari e Bernie Ecclestone iam de mal a pior. Reclamando dos custos e das diferenças tecnológicas entre as equipes, Enzo Ferrari construiu o Ferrari 637 (foto) para correr na Fórmula Indy.

"Il Commendatore" faleceu dois anos depois, em 1988, ano da suposta estréia da Ferrari na categoria. Depois disso, o projeto foi enviado para a Alfa Romeo, que utilizou o motor do 637 na CART.

Depois disso, nunca mais ninguém tocou no assunto em Maranello.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quem manda em Interlagos

Bernie Ecclestone, preocupado com o sucesso da Fórmula Indy no Brasil, fez o que bem entendeu com a pista paulistana no final dos anos 80.

O então administrador do autódromo, Chico Rosa, foi o único que lutou contra a destruição do traçado histórico.

"Você está matando o Retão e devemos preservá-lo para as provas nacionais" advertiu Rosa.

"Então fique com as provas nacionais. Vou fazer a F1 no Rio" retrucou Ecclestone.

A corrida, palco da quarta decisão consecutiva do mundial de F1, voltou para São Paulo e nunca mais saiu do calendário.

E o antigo retão, ao que tudo indica, irá desaparecer definitivamente, já que existem planos para construção de arquibancada fixa no local.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Lorena?

Ontem, durante um passeio com minha namorada em um parque de Santo André, deparei-me com esse carro, muito parecido com um Lorena.

Na traseira, inclusive, havia a inscrição "Lorena GTS".

Aliás, percebe-se que o modelo da foto possui uma traseira bastante modificada em relação aos Lorenas produzidos entre 1968 e 1971.

Entretanto, ao que consta, esses carros eram fabricados de forma artesanal, em pequena escala, e, por isso, apresentavam muitas diferenças entre um modelo e outro.

Lembrando ainda que, durante um curto período, entre 1977 e 1980, utilizaram as formas originais do Lorena para a produção de mais quatro unidades, denominadas Mirage GT.

Seria o modelo da foto um Mirage? Um Lorena original? Uma réplica?

Dúvida cruel.

Acabou

Assim como nas duas últimas edições do GP de Surfers Paradise, disputadas pela extinta Champ Car, Will Power, da KV, largou da pole-position, mas não levou.

O australiano ficou pelo caminho, após bater a suspensão dianteira esquerda de seu carro no muro.

Então, o caminho ficou livre para seu compatriota Ryan Briscoe, da Penske, que teve bastante trabalho em segurar, nas últimas voltas, o atual campeão da categoria, o neozelandês da Ganassi, Scott Dixon.

Lembrando que tratava-se de uma prova comemorativa, que não contou pontos para o Campeonato.

F-Indy, agora, só no ano que vem.

domingo, 26 de outubro de 2008

Algumas imagens a mais

Em 1980, a Fittipaldi compra a Wolf, trazendo com ela o promissor Keke Rosberg.

Naquele início de temporada, Rosberg conquista um importante terceiro lugar na Argentina, com os carros herdados da extinta equipe canadense.

Entretanto, as coisas pioram e, em 1981, a Skol, principal patrocinadora, se afasta da equipe.

Assim, o time brasileiro passa a sobreviver de empréstimos bancários e Rosberg classifica-se em apenas nove oportunidades.

A redenção viria no ano seguinte, quando Frank Williams oferece uma oportunidade ao talentoso piloto finlandês.

sábado, 25 de outubro de 2008

Eu tambem corri de F-1

Formado em história, Bobby Rahal tinha todas as características de um típico professor do ginásio, já que era careca, bigodudo e usava óculos.

Entretanto, as aparências enganam, pois aquele cara tranquilo, em vez de lecionar, preferiu assumir os riscos da profissão de piloto.

Após perambular, sem muito sucesso, pela Cam-Am, IMSA e Mundial de Marcas, estreou na Fórmula Indy, onde conquistou as 500 Milhas de Indianápolis, três títulos mundiais e constituiu sua própria equipe.

Lembrando que, em 1978, correu duas corridas pela equipe Wolf na F1.

Infelizmente, Rahal não obteve êxito na categoria, nem mesmo em seu retorno, quando ocupou a direção esportiva da equipe Jaguar, uma das mais desorganizadas da história.

Bode expiatório, foi substituído pelo austríaco Niki Lauda.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Barbeiro

Ainda em Porto Alegre, depois de alguns dias sem acesso à internet, resolvi comprar a edição atual do Jornal Zero Hora, para ficar um pouco mais atualizado.

Como qualquer outro fanático por futebol, fui diretamente para a seção de esportes, já que não havia acompanhado a partida envolvendo Grêmio e Sport.

Para minha decepção, o time gaúcho venceu, por 1x0, isolando-se na liderança.

Quanto ao meu time, prefiro não comentar...

Somos apenas quinto.

Entretanto, fiquei surpreso, ao ver, na página 3, o registro que ilustra esse post, do fotógrafo Eduardo Lima, com a seguinte legenda:

"Na hora do almoço, ontem, Gol que seguia pela Avenida Bento Gonçalves, na Capital, se desgovernou e subiu a mureta do corredor de ônibus. Não é o primeiro".

Williams de rua

Quase passa batido.

No último domingo, o espanhol Dani Clos, acelerou uma Williams pelas ruas de Salvador, a mais de 250 km/h.

Cerca de 60.000 pessoas acompanharam o evento, que ainda contou com protótipo Green Energy - carro de corrida da Petrobras, visto no filme "Speed Racer".

A foto foi pescada no Blog do Gomes.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

And the winner is ...

MIKE HAWTHORN

1958

Em 1958 Mike Hawthorn venceu apenas 1 corrida, o que é pouco para ser campeão. Mas foi cinco vezes o segundo colocado, o que foi suficiente para obter o título.

Nascido em Mexborough, Mike viu algumas corridas no circuito Brookland. Com a ajuda de seu pai, mecânico em Surrey, começou a correr em 1950, em Brighton.

Em 1952, passou para as corridas de automóveis. Com um Cooper-Bristol ganha duas corridas de Fórmula 2, num intervalo de 5 dias, incluindo uma em que bateu um certo Juan Manuel Fangio. A carreira de piloto começa na Bélgica, neste mesmo ano.

Ainda com um modesto Cooper-Bristol, termina em quarto sua primeira corrida. Mas sobe ao podium em Silverstone, sua casa. No fim, é o quinto com 10 pontos.

A temporada 1953 vai ser melhor. A Ferrari lhe oferece a primeira temporada completa e isto inclui o GP de França, onde conquista sua primeira vitória depois de um árduo duelo com Fangio. Ele ainda chegará ao podium mais 2 vezes.

Em 1954, Hawthorn termina o campeonato em 3º lugar, após sua vitória na última corrida, o GP da Espanha.

A temporada 1955 será pior. Corre os primeiros dois GPs com um Vanwall, antes de passar para a Ferrari, mas não conquista um ponto sequer. Ainda este ano ganha as 24 Horas de Le Mans com um Jaguar, mas esta corrida será lembrada pelo trágico acidente de Pierre Levegh causando a morte de 82 espectadores. Ele se diz responsável por este acidente, idéia que será descartada um ano após.

Em 1956 corre de Maserati, BRM e Vanwall, mas a morte de seu pai o faz desistir das duas últimas etapas: Nurburgring e Monza.

Em 1957, Hawthorn está de volta. Depois de um 4 º lugar em França e em 3º na Grã-Bretanha, não conseguiu ganhar o GP da Alemanha, onde Fangio faz uma demonstração do seu grande talento ultrapassando Mike e abrindo 48 segundos de vantagem, a 12 voltas do fim.

Em 1958, Hawthorn é aspirante ao título, junto com seu compatriota Stirling Moss. Enquanto Moss vence 4 corridas, Mike limita-se a ganhar o GP da França, mas com cinco segundos lugares na temporada, ganha o título.

Deve-se, entretanto, lembrar que Hawtorn foi beneficiado pelo cavalheirismo de Moss no GP de Portugal. Mike foi desqualificado por empurrar o carro, contra as regras e Moss intercede em favor. Como resultado, Hawthorn mantém seu segundo lugar, o que contribui para a vitória no campeonato um ponto à frente de Moss.

Depois de ganhar o título, Hawthorn imediatamente anunciou sua aposentadoria da Fórmula 1.

Em 22 de Janeiro de 1959 Mike está com seu amigo e gerente de equipe, Rob Walker, na estrada A3, na passagem de Guilford, quando um caminhão bateu no seu carro. Mike não sobreviveu.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Doação ou extorsão ?

Até onde foi noticiado, em face da morte cerebral da menina, a coisa ficou assim:

A - desligaram as máquinas, em função da "doação";

B - as máquinas ficariam ligadas, indefinidamente, caso a família não ACEITASSE doar os órgãos.

Ou seja:

- se doa, mata.

- se não doa, fica ali.

A família, o plano de saúde ou o estado que PAGUE A FORTUNA que custa uma UTI.

E DANE-SE.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Último dos Monstros

Recebi o "material" já pronto. Da Teca.

Esta imensa e surpreendente amiga.

Obrigado, Teca.



Era abril de 1969. Stuttgart.

25 automóveis alinhados no pátio.

Apenas um número pintado na carroceria: 917.

Um novo bloco de 12 cilindros e 4500 cc afirmando definitivamente a marca alemã nas provas de resistência.

Sua Gênese foi possível graças às assustadoras apresentações de protótipos com 7000 cc na temporada de 1967, originando um novo regulamento que limitava as cilindradas a 3000 cc.

Paralelamente foi criada a categoria especial sport, vigorando até 1971, até 5000 cc, para não desencorajar os americanos amantes de grandes e possantes motores.

Após diversas afinações, chegou-se ao 917 K – versão curta e que deu muitas vitórias, e ao 917 L – versão longa usada em circuitos velozes, como Le Mans, chegando aos 380 Km/h.

O 917/20 foi uma versão melhorada das anteriores e batizada de Pink Ping por causa da decoração original. Teve uma aparição fugaz nas 24 horas de Le Mans em 1971.

Banido das provas do Campeonato do Mundo da Resistência, após o período de transição do novo regulamento, o Porsche 917 encontrou guarida nas provas de Can-Am devido aos primeiros motores turbo, atingindo a potência espetacular de 1200 HP durante a temporada de 1973.

Definitivamente, era o “último dos monstros”.

E na Véspera da Decisão...

É.

Terça-Feira, tarde chuvosa. Pra mim, um dos piores dias da semana, só melhora um pouco quando podemos dar uma vadiada pelo computador, passar o tempo e esquecer os problemas. Porque, não adianta, eles voltam depois. Todo vagabundo tem esse problema, e os homens sabem do que eu tô falando. Aquele fim da tarde no Expediente é de matar.

E, à 2 semanas da Decisão do Campeonato Mundial de Formula 1, as coisas ficam bem tensas, sem tempo pra vadiagem, é correr contra o tempo. Todos estão se preparando para os momentos finais. Sem brincadeiras, é cada um por si.

Mas, toda regra tem sua excessão, e eis que:


Felipe Massa, um exemplo de Paciência e Concentração antes da corrida. Não necessariamente nessa ordem.

Responsabilidade é para os Fracos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eu tambem corri de F-1

Inaugurando mais uma sessão, inspirada numa pasta criada pelo Adriano Favetta no Fove.

Aqui, lembraremos pilotos que tiveram curta passagem pela F1.

Começamos, então, por Leo Kinnunen, primeiro representante da Finlândia na categoria.

Utilizando capacete aberto e óculos especiais, Kinnunen decepcionou ao tentar um lugar no grid do GP da Bélgica de 1974, quando ficou a, PASMEM, 19 segundos do tempo do pole-position.

Após inúmeras decepções com seu Surtees Ford, definiu sua participação na F1 como "algo que não serviu para nada".

De qualquer forma, Kinnunen foi pioneiro, abrindo as portas da categoria para os títulos de Keke Rosberg, Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen.

domingo, 19 de outubro de 2008

Algumas imagens a mais

86 Williams FW11 Honda - Piquet - Montreal

Há alguns posts, mais precisamente na mensagem "Algumas imagens a mais", do dia 13 de outubro, Mauricio Morais lembrou de uma pequena maldade nos boxes da Williams.

Durante um final de semana de corrida, Piquet fez xixi embaixo do motor do carro, levando os mecânicos japoneses da Honda à loucura, cobrando a origem do suposto vazamento.

Lembrando que os pobres mecânicos, no desespero, chegaram a cheirar e sentir a "viscosidade" do líquido.

Sonífera China

Absolutamente, tudo colaborou para que o Grande Prêmio da China, realizado nessa madrugada, fosse um dos mais chatos do ano.

Logicamente, ninguém esperava uma corrida tão apática, ainda mais quando se vive um clima de decisão.

Sem maiores obstáculos, Lewis Hamilton venceu mais uma vez, com direito a hat-trick.

Restou à Ferrari, muito próxima do título de construtores, a troca de posições envolvendo Felipe Massa e Kimi Raikkonen.

Agora, a decisão acontecerá no Brasil, com vantagem de sete pontos para o britânico da McLaren, Lewis Hamilton.

sábado, 18 de outubro de 2008

Um adeus

Sim, senhores.

Parece que é o sinal dos tempos. Tudo se encaminha para coisas que não esperávamos. A Dercy já encaminhou pra outro plano astral, estamos passando por um colapso na Economia, e Rubens Barrichello ameaça a aposentadoria, que é quase certa.

Já estava passando da hora, na minha opinião. Não tenho nada contra o Rubinho, quer dizer, tenho sim, mas isso não vem ao caso, tenho que respeitar a opinião dos outros. O fato é que ele foi rejeitado por outras equipes, está de idade já, e na minha opinião, está na hora de pendurar as luvas.

Teve uma carreira mediana. Passou por uma vergonha, em 2002, não podemos negar. Mas também não devemos negar que teve momentos de brilhareco, como na Inglaterra em 2003.

Mas na Alemanha, em 2000, foi outra coisa.

Ele correu atrás mesmo. que nem um louco. E, também, foi a ÚNICA VEZ que vi Rubinho fazer uma corrida louca de recuperação. Foi parecido na Inglaterra esse ano, mas só parecido.

Tenho só as melhores coisas a desejar ao Rubinho: boas férias, boa aposentadoria, bom aproveito de seus milhões.

Sim Rubinho, você nos deu alegria. Mas só agora.

Ninguém sabe ninguém viu

Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas, já que a maldita barra lateral do blog foi parar no rodapé.

Já tentei de tudo e...

NADA!

Inclusive, ando tendo inúmeros problemas com essa plataforma.

Ontem, sumiram todos os links dessa mesma barra e, por isso, tive de colocá-los novamente.

Se esqueci de alguém, milhões de desculpas.

Peço, inclusive, que me lembrem nos comentários desse post.

Ah, sim...

Se alguém souber como colocar a tal barrinha na lateral, terá minha eterna gratidão.

Bem, como todos sabem, nessa madrugada aconteceu o treino que definiu o grid para o GP da China.

Entretanto, como estava cansado, preferi não acompanhar.

Fica a dica para que todos acompanhem os resultados nos maravilhosos blogs que estão relacionados aí do lad... ops... no rodapé desse bagunçado blog.

Entretanto, já adianto que Lewis Hamilton conquistou a pole, enquanto Felipe Massa partirá da terceira posição.

E, pelo jeito, mais gente deixou de acompanhar os treinos até aqui.

No detalhe, arquibancada completamente vazia na China, mostrando o total desinteresse daquele público pela F1.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pensamento do Dias


Com sempre, às sextas-feiras o Dias nos brinda com um pensamento para o fim-de-semana.

Lá vai:


Tudo passa. Até uva-passa.

A independência da Stock Car

89 Stock Car Hidroplás - Ingo Hoffman - Interlagos

Apesar do grande sucesso alcançado pela Stock-Car, a GM decidiu retirar-se da categoria, em 1987.

Entretanto, a união de todos os envolvidos, através da ANPP (Associação Nacional de Pilotos e Patrocinadores), garantiu a sobrevivência da categoria.

Os novos administradores, com o propósito de criar nova identidade desvinculada da Chevrolet, adotaram uma nova carenagem, desenvolvida pelo fabricante de carrocerias de ônibus CAIO.

Além disso, desenvolveram a parte mecânica do Opala, equipando o novo modelo com um câmbio Saenz de 4 marchas.

A independência durou até 1990, quando a Chevrolet retomou sua trajetória na categoria.

Coisas pra se pensar

Silverstone já foi.

Mas enquanto a Inglaterra aposenta um dos mais tradicionais circuitos, a França despede-se como nação.

Acabou.

Em todo o continente americano - TODO - sobrou só o Brasil.

Canadá, México, Argentina são coisas de um passado longínquo.

Agora, é a Europa que se afasta.

Como uma lesma, mas se afasta.

E a Ásia começa a tomar conta dos espaços.

O primeiro

Para comemorar os 60 anos, a Porsche expôs o exemplar número 1 da marca, no North American Concours d’Elegance. O evento reuniu colecionadores de carros mais premiados do mundo, no dia 14 de agosto em Peeble Beach, na Califórnia (EUA). O lugar é famoso por atrair praticantes de golf.

O esportivo foi concebido por Ferdinand ‘Ferry’ Porsche quando ele se convenceu de que não encontraria o carro dos seus sonhos. Carinhosamente chamado de Porsche número 1 pelos milhares de seguidores da marca, ele começou a ser criado em 1947, no período pós-guerra, em Gmünd, na Áustria.

Oficialmente conhecido como Bater 356-001, essa máquina ganhou belos contornos graças a Karl Rabe, um talentoso designer que trabalhou para o pai de Ferry no desenvolvimento do Volkswagen original. E foi dele que esse esportivo herdou suspensão, faróis e embreagem.

Já o motor quatro cilindros conhecido como ‘flat-four’ foi modificado para que os 25 cavalos de potência saltassem para 40 e a velocidade alcançasse incríveis 139 Km/h.


PS: Copiado da Teca.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Cem anos

Bicão

Levado pelos bons resultados obtidos no turismo alemão, Hans Heyer tentou a sorte na F1.

Convidado pela ATS, não conseguiu classificar seu carro para o GP da Alemanha de 1977.

Entretanto, isso não o impediu de correr.

No domingo, assim que houve a formação de largada, Heyer saiu dos boxes, de fininho, e alinhou seu Penske no fundo do grid.

Os carros partiram e Heyer seguiu atrás deles.

Logicamente, o alemão deveria receber bandeira preta.

Entretanto, os fiscais demoraram para perceber a irregularidade e Heyer só abandonou a corrida na nona volta, com o câmbio quebrado.

Assim, o resultado de Heyer foi validado, aparecendo, inclusive, nos sites de estatísticas.

Definitivamente, eram outros tempos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Algumas imagens a mais

Construídos somente para corridas e quebras de recordes, os Blitzen Benz foram concebidos para dar vida nova aos produtos da marca alemã, que, cada vez mais, perdiam mercado para Peugeot e Daimler.

O sucesso alcançado por esses modelos nas pistas, proporcionou a construção de uma nova fábrica, onde eram produzidos ônibus e motores aeronáuticos.

Infelizmente, após a Primeira Grande Guerra, a empresa não conseguiu se reestruturar.

Assim, a partir de 1924, a Benz submeteu-se a uma fusão com a então rival Daimler.

O modelo da foto, equipado com um propulsor de 21.5 litros e 200 hps, foi responsável, em 1911, pelo recorde mundial de velocidade, ao atingir a marca de 228.1 km/h.

A foto, como sempre, foi publicada pelo oliver no Fove.

Um cego ao volante a mais de 300 km/h

Seja sincero.

Você pegaria carona com um motorista cego, a mais de 300 km/h?

...

Bem, tudo aconteceu na pista de pouso da base militar de Istres, próximo a Marselha, no sul da França.

O belga Luc Costermans quebrou o recorde de velocidade para motoristas cegos, ao atingir 308,78km/h, a bordo de um Lamborghini Gallardo.

Mr Costermans, cego há 4 anos, dedicou o feito ao ex-piloto de F1, o francês Phillip Streiff, que ficou tetraplégico em 1989, após um acidente durante testes de pneus no Rio de Janeiro.

Rob Walker, um independente.

Imaginem a seguinte situação: um milionário apaixonado por automobilismo chega na McLaren e compra um chassi; vai na Ferrari e compra motores; passa na Bridgestone e leva pneus de todos os tipos; contrata mecânicos, engenheiros, compra um caminhão todo equipado, monta o seu carrinho, contrata Fernando Alonso e vai disputar os GPs. Loucura, isso é impossível. Hoje, sim. Mas até a década de 1970 isto era perfeitamente possível.

E foi exatamente isto que fez o ex-piloto e herdeiro do famoso whisky escocês, Robert Ramsey Campbell Walker, mais conhecido no mundo automobilístico como Rob Walker.

Ao se casar, em 1940, prometeu à sua esposa que abandonaria as corridas, resolvendo então criar sua própria equipe para continuar ligado ao automobilismo.

Era o início da R.R.C. WALKER RACING TEAM.

Compete no mundial de 1953 até 1972, quando faz parceria com a Surtees, deixando de competir com sua própria equipe.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quando o Lancia caiu no mar

Só para complementar o belíssimo histórico de Alberto Ascari, postado pelo oliver, algumas curiosidades do modelo D50 e a queda no Mediterrâneo.

Lembrando que o italiano era um homem bastante supersticioso e, talvez, tivesse razões para isso.

No GP de Mônaco de 1955, o piloto perdeu o controle do seu Lancia D50 e caiu no mar.

Entretanto, apesar de ter sido um acidente de grandes proporções, Ascari fraturou apenas o nariz.

Quatro dias depois, foi convidado pelo amigo Eugenio Castellotti, para acompanhar uma sessão de testes da Ferrari, que iria participar da Mille Miglia.

Fascinado pelo modelo, Ascari pede para experimentar a máquina.

Depois da terceira volta, perde o controle do carro, na saída da curva que hoje é conhecida como Variante Ascari.

A Ferrari capota e o piloto é arremessado longe, morrendo na hora.

Por uma incrível coincidência, naquele mesmo dia, trinta anos antes, Antonio Ascari (pai do piloto), havia sofrido seu acidente fatal, no Grande Prêmio da França.

Infelizmente, depois da morte de Alberto Ascari, a Lancia retirou-se da Fórmula 1.

A Fiat, dona da marca italiana, cedeu os modelos D50 e todo o pessoal técnico para a Ferrari.

Lembrando que, naquela época, a Ferrari ainda não pertencia ao Grupo Fiat.

Como resultado, Fangio foi campeão no ano seguinte, correndo com o D50.

O carro, que havia caído no mar, foi recuperado e utilizado normalmente por seus pilotos durante a temporada.

Mais fotos:
Foto 1, Foto 2, Foto 3 e Foto 4!

Algumas imagens a mais

87 Williams FW11B Honda - Piquet - Jacarepagua

Ainda em 1987, durante o GP da Hungria, Nelson Piquet percebeu que seu Williams era muito comprido e mais lento nas curvas de alta velocidade.

Então, pediu o encurtamento do carro em duas polegadas entre eixos.

Porém, só pediu a modificação após o warm-up, pouco antes da corrida, quando não daria mais tempo para seu companheiro de equipe, o britânico Nigel Mansell copiar o acerto.

Como resultado , deixou seu monoposto mais rápido e venceu a corrida.

Por essas e outras, Piquet é considerado um dos maiores acertadores de carro da história do automobilismo.

Red Bull de rua

Segundo estimativas, 85.000 pessoas assistiram a demonstração da Red Bull, pelos 3,5 km do circuito improvisado de Brasília.

Lembrando que na sexta feira, o canadense Robert Wickens, piloto da Red Bull Junior na WS, havia quebrado o recorde do autódromo da cidade, que, obviamente, durava 34 anos.

E, não pára por aí.

Segundo o blog Velocidade, a Williams fará uma demonstração pelas ruas de Salvador, no próximo dia 19.

No dia 30, será a vez de Nelsinho Piquet conduzir sua Renault pelas ruas de São Paulo.

Ah, sim.

O registro dos "zerinhos" foi retirado daqui.

domingo, 12 de outubro de 2008

O asco e a ojeriza

Pode-se dizer que são sinônimos.

São o nojo, elevado à enésina potênca.

E foi assim que vi o GP de ontem.

Puniram o Hamilton pelo arrojo e determinação.

Só falta, agora, a FIA deixar de lado a forma velada como vem fazendo as coisas e admitir publicamente que as ultrapassagens estão definitivamente proibidas.

Já a anta do Massa saiu da pista e atirou o carro em cima do Hamilton.

Foi punido, claro.

Mas que porcaria de punição.

Mais incentiva o crime que o detém.

Ainda por cima, no final, a anta ainda é premiada por conta da sua Síndrome de Moisés.

Forçou em cima do Bordais, bateu, e o Bordais levou a culpa.

Resultado ?

Um prêmio à mediocridade que este pilotinho brasileiro aflorou.

Cara, que nojo, que asco, que ojeriza.

Perdoem os amigos mas, dada a característica do tema, em respeito aos mesmos deixo de acrescentar uma imagem.

A redenção de Alonso

Pode-se dizer que uma corrida inteira aconteceu nas duas primeiras voltas do GP do Japão.

Houve de tudo.

Disputas intensas na largada, uma batida feia, manobras pra lá de controversas e, algumas voltas depois, punições envolvendo os principais postulantes ao título.

Entretanto, isso não quer dizer que o restante da corrida não tenha sido emocionante.

Até porque, Felipe Massa, depois de uma corrida intensa, ficou com o carro atravessado, depois de uma disputa com Sebastian Bourdais, que saía dos boxes naquele instante.

Não deixou de ser uma corrida decidida nos bastidores.

Aliás, teriam sido justas as punições para Hamilton, Massa e Bourdais?

No mais, mais uma vitória espetacular de Fernando Alonso.

Talvez, se fosse qualquer outro, não teria conseguido o resultado, depois da mudança de estratégia da equipe, que resolveu fazer um pit stop mais rápido e largar toda a responsabilidade nas mãos do asturiano.

sábado, 11 de outubro de 2008

Pensamento do Dias


Quem é do Méier, não bobéier.

Darwinismo Social

Esta crise me fez lembrar Darwin.

Verdade que ele é desconhecido de alguns dos pais da democracia e da liberdade.

Eles repelem violentamente Darwin e acreditam que o mundo foi criado há pouco mais de 5 mil anos, conforme consta no 1º testamento.

Mas, em uníssono, eles acreditam no capital, no poder do capital, e na grande ojeriza que é o comunismo.

E agora que vem o mais interessante.

Não só o país da liberdade e da democracia, mas também algumas regiões menos civilizadas do mundo, como a Inglaterra, estão SOCIALIZANDO À FORÇA o prejuízo do sistema bancário, nacionalizando bancos fraudulentos e criminosos.

Na hora de ganhar: CAPITALISMO.

Na hora de perder: COMUNISMO.

E o povo, o que pensa ?

Ah, o povo.

Este nunca ouviu falar em Darwinismo Social, a explicação "científica" do sistema capitalista.

Mas, pra quê perder tempo com o povo ???

É um jogo. Mas, é sujo ?

Vou aproveitar o post do Felipe e lançar a polêmica.

Massa está cheio de gasolina. Não cabe nem mais uma gota.

Kimi está vazio.

Tinha que conseguir a pole, mas não. Vai largar em segundo.

Reavaliando a estratégia, agora Kimi tem que pular na ponta, custe o que custar.

Agora Kimi tem que segurar o Hamilton, custe o que custar.

É um jogo.

Mas, é sujo ?

Mão na taça?

Fica a questão, pela diferença de desempenho, em Fuji, entre os dois pilotos que estão disputando o título.

A pole ficou com o britânico Lewis Hamilton, que tratou de desmentir a polêmica da semana passada, quando se comparou ao Ayrton Senna.

"Isso é besteira. Nunca disse isso e, se fosse dizer algo sobre alguém, com certeza não seria sobre Ayrton. Ele é meu piloto favorito, foi o melhor que já existiu e acho que, ainda hoje, ninguém conseguiria derrotá-lo".

"Sempre disse que seria um sonho alcançar apenas uma parte pequena do que ele alcançou em sua carreira. Seria bom se vocês corrigissem isso na mídia".

Ok.

Corrigido, Mister Hamilton.

No mais, havia chovido pela manhã em Fuji, deixando a pista um verdadeiro sabão.

Talvez, por isso, Felipe Massa não tenha ido além do quinto tempo, ficando atrás, inclusive, de seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que há sete corridas não ocupava a primeira fila de uma classificação.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Veni vidi vici

Antes de qualquer coisa, queria muito agradecer ao oliver e Gabriel pela atualização no blog, neste período que estive em Recife.

Sem palavras galera, os últimos posts ficaram incríveis.

Aliás, vou falar um pouco sobre o tabagismo na F1, inspirado nesse post do oliver, já que a Marlboro combina e muito com a atmosfera do circo da F1.

As famosas palavras do título desse post, proferidas por Julio Cesar, podem ser encontradas no logotipo da Phillip Morris.

A Marlboro iniciou sua trajetória vitoriosa na F1 como patrocinadora pessoal do piloto Jo Siffert, da BRM.

Depois da morte do piloto suíço, em 1971, estenderam o investimento para os carros da equipe.

O acordo coincidiu com um período de declínio da equipe.

Ciente dessa situação, a Marlboro se mudou para a McLaren, formando uma das parcerias mais bem sucedidas da Fórmula 1.

Atualmente, a empresa patrocina a Ferrari, única equipe a contar com o patrocínio da indústria do tabaco.

No passado, Jean-Pierre Beltoise deu um verdadeiro show no GP de Mônaco de 1972, exibindo as cores da Marlboro, debaixo de um verdadeiro dilúvio.

Naquela oportunidade, Beltoise superou Fittipaldi e Ickx na largada, dando um "banho" na concorrência, em uma apresentação de gala.

Aquela seria a única vitória de Beltoise na F1 e a última da história da BRM.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

And the winner is ...


ALBERTO ASCARI
1952 - 1953



A carreira de Alberto Ascari foi curta, mas muito densa em resultados.

Nascido em Milão, Alberto é filho de Antonio Ascari, um dos principais pilotos do período inter-guerra. Em 1926, quando liderava uma corrida no circuito Monthléry, sofre um acidente fatal. Alberto tinha 7 anos.

Ele começou em corridas de MotoGP antes de passar para as quatro rodas em 1940.

Enzo Ferrari é um antigo colega de seu pai. Alberto ganha um lugar na Auto Avio Construzioni e participa da Mille Miglia.

Em 1947 começou a disputar Grand Prix, ganhando uma corrida em 1948 e três em 1949. Portanto, a participação no Campeonato do Mundo era previsível.

A Ferrari não pode correr o primeiro GP da história por razões financeiras e Ascari começa em Mônaco. Ao escapar de um acidente que elimina 9 carros, Ascari termina em 2º lugar, voltando a ocupar a mesma posição em Monza. Termina a temporada em 5º.

Em 1951, a Ferrari está começando a ter supremacia sobre a Alfa Romeo. Após dois segundos lugares, Ascari ganha sua primeira corrida, em Nürburgring, voltando a vencer em Monza, colocando-se como um aspirante ao título. Mas um problema em Pedralbes deixa-o em quarto lugar na corrida. Ele é vice-campeão atrás de Fangio.

Em 1952 Fangio é vítima de um violento acidente, ficando temporariamente incapacitado de correr. A festa começa.

Ascari não participou da primeira etapa, na Suíça, mas é um dos poucos europeus a correr as 500 Milhas, quando elas integravam o Campeonato Mundial. Entretanto, os resultados decepcionam: 19 º no grid, abandonando na volta 40.

Então Ascari vence todas as 6 últimas corridas do campeonato, conseguindo o placar perfeito: 36 pontos em 36 possíveis, com um total impressionante de 53,5 pontos.

Em 1953, mais 5 vitórias em 8 possíveis (sem contar a Indy 500) e o segundo título.

Então a queda.

Ascari assina com a Lancia em 1954, mas teve de guiar Ferrari e Maserati antes do carro ficar pronto, o que acontecerá apenas na última corrida, na Espanha. Assim, sua participação no mundial de 1954 foi muito discreta e a única alegria do ano foi ter vencido a Mille Miglia com a Lancia, em 2 de maio.

Em 1955, com a Lancia D50, Alberto lidera as 12 primeiras voltas na Argentina. Em Mônaco, na 80ª volta, seu carro mergulha no Mediterrâneo. Escapa com poucas contusões.

Mas 4 dias depois, no circuito de Monza, não terá a mesma sorte. Durante os testes de um carro para Eugenio Castellotti, sofre um grave acidente.

Tal como o pai, ele morreu na idade de 36 anos, no dia 26. Os últimos números na carreira de Alberto Ascari.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Fim de Montreal no Calendário.

Foi anunciado, essa semana, mais uma lástima, uma tristeza para nós fãs da Formula 1.

Foi retirado do Calendário do ano que vem, 2009, a pista de Montreal, no Canadá, que proporcionou grande histórias e grande batalhas, como a de Alan Jones pelo título de 1980 e a primeira Vitória de Gilles Villeneuve, em 1978.

O Grande Prêmio do Canadá está no calendário desde 1967, mas passou para Montreal apenas em 1978, e está por lá até hoje, sendo que correram antes em Mosport Park e outras pistas.

Agora, o que me deixa mais chateado é que essa sacanagem é tudo por causa de dinheiro. Pra que retirar Montreal do calendário? Apenas para colocar no calendário uma pista em Abu Dhabi, que de bom não tem nada, apenas um bando de Homens-Bomba e uns Poços de Petróleo.

Que todos os bilionários da Formula 1 vão àquele lugar, e não voltem tão cedo.

Fica aqui meu protesto.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Puma GTB - Série Clássicos

Fico impressionado com a industria Brasileira de hoje, parece tão sem criatividade.

Todos os carros são iguais e parecem ser feitos do mesmo material que eram feitos os carros de brinquedo quando eu era criança: Plástico. Mas o fato não é esse.

O fato é que há tempos atrás, um dos carros que bombava, era nacional. E como. Muito brasileiro, e bonito, todo adolescente sonhava em ter um, ou babava nas vitrines da Puma em SP.

É o Puma GTB, feito entre 1974 e 1990, com 3 variações, o S1, o S2 e o AMV. Um dos carros Brasileiros de maior prestígio entre nós e até internacionalmente. Os outros mais conhecidos são Opala e, acredite, SP2!

Uma história conta que Anísio Campos tentou fazer negocio com a Ford pelo motor 302 V8, mas ficou mesmo com o bom, velho e clássico 6 Cilindros, do Opala.

Este é um Puma GTB S2 1980, pertencente ao meu pai. Uma das melhores maquinas que já andei, incluindo Opalas, Mavericks e Galaxies. Mas isto é história pra mais tarde.

Nonno

Sempre considerei Emilio Zambelli um exemplo de superação.

Até porque, sua história no Brasil, assim como outros milhares de italianos, começou dentro de um navio, na esperança de reconstruir uma vida.

No automobilismo, conquistou vitórias importantes, como as 24 Horas de Interlagos (1966), as 4 Horas de Curitiba (1967), tornando-se o primeiro vencedor na pista de Pinhais, os 500 Quilômetros de Interlagos (1961) e os Mil Quilômetros de Brasília (1970).

Companheiro inseparável, o Giulia da foto esteve presente na maioria das conquistas, representando a equipe Jolly, importadora e concessionária Alfa Romeo, constituída por Emilio e Piero Gancia.

Inclusive, a história da Jolly não parou por aí, já que, mais tarde, compraram uma fábrica de rodas de alumínio, a Metalúrgica Jolly, na qual foram sócios até 1987.

Emilio vendeu a empresa em 1993, quando se elegeu presidente do Automóvel Clube Paulista.

Lembrando que a foto foi recebida por email e enviada por Ron Groo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O recordista brasileiro

Este é o Carcará.

Uma carroceria de alumínio batida à mão sobre um chassi de Fórmula Júnior.

O motor: um modesto DKW de 1.100 cilindradas.

O resultado: o record brasileiro de velocidade, em 29.06.1966, com 212,903 km/h.

E a gente ainda não aprendeu a dizer


QUE POVO FANTÁSTICO.


Faltou o link.

http://www.obvio.ind.br/index2.asp

Brinquedo de gente grande

Esta é a réplica do Bentley EXP Speed 8, que venceu em Le Mans, no ano de 2003.

Apenas 100 foram fabricadas.

Mas, pela bagatela de R$ 8.000,00, fora impostos ....

Não. Já venderam todas.

Afinal de contas, quem não gostaria de ter uma destas em casa.