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domingo, 1 de novembro de 2009

Lusco-Fusco

Durante a semana, o circuito de Abu Dhabi foi bastante elogiado pela beleza de sua arquitetura e pelo contraste de ambiente.

Para se ter uma ideia, todos os assentos das arquibancadas são cobertos e,em determinado ponto, a pista passa por baixo do luxuoso Hotel Yas, cuja iluminação da superfície muda de cor.

Além disso, foi a primeira vez que uma corrida teve sua largada de dia e a chegada à noite, com a primeira parte da prova disputada com luz natural e a segunda parte com iluminação artificial de refletores.

Pena que o traçado de Yas Marina, caracterizado por uma série de curvas lentas e pela maior reta do calendário (com 1,2 km), não correspondeu às expectativas, proporcionando uma corrida monótona, com raras ultrapassagens e poucas emoções.

A largada até teve alguns momentos de disputas. Logo na primeira curva, Rubens Barrichello tocou Mark Webber ao tentar uma ultrapassagem e perdeu parte da asa dianteira.

Com a peça danificada, o brasileiro da Brawn acabou superado por Button e teve de se acostumar ao carro com menor pressão aerodinâmica.

Na liderança, Hamilton não pôde aproveitar a superioridade da McLaren, já que problemas nos freios e uma vibração na roda traseira direita o fizeram abandonar na 21ª volta.

Quase que simultaneamente, o novato Jaime Alguersuari se confundiu e entrou nos boxes da Red Bull, ao invés do da Toro Rosso.

Desesperados, os mecânicos da Red Bull mandaram o espanhol passar direto, e Vettel, que entrou na sequência, conseguiu fazer normalmente sua parada. Sem gasolina para completar mais uma volta, Alguersuari teve sua prova encerrada.

Já à noite, os pilotos fizeram a segunda rodada de pit stops e as posições da frente não se alteraram: Vettel, Webber, Button e Barrichello.

Nesse momento, Kubica tentou superar Buemi, por fora, mas acabou rodando e perdeu o nono lugar para Nico Rosberg.

Momentos depois, Trulli foi o responsável por fazer o último pit-stop com reabastecimento da Fórmula-1.

Mais adiante, Button partiu em busca da segunda posição e partiu, definitivamente, para cima do australiano da Red Bull.

Na última volta, o Campeão de 2009 chegou a colocar sua Brawn lado a lado com Webber, que evitou a ultrapassagem e, assim, conseguiu confirmar quarta dobradinha da Red Bull na temporada.

Em uma corrida sem grandes emoções, vitória de Vettel e destaque para Kamui Kobayashi, da Toyota. Correndo no lugar de Timo Glock, o japonês repetiu o bom desempenho da estréia em Interlagos e somou seus três primeiros pontos com a conquista da sexta colocação.

A Fórmula 1 agora só retoma as atividades em 14 de março, no Grande Prêmio do Bahrein.

Confira o resultado final do GP de Abu Dhabi:
1º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
2º Mark Webber (AUS/Red Bull)
3º Jenson Button (ING/Brawn)
4º Rubens Barrichello (BRA/Brawn)
5º Nick Heidfeld (ALE/BMW)
6º Kamui Kobayashi (JAP/Toyota)
7º Jarno Trulli (ITA/Toyota)
8º Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso)
9º Nico Rosberg (ALE/Williams)
10º Robert Kubica (POL/BMW)
11º Heikki Kovalainen (FIN/McLaren)
12º Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
13º Kazuki Nakajima (JAP/Williams)
14º Fernando Alonso (ESP/Renault)
15º Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India)
16º Romain Grosjean (FRA/Renault)
17º Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari)
18º Adrian Sutil (ALE/Force India)

Abandonaram:
Lewis Hamilton (ING/McLaren)
Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso)

domingo, 4 de outubro de 2009

Vettel vence em Suzuka

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A corida em Suzuka é uma das mais emocionantes da temporada na opinião dos pilotos. As curvas de alta velocidade exigem habilidade e um bom acerto do carro.

Especialmente a 130R, que é a curva que exerce a maior força G sobre o carro: quatro vezes mais do que a força da gravidade no repouso. Por essas características, este é, juntamente com Spa, o traçado mais difícil e técnico do mundial, com poucas freadas fortes e somente uma chicane final.

Nas arquibancadas, os fãs vão ao delírio e ficam no circuito até tarde da noite. São realmente apaixonados pelo esporte, cuja síntese pode ser repesentada naquele que é um dos grandes templos do automobilismo mundial. Ali, diante dos olhos, os japoneses podem acompanhar, o passado, o presente e o futuro.

Sim, afinal, a pista que definiu o campeão da Fórmula-1 em 10 oportunidades, e que este ano voltou a receber o Grande Prêmio do Japão, se modernizou e não apresentou mudanças no desenho original do inglês John Hugenholtz.

A soma desses fatores, no entanto, não resultou em muitas disputas ou ultrapassagens em pista. Tão pouco num espetáculo emocionante ou divertido. Foi um tédio, para dizer a verdade. A corrida deste ano, pelo jeito, será lembrada mais pela confusão na formação do grid do que por qualquer outra coisa.

A corrida

A largada teve algumas mudanças de posições. Hamilton pulou para segundo, enquanto Kimi Raikkonen caiu para quinto. Barrichello se manteve em sexto, e Button perdeu uma posição, terminando a primeira volta em 11º.

Responsável pelo acidente que bagunçou o grid nos treinos de ontem, Sébastien Buemi ficou parado no grid e caiu para último lugar. Mesmo largando dos boxes, Mark Webber voltou cinco vezes aos pits e deu adeus às chances de brigar pelos pontos.

Na frente, seu companheiro de equipe, o alemão Sebastian Vettel abria vantagem sobre Hamilton, enquanto Button logo conseguiu retomar sua posição original de largada ao ultrapassar Robert Kubica.

Depois, quando a corrida se desdobrava de uma maneira tranquila, Sutil, que já havia perdido duas posições para Rosberg e Kovalainen, iniciou uma perseguição ao finlandês da McLaren.

Na tentativa de ultrapassar o adversário, Sutil foi tocado por Kovalainen na roda traseira e rodou. Os dois seguiram na prova, mas perderam várias posições. Entre os beneficiados estava Jenson Button, que ascendeu ao oitavo lugar.

Em seguida, os pilotos deram início à série de paradas nos boxes de uma maneira bastante tranquila, com poucas mudanças nas posições em pista.

Nesse momento, Barrichello passou a perder rendimento e acabou se distanciando de Raikkonen, que estava em quinto e cerca de um segundo mais rápido por volta. Graças a esse desempenho, o finlandês conseguiu ganhar o quarto lugar de Heidfeld após a segunda rodada de pit-stops.

Outro piloto que ganhou uma posição nos pits foi Trulli, que conseguiu ultrapassar Hamilton e ficar em segundo lugar. No meio do pelotão, Kovalainen fez uma das poucas ultrapassagens em pista da corrida, quando, na saída dos boxes, superou o apático Fisichella.

Brigando pelo título, Barrichello saiu dos boxes apenas uma posição à frente de Button, em sétimo. Assim, o inglês conseguiu cumprir sua proposta inicial, de marcar seu companheiro de equipe sem dar espaço para uma reação.

Quando a corrida parecia decidida, porém, Alguersuari provocou a entrada do safety-car na pista, depois de bater na 130R. Nesse momento, Vettel viu a vantagem que havia construído ao longo da corrida desaparecer.

Nesse momento, Nico Rosberg, que ainda precisava fazer seu segundo pit-stop, aproveitou a bandeira amarela para entrar nos boxes e voltar em quinto, sem perder nenhuma posição.

A corrida foi retomada faltando quatro voltas para o final, sem nenhuma mudança. Vettel apoveitou a presença de Romain Grosjean, que estava entre ele e Trulli, para abrir a vantagem necessária para cruzar em primeiro.

O italiano da Toyota chegou em segundo e comemorou o segundo pódio consecutivo da Toyota.

Final

1°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 67 voltas em 1h28min20s443
2°. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 4s877
3°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 6s472
4°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 7s940
5°. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 8s793
6°. Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 9s509
7°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 10s641
8°. Jenson Button (ING/Brawn), a 11s474
9°. Robert Kubica (POL/BMW), a 11s777
10°. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 13s065
11°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 13s735
12°. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari), a 14s596
13°. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 14s959
14°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India), a 15s734
15°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 17s973
16°. Romain Grosjean (FRA/Renault), a 1 volta
17°. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 2 voltas

Não completaram:

Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), 43 voltas/batida
Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 10 voltas/abandono

sábado, 3 de outubro de 2009

E o grid?

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A ordem definitiva de largada para o GP do Japão foi oficializada pela FIA apenas na manhã do domingo, madrugada no Brasil.

Aliás, fazia tempo que não acompanhava uma sessão de treinos tão tumultuada. Primeiramente, devemos lembrar que Mark Webber bateu no terceiro treino livre e sequer participou da classificação.

E tome bandeira vermelha

Durante o Q1, Buemi e Kovalainen sofreram pequenos incidentes na Curva Degner, mas conseguiram se recuperar e avançar na classificação. No fim, ninguém se surpreendeu quando Giancarlo Fisichella, Kazuki Nakajima, Romain Grosjean e Vitantonio Liuzzi foram os primeiros eliminados da disputa.

No início da segunda parte do treino, a Degner fez mais uma vítima: o espanhol Jaime Alguersuari, da Toro Rosso, que bateu forte na proteção de pneus e provocou a primeira interrupção do treino.

Minutos depois, foi a vez de Glock bater e provocar bandeira vermelha. O alemão sofreu um corte na perna esquerda e, por conta de fortes dores nas costas, foi levado de helicóptero até um hospital próximo à Suzuka.

No fim, Nico Rosberg, Fernando Alonso e Robert Kubica não conseguiram passar de fase, enquanto Sutil e Buemi levaram, respectivamente, Force India e Toro Rosso à superpole.

O suíço, no entanto, sofreu mais um acidente, que provocou uma bandeira amarela no momento em que Button e Barrichello faziam suas voltas rápidas. Por conta dos danos em seu bólido, inclusive, não voltou mais para a pista.

Vettel e a volta perfeita

No início do Q3, mais uma bandeira vermelha foi agitada no circuito. Kovalainen escapou na curva localizada após o grampo e danificou a caixa de câmbio de sua McLaren.

Na retomada da sessão, os piltotos tiveram pouquíssimo tempo para brigar pela pole. Com isso, Vettel se deu bem ao cravar a melhor volta em sua primeira tentativa. Trulli ficou com o segundo tempo, a 0s060 do representante da Red Bull.

Punições e mais punições...

A primeira punição do final de semana, foi ministrada logo depois do terceiro treino livre, já que Vitantonio Liuzzi teve de trocar o câmbio. Como ele ficou em 19°lugar, o grid não mudaria em função disso.

Horas depois do encerramento do treino oficial, os comissários confirmaram que Rubens Barrichello, Jenson Button, Fernando Alonso e Adrian Sutil seriam punidos por terem realizado os seus melhores tempos no Q2 sob bandeira amarela.

Além deles, Sebastian Buemi também perdeu cinco posições no grid por ter causado duas bandeiras amarelas.

Em razão da batida no Q3, Heikki Kovalainen precisou trocar a caixa de câmbio de seu carro, o que também lhe fez perder cinco posições, alterando novamente o grid para a etapa de Suzuka.

No total, contando com Timo Glock, que precisaria de um novo chassi, foram oito punições neste treino.

De acordo com o regulamento da Fórmula 1, as várias punições foram aplicadas na ordem em que cada uma delas foi oficializada pelos comissários esportivos da corrida de Suzuka.

No primeiro anúncio, por exemplo, Barrichello havia ficado em nono, mas a punição foi reduzida.

E assim ficou o grid de largada:

1. Sebastian Vettel, Red Bull
2. Jarno Trulli, Toyota
3. Lewis Hamilton, McLaren
4. Nick Heidfeld, BMW Sauber
5. Kimi Raikkonen, Ferrari
6. Rubens Barrichello, Brawn GP
7. Nico Rosberg, Williams
8. Adrian Sutil, Force India
9. Robert Kubica, BMW Sauber
10. Jenson Button, Brawn GP
11. Heikki Kovalainen, McLaren
12. Jaime Alguersuari, Toro Rosso
13. Sebastien Buemi, Toro Rosso
14. Giancarlo Fisichella, Ferrari
15. Kazuki Nakajima, Williams
16. Fernando Alonso, Renault
17. Romain Grosjean, Renault
18. Vitantonio Liuzzi, Force India
19. Mark Webber, Red Bull

Edit: Atualizações e Curiosidades

glock

* Timo Glock não participou dos dois treinos livres da sexta-feira em Suzuka. Com febre decorrente de uma forte gripe, foi substituído pelo atual campeão da GP2 Asia, o japonês Kamui Kobayashi.

* Inclusive, Kobayashi se tornou o primeiro terceiro piloto a participar de um treino na atual temporada.

* Além dele, Jaime Alguersuari, Sébastien Buemi, Timo Glock, Romain Grosjean, Lewis Hamilton, Heikki Kovalainen e Kazuki Nakajima debutaram em Suzuka.

* Sebastian Vettel, pela BMW-Sauber, e Adrian Sutil, pela Spyker, chegaram a participar dos treinos de sexta feira no GP do Japão de 2006, em Suzuka, quando o terceiro carro de cada equipe era liberado para participar das seções.

* O acidente sofrido por Timo Glock deixou o piloto de fora do GP do Japão. Por conta de um corte de cinco centímetros na perna esquerda, o alemão foi aconselhado pelos médicos e pela equipe a não disputar a prova.

* A Toyota tentou inscrever o terceiro piloto Kamui Koboyashi, com a alegação de que ele tinha participado das sessões de sexta-feira. Os comissários rejeitaram a sugestão, já que o regulamento impede a participação na corrida de alguém que não treinou em qualquer sessão do sábado.

* Faltaram compostos moles para Raikkonen no Q3. Por isso, o finlandês foi obrigado a participar do superpole com pneus duros.

* Esta foi a quinta pole position do alemão Sebastian Vettel. Com isso, o alemão igualou as marcas de Giuseppe Farina, Chris Amon, Clay Regazzoni, Patrick Tambay e Keke Rosberg.

* Antes de bater no Q3, Heikki Kovalainen registrou a maior velocidade do treino ao atingir a marca de 313.0 km/h. Seu companheiro na McLaren, o inglês Lewis Hamilton, ficou com a segunda maior média, com 311.0 km/h.

*As estratégias:

01. Sebastian Vettel, Red Bull, 658.5kg
02. Jarno Trulli, Toyota, 655.5
03. Lewis Hamilton, McLaren, 656
04. Nick Heidfeld, BMW Sauber, 660
05. Kimi Raikkonen, Ferrari, 661
06. Rubens Barrichello, Brawn GP, 660.5
07. Nico Rosberg, Williams, 684.5
08. Adrian Sutil, Force India, 650
09. Robert Kubica, BMW Sauber, 686
10. Jenson Button, Brawn GP, 658.5
11. Heikki Kovalainen, McLaren, 675
12. Jaime Alguersuari, Toro Rosso, 682.5
13. Sebastien Buemi, Toro Rosso, 665.4
14. Giancarlo Fisichella, Ferrari, 661.5
15. Kazuki Nakajima, Williams, 695.7
16. Fernando Alonso, Renault, 689.5
17. Romain Grosjean, Renault, 691.8
18. Vitantonio Liuzzi, Force India, 682.5
19. Mark Webber, Red Bull, n/a

* Após o treino classificatório para o GP do Japão, o placar das disputas internas das equipes em grid de largada ficou assim:

McLaren Mercedes: Hamilton 11 x 4 Kovalainen
Ferrari: Fisichella 0 x 3 Raikkonen
BMW Sauber: Kubica 8 x 7 Heidfeld
Renault: Alonso 5 x 0 Grosjean
Toyota: Trulli 11 x 4 Glock
Toro Rosso Ferrari: Alguersuari 0 x 6 Buemi
Red Bull Renault: Webber 1 x 14 Vettel
Williams Toyota: Rosberg 12 x 3 Nakajima
Force India Ferrari: Sutil 3 x 0 Liuzzi
Brawn Mercedes: Button 7 x 8 Barrichello

domingo, 27 de setembro de 2009

Deu a lógica em Cingapura

Em função de um erro da equipe, Nick Heidfeld treinou ontem com o carro abaixo do peso. Como seria obrigado a largar dos boxes, a BMW-Sauber aproveitou para trocar o motor e o câmbio do bólido do piloto.

Bom para quem estava atrás de Heidfeld no grid. Entre os beneficiados, Rubens Barrichello, que aproveitou para superar dois adversários na largada e assumir a sétima colocação. Já seu companheiro de equipe na Brawn, o inglês Jenson Button, ultrapassou Nakajima, da Williams, e subiu para décimo.

Na frente, Hamilton manteve a ponta. Seguido por Nico Rosberg, que superou Vettel na largada e assumiu a segunda posição. Pouco depois, Mark Webber perdeu a quarta colocação para Alonso. O australiano insistiu e se recuperou logo em seguida, através de uma manobra ilegal na curva 7.

Temendo uma punição, Webber se viu obrigado a devolver a posição para o espanhol da Renault. Acabou ultrapassado também por Timo Glock, que aproveitou a situação para superar Alonso. Assim, o pelotão da frente passou a ser formado por Hamilton, Rosberg, Vettel, Glock, Alonso, Webber e Barrichello.

Hamilton à frente do pelotão

Durante a primeira rodada de pit-stops, Rosberg passou sobre a linha branca e foi penalizado com um drive-through. Antes de cumprir a punição, porém, acabou prejudicado pela entrada do Safety-Car, acionado após o acidente de Adrian Sutil e Nick Heidfeld. Voltou no final do pelotão, perdendo tempo e muitas posições.

Azar de Rosberg, sorte de Button, que antecipou a parada e na relargada já aparecia próximo a Barrichello, o quinto colocado. Entre os dois, apenas o finlandês Kovalainen, da McLaren.

Enquanto isso, Vettel aproveitou o reagrupamento para pressionar Hamilton, que seguia na ponta. No entanto, o piloto da Red-Bull (que havia perdido um dos retrovisores) excedeu o limite de velocidade na área dos boxes e foi punido com um drive-through.

Barrichello, que vinha bem até o momento do Safety-Car

Não bastasse todos esses problemas, o alemão passou a sofrer com o desgaste prematuro dos freios — que também provocou a rodada e o abandono de seu parceiro Mark Webber.

Nesse momento, durante a segunda rodada de pit-stops, Button aproveitou a parada de Barrichello e acelerou para descontar a diferença. Pouco depois, o inglês foi aos boxes e voltou uma posição à frente de seu principal concorrente ao título, na quinta posição.

Na ponta, Hamilton apenas administrou a vitória, em uma prova marcada pela falta de emoções. O pódio foi completado por Timo Glock e Fernando Alonso.

Com o resultado, Button colocou mais um ponto de vantagem sobre Barrichello e se aproximou ainda mais do título.

sábado, 26 de setembro de 2009

Curiosidades da classificação em Cingapura

* Antes do início do treino classificatório, foi divulgado que Rubens Barrichello perderia cinco posições no grid de Cingapura por trocar a caixa de câmbio de seu carro.

* Os eliminados

Q1

Como era previsto, a Force India voltou ao seu lugar de origem na Fórmula-1. Enquanto o alemão Adrian Sutil terminou em 16º, Vittantonio Liuzzi viveu o drama de outros pilotos que entraram no decorrer do Campeonato e vai largar da última posição do grid.

Por outro lado, o italiano Giancarlo Fisichella reviveu os tempos de Force India e não passou do 18° posto. Pouco à frente larga o espanhol Jaime Alguersuari, da Toro-Rosso, com o 17° tempo do grid.

Alegando problemas nos freios, Romain Grosjean rodou e não foi além da penúltima colocação. Barrichello permaneceu em 15º até os últimos instantes da primeira parte dos treinos e deixou para fazer sua melhor marca no fim, terminando em sexto.

Q2

Os pilotos da Brawn foram obrigados a andar no limite na segunda parte dos treinos. A melhor volta de Jenson Button, porém, não foi suficiente para levá-lo ao Q1.

Acabou eliminado junto a Kazuki Nakajima (11º), Kimi Raikkonen (13º), Sébastien Buemi (14º) e Jarno Trulli (15º).

* Superpole



Q3

Faltando 30 segundos para o final da classificação, Barrichello perdeu o controle de seu carro, que saiu de traseira e bateu no muro.

Com isso, a bandeira vermelha decretou o final prematuro dos treinos. Hamilton acabou com o melhor tempo, seguido por Vettel, Rosberg, Webber, Barrichello, Alonso, Glock, Heidfeld, Kubica e Kovalainen.


* As estratégias

1. Hamilton McLaren-Mercedes 660.5
2. Vettel Red Bull-Renault 651.0
3. Rosberg Williams-Toyota 657.5
4. Webber Red Bull-Renault 654.5
5. Barrichello Brawn-Mercedes 655.5
6. Alonso Renault 658.0
7. Glock Toyota 660.5
8. Heidfeld BMW-Sauber 650.0
9. Kubica BMW-Sauber 664.0
10. Kovalainen McLaren-Mercedes 664.5
11. Nakajima Williams-Toyota 680.7
12. Button Brawn-Mercedes 683.0
13. Raikkonen Ferrari 680.5
14. Buemi Toro Rosso-Ferrari 678.0
15. Trulli Toyota 690.9
16. Sutil Force India-Mercedes 693.0
17. Alguersuari Toro Rosso-Ferrari 683.5
18. Fisichella Ferrari 678.5
19. Grosjean Renault 683.0
20. Liuzzi Force India-Mercedes 656.0

* Após o treino classificatório para o GP de Cingapura, o placar das disputas internas das equipes em grid de largada ficou assim:

McLaren Mercedes: Hamilton 10 x 4 Kovalainen
Ferrari: Fisichella 0 x 2 Raikkonen
BMW Sauber: Kubica 8 x 6 Heidfeld
Renault: Alonso 4 x 0 Grosjean
Toyota: Trulli 10 x 4 Glock
Toro Rosso Ferrari: Alguersuari 0 x 5 Buemi
Red Bull Renault: Webber 1 x 13 Vettel
Williams Toyota: Rosberg 11 x 3 Nakajima
Force India Ferrari: Sutil 2 x 0 Liuzzi
Brawn Mercedes: Button 7 x 7 Barrichello

* Esta foi a 16ª pole position da carreira de Lewis Hamilton. Com isso, o inglês igualou as marcas de Stirling Moss e Kimi Raikkonen.

* No momento em que o treino foi paralisado, Vettel vinha rápido e já havia registrado a melhor parcial do treino. Bateu na trave.



Faíscas!

* Nico Rosberg cravou a melhor volta de todo o fim de semana no Q2, com o tempo de 1min46s197.

* Depois, o alemão da Williams manteve o bom desempenho no Q3 e terminou em 3º, sua melhor posição de largada na temporada e, consequentemente, na carreira, já que repetiu o grid obtido no Grande Prêmio da Malásia de 2006.

* Quatro carros equipados com motores Mercedes registraram as maiores velocidades da sessão oficial.

* Lewis Hamilton chegou aos 289.7 Km/h (o pico de todo o final de semana), e foi seguido por Heikki Kovalainen (288,6), Adrian Sutil (288,5) e Vitantonio Liuzzi (287,4).

* Ontem, Adrian Sutil já havia registrado os 288.6 Km/h, a segunda melhor marca de todo o final de semana.

domingo, 13 de setembro de 2009

Barrica, mais uma vez

Barrichello: segunda vitória no ano

Antes da largada, Rubens Barrichello viveu momentos de grande tensão.

Afinal, a Brawn estudava trocar o câmbio do carro do brasileiro, que chegou a pegar fogo no final do Grande Prêmio da Bélgica por conta de um vazamento de óleo.

A equipe, porém, resolveu manter a peça e Barrichello garantiu a quinta colocação no grid, sem correr o risco de perder cinco posições como forma de punição.

Assim, Barrichello teve a chance de provar que Monza é seu grande circuito, realizando uma corrida irretocável, contando ainda com a estratégia de uma parada adotada pela Brawn.

Na largada, o brasileiro mostrou bastante combatividade, ganhado a posição de Heikki Kovalainen.

Seu parceiro Jenson Button veio na mesma balada e também superou o finlandês da McLaren.

Enquanto isso, Kimi Raikkonen, da Ferrari, assumia a segunda posição, após espremer Adrian Sutil na primeira variante.

Sutil, Hamilton, e Raikkonen disputando a primeira colocação na largada

Da pole, Lewis Hamilton se aproveitou do KERS para pular na frente e, de cara para o vento, abrir vantagem em relação a concorrência.

Candidato ao título, o australiano Mark Webber, da Red-Bull, foi tocado por Robert Kubica e abandonou a prova ainda na primeira volta.

Em razão disso, o polonês da BMW-Sauber foi obrigado a realizar a troca do bico, depois de receber uma ordem da direção de prova. Algum tempo depois, Kubica voltou aos boxes, dessa vez para abandonar a corrida.

No final do primeiro giro, Vitantonio Liuzzi realizou uma das mais bonitas ultrapassagens da corrida, quando superou Kovalainen, por fora, na Parabólica.

Na sequência foi a vez de Fernando Alonso passar Kovalainen, que já havia perdido quatro posições àquela altura.

Hamilton, Raikkonen e Sutil

Depois de 15 voltas na liderança, Hamilton entrou nos boxes e trocou os pneus macios por duros. Voltou para a pista na quinta colocação.

Três voltas depois, Sutil também trocou pneus macios por duros, voltando à frente de Kovalainen, em sétimo. Na volta seguinte, Raikkonen foi ao boxes e voltou entre Liuzzi e Sutil.

Nessa altura da corrida, Barrichello e Button assumiram as duas primeiras colocações, com o brasileriro em vantagem de 2s1.

No entanto, o inglês foi diminuindo a diferença para seu companheiro de Brawn, se valendo do rendimento dos compostos macios.

Na 23ª volta, Liuzzi foi obrigado a abandonar depois de realizar uma corrida bastante eficiente. Estava na quarta colocação, quando encostou na pista com problemas no câmbio.

Barrichello e Button

Depois, a série de paradas seguiu com os carros que escolheram a tática de um único pit-stop. O inglês Jenson Button colocou pneus duros equanto que Barrichello trocou o composto duro pelo mole.

Então, Hamilton retomou a liderança, seguido por Raikkonen, Sutil, Barrichello e Button.

Nesse meio tempo, o inglês da McLaren construiu uma vantagem insuficiente para se manter na liderança da prova.

Assim, Barrichello assumiu a ponta e, com certa tranquilidade, apenas administrou a vantagem para seu parceiro na Brawn.

Contudo, Hamilton não desistiu da briga e acabou perdendo o controle na saída da primeira de Lesmo e bateu de frente no muro.

Como o traçado ficou cheio de pedaços da McLaren, a direção de prova optou em mandar o Safety-Car (que nem chegou a aparecer no vídeo) para a pista na última volta, com a bandeira amarela agitada em todo o circuito.

Sutil: "Melhor ficar por aqui mesmo"

Com isso, Kimi Raikkonen herdou a posição de Hamilton e conseguiu um pódio inesperado àquela altura da prova.

Depois do finlandês da Ferrari, na classificação final, vieram Sutil, em quarto, Alonso, Kovalainen, Nick Heidfeld e Sebastian Vettel completando a zona de pontos.

Por fim, vale lembrar uma briga envolvendo os dois carros da Toyota, pouco antes do término da corrida.

Após uma briga com Kazuki Nakajima, da Williams, Jarno Trulli tocou a primeira chicane e voltou à frente de Timo Glock.

Os dois se envolveram em uma disputa emocionante e quase chegaram a tocar rodas. O italiano acabou levando a pior, de novo, escapando na primeira de Lesmo.


sábado, 12 de setembro de 2009

Curiosidades da classificação (Monza)

* O inglês Lewis Hamilton, da McLaren, conquistou hoje, em Monza, a 15ª pole position da carreira.

* A Force India confirmou a boa fase ao levar, pela primeira vez na história da Fórmula-1, seus dois carros ao Q3.

* E não parou por aí. Depois de dominar dois dos três treinos livres em Monza, o alemão Adrian Sutil conquistou o segundo lugar no grid, sua melhor colocação de largada na carreira.

* Com a conquista do sétimo lugar, Vitantonio Liuzzi comemorou sua melhor posição em um grid de largada.

* A Mercedes-Benz conseguiu a proeza de colocar seis de seus bólidos entre os sete primeiros no grid.

* O australiano Mark Webber, da Red Bull, registrou a maior velocidade da classificação, atingindo a marca de 343,8 km/h.

* O alemão Nico Rosberg culpou as características do circuito de Monza pelo fraco desempenho apresentado pela Williams. Não foi além do 18º tempo, o pior grid da equipe na temporada.

* Com a ajuda do KERS, Romain Grosjean chegou ao Q2 e obteve a 12ª colocação do grid, seu melhor desempenho até o momento na temporada.

* O brasileiro Rubens Barrichello, da Brawn, conquistou a quinta posição com o carro mais pesado entre os dez primeiros colocados do grid, com 688.5 kg. Nas contas de Ross Brawn, esta quantidade de combustível é o suficiente para levar o brasileiro ao fim da prova com apenas uma parada.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dia conturbado na Itália

O alemão Adrian Sutil confirmou a boa fase da Force-India e conquistou, em Monza, a primeira colocação do segundo treino livre e o melhor tempo no combinado das sessões desta sexta-feira.

Até o novato Jaime Alguersuari, da Toro-Rosso, surpreendeu ao registrar a maior velocidade dos treinos, com a marca de 344.1 km/h.

Na maior parte do tempo, inclusive, prevaleceu o equilíbrio entre as equipes, com dezessete carros andando no mesmo segundo.

Porém, nada disso interessa.

Tudo acabou ofuscado, mais uma vez, por assuntos extra-pista.

Como foi amplamente divulgado na imprensa, a Renault foi à justiça francesa e denunciou a família Piquet por "chantagem com agravante".

Além disso, o chefão Flavio Briatore baixou o nível da discussão ao insinuar que Nelsinho teria um caso com um homem mais velho.

E, a seguir, cenas (lamentáveis, provavelmente) do próximo capítulo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Raikkonen vence primeira da Ferrari na temporada

Fisichella, segundo colocado, conquistou os primeiros pontos da equipe na F1

Depois de viver dois momentos de enorme tensão, Rubens Barrichello conseguiu diminuir a diferença de pontos para seu companheiro de equipe e líder do campeonato, o inglês Jenson Button, para 16 pontos.

Os problemas começaram na largada, quando o brasileiro ficou parado por alguns segundos no grid e caiu da quarta para a última posição.

No entanto, Barrichello acordou do pesadelo ainda na primeira volta, depois de ver Button abandonar pela primeira vez na temporada, tocado por Grosjean.

Na confusão, Hamilton, Alguersuari e o próprio francês foram obrigados a abandonar a disputa, forçando a entrada do safety car.

Com a relargada, Raikkonen, que havia pulado da sexta para a segunda posição no início da corrida, ultrapassou Fisichella e assumiu a ponta na base do KERS.

Na parte de trás, Barrichello acelerou forte para realizar uma grande corrida de recuperação, ganhando posições e contando com os azares de alguns concorrentes.

Webber, por exemplo, quase colidiu com Heidfeld, que saía do pit ao mesmo tempo, e foi punido com um "drive through". Alonso, em razão de uma colisão no início da prova, e Trulli se complicaram durante as paradas e também abandonaram.

Faltando três voltas para o final da corrida, o motor de Barrichello começou a "fumar". O brasileiro, que brigava com Kovalainen pela sexta posição, tirou o pé e conseguiu manter o sétimo lugar.

Correspondendo às expectativas, Kimi Raikkonen acabou vencendo o Grande Prêmio da Bélgica, seguido pelo azarão Fisichella, que manteve um bom ritmo e se manteve próximo do finlandês.

Em uma corrida discreta, Vettel concluiu a prova na terceira posição e voltou a crescer na disputa pelo título do campeonato.

sábado, 29 de agosto de 2009

Hare Baba, Fisichella!

* O veterano Giancarlo Fisichella acabou conquistando, em Spa-Francorchamps, a quarta pole-position da carreira e a primeira da história da Force-India.

* Agora, todas as equipes da categoria possuem ao menos uma pole-position no currículo.

* Na última vez que largou da posição de honra do grid, Fisichella ganhou o Grande Prêmio da Malásia de 2006, quando ainda era piloto da Renault.

* Ao lado de Fisichella, completando a sétima "dobradinha" da Itália na F1, larga Jarno Trulli, da Toyota. Coincidentemente, os dois pilotos repetiram o resultado da classificação do GP da Austália de 2005, até então, o último com italianos na primeira fila. Naquela oportunidade, Fisichella estreou com vitória na Renault.

* Na primeira vez que italianos dominaram a primeira fila de uma corrida de F1, em 1952, Spa-Fancorchamps foi palco de uma trinca da Ferrari, composta por Alberto Ascari, Giuseppe Farina e Piero Taruffi.

* Depois de enfrentar alguns problemas no terceiro treino livre, a Red Bull decidiu trocar o motor de Webber para a classificação. No entanto, o time detectou um defeito neste propulsor, provocando uma nova substituição. Assim, o australiano vai para seu sétimo motor no ano, ficando a apenas um do limite imposto para esta temporada.

domingo, 23 de agosto de 2009

Barrichello vence o GP da Europa

Depois de cinco anos, Barrichello não precisou ultrapassar para voltar a vencer na Fórmula-1. Mesmo largando com mais combustível, o brasileiro acelerou o tempo todo e não deixou a dupla da McLaren abrir uma grande diferença.

O piloto da Brawn se livrou de Kovalainen já no primeiro pit-stop e, na parte final da corrida, ainda contou com um erro na parada de Hamilton, que antecipou seu retorno aos boxes e pegou os mecânicos da equipe desprevenidos.

Assim, Barrichello assumiu a ponta e apenas administrou a centésima vitória do Brasil na categoria.

Na entrevista coletiva, o brasileiro lembrou de sua carreira no automobilismo e se revelou ansioso para ouvir novamente o tema da vitória na volta ao Brasil.

Naquele momento, fiquei com a impressão de um discurso de "despedida", como se o brasileiro não fosse mais voltar ao lugar mais alto do pódio.

Mas, como eu disse, foi só impressão.

sábado, 22 de agosto de 2009

Vexame

Para desespero dos fãs italianos, a Ferrari optou em pagar uma dívida antiga com Luca Badoer -- preterido por Mika Salo no Campeonato de 1999 --, e o escalou para, digamos, "participar" do GP da Europa no lugar do convalescente Felipe Massa.

Até o momento, essa opção se revelou um verdadeiro fiasco. Inclusive, depois dos últimos acontecimentos, ficou claro o motivo pelo qual resolveram escolher, na época, o finlandês.

Completamente sem ritmo, o ex-piloto de 38 anos assinalou o último tempo da classificação com o tradicionalíssimo bólido italiano, a cerca de 1,5s do novato Alguersuari.

Assim, desconsiderando-se quebras ou punições, podemos concluir que esta é a pior performance de um piloto da Rossa em treinos desde 1980, quando o time italiano registrou os piores resultados de sua história na Fórmula-1.

No GP do Canadá, penúltima etapa daquele Campeonato, Jody Scheckter, bastante desmotivado, registrou o 26º tempo e não conseguiu se classificar para a corrida. Seu parceiro Gilles Villeneuve escapou por pouco da degola, largando da 22ª posição.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Só 1 segundo, Badoer?

Não costumo falar dos treinos de sexta-feira, mas achei esse dado bastante interessante:

Treino livre da F1: 20º Badoer - Ferrari - 1:45.840
Treino livre da GP2: 1° Nico Hulkenberg - ART - 1:46.871

Apenas 1 segundo separou o último colocado no primeiro treino livre da Fórmula-1 do melhor tempo na GP2.

No segundo treino livre, já houve uma melhora. O italiano saltou para a 18ª posição, com o tempo de 1:42.017. Na prática, ficou à frente apenas de Alguersuari, já que Lewis Hamilton -- último --deu apenas três voltas no período.

Para completar o péssimo dia, Badoer foi multado quatro vezes por excesso de velocidade na área dos boxes.

F1-Reject, total!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vitória incontestável de Hamilton na Hungria

Antes de mais nada, queria me desculpar pela ausência nos dois últimos dias. Estou desde o sábado de molho, por conta de um problema de saúde. Mesmo assim, acordei cedo no domingo para acompanhar mais um monótono Grande Prêmio da Hungria.

O inglês Lewis Hamilton finalmente venceu nesta temporada. Agora, soma um total de 10 vitórias em sua carreira -- duas dessas em Hungaroring --, igualando-se a James Hunt, Ronnie Peterson, Jody Scheckter e Gerhard Berger. De quebra, foi responsável pela histórica primeira vitória de um carro equipado com KERS.

Depois de uma largada conturbada, o finlandês Kimi Raikkonen teve o segundo lugar mantido pelos comissários.

O espanhol Fernando Alonso não marcava uma pole desde o Grande Prêmio da Itália de 2007. Com o resultado, igualou-se a Mario Andretti e René Arnoux no número de conquistas -- 18 no total.

Pela primeira vez na temporada, Alonso, Hamilton e Kovalainen (foto) lideraram uma corrida.

Pelo jeito, a Brawn virou abóbora e o conto de fadas chegou ao fim. Embora tenha conseguido pontuar em todas as corridas até aqui, Button (na foto, ultrapassando Nakajima no início da prova) não foi além do sétimo lugar.

Com 19 anos e 125 dias de idade, Jaime Alguersuari se tornou, oficialmente, o piloto mais jovem da história da Fórmula-1. Chegou ao fim sem atrapalhar ninguém, à frente de seu parceiro de equipe, o suíço Sebastian Buemi.

O australiano Mark Webber, terceiro colocado, conquistou pela primeira vez na carreira a volta mais rápida de uma corrida. Infelizmente, foi atrapalhado pela equipe em seu pit-stop, voltando atrás de um concorrente mais lento, o alemão Timo Glock.

Lamentavelmente, a Renault foi suspensa da próxima corrida pelo incidente ocorrido com Fernando Alonso, que perdeu a roda do carro após seu primeiro seu pit-stop. Segundo os comissários, a equipe agiu de maneira negligente, sem tomar qualquer providência para impedir a volta do piloto à pista. Desde 2005, quando a BAR foi suspensa por fraude em Barcelona e Mônaco, que uma equipe não era excluída por antecedência.

Antes da prova, os mecânicos da Ferrari mandaram seu recado a Felipe Massa: "Força Felipe, estamos com você".

Em sua cor origianl, o laranja, a McLaren comemorou sua 163ª vitória na categoria

sábado, 25 de julho de 2009

Dia triste e confuso em Hungaroring

Helmut Marko -- que hoje trabalha para a Red-Bull--, pilotando um BRM da equipe Austria Marlboro no dia de seu acidente

Durante o Gp da França de 1972, realizado na perigosa Clermont-Ferrand, uma pedra arremessada pelo carro de um concorrente atravessou a viseira e vazou o olho de Helmut Marko. A partir disso, os fabricantes passaram a desenvolver capacetes mais resistentes -- à prova de bala, inclusive. Cego do olho esquerdo, o austríaco foi obrigado a encerrar prematuramente sua carreira de piloto. Contudo, continuou no automobilismo, desenvolvendo um trabalho importante na base.



Hoje, em Hungaroring, Felipe Massa foi acometido por uma peça que se soltou do carro de Rubens Barrichello e o acertou na cabeça. Desacordado, Massa se tornou passageiro do próprio bólido, que só parou quando encontrou a barreira de pneus.

Uma imagem do atendimento ao piloto foi divulgada no site do Globoesporte. Nela, Massa aparece com o olho direito esbugalhado e um grande buraco na região do supercílio. Segundo o hospital, o brasileiro passou por cirurgia e segue em coma induzido.

No final do treino, o "Live Timing" sofreu uma pane, gerando grande confusão entre os pilotos. Assim que desceu da Renault, Fernando Alonso passou a andar entre os carros, perguntando como os adversários haviam se saído. Uma imagem inusitada, como a do acidente do brasileiro. O espanhol só ficou sabendo que havia conquistado a pole minutos depois, através do chefão Bernie Ecclestone.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Imagens de "Mônaco sem as casas"



Inevitavelmente, o vídeo acima, de 1986, é sempre lembrado como um dos maiores momentos da história do Grande Prêmio da Hungria. Durante uma disputa pelo primeiro lugar, Ayrton Senna fecha a porta para Nelson Piquet de uma forma bastante agressiva. Na volta seguinte, o piloto da Williams mostra todo seu talento ao superar o compatriota na marra, atravessado na curva.

Ao final da prova, Piquet explicou a manobra aos jornalistas. "Teria vencido mais fácil se não fosse o freio de mão", comentou se referindo a Senna. "Ele me passou no grito e, na volta seguinte, devolvi na freada. Tomou o maior susto quando coloquei o braço pra fora e lhe mandei para aquele lugar".

No entanto, não poderia deixar de lembrar do desempenho de Fernando Alonso na travada Hungaroring, em 2006. Nas imagens abaixo, o espanhol da Renault dá um verdadeiro show de pilotagem, ultrapassando, um a um, seus adversários.



Punido por pilotagem perigosa, Alonso teve dois segundos acrescidos à sua volta mais rápida no treino classificatório de sábado. Por isso, no vídeo, o espanhol aparece em uma posição de largada tão ruim -- 15º. Nos treinos de sexta-feira, bastante irritado por ter levado uma "fechada", Alonso fez gestos com as mãos e atirou seu carro em direção ao Minardi de Doorbos.

Porém, deixou para resolver a parada na corrida. Ganhou nove posições somente na primeira volta. Depois, deu o bote em Michael Schumacher do lado externo da curva, em uma das manobras mais bonitas daquela temporada.

Com o acidente de Raikkonen, Alonso já liderava. Na parte final da corrida, só precisava administrar a vantagem e segurar Button -- que vinha pressionando em segundo. Porém, em seu último pit stop, um erro de equipe provocou seu abandono.

Alonso deixou os boxes e não conseguiu nem mesmo terminar uma volta, perdeu o controle do carro e bateu no muro de proteção. Calmo, ele explicou que foi um problema com a homocinética.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Superação

Mecânicos esperam por Vettel: Terceira dobradinha da história da Red-Bull

Considerado um velocista pelos especialistas, Webber sempre mostrou dificuldades em traduzir a explosão de uma volta voadora em resultados concretos durante as corridas. Para se ter uma ideia, desconsiderando o final de semana alemão, foram 129 Grandes Prêmios disputados e apenas 16 voltas na liderança.

Ainda sim, mesmo vivendo um bom momento, colocou sua corrida em risco após uma manobra mal calculada. Além de perder a primeira colocação para Barrichello, o australiano foi obrigado a cumprir um “drive-through” no 11º giro. Porém, esse percalço não diminuiu o brilho de uma grande conquista, que pode ser considerada uma consequência direta do seu amadurecimento como piloto.

Tanto que em nenhum momento demonstrou nervosismo ou afobação. Apenas esperou pelo pit-stop do concorrente brasileiro para reassumir a ponta e administrar uma corrida considerada perdida. Graças ao novo pacote aerodinâmico da Red-Bull, Webber já descontou 11 pontos para o líder do mundial, o inglês Jenson Button. Agora, são apenas 22,5 pontos de diferença, restando oito etapas para o final do mundial.

Se cuida, Button!

Algumas imagens (e informações) a mais: Nürburgring

Essa foi a décima sexta corrida realizada no “novo” Nürburgring. Porém, a pista foi palco do Grande Prêmio da Alemanha em apenas dois Campeonatos (1985 e 2009). Em outras oportunidades, foi sede do GP da Europa (1984, 1995-1996 e 1999-2007) e do GP de Luxemburgo (1997-1998).

Durante o Q2, no sábado, Nelsinho Piquet (esquerda) contrariou uma ordem de equipe. Tudo começou quando os engenheiros da Renault pediram ao brasileiro que permanecesse na pista com pneus intermediários. No entanto, ao observar que a pista secava rapidamente, pediu que reconsiderassem da decisão. Como não foi atendido, entrou nos boxes por conta própria, obrigando os mecânicos a substituir os compostos por slicks. Passou ao Q3 e ficou, pela primeira vez em 27 corridas, à frente de seu companheiro de equipe no grid de largada.

O alemão Adrian Sutil conquistou a melhor posição de largada da história da Force-India. Largando da sétima colocação, por pouco não chegou aos pontos. Na saída dos boxes, envolveu-se em uma disputa desnecessária com Raikkonen, na qual levou a pior. Perdeu parte da asa dianteira e terminou na 15ª posição. Seu companheiro de equipe, o italiano Giancarlo Fisichella (foto), destacou-se pela combatividade. Ultrapassou Fernando Alonso, da Renault, e a dupla da BMW-Sauber. Entre idas e vindas, terminou em 11º.

Com o resultado de ontem, Mark Webber tornou-se o 102º vencedor da história. Coincidentemente, todos os australianos que venceram na F1 somam conquistas na Alemanha: Jack Brabham, em 1966, no antigo Nordschleife e Alan Jones, em 1979, em Hockenheim.

Este foi o terceiro "1-2" da história da Red-Bull na Fórmula-1. Inclusive, foi em Nürburgring que a Stewart, antecessora da equipe energética, conquistou sua única vitória na categoria, em 1999. Naquela oportunidade, Johnny Herbert venceu em prova válida pelo GP da Europa, enquanto seu companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello, chegou em terceiro.

Pela primeira vez desde sua criação, a Brawn não chegou ao pódio. Por outro lado, o inglês Jenson Button (foto), que comemorou seu 300º ponto na Alemanha, marcou pontos em todas as corridas na atual temporada, além de ter completado todas as voltas.

Depois de marcar pontos em quatro corridas seguidas, Felipe Massa (na foto, em disputa com Vettel) conseguiu chegar ao pódio pela primeira vez nesta temporada.

O espanhol Fernando Alonso rodou durante a volta de apresentação. Contudo, não se abateu, assinalando o giro mais rápido da corrida.

sábado, 11 de julho de 2009

Algumas imagens a mais: Nürburgring

Imagem interessantíssima. O traçado de "Nordschleife", representado por esta escultura, com os nomes daqueles que venceram ao menos uma corrida por lá.

Abaixo, duas imagens que foram "roubadas" do Blog-do-Ico:

Nesta, o padock nos tempos do "Inferno Verde", em 1967.

Preservado, o local serve, atualmente, como um estacionamento auxiliar.

Felizmente, mesmo com a construção de um parque, o local foi preservado. Ao contrário do que acontece no Brasil, cujos autódromos são vilipendiados a todo instante. Por isso, Nürburgring pode ser considerado um belo exemplo para aqueles que destruíram Jacarepaguá.

domingo, 21 de junho de 2009

GP da Inglaterra

O GP da Inglaterra foi mais uma daquelas corridas sem muita emoção, com as posições intermediárias sendo decididas na base da estratégia. Fiquei até sem ideia para o título, por isso foi como GP da Inglaterra mesmo.

Porém, não se pode culpar os pilotos. Houveram inúmeras tentativas, mas pouquíssimas ultrapassagens. Por conta disso, Lewis Hamilton pediu para que o engenheiro da McLaren mudasse sua estratégia, na tentativa de superar os adversários que vinham à sua frente.

No caminho inverso, o staff técnico da Williams tentava motivar uma ultrapassagem de Rosberg sobre Massa. Perguntaram detalhes do comportamento do carro e, diante da resposta positiva do piloto, pediram a manobra que não se concretizou.

Por isso, a atuação de Giancarlo Fisichella (foto), da Force India, deve ser valorizada. Após uma largada exemplar, com cinco ultrapassagens, o italiano superou, de uma só vez, adversários da McLaren e Renault. Inclusive, a equipe indiana, com um orçamento bastante modesto, já merece aos pontos. Dessa vez, ficaram próximos, com o 10º lugar conquistado por Fisichella.

Na ponta, Vettel fez aquilo que é chamado de barba, cabelo e bigode. Foi soberano durante a corrida, abrindo uma grande vantagem para os adversários. Seu companheiro de equipe na Red-Bull, o australiano Mark Webber, superou Barrichello, terceiro colocado na classificação final, no primeiro pit-stop e completou a dobradinha.

Já o líder do campeonato, o inglês Jenson Button, decepcionou sua torcida com a sexta colocação, depois de perder muitas posições na largada. Durante a corrida, o piloto da Brawn reclamou do acerto do carro, que saía de frente, de traseira, batia o assoalho no chão... um horror.

Por outro lado, Felipe Massa, que vive uma temporada complicada, ganhou muitas posições no início, mesmo com um carro mais pesado. Na estratégia, finalizou a prova na quarta colocação.

sábado, 20 de junho de 2009

O "velho" Mark Webber

Nos últimos dias, uma enxurrada de péssimas notícias inundaram os noticiários esportivos. As impressões e expectativas para o GP da Inglaterra ficaram perdidas entre as inúmeras notícias políticas publicadas nos últimos dias.

Por isso, as palavras atravessadas de Mark Webber, dirigidas a Kimi Raikkonen, ganharam em importância. Por um breve momento, o piloto da Red-Bull conseguiu desviar a atenção dos fãs e da mídia especializada para um entrevero "de corrida".

Tudo começou quando o australiano fechava sua última volta rápida para a classificação. Ao chegar na Stowe, foi atrapalhado pelo finlandês da Ferrari, que se arrastava pela pista. Sem se valer da velha tática do capacete, Webber disparou contra o finlandês em entrevista:

“Kimi, não sei, deve ter bebido vodca. Ou estava dormindo. Não sei que diabos ele estava fazendo. Ele deveria estar mais à direita do traçado, só que estava no meio, dormindo. Isso arruinou meu ritmo na curva Stowe, já que estava muito apertado para passar”

Depois de ressaltar o excelente trabalho executado pela equipe, voltou a chutar Raikkonen como um cachorro morto. "Pelo menos, não sou eu que vou largar da nona colocação”, finalizou.

Suas palavras surpreendem, ainda mais no atual período de diplomacia vivido pelos pilotos. As críticas perderam força diante de um ambiente cada vez mais profissional, com tudo sendo resolvido através de reuniões e comunicados.