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segunda-feira, 1 de março de 2010

USF1 fora

O site do Speed Channel apurou junto à FIA que a USF1 fez um pedido formal para não correr a temporada 2010 da Fórmula-1.

"o lay-out do entusiasta da equipe circulou o mundo"

Os principais dirigentes do time, Ken Anderson e Chad Hurley, garantiram, no entanto, que desejam correr a próxima temporada, apesar de todos os problemas que enfrentaram nos últimos meses.

Em razão disso, ofereceram à FIA um valor substancial - superior a US$ 1 milhão (R$ 1,8 milhão) - como garantia de que honrarão seus compromissos no próximo ano.

A proposta foi bem recebida por um dos diretores da entidade, Charlie Whiting, que na última quarta-feira visitou a fábrica da escuderia na Carolina do Norte.

O pedido para se retirar da lista de inscritos vem após uma série de tentativas de parcerias para salvar a equipe. Lembrando que, recentemente, Chad Hurley negociou uma fusão com a Campos e com a Stefan GP, mas não obteve sucesso.

Com a saída definitiva da USF1, o argentino Jose Maria Lopez fica sem time para competir na F-1.

Seu pai, inclusive, revelou ao periódico argentino "El Clarin" que "pagar por uma vaga que não existe é algo decepcionante".

A única esperança do argentino, no momento, é "roubar" a vaga de Jacques Villeneuve na Stefan GP, caso o time realmente estreie na F-1.

domingo, 8 de novembro de 2009

Corra Bibendum, corra!

decesaris

De Cesaris, em Zandvoort, em 1981

A Bridgestone anunciou na última segunda-feira que não vai renovar seu contrato de fornecedora de pneus para a Fórmula-1 após o Campeonato de 2010.

Em uma nota dirigida à imprensa, a empresa alegou que tem outros planos relativos à tecnologias inovadoras e produtos estratégicos.

Contudo, vale lembrar que os japoneses vinham registrando prejuízos acentuados após a crise econômica do ano passado, assim como outras empresas compatriotas do setor automobilístico.

Basta lembrar os casos recentes de Honda (F1), Kawasaki (MotoGP), Subaru (WRC), Suzuki (WRC) e, mais recentemente, a Toyota (F1), que desistiram de suas respectivas competições.

Assim, levando-se em conta as 19 conquistas do próximo ano, a empresa encerrará seu ciclo na categoria com 244 Grandes Prêmios, 175 vitórias, 168 poles e 170 voltas mais rápidas.

Curiosamente, a Bridgestone não contabiliza as três participações que fez com independentes nos Grandes Prêmios do Japão de 1976 e 1977 e considera apenas os resultados obtidos a partir de 1997.

Caso "Indianápolis"

Em 2005, a Bridgestone venceu apenas uma corrida, o polêmico Grande Prêmio dos Estados Unidos, do qual todos os carros que usavam compostos da Michelin se retiraram no momento da volta de apresentação.

Naquele ano, a regra proibia a parada nos boxes para troca de pneus e, assim, os compostos deviam durar toda a corrida.

Os compostos gauleses, por sua vez, eram melhores, mas não eram considerados seguros para as novas condições do asfalto do circuito de Indianápolis.

Assim, apenas seis pilotos de três equipes (Ferrari, Jordan e Minardi) disputaram a corrida vencida pelo alemão Michael Schumacher.

Depois do imbróglio, os franceses passaram a ser tratados como criminosos pela FIA, que optou em limitar o fornecimento a um único fabricante.

Como em um jogo de cartas marcadas, a decisão refletia a verdadeira intenção da entidade, já que a Michelin sempre destacou seu interesse em competir com outros fabricantes.

Por essa razão, a fábrica francesa expressou publicamente seu desapontamento com a decisão e anunciou sua retirada para o final da temporada de 2006.

A perseguição continuou no ano seguinte, quando a Michelin, através da marca BFGoodrich, perdeu a concorrência do fornecimento único de pneus para a Pirelli no WRC.

Mas o mundo dá voltas e com a debandada dos japoneses, a FIA foi atrás justamente da Michelin, que manteve sua posição contrária ao monopólio no fornecimento de pneus e recusou o convite para substituir a Bridgestone em 2011.

Nesse caso, a falta de um substituto deve ser imputada às mazelas da administração de Max Mosley, que deixa mais um enorme abacaxi para seu sucessor, o francês Jean Todt, descascar.

Abaixo, confira um apanhado geral das marcas que já participaram da Fórmula-1:

Bridgestone* - 244 Grandes Prêmios (1976-1977 / 1997-2010), 175 vitórias, 168 poles e 170 voltas mais rápidas.

* Já com os números de 2010

Firestone* - 121 Grandes Prêmios (1950-1960 / 1966-1975), 49 vitórias, 60 poles e 53 voltas mais rápidas

* A empresa foi adquirida pela Bridgestone em 1988

Michelin - 215 Grandes Prêmios (1977-1984 / 2001-2006), 102 vitórias, 111 poles e 108 voltas mais rápidas

Goodyear - 495 Grandes Prêmios (1960 / 1965-1998), 368 vitórias, 358 poles e 361 voltas mais rápidas

Pirelli - 203 Grandes Prêmios (1950-1959 / 1981-1986 / 1989-1991), 44 vitórias, 47 poles e 51 voltas mais rápidas

Avon - 22 Grandes Prêmios (1958 / 1981-1982)

Dunlop - 120 Grandes Prêmios (1958-1970 / 1976-1977), 83 vitórias, 76 poles e 79 voltas mais rápidas

Englebert* - 32 Grandes Prêmios (1950 - 1954/1957), 8 vitórias, 11 poles e 12 voltas mais rápidas

* Empresa do grupo belga Uniroyal, que foi absorvida pela Continental, em 1979.

Continental - 15 Grandes Prêmios (1954-1955/1958), 10 vitórias, 8 pole positions e 9 melhores voltas

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

“Sayonara” ao eterno coadjuvante

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Tadashi Yamashita chora durante coletiva de imprensa que anunciou a retirada da Toyota da F1

Sem definir prioridades, a direção esportiva da Toyota sempre procurou avanços importantes a cada carro lançado, se esquecendo de que, às vezes, mudanças menores podem proporcionar melhores resultados a longo prazo.

Após um ano de testes intensivos com o TF01, idealizado pelo austríaco Gustav Brunner, a escuderia estreou na categoria mostrando que não estava preocupada com dinheiro - um pesadelo recorrente que afetou outras montadoras, como a Jaguar e a Renault.

Sem apostar na continuidade, a Toyota foi bastante criticada pela imprensa quando dispensou, simultaneamente, Mika Salo e Allan McNish no final de 2002. Afinal, não haviam dados que pudessem comprovar se o desempenho havia sido positivo ou não.

Para se ter uma ideia, o brasileiro Cristiano Da Matta terminou a temporada de 2003 com 10 pontos, em uma modesta 13ª posição no Campeonato - duas posições à frente de seu companheiro de equipe, o veterano Olivier Panis.

Sob o regulamento aplicado em 2002, no entanto, ele teria marcado apenas dois pontos - o mesmo que Mika Salo conferiu à Toyota em seu ano de estreia. A percepção da equipe na ocasião, foi a de que Salo não havia emplacado.

Além dos novos pilotos, a escuderia passou por uma importante mudança estrutural e um profundo realinhamento de papéis. Em razão disso, o sueco Ove Anderson, um dos grandes responsáveis pelos títulos conquistados pela marca no WRC, passou a ocupar um cargo simbólico, de conselheiro da Toyota Motorsports.

Para o seu lugar, a Toyota designou Tsutomo Tomita, que passou a acumular os cargos de Presidente do Conselho da TMC e o de Diretor Superintendente da escuderia. E tão logo assumiu as rédeas, o novo chefão contratou, a peso de ouro, o engenheiro Mike Gascoyne para função de diretor técnico.

Mas os planos naufragaram e a primeira temporada completa sob a tutela do engenheiro foi marcada mais pela demissão de Cristiano da Matta do que pelos resultados.

Da Matta dizia que os problemas do carro estavam, principalmente, na suspensão e no assoalho. Mas Gascoyne, erroneamente, resolveu ignorar o brasileiro e direcionou o desenvolvimendo para a parte aerodinâmica.

Depois, Gascoyne passou a negociar abertamente no paddock a contratação de Jarno Trulli. Em Silverstone, a um cumprimento de praxe do brasileiro, Trulli foi irônico e respondeu com um "banzai". Alguns dias depois, Da Matta e Gascoyne se desentenderam durante uma sessão de testes em Jerez e o divórcio se consumou.

Para fechar o ano com chave de ouro, o time japonês passou a ser investigado por uma suposta espionagem nos dados técnicos da Ferrari. Ao que constava, o TF103, modelo utilizado na temporada anterior, era bastante similar ao Ferrari F2002.

No começo de 2005, Jarno Trulli ainda conseguia incomodar Fernando Alonso. O italiano conquistou, inclusive, uma pole no Grande Prêmio dos Estados Unidos — de que acabou não participando por conta da retirada dos parceiros da Michelin.

Mas o TF105 parou de evoluir. Com Ralf Schumacher, o time conquistou mais uma pole "espírita" no Grande Prêmio do Japão. E só. Segundo se comentava, Gascoyne já estava com a cabeça no carro do ano seguinte.

A situação do engenheiro, no entanto, começou a se deteriorar quando, nos primeiros treinos da pré-temporada de 2006, o TF106 se revelou pouco competitivo.

Diante das constantes queixas dos pilotos e do fiasco no início da temporada, a cúpula da Toyota optou em demitir o engenheiro.

O início do fim

Muitos acreditam que a pressão para abandonar o projeto de Fórmula-1 (como fizeram no Mundial de Rali, mesmo vencendo) era previsível e se tornou evidente no momento em que o grupo se preocupou em formar uma parceria com a Williams, em 2006.

No ano seguinte, Tomita também não resistiu a pressão e deixou o posto de chefe na escuderia para assumir a direção do autódromo de Fuji, que voltava ao circo naquela oportunidade. Acabou substituído pelo seu vice, Tadashi Yamashita, o chorão da foto acima.

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Com o belíssimo TF101, a Toyota iniciou sua preparação em busca da Fórmula-1

Tendo em vista a grande campanha em 2005 e o desempenho sólido do ano anterior, a temporada 2007 foi desastrosa para a Toyota na Fórmula-1.

Com dificuldades para se adaptar aos compostos da Bridgestone (fornecedora exclusiva a partir daquele ano), o time japonês marcou apenas 13 pontos e terminou o Campeonato numa modesta 6º colocação.

No ano seguinte, o engenheiro Pascal Vasselon acertou a mão e renovou as esperanças da Toyota. Com Trulli e Glock, a equipe somou 56 pontos e garantiu a quinta colocação no mundial de construtores.

Mas a crise econômica mundial atingiu em cheio o setor automobilístico. Desde então, a diretoria da Toyota sabia que teria de realizar um bom Campeonato para permanecer na Fórmula-1.

Apesar de um início de temporada promissor com o TF109, equipado com o difusor duplo, o time falhou, mais uma vez, em vencer sua primeira prova.

A solução para a falta de competitividade, no entanto, sempre esteve mais próxima do que todos em Colônia podiam imaginar, mais especificamente na própria matriz.

Afinal, graças à sua filosofia corporativa de melhoria contínua, a marca explorou ao máximo o lema de que "um cliente é para sempre" e conquistou um alto índice de fidelização de novos consumidores.

Criado nos anos 50 pelo engenheiro Taiichi Ohno, o modelo de gestão da empresa, mais conhecido como "Toyotismo", se tornou referência de mercado e passou a ser adotado por indústrias dos mais variados setores.

Ao contrário dos resultados pífios obtidos pela equipe na Fórmula-1, a montadora passou a colecionar prêmios de excelência produtiva e se tornou a maior montadora de automóveis do mundo.

Não por acaso, fica claro que a empresa não considerou sua programação na categoria dentro desse contexto.

Novos rumos?

Diante da crise mundial e dos prejuízos operacionais no encerramento do último ano fiscal (o primeiro desde 1941), a TMC decidiu substituir o antigo presidente, Katsuaki Watanabe, pelo vice Akio Toyoda.

Neto do fundador da empresa, Akio assumiu a responsabilidade de estimular a venda de novos modelos com consumo eficiente de combustível e superar a queda da demanda na América do Norte.

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Kobayashi, durante testes no ínicio de 2009, no Algarve

E foi ele quem anunciou a retirada da equipe da Fórmula-1, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, em Tóquio. Ao lado de Tadashi Yamashita, Toyoda explicou que a saída da categoria era uma questão dificíl, mas que ganhou força com a crise econômica do ano passado.

"Desde o ano passado, com a péssima situação econômica, sempre falhamos no questionamento de continuar ou não da F-1. Agora, estamos saíndo completamente", afirmou. "Minhas sinceras desculpas aos diversos fãs da Toyota que não puderam alcançar os resultados que nós almejamos."

O adeus da equipe significa, também, a partida de John Howett, presidente da Toyota Motorsports, que ocupou o cargo de vice-presidente da FOTA desde a sua criação

Já a sensação das duas últimas etapas, o japonês Kamui Kobayashi, pode ter de trocar a carreira de piloto pela de sushiman.

"Não tenho como correr de GP2 no ano que vem, eu teria que voltar para o Japão e trabalhar com meu pai no restaurante de sushi dele", revelou o piloto, que até os 16 anos ajudava o pai no negócio.

Veja também: De A a Z – Yamaha

E para ver mais algumas fotos da toyota, acesse nossa galeria clicando aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Adeus Jacarepaguá

O italiano Riccardo Patrese, da Williams, durante o GP do Brasil de 1988

O anúncio do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 decretou, infelizmente, o fim do autódromo de Jacarepaguá. Isso, coincidentemente, às vésperas do Grande Prêmio do Brasil deste ano.

Trata-se de um desfecho até, certo ponto, previsível, já que a desativação do circuito estava no planejamento da prefeitura carioca e do Comitê Olímpico Brasileiro.

Toda a extensão do que restou do autódromo, lamentavelmente, será destruída para abrigar o novo Centro Olímpico Nacional de Treinamento.

Graças ao projeto do Pan-Americano de 2007, a Curva Norte, uma das mais desafiadoras do traçado, já havia desaparecido para dar lugar às arenas multi-uso. Além disso, a parte oval foi abandonada e o kartódromo demolido.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

BMW anuncia sua saída da F1

Infelizmente, a história prova que as montadoras não dão a mínima para a Fórmula-1. Sem qualquer comprometimento com o esporte, utilizam o meio apenas para exposição e promoção momentânea. Ainda assim, a decisão da BMW conseguiu surpreendender não só os 700 empregados da equipe na Alemanha e na Suíça, como também milhões de fãs do automobilismo. Apesar de ter atingido seus objetivos nos três primeiros anos, a equipe continua distante de um título. Em 2009, foram apenas oito pontos conquistados.

"Robert Kubica, em Melbourne, no início desta temporada: ano muito complicado para a equipe"

Talvez, essa situação seja reflexo da péssima decisão tomada na temporada passada, quando os alemães decidiram abdicar do campeonato para desenvolver o bólido desse ano. Uma atitude estranha, tendo em vista que Robert Kubica era candidato ao título.

"O prata da casa, Nick Heidfeld, durante o GP de Cingapura de 2008 "

Foram os primeiros a desenvolver o KERS e, mesmo diante do fracasso, bateram o pé pela manutenção do equipamento no regulamento do próximo ano, sem levar em conta os altos custos do programa. Nos últimos meses, somente no desenvolvimento do novo túnel de vento, foram investidos 70 milhões de francos suíços.

"Robert Kubica durante o GP do Brasil de 2007"

Por isso, diante de tantos investimentos infrutíferos e decisões equivocadas, a atitude de muitos dos integrantes da FOTA é vista com desconfiança. Como as montadoras poderiam, tendo em vista a crise econômica, defender os custos atuais em meio a uma verdadeira debandada do esporte? Ainda mais que o anúncio da retirada coincide com o momento da assinatura de um documento –- o Concorde Agreement -– pelo qual ela se comprometeria a permanecer na F1 no mínimo até 2012.

"Em 2005, quando ainda vigorava o contrato com a Williams, a BMW acertou com a Sauber. Aqui, Villeneuve, que continuou na nova estrutura, em Suzuka"

Agora, os mesmos que foram contra os interesses de uma categoria "enxuta", afirmam que irão batalhar pela permanência da Sauber na categoria, de maneira independente. Resta saber o que será da sede de Hinwill, construída para atender as expectativas de uma equipe de ponta. O suíço Peter Sauber havia vendido o complexo como forma de proteção aos empregos de seus antigos funcionários. Atualmente, ele é consultor e ainda detém uma participação de 20% na escuderia.

"O polonês Robert Kubica em Monza, 2006"

Como sempre, as desculpas dos dirigentes são superficiais. No anúncio de hoje, alegaram que as expectativas para 2009 não foram alcançadas e que a decisão foi tomada ontem, após uma reunião. Optaram por “um papel exemplar na área ambiental”, cujo conceito não oferece espaço para a Fórmula-1.

"O primeiro ano do retorno da BMW à F1: Button, em Interlagos, de Williams"

A atual passagem da empresa bávara pela F1 começou em 2000, depois de acertar uma parceria técnica com a Williams. Com o tempo, Frank Williams mostrou que não aceitaria a influência e as imposições da montadora. Além disso, não venderia a equipe. Engoliu Ralf Schumacher. E só.

"Kubica, em Mônaco, 2008"

Assim, a BMW resolveu mudar de mala e cuia para a Suíça, depois de adquirir a Sauber, em meados de 2005. Como fornecedora de motores do time britânico, foram 10 vitórias, 3 dobradinhas, 16 poles, 45 pódios, 17 melhores voltas e 2 vice-campeonatos de construtores.

Como equipe oficial da fábrica, a BMW-Sauber conquistou apenas 1 vitória, uma pole, 16 pódios, 2 melhores voltas, uma dobradinha e um vice-campeonato de construtores -- obtido com a desclassificação da McLaren em 2007.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Adeus Pontiac

E então surgiu De Lorean e sua cria, o clássico GTO.

Salvaram a Pontiac do buraco, alavancando a carreira do engenheiro dentro da GM.

Outros tempos.

Tempos em que se usava a criatividade na elaboração de um carro.

Ao longo da história da empresa surgiram o Bonneville, Grand-Prix, GTO, Firebird e Firebird Trans-Am.

Depois da crise do petróleo, lançaram o Fiero que, por vocação, também se transformou em um esportivo de destaque.

Vieram os anos 90 e os carros familiares. A marca perdeu muito de sua identidade entre outros carros do grupo.

Chegou até mesmo a se enveredar pela onda dos SUV, quando lançou o feioso Aztec.

E hoje?

Hoje, a Pontiac representa menos de 2% do mercado.

Um verdadeiro fiasco.

Então, na última segunda feira, a marca foi sacrificada em prol do novo plano de reestruturação da GM, deixando de existir a partir de 2010.

1969 Pontiac Grand Prix

1961 Pontiac Ventura

1975 Pontiac Trans-Am

2009 Pontiac Solstice

2002 Pontiac Aztec

1963 Pontiac Tempest

1967 Pontiac Bonneville

2008 Pontiac G8

1988 Pontiac Fiero

1973 Pontiac Trans-Am

1988 Pontiac 6000 STE

1979 Pontiac Trans-Am

1964 Pontiac GTO

1969 Pontiac GTO Judge

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um dia um adeus

Ontem, a tradicional fabricante de carros e autopeças, Karmann, apresentou pedido de falência na Alemanha. A empresa, que contava com cerca de 8 mil funcionários em todo mundo, não resistiu à última crise econômica.

Inclusive, tentaram um acordo com empresários do Oriente Médio como última alternativa, mas , infelizmente, não obtiveram sucesso.

Fundada em 1901, a Karmann havia se especializado na fabricação de modelos em pequena escala para outras companhias e, ultimamente, vinha produzindo um único carro, o Daimler CLK Cabriolet.

Presente no Brasil desde 1960, a marca ficou bastante conhecida ao produzir o Karmann Ghia para a Volkswagen.

Porém, a falência não afeta a Karmann brasileira, já que a planta de São Bernardo do Campo havia sido vendida para outra metalúrgica, o Grupo Brasil, no ano passado.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

E continuam os efeitos da crise

A debandada do automobilismo não me causa mais surpresa. Dessa vez, a Mitsubishi anunciou o fim de suas atividades no Dacar.

E, segundo Fabio Seixas, por pouco, a Mercedes-Benz não se retira da F1. Inclusive, fizeram uma votação para saber a opinião do conselho da empresa. O resultado foi bastante apertado: 3 a 2 pela continuidade na F1.

O último que apague a luz...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dennis anuncia saída da equipe McLaren

Hoje, durante lançamento da nova McLaren (acompanhem nos links aí ao lado), o chefão Ron Dennis anunciou sua despedida do comando da equipe.

O novo comandante será Martin Whitmarsh, que vai acumular a nova função com seu atual cargo de chefe-executivo.

Ron Dennis começou sua carreira como mecânico (com macacão laranja na foto), em 1968, com passagens pela Cooper e Brabham. Nessa função, durante o GP da Inglaterra, em 1970, por um erro de cálculo, deixou Jack Brabham sem gasolina, há poucos metros do fim. O australiano liderava a corrida, após um duelo histórico com Jochen Rindt.

Depois, montou o Project 4, sua equipe na F2, que serviu de base, mais tarde, para uma fusão com a McLaren. Com apoio da Marlboro, o time inaugurou, em 1981, a era MP4, uma das mais bem sucedidas da história da F1.

Por fim, consegue um acordo milionário com Mansour Ojjeh, que compra parte do time e resolve bancar, através da TAG, o desenvolvimento de novas tecnologias. Nessa época, Dennis e seus pares botam Teddy Mayer, antigo proprietário da equipe, para correr.

Com certeza, Ron Dennis foi um dos mais inteligentes dirigentes de toda a história do automobilismo mundial, resgatando o histórico de vitórias de um dos mais tradicionais times da F1.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Suzuki e Subaru estão fora do WRC

Ontem, a Suzuki havia anunciado sua retirada do WRC.

Surpreendentemente, a montadora japonesa estava há apenas um ano na categoria.

E, hoje pela manhã, foi a vez da Subaru, uma gigante dos Ralis, anunciar sua despedida do WRC.

De acordo com um comunicado oficial da montadora, a equipe já havia alcançado seus objetivos e, por isso, resolveu sair.

Infelizmente, o WRC pode acabar por falta de competidores, já que houve uma verdadeira debandada da categoria nos últimos anos.

Até agora, em minha opinião, a Subaru será a ausência mais sentida no próximo ano.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Mais um

E a recessão fez mais uma vítima no automobilismo.

Horas depois do anúncio da Honda, a Audi confirmou que também diminuirá seus investimentos no automobilismo para a próxima temporada.

Inclusive, os alemães revelaram que estão fora da ALMS e da LMS.

Assim, a Audi ficará envolvida apenas no DTM, com apoio de fábrica, e na GT3, com equipes privadas.

Infelizmente, o novo R15 turbodiesel, lançado há poucos dias pela montadora, disputará apenas as 24 Horas de Le Mans e as 12 Horas de Sebring.

As razões, logicamente, são financeiras.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Honda fora?

Ao que tudo indica, a Honda vai anunciar nesta sexta feira sua retirada da F1.

Infelizmente, a montadora japonesa torna-se mais uma vítima da recessão, depois de registrar queda de 32% nas vendas de automóveis nos EUA.

Some-se a isso a incompetência dos dirigentes esportivos, que não souberam administrar investimentos da ordem de US$ 400 milhões anuais.

Com isso, o contrato da Petrobrás e a equipe japonesa será rescindido, afetando diretamente a carreira de Rubens Barrichello e Bruno Senna.

Certamente, não era essa a visão da montadora para um planeta dos sonhos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E... mais homenagens

O brasileiro da Honda, Rubens Barrichello, utilizou, nos treinos dessa sexta feira, o capacete de Ingo Hoffman, que correu na F1 entre 1976 e 1977.

Lembrando que o veterano piloto (foto abaixo), campeão na Stock Car em 12 oportunidades, já havia anunciado, em abril desse ano, sua aposentadoria da categoria.

Assim, ao contrário de Barrichello, Hoffmann pode curtir sua despedida, além de relembrar momentos marcantes, em cada um dos autódromos dessa temporada.

Homenagens... e mais homenagens

O próximo domingo será marcado pela despedida de David Coulthard da Fórmula 1.

E a Red Bull, para homenageá-lo, preparou um carro na cor branca, com detalhes em preto e vermelho, contendo o logo da Wings for Life -instituição que cuida de crianças com câncer de medula espinhal.

Lembrando que o carro de Mark Webber vai para a corrida com as cores normais.

E não parou por aí.

Muitos pilotos, titulares e reservas, se juntaram ao Mandíbula na tarde desta quinta-feira, para uma foto de recordação.

Aliás, só mesmo um cara boa praça para conseguir reunir a maioria dos pilotos do grid em uma única foto.

Grande Coulthard!

sábado, 18 de outubro de 2008

Um adeus

Sim, senhores.

Parece que é o sinal dos tempos. Tudo se encaminha para coisas que não esperávamos. A Dercy já encaminhou pra outro plano astral, estamos passando por um colapso na Economia, e Rubens Barrichello ameaça a aposentadoria, que é quase certa.

Já estava passando da hora, na minha opinião. Não tenho nada contra o Rubinho, quer dizer, tenho sim, mas isso não vem ao caso, tenho que respeitar a opinião dos outros. O fato é que ele foi rejeitado por outras equipes, está de idade já, e na minha opinião, está na hora de pendurar as luvas.

Teve uma carreira mediana. Passou por uma vergonha, em 2002, não podemos negar. Mas também não devemos negar que teve momentos de brilhareco, como na Inglaterra em 2003.

Mas na Alemanha, em 2000, foi outra coisa.

Ele correu atrás mesmo. que nem um louco. E, também, foi a ÚNICA VEZ que vi Rubinho fazer uma corrida louca de recuperação. Foi parecido na Inglaterra esse ano, mas só parecido.

Tenho só as melhores coisas a desejar ao Rubinho: boas férias, boa aposentadoria, bom aproveito de seus milhões.

Sim Rubinho, você nos deu alegria. Mas só agora.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Um dia um adeus

Infelizmente, nesta semana, foi decretada a falência da Vasp pela justiça de São Paulo.

Segundo decisão, a Vasp não conseguiu implementar seu plano de recuperação judicial, em processo iniciado em julho de 2005.

Como podemos observar na foto, esse Boing 737 da companhia segue apodrecendo no aeroporto de Brasília.

Para se ter uma idéia do ocorrido, separei essa matéria, que foi ao ar no Jornal da Globo, na última segunda-feira.

Infelizmente, coisas assim ainda acontecem no nosso país, em razão da demora do poder judiciário.

Agora, com a conclusão do processo, sobraram apenas sucatas, que de pouco servirão para o pagamento de dívidas trabalhistas, impostos e fornecedores.

Enfim...

Adeus Vasp.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O adeus de um gigante

Santo André - Ultimamente, tenho percebido uma verdadeira debandada do automobilismo.

Ao que parece, as empresas ligadas ao ramo de automóveis, não procuram mais vincular suas imagens ao esporte.

Nos últimos tempos, tem sido assim.

Nessa semana, já havía colocado no blog, a notícia da saída da Mecachrome da Fórmula 1.

Sem contar as inúmeras empresas e montadoras que saíram de outras categorias, como o WTCC, WRC, FIA GT e etc.

Hoje, foi a vez da Texaco dar adeus as pistas.

A Chevron, dona da tradicional marca petrolífera, anunciou que não patrocinará mais a Nascar.

Sendo assim, a Chip Ganassi, equipe de Juan Pablo Montoya naquela categoria, terá de correr atrás de outro patrocinador.

Ao que tudo indica, o mesmo deverá ocorrer no Brasil em relação ao Campeonato de Stock Cars.

Lembrando que por essas bandas, a marca, desde a semana passada, pertence ao Grupo Ipiranga.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Game Over

Santo André - A empresa canadense Mecachrome, responsável pelo desenvolvimento dos motores Renault na Fórmula 1, decidiu por se retirar da categoria no final do ano.

Alegando prejuízo nas últimas temporadas, a Mecachrome passa a trabalhar exclusivamente em um projeto para as 24 Horas de Le Mans.

A empresa ficou bastante conhecida no final dos anos 90, quando passou a fornecer motores para a Williams, Benetton e BAR.

Lembrando que a transação era realizada por Flavio Briatore, responsável pela venda dos motores através de sua empresa, a Supertec.