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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Raridade

Há muito não me deparava com um Brasilia 4 portas. Modelo raríssimo, que muita gente nem sabe da existência.

O carro já era produzido por aqui desde 1974, apenas para exportação. Começou a ser vendido no Brasil a partir de 1978, como uma ótima opção para taxistas.

No mais, foi rejeitado, pois as pessoas preferiam modelos de 2 portas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Herói da resistência

Como morador do Grande ABC, não poderia deixar de falar desse ilustre pioneiro, fabricado na planta da Toyota em Piraporinha.

Aliás, ninguém poderia imaginar que o rústico Bandeirante tivesse vida tão longa, quando começou a ser montado num galpão da periferia de São Paulo em 1958. A empresa deixou de produzir o veículo somente em 2002, por conta do grande atraso tecnológico.

Especialistas garantem que é possível rodar até 1 milhão de quilômetros com o motor OM-324, fabricado pela Mercedes-Benz, sem necessidade de retífica.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Velhinho indisciplinado

Esse "velhinho" foi flagrado estacionado em local proibido, hoje, no Morumbi.

E deu sorte, já que estavam guinchando os carros por ali.

Confesso que não sou daqueles que adivinham ano de fabricação ao bater o olho no carro.

Então, alguém se habilita a dar detalhes dessa maravilha?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mais Corcel

Em homenagem ao Ron Groo, mais um Corcel, fotografado agora há pouco em Santo André.

Aliás, fazia bastante tempo que não via um desses, com quatro "lanterninhas" na parte traseira.

Lembrando que o Corcel foi o responsável pelo primeiro "Recall" da história automobilística brasileira, quando 65 mil clientes foram convocados para reparar um problema na caixa de direção.

No mais, tratava-se de um modelo que estava na vanguarda, equipado com circuito selado de refrigeração e coluna de direção bipartida.

E, por motivo de segurança, o capô abria de trás para frente, pois, se abrisse acidentalmente, o vento trataria de manter o mesmo fechado.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Luzes

O Corcel II surgiu em 1977, seguindo novas tendências de estilo do mercado brasileiro.

Por isso foram instalados grandes faróis retangulares com lanternas de sinalização envolvente.

Aliás, gostaria de entender o motivo de tantas luzes na traseira desse modelo fotografado na João de Luca, zona sul de São Paulo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pequeno notável

Durante a tarde de hoje, passando pelo centro de Santo André, deparei-me com esse Triumph MK2 Spitfire, em uma oficina de funilaria.

Logicamente, parei imediatamente para clicar e apreciar o tradicional esportivo britânico, sucesso de vendas, tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos.

Lembrando que, antes do lançamento, o Spitfire ficou guardado durante um bom tempo, por conta de uma crise financeira na Triumph.

Posteriormente, a empresa foi adquirida pela Leyland Motors, que deu continuidade ao processo de fabricação do modelo.

Inclusive, o protótipo do Spitfire, que jazia em um canto do galpão, foi descoberto por acaso, durante uma vistoria de um diretor da Leyland.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sessão da tarde

Dia de muita chuva em São Paulo.

E, felizmente, os velhinhos estavam nas ruas, em pleno exercício de suas atividades (como diria Flávio Gomes).

Nas poucas quadras que andei, da minha casa para o trabalho, deparei-me com algumas raridades, como esse SP2 da foto acima.

Na época, uma tentativa ousada da Volkswagen, de produzir um esportivo dentro de uma grande linha de montagem.

Apenas 10.205 exemplares foram fabricados, equipados com cinto de três pontos, bancos de couro e um painel bastante completo (com conta-giros, marcador de temperatura de óleo, amperímetro e relógio).

Percebe-se ainda, no interior do estabelecimento, um Landau vermelho, como aqueles que serão sorteados pelo Biro-Biro.

Pouco antes, já havia me deparado com este Chevette, bastante alinhado.

Pequeno e econômico, o modelo foi lançado simultaneamente no Brasil, EUA e Europa, marcando a chegada de projetos internacionais mais atualizados.

No semáforo, uma imponente Veraneio, com seu aspecto robusto e carrancudo.

Seu nome sugere praia, sol, diversão, verão, férias e cerveja.

Entretanto, foi como camburão, nos anos de chumbo, que marcou época, tornando-se ícone da repressão policial.

Foi fabricada com o mesmo motor seis cilindros do Opala, além de uma versão a diesel, com o mesmo motor da D-10.

domingo, 9 de novembro de 2008

Velho conhecido

Na última sexta feira, graças ao Gustavo, editor do Mini Cooper Fans e Carangos e Afins, estive no XXV Salão do Automóvel.

Nessa edição, algumas montadoras resolveram relembrar um pouco do passado.

A Citröen, por exemplo, expôs o 2CV, versão Charleston (última série), equipado com motor de dois cilindros opostos, 602 cm3 e 29 cv.

Com essa configuração, o 2CV atingia uma velocidade final de 115 km/h.

A primeira versão deste carro foi criada antes da 2ª Guerra Mundial, mas foi escondida para não cair nas mãos dos nazistas.

Por isso, o 2CV foi lançado doze anos depois de sua criação, no Salão de Paris, em 1948.

Bastante econômico, o carro era ideal para uma população devastada pela guerra, já que seu consumo de gasolina era da ordem de 20 a 25 km/l.

Outras peculiaridades chamavam a atenção, como o limpador de pára-brisa acionado pelo cabo do velocímetro. Assim, quanto maior a velocidade, mais rápida era a varrida da água da chuva.

Além disso, suas partes podiam ser removidas e montadas com o uso de poucos parafusos.

Com o passar do tempo, o modelo tornou-se um fenômeno de vendas, já que mais de 5 milhões de unidades foram comercializadas.

A última unidade do emblemático "Dechevô" saiu da fábrica de Mangualde, em Portugal, em 1990.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Lorena?

Ontem, durante um passeio com minha namorada em um parque de Santo André, deparei-me com esse carro, muito parecido com um Lorena.

Na traseira, inclusive, havia a inscrição "Lorena GTS".

Aliás, percebe-se que o modelo da foto possui uma traseira bastante modificada em relação aos Lorenas produzidos entre 1968 e 1971.

Entretanto, ao que consta, esses carros eram fabricados de forma artesanal, em pequena escala, e, por isso, apresentavam muitas diferenças entre um modelo e outro.

Lembrando ainda que, durante um curto período, entre 1977 e 1980, utilizaram as formas originais do Lorena para a produção de mais quatro unidades, denominadas Mirage GT.

Seria o modelo da foto um Mirage? Um Lorena original? Uma réplica?

Dúvida cruel.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Puma GTB - Série Clássicos

Fico impressionado com a industria Brasileira de hoje, parece tão sem criatividade.

Todos os carros são iguais e parecem ser feitos do mesmo material que eram feitos os carros de brinquedo quando eu era criança: Plástico. Mas o fato não é esse.

O fato é que há tempos atrás, um dos carros que bombava, era nacional. E como. Muito brasileiro, e bonito, todo adolescente sonhava em ter um, ou babava nas vitrines da Puma em SP.

É o Puma GTB, feito entre 1974 e 1990, com 3 variações, o S1, o S2 e o AMV. Um dos carros Brasileiros de maior prestígio entre nós e até internacionalmente. Os outros mais conhecidos são Opala e, acredite, SP2!

Uma história conta que Anísio Campos tentou fazer negocio com a Ford pelo motor 302 V8, mas ficou mesmo com o bom, velho e clássico 6 Cilindros, do Opala.

Este é um Puma GTB S2 1980, pertencente ao meu pai. Uma das melhores maquinas que já andei, incluindo Opalas, Mavericks e Galaxies. Mas isto é história pra mais tarde.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A Volta

Com linhas elegantes, criadas por Pininfarina, o Alfa Romeo 164 marcou a volta da marca ao Brasil, em 1990, combinando requinte e esportividade.

Lançado simultâneamente no Brasil e nos Estados Unidos, o modelo acelerava rápido (0 a 100 km/h em 7,7 segundos), atingindo os 230 km/h.

No mais, suspensão traseira automaticamente regulável e sofisticados itens no interior, mostravam que o sedan médio era um carro de classe.

Vale lembrar ainda que o 164 "emprestava" sua plataforma para outros carros do Grupo Fiat, como o Fiat Croma e o luxuoso Lancia Thema, além do sueco Saab 9000, do Grupo GM.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mofo: Jeep

"O Jeep, o Dakota e o Navio de Desembarque foram as três ferramentas que ganharam a guerra".

São palavras do presidente Eisenhower, que definem a importância desse utilitário na Segunda Guerra Mundial.

Nascido dos esforços de guerra dos Estados Unidos, no final da década de 30, o Jeep foi um dos modelos pioneiros no Brasil, sendo fabricado inicialmente pela Willys, em 1956.

Seu nome se originou na sigla "GP" - General Purpose ou Uso Geral.

No final dos anos 60, a Willys foi adquirida pela Ford no Brasil, que fabricou o modelo até 1983.

Como curiosidade, não podemos esquecer que o Jeep serviu de base para um projeto experimental surpreendente.

O Hafner Jeep ou Rotabuggy foi desenvolvido pelo exército britânico, em 1942, para ser lançado de um avião, com sua tripulação embarcada e pronta para sair rodando.

As hélices serviam para controlar a velocidade da queda, que chegava a 243km/h.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Maverick

Nessa parte do blog, sempre coloco fotos tiradas por mim mesmo, de clássicos que ainda circulam por aí.

Já havia colocado, há alguns dias, um outro Maverick.

Porém, o esportivo compacto da Ford, lançado em 1973 no mercado brasileiro, merece mais.

Esse modelo, quatro portas, precisando de uma reforma, foi encontrado no estacionamento de um shopping da zona norte (sim, ainda estou trabalhando por aqui).

Lembrando que o Maverick possui uma história interessante.

Tudo porque, a Ford escolheria, através de clientes da marca, o novo modelo a ser fabricado no Brasil.

Para compreender melhor o mercado, a Ford pediu para que esses consumidores, dentro de uma sala, escolhessem o modelo de sua preferência.

Haviam quatro modelos: Opala, Corcel, o Taunus alemão e o Maverick estadunidense.

Todos na cor branca, sem detalhes que os identificassem.

As pessoas, então, escolheram o modelo alemão.

Entretanto, a montadora tinha a intenção de adaptar o velho motor 6 canecos do Aero Willys nesse novo modelo e, diante das dificuldades, a Ford descartou o Taunus, dando preferência ao Maverick.

Vale lembrar ainda que, por motivos óbvios, a montadora preferiu excluir o logotipo do carro utilizado nos Estados Unidos, a figura de um touro.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Mofo: C10

Uma C10, sobrevivente da grave crise do petróleo dos anos 70.

Fotografada em um shopping da zona norte de São Paulo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Brasilia

São Paulo - Clássico modelo projetado e produzido pela Volkswagen do Brasil, fotografado no estacionamento de um shopping na zona norte de São Paulo.

Lembrando que o Brasília, considerado nosso primeiro hatchback, inspirou modelos posteriores, como a Variant II, a linha BX e o Golf / Rabbit.

Recordista, vendeu quase 1 milhão de exemplares enquanto esteve em produção, de 1974 a 1982.

Tendo por base o chassis do Karman-Ghia, o Brasilia era 17 centímetros menor que o Fusca.

Ah, sim. E se escreve assim mesmo, "o Brasília" , já que o "a" fica por conta das pessoas que "o" consideram uma caminhoneta.

sábado, 9 de agosto de 2008

Viação Cometa

São Paulo - Talvez, no mundo dos coletivos, não exista algo tão clássico quanto esses ônibus da Cometa, com o ronco peculiar dos motores Scania.

Tanto que, se fosse motorista de ônibus, seria da Cometa, por tudo o que representam.

Pelo menos, fiquei com essa sensação ao ficar de bobeira, observando o entra e sai dos ônibus no Terminal Tietê em São Paulo.

Aliás, os "Cometas" sempre me passaram a impressão errada, de serem antigos.

Tudo porque, há uns (muitos) anos atrás, quando tinha seis anos, ganhei de uma tia, uma caixa lotada de quadrinhos antigos.

Lá, no verso dos gibis, encontrava-se o anúncio da Viação Cometa, com dois personagens: - O primeiro, que se sentia apertado, morria de calor e, por algum motivo, estava atrasado. Na poltrona "ao lado", representando o cliente Cometa, um personagem com sorriso nos lábios e bastante satisfeito.

Assim, já que mantiveram o mesmo padrão de carroceria por muitos anos, a imagem que havia ficado era aquela, de um ônibus de alumínio, extremamente antigo, que havia visto pela primeira vez naquelas revistinhas.

Entretanto, para minha surpresa, descobri, há algum tempo atrás, que se tratavam de ônibus novos e exclusivos, produzidos pela Ciferal e por uma subsidiária da empresa, inspirados em modelos estadunidenses.

Infelizmente, por uma determinação da Artesp (Agência Reguladora de Transportes no Estado de São Paulo), a Cometa deixará de operar esses ônibus tradicionais, pois possuem mais de dez anos de fabricação.

Já achava que haviam descaracterizado os ônibus com essa nova pintura (foto)...

Agora, então...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mofo: Corcel

Quando a Ford comprou a Willys, já encontrou adiantado o projeto do Corcel, baseado no Renault R12.

Desenvolveu e lançou o carro.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Zona Lost

Antes que alguém ache o título uma alusão à Zona Leste de São Paulo, vou logo me explicando.

Ao vivo, dá uma baita sensação de algo perdido. Parece que as paredes falam, contando a história de algo que ficou bem para trás.

Como toda grande metrópole, a cidade mudou e, em torno dos escombros da fábrica, ergueu-se um shopping, onde as pessoas passam rápido, muitas vezes nem notando o gigante adormecido.

Lembrando que nesse local, em 1956, nossa indústria festejou o lançamento do primeiro carro fabricado no Brasil: a perua DKW Vemag.