Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

De A a Z: Toninho da Matta


O envolvimento de Toninho da Matta com as corridas teve inicio no kart, em 1966. Depois, foi correr de turismo, onde conquistou 14 títulos nacionais. Entretanto, optou por esse tipo de competição após sofrer um grave acidente com um protótipo na Copa Brasil. Assim, ficou dois anos afastado das pistas, em recuperação.

O primeiro título veio em 1978, correndo de Passat no Campeonato de Turismo de Série. Com o passar do tempo, perdeu as contas de quantos troféus já havia ganho, em razão dos inúmeros campeonatos nacionais e regionais que conquistou. "Devo ter uns 450, 500 troféus. Só aqui em casa, guardados, tem uns 280" calcula.

"Se tivesse ido para a Europa no começo dos anos 70, provavelmente obteria sucesso. Não falo isso por arrogância. Corri muito com Emerson, Wilsinho e Moco. Cansei de andar na frente e atrás deles. Ganhei de todos e perdi para todos. Logo, considero que tínhamos o mesmo nível. Mas nossos caminhos foram diferentes".

E isso foi comprovado ao longo da carreira, seja no kart, com Opala ou Passat. Inclusive, vale a pena visitar a parte histórica do site do Toninho, onde sua trajetória é contada através de relatos e fotos históricas. A que ilustra esse post, retirada do Blog do Saloma, mostra um "pega" histórico entre Toninho e Camilo Cristófaro no Festival de Velocidade, realizado em Interlagos, em 1970.

"A prova para carros de turismo, esporte e protótipo do Festival de Velocidade, em Interlagos, foi realmente sensacional. A competição, dividida em duas baterias de 8 voltas cada, teve um desenrolar dos mais emocionantes, principalmente na primeira bateria, quando Camilo Cristófaro, numa carreteira Chevrolet e Toninho da Matta, num opala, foram protagonistas de um duelo em busca da segunda colocação."

"Na ponta, ia Luiz Pereira Bueno, com seu protótipo Bino. Camilo mantinha a segunda posição até a penúltima volta , quando foi ultrapassado por Toninho na curva do Pinheirinho, arrancando aplausos da torcida. Na segunda bateria o resultado foi: Luiz Pereira Bueno em primeiro, Camilo em segundo e Toninho em terceiro".

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Absurdo dos absurdos: Williams segue suspensa da FOTA

De acordo com uma resolução do conselho executivo da FOTA, Williams e Force-India seguem suspensas, até segunda ordem, das reuniões que podem determinar o futuro da F1. Um erro histórico, praticado por pessoas maldosas, que preferem ignorar as contribuições de Frank Williams para com o esporte.

Ao longo de sua trajetória, a Williams foi castigada inúmeras vezes por suas inovações tecnológicas. No início do ano, já havíamos discutido o assunto por aqui, quando a equipe teve sua participação na F1 ameaçada, por conta da crise econômica.

No entanto, não será um grupo de executivos engravatados que colocará fim à tragetória de Frank Williams no automobilismo. Afinal, o homem é uma fortaleza, dirige sua escuderia como quem pilota um bólido de corrida. Quando iniciou sua carreira como chefe de equipe, uma cabine telefônica era seu escritório, enquanto o capô de seu velho carro era usado para fechar contratos.

No início dos anos 60, desistiu de sua carreira como piloto para vender monopostos de corrida. Com a realização do sonho da F1, disparou uma série de cheque sem fundos, ficando mal visto nos bastidores. Até hoje, o velho Jack Brabham afirma que Williams não comprou um carro, apenas levou-o embora.

Com Patrick Head, deu um enorme salto de qualidade. Quando se encontraram pela primeira vez, após ouvir atentamente as passagens do projetista pelo automobilismo, Williams perguntou: “Você está preparado para trabalhar sete dias por semana, vinte quatro horas por dia?”.

Head, vestido com um suéter bastante surrado, respondeu: “Não, não estou. Qualquer um que precise fazer isso, deve ser extremamente mal-organizado”. Assim, Head começou como assistente de Harvey Postlethwaite, trabalhando no desenvolvimento do March 761 do belga Patrick Neve.

E o resto, é história. Coisa que não é levada em conta pela cúpula da FOTA. Muito menos pela FIA, que sequer exigiu a presença da Williams nas próximas discussões.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Os 30 anos da batalha de Dijón

Há 30 anos, René Arnoux e Gilles Villneuve protagonizaram uma das maiores batalhas da história da Fórmula-1. Nem mesmo se importaram com a pista extremamente estreita, sinuosa e travada, quando colocaram seus monopostos lado-a-lado, em uma disputa frenética pela segunda colocação.

No entanto, por conta das características citadas, o circuito de Dijón-Prenois foi palco de um Grande Prêmio da França bastante monótono, com pouquíssimas ultrapassagens. Na largada, Jean-Pierre Jabouille (Renault), perde a ponta para Gilles Villeneuve (Ferrari), enquanto René Arnoux (Renault) cai da segunda para a nona colocação.

Porém, nada estava perdido para os gauleses, que sonhavam com a primeira vitória de sua escuderia na categoria. Após 47 voltas trancorridas, Jabouille ultrapassa e estabelece uma distância confortável para seu adversário da Ferrari, que sofria com os compostos desgastados.

Quando restavam três voltas para o fim, Arnoux encosta no canadense e passa a pressioná-lo. Os dois trocam por diversas vezes de posição, batendo rodas e freando no limite. Assim, Villeneuve impede a dobradinha, 24 centésimos de segundo à frente de seu concorrente.

Por isso, Jabouille não pode ser considerado o único vencedor. Afinal, o esporte havia proporcionado ao público uma das maiores batalhas de sua história, envolvendo dois pilotos que nunca seriam campeões. Entretanto, não precisariam de títulos para serem lembrados e considerados verdadeiros heróis.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Um belíssimo protótipo nacional

Confesso que esse eu não conhecia. Trata-se do Amoritz GT, um protótipo nacional criado pelo designer Fernando Morita, que já trabalhou na Volkswagen. Inclusive, sua trajetória, descrita nessa entrevista, lembra a de outros construtores, que largaram o emprego numa montadora para viver carreira solo.

Segundo Morita, sua empresa funciona como um estúdio de criação, reunindo design e customização automotiva. Além disso, construiu o conceito desse post, projetado para receber um motor V8 de 5.3 litros, que pode ser movido à alcool ou gás natural. Como se pode notar, o modelo foi inspirado em esportivos nacionais mais antigos, como o SP2 e o Uirapuru. Mais informações e fotos podem ser encontradas no Motorpasión.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Os carros de Michael Jackson

Nos últimos dias, essa BMW (foto acima), do médico de Michael Jackson, ficou conhecida em todo o mundo. Apreendida pela polícia de Los Angeles, o carro pode conter evidências que ajudem os investigadores a determinar a causa da morte do ídolo pop.

Porém, esse não é o motivo principal pelo qual escrevo. Afinal, esse carro nem mesmo pertencia ao cantor, que tinha inúmeros em seu acervo particular. Nos últimos dias, especulou-se até a possibilidade de Michael Jackson possuir um SP2, coisa que não foi confirmada. Entre os carros, destaque para o Rolls Royce Silver Seraph, de 1999, com um interior digno de aposento do Palácio de Versailles.

Seu outro Rolls Royce, um Silver Spur II, ano 1990, conta com um acabamento bastante luxuoso, em couro branco e madeira preta, além de um serviço completo de bar. A coleção conta com mais duas limusines: um Lincoln Town Car, de 1988, e um Cadillac Fletwood, 1954, usado nas gravações do filme "Conduzindo Miss Daisy".

A coleção traz ainda um ônibus Neoplan Tour Bus, 1997, com bancos individuais e tapeçaria com uma coroa gravada. O veículo, utilizado durante uma turnê, conta com um banheiro feito em porcelana, ouro e granito. No mais, uma série de outros modelos faz parte do acervo. Entre eles, destacam-se um GMC High Sierra (1986) de bombeiros, um GMC Jimmy (1988) e uma réplica do Detamble Model B Roadster (1909).

Há ainda carruagens elétricas, uma Harley Davidson Touring (2001) de polícia e um Ford Econoline (1993), com bancos de couro, TVs individuais e um video game. Ainda não se sabe o destino dos veículos. Mas, ao que tudo indica, serão vendidos para quitar algumas dívidas do astro.

Rolls-Royce Silver Seraph Touring Limousine

O interior do Silver Seraph desenhado pelo próprio Michael Jackson

Cadillac Fletwood do filme "Conduzindo Miss Daisy".

Rolls-Royce Silver Spur II Limousine

O interior refinado do Siler Spur, com direito a serviço de bar

Uma rústica SUV GMC Jimmy Sierra Classic com pintura fosca.

Lincoln Town Car Limousine

Ford Econoline Van equipada com videogame

Por dentro, o Neoplan Touring é uma verdadeira casa

Por fim, uma Harley da polícia

Sábado, 27 de Junho de 2009

De A a Z: Simca

O sucesso obtido pela FNM nas pistas motivou a Simca constituir sua própria equipe de competições. E por lá passaram grandes nomes de nosso automobilismo: Chico Landi, Ciro Cayres, Jaime Silva, Fernando "Toco" Martins entre outros.

No início, a equipe sofreu com o fraco desempenho de seus bólidos, equipados com o mesmo V8 dos carros de série. Parte do problema foi resolvido com a adoção do Emi-Sul, um motor de concepção mais eficiente para as pistas.

A Simca também construiu um protótipo para as corridas, o Tempestade (foto), que utilizava o chassi de Maserati F1 e o motor Super-Tufão “Aquillon" V8. Vencedor dos 500 Km da Guanabara, o carro logo foi apelidado como perereca, de tanto que pulava.

Além desses modelos, a montadora utilizou versões carreteiras e, posteriormente, importou três Simca Abarth 2000, que foram recebidos com protestos pelos adversários. Logo na estreia, durante as 3 Horas de Interlagos de 1964, Jayme Silva venceu, mesmo largando da última posição.

Após dominar a temporada de 1965 de nosso automobilismo, os carros foram devolvidos para a matriz na Europa. Posteriormente, foram jogados no mar, por falta de documentação.

Depois desse episódio, a montadora iniciou um processo de retirada das pistas, culminando com a extinção do departamento em 1966.

No ano seguinte, em 1967, a Chrysler assumiu oficialmente a empresa no Brasil.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

RIP, Michael



Nas ruas, não se fala de outra coisa. Todos comentam sobre a morte precoce de Michael Jackson.

No entanto, há tempos sentia saudades. Parecia que o ídolo já havia morrido, pois não conseguia associar o "novo" ao "velho" Michael Jackson. E não escrevo isso baseado em sua aparência, que sofreu uma verdadeira metamorfose nos últimos anos.

Afinal, desde "Dangerous", lançado no início dos anos noventa, o cantor nunca mais emplacou. Para piorar, com a saúde bastante debilitada, foi obrigado a abandonar os shows.

Considero que assim tenha morrido pela primeira vez, perdendo o contato com os palcos e, principalmente, com o público. Sem dinheiro e com a alma machucada, voltaria ao batente para uma turnê de 50 shows, para recuperar um pouco do tempo perdido.

Infelizmente, não houve tempo.

No vídeo, minha preferida, com a solada inconfundível de Eddie Van Halen.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Bisbilhotando a vida alheia

Há uns dois anos, o Tony Kanaan abriu um blog no qual contava um pouco de sua vida de piloto, com uma levada bastante interessante. No entanto, parece que o baiano perdeu o interesse, já que nunca mais atualizou a página.

Agora, com o Twitter, existe a possibilidade dos curiosos conhecerem um pouco mais do dia-a-dia de alguns pilotos brasileiros, incluindo o próprio Kanaan. Além dele, Bruno Senna, Lucas Di Grassi, Helio Castroneves, Mario Moraes, Rubens Barrichello e Nelson Ângelo Piquet também aderiram ao sistema de trocas de mensagens.

De todos, o de Piquet é o mais movimentado, com a publicação de muitas fotos e informações. Inclusive, em uma de suas últimas postagens, o piloto desafiou seus seguidores. Na foto acima, percebe-se uma série de motorhomes estacionados. Entre eles, um prata, de propriedade de um tal de "Paquito".

Para o primeiro que acertasse a identidade secreta do "Paquito", ganharia, de Piquet, um boné autografado. Acho que nem preciso dizer que milhares de pessoas acertaram.

Abaixo, confira algumas imagens interessantes retiradas do espaço:

"Ontem, no palco do show que acontece depois de todas as corridas em Silverstone. Olha o tanto de gente!"

Nuvens carregadas em Silvertone, com o já tradicional desfile dos pilotos

Mais desfile, com Massa no detalhe.

Arquibancada em Silvertone: "Silverstone não é igual a Turquia!"

Com torcedores ingleses

Reunião da GPDA em Silvertsone

Uma Renault com jeitão de caixão.

"Alberto Valério (GP2), Iaconelli (F2) e eu: Pilotos brasileiros e saudáveis que bebem Ice Tea! ahaha... "

Olha a velocidade: "Esse fim de semana estou testando o novo Renault Twingo Sport aqui na Europa. Olha ai o resultado! Bom o brinquedo!"

Café da manhã no motorhome da Renault

"Na estrada pra St. Tropez"

Piquet também se impressionou com a falta de público no GP da Turquia

"Brincando com o Mark Webber hoje na sessão de autografos"

Reunião da GPDA na Turquia

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Mosley dá adeus à FIA, pela porta dos fundos

Enfim, a novela acabou. E com um final feliz para as equipes dissidentes, que aceitaram uma redução gradativa nos custos da categoria para os próximos anos. Por outro lado, Max Mosley foi o grande derrotado na reunião do Conselho Mundial, com um acordo que o proíbe, desde já, de exercer seu cargo de presidente da FIA em assuntos relacionados à F1. Além disso, o dirigente foi obrigado a abrir mão de sua candidatura à reeleição para evitar o racha.

Nesse período de transição, as negociações serão lideradas por Michel Boeri, presidente do senado da FIA e comandante do Automóvel Clube de Mônaco. Assim, com a descentralização do comando da F1, qualquer mudança nas regras técnicas ou desportivas deverá ser aprovada por um grupo de trabalho formado pela Fota, para depois ser discutida entre os comissários da F1 e pelo Conselho Mundial.

Será assinado ainda um novo Pacto de Concórdia, oficializando a permanência das equipes na F1 até 2012. Por fim, as escuderias concordaram em ajudar as novatas US F1, Manor e Campos com auxílio técnico. Agora, a FIA não manda mais nada. Tudo está nas mãos das equipes e das montadoras, que "vêm e vão conforme suas vontades".

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

"É hoje"

"No dia 19 de Julho de 1983 em Donington Park (Inglaterra), Ayrton Senna teve seu primeiro contato com um Fórmula 1. A convite de Frank Williams, dono e chefe da equipe Williams, Ayrton teve a oportunidade de testar a tão sonhada Williams nº 1 do campeão do mundo de 1982 Keke Rosberg".

Essa é a legenda para uma verdadeira obra de arte, que inicia uma série criada pelo Ararê Novaes, com todos os carros pilotados por Senna na Fórmula 1. Por lá, já podem ser encontrados o McLaren MP/4C e o Toleman TG183B, ambos dignos de moldura.

Para quem não conhece, vale uma visita. Por lá, podem ser encontradas inúmeras ilustrações, além de caricaturas de bólidos que fizeram a história do automobilismo nacional e internacional.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Go, Bia!!!

Depois do acidente sofrido em Indianápolis, o carro de Bia Figueiredo ficou destruído. Por conta disso, a brasileira ficou de fora da prova em Milwaukee e só voltaria ao campeonato se conseguisse um novo patrocinador. Afinal, a base do automobilismo é dura com seus competidores, se tornando uma fonte de aprendizado "extra-pista".

Com a obtenção de parte dos recursos, a Sam Schimidt, sua equipe na Indy Light, iniciou uma corrida contra o tempo para colocar o carro em condições para a corrida noturna de Iowa. Depois de muito trabalho, Bia fechou a classificação na sexta posição.

Na prova, a piloto esteve em posições intermediárias até 15 voltas do fim, quando iniciou uma série de ataques. Primeiramente, ultrapassou Daniel Herrington e Mario Romancini, assumindo a segunda posição. Tornou-se líder, a sete voltas do fim, ao superar Wade Cuningham, seu companheiro de equipe.

Após essa vitória, a brasileira confessou que ganhou um ânimo extra para brigar pelo campeonato. Gosto dessas histórias de superação no automobilismo, ainda mais quando envolve alguém com o talento da Bia Figueiredo.

Domingo, 21 de Junho de 2009

GP da Inglaterra

O GP da Inglaterra foi mais uma daquelas corridas sem muita emoção, com as posições intermediárias sendo decididas na base da estratégia. Fiquei até sem ideia para o título, por isso foi como GP da Inglaterra mesmo.

Porém, não se pode culpar os pilotos. Houveram inúmeras tentativas, mas pouquíssimas ultrapassagens. Por conta disso, Lewis Hamilton pediu para que o engenheiro da McLaren mudasse sua estratégia, na tentativa de superar os adversários que vinham à sua frente.

No caminho inverso, o staff técnico da Williams tentava motivar uma ultrapassagem de Rosberg sobre Massa. Perguntaram detalhes do comportamento do carro e, diante da resposta positiva do piloto, pediram a manobra que não se concretizou.

Por isso, a atuação de Giancarlo Fisichella (foto), da Force India, deve ser valorizada. Após uma largada exemplar, com cinco ultrapassagens, o italiano superou, de uma só vez, adversários da McLaren e Renault. Inclusive, a equipe indiana, com um orçamento bastante modesto, já merece aos pontos. Dessa vez, ficaram próximos, com o 10º lugar conquistado por Fisichella.

Na ponta, Vettel fez aquilo que é chamado de barba, cabelo e bigode. Foi soberano durante a corrida, abrindo uma grande vantagem para os adversários. Seu companheiro de equipe na Red-Bull, o australiano Mark Webber, superou Barrichello, terceiro colocado na classificação final, no primeiro pit-stop e completou a dobradinha.

Já o líder do campeonato, o inglês Jenson Button, decepcionou sua torcida com a sexta colocação, depois de perder muitas posições na largada. Durante a corrida, o piloto da Brawn reclamou do acerto do carro, que saía de frente, de traseira, batia o assoalho no chão... um horror.

Por outro lado, Felipe Massa, que vive uma temporada complicada, ganhou muitas posições no início, mesmo com um carro mais pesado. Na estratégia, finalizou a prova na quarta colocação.

Sábado, 20 de Junho de 2009

O "velho" Mark Webber

Nos últimos dias, uma enxurrada de péssimas notícias inundaram os noticiários esportivos. As impressões e expectativas para o GP da Inglaterra ficaram perdidas entre as inúmeras notícias políticas publicadas nos últimos dias.

Por isso, as palavras atravessadas de Mark Webber, dirigidas a Kimi Raikkonen, ganharam em importância. Por um breve momento, o piloto da Red-Bull conseguiu desviar a atenção dos fãs e da mídia especializada para um entrevero "de corrida".

Tudo começou quando o australiano fechava sua última volta rápida para a classificação. Ao chegar na Stowe, foi atrapalhado pelo finlandês da Ferrari, que se arrastava pela pista. Sem se valer da velha tática do capacete, Webber disparou contra o finlandês em entrevista:

“Kimi, não sei, deve ter bebido vodca. Ou estava dormindo. Não sei que diabos ele estava fazendo. Ele deveria estar mais à direita do traçado, só que estava no meio, dormindo. Isso arruinou meu ritmo na curva Stowe, já que estava muito apertado para passar”

Depois de ressaltar o excelente trabalho executado pela equipe, voltou a chutar Raikkonen como um cachorro morto. "Pelo menos, não sou eu que vou largar da nona colocação”, finalizou.

Suas palavras surpreendem, ainda mais no atual período de diplomacia vivido pelos pilotos. As críticas perderam força diante de um ambiente cada vez mais profissional, com tudo sendo resolvido através de reuniões e comunicados.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Acabou?

Ontem, Gerhard Bergher, que já foi piloto e dirigente de equipe, afirmou que a briga do teto orçamentário era um convite para as montadoras dizerem adeus à F1. Afinal, eram constantes as ameaças de debandada por parte de algumas escuderias, descontentes com a política totalitária da dupla Mosley e Ecclestone.

Entretanto, rumores davam conta que algumas equipes desistiriam da F1, independente das regras do próximo campeonato. Para se ter uma ideia da crise, a Renault, motivada pela perda do apoio de patrocinadores importantes, já anunciou a paralização da fábrica para o mês de agosto.

Até mesmo a Ferrari já teve sua participação na categoria colocada em xeque, por culpa de um período de crise enfrentado pela Fiat. Além disso, vão precisar de recursos para investimentos na Chrysler, um grande desafio assumido pelos italianos junto ao governo americano.

No mais, a Toyota sempre passou a impressão de profundo descomprometimento com o esporte. O histórico da equipe não lembra, nem de longe, o da montadora da qual se originou.

Seria essa a base de formação para um novo campeonato? Afinal, essas mesmas empresas, com exceção à Ferrari, possuem histórico de idas e vindas no automobilismo. Nos últimos dias, essas escuderias caíram, por diversas vezes, em contradição. Primeiramente, se mostravam contrárias ao regulamento com duas regras distintas. Acreditavam, acertadamente, em uma subdivisão prejudicial à categoria.

Com a confirmação de uma regra única para 2010, Mosley recuou. No entanto, fixou novo teto orçamentário, desagradando novamente as montadoras. O que é contraditório, já que as estruturas reclamavam, constantemente, dos custos elevados da manutenção de um time na categoria.

Isso só comprova que o racha aconteceu por pura vaidade dessas equipes, que não querem admitir incompetência ou problemas de caixa. Por isso, não acredito em categoria paralela.

Afinal, não existe espaço para duas categorias top de mesmo segmento. Como exemplo recente, podemos citar a cisão na Fórmula Indy, que motivou a criação da IRL e da ChampCar.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

A bela, prima da fera

Nos últimos dias, com a aprovação da inscrição da US F1 pela FIA, muito se comentou sobre a possibilidade de Danica Patrick correr na Fórmula-1. No entanto, as últimas notícias dão conta que ela pode se acertar com algum time da NASCAR no próximo ano. O que seria um desperdício, diga-se de passagem.

Agora, surge o nome de Natacha Gachnang (foto) como favorita a um teste na Campos, escuderia que defendeu nos tempos da F-3 espanhola. Porém, não será fácil garantir um lugar na equipe na próxima temporada.

A suíça, que é prima de Sébastian Buemi, terá a concorrência de diversos pilotos espanhóis que sonham com a vaga. Por enquanto, Natacha, que admira Danica Patrick, segue esperando por uma oportunidade na F2.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Salva

Deu agora no Motorpasión: a Saab está salva. O governo sueco voltou atrás e resolveu ajudar a marca a sair do buraco. Graças ao financiamento público, a empresa foi vendida à Koenigsegg, um fabricante sueco de superesportivos.

No entanto, a GM vai continuar fornecendo plataformas, motores e transmissões para a empresa nos próximo cinco anos. Inclusive, as duas empresas são obrigadas, por contrato, a seguir com os projetos atuais da Saab.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A parte triste do final de semana


As corridas conseguem despertar vários sentimentos em seus seguidores, mesmo num prazo curto de tempo. Quem, por exemplo, não se indignou com a novela envolvendo construtores e a inscrição para o Mundial de F1?

Ou, então, quem não se emocionou com a vitória da Peugeot, em uma prova difícil como as 24 Horas de Le-Mans?

Depois, chegou o momento cômico, com o pequeno incidente envolvendo o piloto das 125cc.

No entanto, no mesmo final de semana, uma tragédia abalou o mundo da velocidade. Em Puebla, no México, durante a Corona Series (uma espécie de Nascar mexicana), Carlos Pardo, de 33 anos, foi tocado por um concorrente e se chocou a mais de 220 Km/h no muro. Nas imagens, percebe-se um muro muito mal localizado e completamente desprotegido.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Comemoração precoce


Confesso que não acompanhei a MotoGP. Fiquei sabendo do ocorrido pela Teca, aqui no Blog. Correndo em casa, Julian Simón largou da pole e dominou o GP da Espanha nas 125cc. Inclusive, acreditando que estava prestes a completar a prova, reduziu a velocidade para comemorar.

No entanto, para desespero dos mecânicos postados na mureta dos boxes, o piloto apenas abria seu último giro na corrida. Para se ter uma idéia do desastre, Simón não conseguiu nem mesmo um pódio, completando a prova (agora sim) em quarto.

Lembrou-me muito a situação abaixo, quando Bjorn Wirdheim entregou uma vitória em Mônaco, válida pela F3000, de presente para Nicolas Kiesa. Acreditando que já havia cruzado a linha de chegada, resolveu reduzir para comemorar com o "staff" da equipe.

Só que a linha de chegada era um pouco mais adiante. Quando percebeu, já era tarde. Seu concorrente dinamarquês, que vinha embalado, foi mais rápido e venceu a corrida.

Depois disso, Kiesa conseguiu uma vaga na Minardi. Já Wirdheim, campeão com recorde de pontos acumulados na temporada, não chegou à F1. Tornou-se, no máximo, test-driver da Jaguar, Jordan e BAR.

Melhor do que falar, só acompanhando nas imagens.

Domingo, 14 de Junho de 2009

"La marseillaise", em alto e bom som

Somente uma prova como as 24 Horas de Le-Mans para salvar o automobilismo de uma verdadeira enxurrada de más notícias. A tradicional prova de resistênica foi marcada por uma vitória incontestável do trio David Brabham / Marc Gene / Alex Wurz, a bordo do Peugeot 908.

Os principais concorrentes dos "leões", os Audi R15 TDi, sofreram uma série de problemas mecânicos durante a prova. O melhor deles, comandado pelo trio Dindo Capello / Allan McNish / Tom Kristensen, chegou em terceiro, a sete voltas do Peugeot vencedor.

Na segunda colocação, completando a dobradinha, chegou o trio formado por Sebastien Bourdais/Franck Montagny/Stèphane Sarrazin, que havia partido da pole. Na GT2, destaque para o bicampeonato de Jaime Mello Jr, que dividiu uma Ferrari F430 com Mika Salo e Pierre Kaffer.