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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

And The Winner Is ...


JIM CLARK - 1963, 1965


Jim Clark é uma referência no mundo do automobilismo..

Nascido em Kilmany, Jim é o filho de um agricultor escocês e seria um agricultor mas, através do seu cunhado, Jock McBain, pode realizar um primeiro teste com a idade de 17 anos, em eventos amadores de rally. Jim disputa vários eventos locais, até seu amigo Ian Scott Watson emprestar-lhe um DKW para participar de sua primeira corrida, em seguida, um Porsche. Em 1958, Clark conduziu um Jaguar D que pertencia ao piloto Archie Scott-Brown. Em 20 largadas ele venceu 12 corridas. Neste mesmo ano corre, pela primeira vez, fora do Reino Unido, em SPA, circuito pelo qual irá desenvolver um verdadeiro temor, após a morte de Scott-Brown. Neste mesmo ano, em Brands Hatch, ele conhece Colin Chapman, participando em 26 de dezembro de sua primeira corrida com um modelo Lotus, o Elite. Ia vencer, quando seu carro foi atingido por um concorrente. Clark acabou em segundo, atrás do próprio Chapman, que pilotava outro Elite.

Em 1959, com o mesmo carro, quase vence na sua classe, em sua primeira participação nas 24 horas de Le Mans. Clark fez dupla com o experiente John Whitmore, que após a corrida declarou: "Pensei que iria ensiná-lo, mas fui eu quem aprendi". No final do ano disputa uma corrida de Fórmula Júnior (hoje Fórmula 3), com um Gemini. Foi sua primeira corrida com um carro de Fórmula. Após 50 vitórias em rallys, subidas de montanha, speed trials, corridas de carros sport e carros turismo, Clark começa a correr na categoria monoposto, os "fórmulas".

As portas da Fórmula 1, e da glória, estavam se abrindo para Clark.

Em 1960, Clark estréia na Holanda, mas abandona devido a transmissão. O GP da Bélgica foi trágico. Stirling Moss e Michael Taylor acidentam-se nos treinos (Moss quebra as pernas) e não correm. Chris Bristow e Alan Stacey morrem durante a corrida. Clark disse que seu carro foi manchado com sangue. Em Portugal, conquista seu primeiro pódio.

Em 1961, é terceiro em Zandvoort e Reims. Na Itália ele esta envolvido no acidente que foi fatal para Wolfgang von Trips e 14 espectadores.

A temporada 1962 vai ser melhor, sua primeira vitória veio no circuito de Spa-Francorchamps. Ele ganhou mais 2 e lutou com Hill pelo campeonato.

Em 1963 vem o título, vencendo por 7 vitórias na temporada, um recorde para o período.

Em 1964, Jim fez um bom começo de temporada mas problemas de confiabilidade no carro deixam o título para Surtees.

1965 será o ano mágico. 6 vitórias, e o segundo título. Nesse mesmo ano, Clark vence as 500 milhas de Indianapolis, tornando-se o primeiro não-americano a ganhar desde 1916. Ele também ganhou o campeonato na Oceania F1, a Tasman Series, bem como o troféu francês de Fórmula 2.

A temporada 1966 trouxe mudança no regulamento do motor e a Lótus perdeu competitividade, embora Clark alcance a vitória nos Estados Unidos com o motor BRM H16.

Em 1967 com a chegada da Ford Cosworth V8 Clark conquista 4 vitórias e se torna um sério desafiante ao título. Ele bate o recorde de pole positions de Fangio. Ainda neste ano e em 1968, ganha os títulos da Tasman Series.

Quando a F1 começa temporada de 1968, Clark vence a corrida na África do Sul, a sua 25a vitória, batendo novamente o grande Fangio.

Em 7 de Abril de 1968, Jim Clark sai da pista na estrada Trophäe II Deutschland Hockenheim e atinge uma árvore. O mundo dá adeus ao grande Jim Clark.

domingo, 31 de maio de 2009

And the winner is ...


GRAHAM HILL


1962 e 1968


Graham Hill foi um dos maiores pilotos de F1 de todos os tempos, o que se refletiu também em sua carreira, com 18 temporadas.

Nascido em Hampstead, Graham chegou tarde ao mundo da velocidade. Só aos 24 anos ele corre quatro voltas em uma escola de condução em Brands Hatch. Graham tinha encontrado o seu caminho.

Em 1954 ele faz sua primeira corrida, no circuito de Brands Hatch, com um Cooper-JAP. Pouco depois conhece Colin Chapman, o futuro fundador da Lotus. Já em 1956 e 1957, ele corre vários GPs na Fórmula 2 com um Lotus.

Em 1958, Hill irá iniciar a sua longa carreira na F1, no circuito de Mônaco com um Lotus-Climax. Mas os carros não são confiáveis. A situação não melhora em 1959 e Graham decide deixar a equipe para correr com uma BRM em 1960. O BRM P48 também não é um carro tão confiável, mas consegue subir no pódium do GP da Holanda.

A situação é sofrível em 1961. O BRM P48/57 raramente termina as corridas. Entretanto, Graham sobe no pódium em 6 eventos fora do campeonato.

A temporada 1962 só poderia ser melhor. Em 24 de março, Graham obtém sua primeira grande vitória: as 12 Horas de Sebring, em carros esporte. Depois de duas vitórias fora do campeonato de Fórmula 1, ele vence os GPs da Holanda, Alemanha, Itália e África do Sul.

O título é dele, mas ganha também uma ameaça: Jim Clark.

Em 1963, Hill venceu o GP Mônaco, a primeira de suas 5 vitórias no principado. Mas Jim Clark esmaga a concorrência com o seu Lotus e ganha o título. Em 1964, apesar de duas vitórias, Hill está trás John Surtees. O próximo ano será quase idêntico, duas vitórias, mas o campeonato tem um dono: Jim Clark.

Em 1966, o regulamento de 3 litros entra em vigor e Graham não consegue nenhuma vitória na F1, dominada pela Brabham-Repco. Entretanto, ele consegue vencer as 500 Milhas de Indianápolis.

Em 1968, Clark vence o GP da África do Sul, batendo o recorde de vitórias Fangio, mas encontra a morte num acidente de F2, em Hockenheim. Graham consegue ganhar 3 corridas e garante seu segundo título mundial, a frente de Jackie Stewart e Denny Hulme.

Em 1969, apesar de ter perdido para Rindt em desempenho na equipe, ele ganha Mônaco. A coroa ainda tem dono. E o rei do principado tem um novo nome: Hill. Mas ano terminou terrivelmente para Graham, que teve um acidente após um pneu furado. Foi ejetado do carro porque o seu cinto não funcionou e quebrou as duas pernas.

Graham já não tem o desempenho do passado. Em 1970, marca apenas 7 pontos. Em 1971 deixa a Lotus e vai para a Brabham. Mas as temporadas de 1971 e 1972 lhe dão apenas 6 pontos.

Entretanto, é em 1972 que Hill vence as 24 Horas de Le Mans, tornando-se o primeiro piloto na história a alcançar o triplo título: F1, Indy e Le Mans.

Graham continuou sua carreira com a sua própria equipe, a Embassy Hill, primeiro com um Shadow DN1 na temporada 1973 e, em seguida, com uma Lola T370, em 1974, com a qual ele conseguiu terminar em 6o no GP da Suécia. Finalmente Hill constrói seu próprio carro, o Hill GH1, para a temporada 1975. Mas não se qualifica para o GP de Monaco, o seu templo, e deixa o cockpit para um jovem talento: Tony Brise.

Graham Hill põem um fim a uma carreira de 175 GP na F1, num total de 436 corridas numa incrível combinação de F1, F2 e carros esportive.

Em 29 de novembro de 1975, Graham Hill, pilotando seu jato, vai para testes em Paul Ricard.

Ele caiu perto de Elstree.

Hill dá um adeus definitivo ao mundo das pistas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

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PHIL HILL

1961


Numa época em que a Fórmula 1 foi quase exclusivamente européia, Phil Hill foi o primeiro americano a ganhar um título.

Nascido em Miami, Phil iniciou sua carreira no campeonato de carros esporte em 1953. Em 1954 chegou na Europa e correu nas 24 Horas de Le Mans. Contratado pela Ferrari, ele ganhou sua primeira corrida em 1956, as 6 Horas de Anderstorp. 1958 foi um bom ano, conquistando 4 eventos, incluindo as 24 Horas de Le Mans. Três semanas mais tarde, a Ferrari o contrata para pilotar no mundial de F1.

Na F1 havia estreado na França, com uma Maserati, antes de ser contratado pela Ferrari. Adapta-se rapidamente ao carro e consegue dois terceiros lugares, nas duas últimas provas.

Em 1959 faz sua primeira temporada completa com a Ferrari. Conquistará três pódiuns, apesar do carro já estar ultrapassado. A temporada 1960 vai ser pior como um todo, mas consegue sua primeiro vitória e, para a alegria da Ferrari, em solo italiano, ao ganhar em Monza.

Em 1961 Phil ganha na Bélgica, mas o seu colega alemão, Wolfgang von Trips, é o mais sério candidato ao título mundial. No GP da Itália, Von Trips foi vítima de um acidente em que ele e mais 14 espectadores perdem suas vidas. Phil ganha a prova e o título, por um ponto. Em sinal de luto, a Ferrari estará ausente nos E.U.A.. Nesse mesmo ano ele ganhou as 24 Horas de Le Mans.

A temporada 1962 será um ano de 3 podiums, mas o carro é cada vez menos confiável. Por outro lado, conquista a vitória em Le Mans.

Em 1963 há uma cisão na Ferrari. Carlo Chiti e Romolo Tavoni criam Automobili Turismo e Sport – ATS, para a qual Hill irá pilotar. Entretanto, o carro é decepcionante.

Em 1964, Phil pilotará um Cooper Climax, mas com fracos resultados regressa para os carros esporte.

Vai para a Can-Am em 1966, mas tenta qualificação para o GP da Itália com um Eagle-Climax, sem sucesso.

Finalmente, aos 40 anos, problemas de saúde o obrigam a parar de correr em 1967. Faz isto após ganhar sua última corrida, com carro esporte, na pista onde venceu pela primeira vez: Brands Hatch.

Phil parte para a aposentadoria, mas vai restaurar carros antigos e comentar corridas retro, mantendo um olho sobre a carreira de seu filho Derek.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

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JACK BRABHAM

1959 - 1960 - 1966

'Black Jack' Brabham foi um dos melhores pilotos da década de 60. Ele tem a mérito de ser o único a ser campeão com o seu próprio carro.

Nascido em Hurstville, Jack estará atrás de um volante, pela primeira vez, aos 12 anos. É um apaixonado pela mecânica e começa a correr em 1946. Nesta época foi campeão de Nova Gales do Sul e faz uma sociedade com Ron Tauranac, que mais tarde será a equipe Brabham. Em 1954 ele impressiona durante o GP Nova Zelândia. Em sociedade com John Cooper participa no campeonato mundial de F1.

Em 1955 corre o GP da Grã-Bretanha com um Cooper-Bristol e abandonou após 30 voltas. Jack também corre na Fórmula 2 com Cooper, onde ganhou 13 corridas de 1957 a 1960. Também corre uma corrida em 1956 com a Maserati. Em 1957 termina 4 provas, sendo que o sexto em Mônaco foi sua melhor colocação. Em 1958 sua carreira vai realmente começar, disputando sua primeira temporada quase completa (não correu a primeira etapa, em Buenos Aires).

Em 1959, os Cooper Coventry Clímax equipados com motores 2,5 litros eram os mais competitivos. Jack ganha sua primeira prova, em Mônaco. Em seguida, vence o GP da Grã-Bretanha. Com sua regularidade ele abriu as portas do Campeonato. É o seu primeiro título de Campeão Mundial.

1960 será ainda melhor, apesar de um começo difícil, Jack Black vai ganhar 5 provas consecutivas. Na última prova, nos EUA, ele consegue conquistar o quarto lugar empurrando o carro, depois de ficar sem gasolina na última volta. Jack, agora, é bi-campeão mundial.

Mas, em 1961, devido a mudanças no regulamento que o deixam em desvantagem, faz uma temporada sofrível.

Em 1962, com Ron Tauranac, Brabham cria a Motor Racing Developments. Começa a temporada com um Lotus-Climax, mas a Brabham BT3 finalmente estréia na Alemanha. Não corre em Monza, mas ao chegar em quarto, no GP dos Estados Unidos, torna-se o primeiro piloto a marcar pontos com um carro construído por ele mesmo. No ano seguinte, o piloto americano Dan Gurney corre pela equipe. Brabham não ganha nenhuma corrida, mas termina em segundo, no México. Em 1964, Brabham será duas vezes o terceiro colocado, mas a sua equipe ganha 2 corridas em França e México. Em 1965, Jack está menos presente, mas alcança o podium nos EUA.

1966 marcará o renascimento do Jack Black, que obtem 4 vitórias consecutivas e ganha o terceiro título de campeão. Pela primeira vez um piloto ganhou o título mundial guiando seu próprio carro.

No ano seguinte, apesar de 2 vitórias, Brabham perde a corrida pelo título, sendo ultrapassado pelo seu colega Denny Hulme. Mas a situação vai piorar de novo. Em 1968, Jack marca apenas 2 pontos e será ultrapassado por Jochen Rindt. Em 1969, Brabham volta ao pódio, enquanto o belga Jacky Ickx, com duas vitórias, é vice-campeão. 1970 será o último da época do piloto australiano. Primeiro, ele venceu o GP da África do Sul, sua última vitória. Na Grã-Bretanha e Mônaco, a vitória lhe abandonou para acompanhar Jochen Rindt, que vai terminar como campeão póstumo.

Finalmente, depois de 123 corridas, Brabham decidiu retirar-se da concorrência.

Em 1979, Jack Brabham foi o primeiro piloto a receber um título de nobreza da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Ele continua a correr em corridas retro, apesar de um grave acidente em Goodwood, em 1999, e sua semi-surdez.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

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MIKE HAWTHORN

1958

Em 1958 Mike Hawthorn venceu apenas 1 corrida, o que é pouco para ser campeão. Mas foi cinco vezes o segundo colocado, o que foi suficiente para obter o título.

Nascido em Mexborough, Mike viu algumas corridas no circuito Brookland. Com a ajuda de seu pai, mecânico em Surrey, começou a correr em 1950, em Brighton.

Em 1952, passou para as corridas de automóveis. Com um Cooper-Bristol ganha duas corridas de Fórmula 2, num intervalo de 5 dias, incluindo uma em que bateu um certo Juan Manuel Fangio. A carreira de piloto começa na Bélgica, neste mesmo ano.

Ainda com um modesto Cooper-Bristol, termina em quarto sua primeira corrida. Mas sobe ao podium em Silverstone, sua casa. No fim, é o quinto com 10 pontos.

A temporada 1953 vai ser melhor. A Ferrari lhe oferece a primeira temporada completa e isto inclui o GP de França, onde conquista sua primeira vitória depois de um árduo duelo com Fangio. Ele ainda chegará ao podium mais 2 vezes.

Em 1954, Hawthorn termina o campeonato em 3º lugar, após sua vitória na última corrida, o GP da Espanha.

A temporada 1955 será pior. Corre os primeiros dois GPs com um Vanwall, antes de passar para a Ferrari, mas não conquista um ponto sequer. Ainda este ano ganha as 24 Horas de Le Mans com um Jaguar, mas esta corrida será lembrada pelo trágico acidente de Pierre Levegh causando a morte de 82 espectadores. Ele se diz responsável por este acidente, idéia que será descartada um ano após.

Em 1956 corre de Maserati, BRM e Vanwall, mas a morte de seu pai o faz desistir das duas últimas etapas: Nurburgring e Monza.

Em 1957, Hawthorn está de volta. Depois de um 4 º lugar em França e em 3º na Grã-Bretanha, não conseguiu ganhar o GP da Alemanha, onde Fangio faz uma demonstração do seu grande talento ultrapassando Mike e abrindo 48 segundos de vantagem, a 12 voltas do fim.

Em 1958, Hawthorn é aspirante ao título, junto com seu compatriota Stirling Moss. Enquanto Moss vence 4 corridas, Mike limita-se a ganhar o GP da França, mas com cinco segundos lugares na temporada, ganha o título.

Deve-se, entretanto, lembrar que Hawtorn foi beneficiado pelo cavalheirismo de Moss no GP de Portugal. Mike foi desqualificado por empurrar o carro, contra as regras e Moss intercede em favor. Como resultado, Hawthorn mantém seu segundo lugar, o que contribui para a vitória no campeonato um ponto à frente de Moss.

Depois de ganhar o título, Hawthorn imediatamente anunciou sua aposentadoria da Fórmula 1.

Em 22 de Janeiro de 1959 Mike está com seu amigo e gerente de equipe, Rob Walker, na estrada A3, na passagem de Guilford, quando um caminhão bateu no seu carro. Mike não sobreviveu.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

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ALBERTO ASCARI
1952 - 1953



A carreira de Alberto Ascari foi curta, mas muito densa em resultados.

Nascido em Milão, Alberto é filho de Antonio Ascari, um dos principais pilotos do período inter-guerra. Em 1926, quando liderava uma corrida no circuito Monthléry, sofre um acidente fatal. Alberto tinha 7 anos.

Ele começou em corridas de MotoGP antes de passar para as quatro rodas em 1940.

Enzo Ferrari é um antigo colega de seu pai. Alberto ganha um lugar na Auto Avio Construzioni e participa da Mille Miglia.

Em 1947 começou a disputar Grand Prix, ganhando uma corrida em 1948 e três em 1949. Portanto, a participação no Campeonato do Mundo era previsível.

A Ferrari não pode correr o primeiro GP da história por razões financeiras e Ascari começa em Mônaco. Ao escapar de um acidente que elimina 9 carros, Ascari termina em 2º lugar, voltando a ocupar a mesma posição em Monza. Termina a temporada em 5º.

Em 1951, a Ferrari está começando a ter supremacia sobre a Alfa Romeo. Após dois segundos lugares, Ascari ganha sua primeira corrida, em Nürburgring, voltando a vencer em Monza, colocando-se como um aspirante ao título. Mas um problema em Pedralbes deixa-o em quarto lugar na corrida. Ele é vice-campeão atrás de Fangio.

Em 1952 Fangio é vítima de um violento acidente, ficando temporariamente incapacitado de correr. A festa começa.

Ascari não participou da primeira etapa, na Suíça, mas é um dos poucos europeus a correr as 500 Milhas, quando elas integravam o Campeonato Mundial. Entretanto, os resultados decepcionam: 19 º no grid, abandonando na volta 40.

Então Ascari vence todas as 6 últimas corridas do campeonato, conseguindo o placar perfeito: 36 pontos em 36 possíveis, com um total impressionante de 53,5 pontos.

Em 1953, mais 5 vitórias em 8 possíveis (sem contar a Indy 500) e o segundo título.

Então a queda.

Ascari assina com a Lancia em 1954, mas teve de guiar Ferrari e Maserati antes do carro ficar pronto, o que acontecerá apenas na última corrida, na Espanha. Assim, sua participação no mundial de 1954 foi muito discreta e a única alegria do ano foi ter vencido a Mille Miglia com a Lancia, em 2 de maio.

Em 1955, com a Lancia D50, Alberto lidera as 12 primeiras voltas na Argentina. Em Mônaco, na 80ª volta, seu carro mergulha no Mediterrâneo. Escapa com poucas contusões.

Mas 4 dias depois, no circuito de Monza, não terá a mesma sorte. Durante os testes de um carro para Eugenio Castellotti, sofre um grave acidente.

Tal como o pai, ele morreu na idade de 36 anos, no dia 26. Os últimos números na carreira de Alberto Ascari.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

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JUAN MANUEL FANGIO
1951 – 1954 – 1955 – 1956 - 1957


Com 5 títulos e 24 vitórias em 51 corridas, Juan Manuel Fangio é uma lenda.

Nascido em Balcarce, na Argentina, a primeira paixão de Fangio é o futebol, onde recebe o apelido El Chueco, porque a forma das suas pernas é de um barril. Mas muito rapidamente descobre a paixão pela mecânica. Aos 16 anos abandona os estudos para se tornar um aprendiz de mecânico. Com isso, Fangio toma gosto pela competição de automóveis e após o serviço militar, decide preparar um carro e começar a correr.

A primeira corrida de Fangio realiza-se em 1934 a bordo de um Ford T, abandonando por causa de uma quebra. Em 1938 prepara um carro, com o irmão, e participa da corrida Ne Cochea. Termina em sétimo. Participa de outras corridas, sempre obtendo bons resultados.

Em 1948, após a guerra, o governo de Perón ferece-lhe uma Maserati 4CLT e ele participa no GP da Argentina. Em 1949, Fangio chega na Europa, também com o apoio de Perón. O argentino multiplica as vitórias e recebe a oferta de um lugar na Alfa Romeo para a temporada 1950, o primeiro campeonato mundial de Fórmula 1.

A primeira temporada, com um Alfa Romeo Tipo 158 será bastante satisfatória, vencendo 3 corridas em 6, mas falha na sua corrida pelo título, na última prova, enfrentando Giuseppe Farina. Em 1951 tem Farina como companheiro e Ascari, na Ferrari, é o candidato ao título. Mas a Alfa Romeo ganha em desempenho e Fangio conquista o título na última corrida, na Espanha.

A temporada de 1952 foi curta para Fangio. A bordo de uma Ferrari sofre um grave acidente em Monza e a coluna cervical é afetada. Participará do campeonato como espectador.

Regressa em 1953 com a Maserati. Mas o grande piloto que não hesita em lutar com Mike Hawthorn, mesmo com um defeito no câmbio, no GP da França, permanece na lista do Comendador.

Em 1954 correrá para a Mercedes-Benz, mas o W196 ainda não está pronto e Fangio começa a temporada com uma Maserati. A Mercedes faz sua estréia vitoriosa na França e Fangio ganha seu segundo título neste ano. Foi sua melhor temporada, com 6 vitórias em 8 corridas (9 contando a Indy 500).

Em 1955 a Mercedes continua poderosa e Fangio tem Stirling Moss como companheiro de equipe. Confrontado com o mestre, Moss continua a ser o estudante. Mas a tragédia se abate sobre a Mercedes. Após um terrível acidente em Le Mans, no qual resultam 82 mortos, toma a decisão de abandonar as pistas.

Com a partida da Mercedes, Fangio pensa em terminar sua carreira, mas um golpe de estado na Argentina, que resulta na derrocada de Perón, o faz decidir correr para a Ferrari em 1956.

As relações entre o mestre e o comendador Enzo Ferrari são polêmicas. Fangio acusa a Ferrari de deixar seu motor afogar, durante a chuva, em razão de buracos na lataria. A temporada 1956 é mais difícil, mas ganha seu quarto título.

Entretanto, não está feliz na Ferrari e retorna à Maserati em 1957.

A temporada 1957 será a última de Fangio, que domina facilmente seus adversários. A corrida Nürburgring ilustra perfeitamente a genialidade do argentino. Em razão de uma longa parada nos boxes, Fangio fica 48 segundos atrás das Ferrari de Hawthorn e Collins. Fangio irá dirigir como louco e ganhará a corrida. Esta será sua última vitória, a de número 24, e é o impulso decisivo para o quinto título..

Em 1958, Fangio correrá dois GPs com a Maserati, terminando em quarto antes de, finalmente, abandonar as corridas.

Em 17 de julho de 1995, Juan Manuel Fangio, com 84 anos, sofre um ataque cardíaco. A Argentina declara 3 dias de luto nacional para o penta campeão do mundo, recorde ocupou até 2002, quando então será acompanhado por um piloto alemão com o qual se reuniu em 1991, na Alemanha. Um certo Michael Schumacher.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

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Por ordem, o primeiro.

GIUSEPPE FARINA.
1950


Giuseppe Farina foi um excelente piloto, mais conhecido por ser o primeiro campeão mundial na história da Fórmula 1.

Nascido em Turim, Nino começou a correr na década de 30, em corridas de montanha. Em 1934 passou a correr em circuitos, com um Maserati. Em 1936 foi contratado por Enzo Ferrari, competindo a sua primeira corrida na Mille Miglia, terminando em 2o, apenas 32 segundos do líder. Em 1937 e 1940 também termina em 2o.

Ainda em 1937, ele aprende muito ao lado do campeão italiano Tazio Nuvolari, seu companheiro na Alfa Romeo.

Nino vence de 1937 a 1939 o título italiano de fórmulas, antes da eclosão da guerra.

Quando as corridas foram novamente autorizadas, Farina ganha novamente, apenas 5 dias antes do início da primeira temporada de F1.

Em 1950, Farina, com um Alfa Romeo Tipo 158, ganhou a primeira corrida, na Inglaterra, que é também a primeira na história da Fórmula 1. Nino vai ser campeão na última corrida, quando conquista sua 3a vitória no ano, justamente em Monza, à frente do seu colega Juan Manuel Fangio.

Em 1952, ele corre com a Ferrari, mas o italiano Ascari vence tudo em seu caminho. Em 1953 será a mesma coisa, mas Farina vence a sua última vitória, em Nürburgring.

No início da temporada 1954, Farina é uma vítima de um grave acidente com carro esporte. O carro pega fogo e ele é cercado pelas chamas. Foi preciso esperar até 1955 para encontrar Nino, mas logo os reflexos do acidente se fazem sentir, com dores que os analgésicos não conseguem acalmar. Ele corre sua última corrida, no GP da Itália.

Em 1956, tenta participar das 500 Milhas de Indianápolis, sem sucesso.

Giuseppe Farina será o doublé de Yves Montand no filme Grand Prix.

Em 30 de junho de 1966, quando se dirigia ao circuito de Reims para assistir o GP da França, Farina perde o controle do seu veículo.

Ele tinha 59 anos.