sábado, 29 de novembro de 2008

Imagens: Spirit of St. Louis

O Google, em parceria com a Time Warner, está disponibilizando o acervo de imagens da revista norte-americana Life, publicada nos Estados Unidos entre 1936 e 2000.

Mais de 97% dessas fotos, realizadas por profissionais renomados, nunca foram publicadas pela revista.

Através do mecanismo de busca, podemos encontrar verdadeiras raridades.

Selecionei duas, de Charles Lindbergh, primeiro a completar a travessia do Oceano Atlântico, sozinho, em um avião.

Lindbergh levou mais de 33 horas para ir de Long Island a Paris, em um Ryan M-2 modificado, apelidado de Spirit of St. Louis.

Infelizmente, em 1932, sua vida foi abalada por uma tragédia, quando seu filho de apenas dois anos de idade foi assassinado.

Traumatizado, mudou-se com a família para a Europa.

Por lá, ingressou para o ministério norte-americano da guerra como assessor e, dois anos mais tarde, aconselhou seu país a não entrar no conflito com Hitler.

Infelizmente, foi criticado por Roosevelt e acusado de nazista por muitos.

Assim, resolveu renunciar.

Voltou a ser reconhecido, depois da guerra, como uma figura importante na história dos Estados Unidos, quando foi promovido a general-de-brigada, em 1954.

Posteriormente, ganhou um prêmio Pullitzer e tornou-se consultor da Ford e Pan-Am.

Morreu em 1974, em uma ilha do Havaí.

Da Teca pra Dulce Lee

A Teca pediu que postasse isto.

Pedido da Teca é uma ordem.





Um recado para a Dulce Lee

Bendito seja aquele que “desconfiou” que eu fosse um fake seu. E bendito seja esse espaço cibernético!

O “dom” investigatório e a curiosidade da teca se uniram na procura incessante da fotógrafa dos “carrinhos”. E tudo “terminou” num encontro “fora desse mundo”!

Treco doido mesmo esse universo globalizado, onde as pessoas se esbarram e acabam se conhecendo mais intensamente, não dando a menor bola pra qualquer forma física.

Como você me achou primeiro, eu não quero nem saber, não tem a menor importância. Porque a cada dia eu acredito menos naquele ditado que diz “os opostos se atraem”. E é mesmo! Tremenda de uma balela, porque os iguais se “cheiram” fácil, não é mesmo, minha flor?

Assim como você tem dificuldade de transmitir através das letras a sua arte, o seu momento mágico como poetisa das lentes, eu tenho dificuldade maior ainda de transmitir a você o que exatamente eu sinto quando observo o seu trabalho. Tarefa pouco fácil mesmo essa de expor sentimentos por palavras...

Ah! Deixa pra lá! Isso também não importa!

O que vale mesmo é a satisfação indescritível de ter sido apresentada a você, POR VOCÊ MESMA, e poder “saborear” a pessoa divina que é.

E, o melhor, constatar o que você me disse no primeiro encontro: “temos muito em comum...” Vixe! E bem mais do que eu poderia imaginar... Você é pra lá de porreta, menina!

Dulce Lee, um abraço, um laço e amor em pedaço!

Com admiração.

Da teca.

Pensamento do Dias


Solteiro é um sujeito que chega toda manhã ao trabalho vindo de uma direção diferente.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dificuldades da vida

1937 Donington Park - M. Von Brauschitsch (Mercedes W125)

Tudo indicava que o alemão Manfred Von Brauschitsch seguiria carreira militar, já que vinha de uma família com tradição no exército alemão.

No entanto, um acidente de moto fez com que fosse dispensado do serviço militar, pois havia fraturado crânio, braços, pernas e costelas.

Resolveu tentar a sorte no automobilismo, onde conquistou, logo na estréia, sua primeira vitória em uma corrida na Áustria.

A partir de 1934, depois de conquistar resultados bastante expressivos, foi contratado para correr na equipe oficial da Mercedes Benz.

Mas, infelizmente, um novo acidente, durante classificação para o GP da Alemanha de 1935, paralisou sua carreira.

Voltou no ano seguinte, em um cenário dominado pela Auto Union.

Deu a volta por cima somente em 1937, com o mesmo Mercedes Benz W-125 da foto.

Inclusive, venceu o legendário Rudolf Caracciola em Mônaco, contrariando ordens de equipe.

Tudo ia bem, até começar a guerra.

Durante esse período, serviu o exército alemão em um quartel de Berlim.

Após a guerra, viveu em dificuldades, já que suas terras passaram para o controle soviético.

Chegou a participar de corridas na Argentina, mas acabou se desentendendo com a organização local.

De volta a Europa, ficou preso durante seis meses, acusado de traição pelo governo da Alemanha Ocidental.

Em virtude dessa situação, sua esposa, bastante abalada, cometeu suicídio.

Excluído da sociedade, resolveu morar definivamente na Alemanha Oriental, onde participou do ministério de esportes daquele país.

Com a queda do muro, Von Brauschitsch voltou a ser um legítimo alemão, com todas as acusações sendo esquecidas pelos ocidentais.

Após muitas homenagens da Mercedes, morreu em 2003, aos 97 anos.

Foto postada pelo Janus, no Fove.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mais um beberrão

Parece que as montadoras não se intimidaram com a recente crise econômica mundial.

A Ford, através de sua divisão de alta performance, mostrou recentemente o Raptor, uma versão Off-Road da F-150.

Logicamente, trata-se de um lindo utilitário, com design bastante agressivo, empurrado por um potente motor V8.

Mais americano, impossível.

Entretanto, fica a pergunta:

Resistirá ao atual momento de recessão e desemprego que vive os Estados Unidos?

Isso, só o tempo dirá...

Algumas imagens a mais

75 March 751 Cosworth - Brambilla - Zandvoort

O fabricante de ferramentas Beta, estampado na carenagem laranja deste March, foi responsável pela estréia de Vittorio Brambilla na F2, com equipe própria.

Depois de excelente temporada, Brambilla estreou, aos 35 anos, na F1.

Truculento e grandalhão, causava antipatia ao cumprimentar as pessoas com cascudos.

Além disso, provocou inúmeros acidentes por imperícia.

Por essas e outras, Brambilla ganhou o apelido de "Gorila de Monza".

Conquistou sua primeira e única vitória no GP da Áustria, em 1975, em corrida bastante agressiva.

Chovia muito naquela oportunidade e, ao comemorar, soltou a direção, batendo no muro de proteção dos boxes.

Brambilla havia deixado, assim, sua marca, rasgando a reta de Osterreichring com o carro todo avariado.

A foto principal, foi postada pelo Rianov, no Fove.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pequeno notável

Durante a tarde de hoje, passando pelo centro de Santo André, deparei-me com esse Triumph MK2 Spitfire, em uma oficina de funilaria.

Logicamente, parei imediatamente para clicar e apreciar o tradicional esportivo britânico, sucesso de vendas, tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos.

Lembrando que, antes do lançamento, o Spitfire ficou guardado durante um bom tempo, por conta de uma crise financeira na Triumph.

Posteriormente, a empresa foi adquirida pela Leyland Motors, que deu continuidade ao processo de fabricação do modelo.

Inclusive, o protótipo do Spitfire, que jazia em um canto do galpão, foi descoberto por acaso, durante uma vistoria de um diretor da Leyland.

And the winner is ...

PHIL HILL

1961


Numa época em que a Fórmula 1 foi quase exclusivamente européia, Phil Hill foi o primeiro americano a ganhar um título.

Nascido em Miami, Phil iniciou sua carreira no campeonato de carros esporte em 1953. Em 1954 chegou na Europa e correu nas 24 Horas de Le Mans. Contratado pela Ferrari, ele ganhou sua primeira corrida em 1956, as 6 Horas de Anderstorp. 1958 foi um bom ano, conquistando 4 eventos, incluindo as 24 Horas de Le Mans. Três semanas mais tarde, a Ferrari o contrata para pilotar no mundial de F1.

Na F1 havia estreado na França, com uma Maserati, antes de ser contratado pela Ferrari. Adapta-se rapidamente ao carro e consegue dois terceiros lugares, nas duas últimas provas.

Em 1959 faz sua primeira temporada completa com a Ferrari. Conquistará três pódiuns, apesar do carro já estar ultrapassado. A temporada 1960 vai ser pior como um todo, mas consegue sua primeiro vitória e, para a alegria da Ferrari, em solo italiano, ao ganhar em Monza.

Em 1961 Phil ganha na Bélgica, mas o seu colega alemão, Wolfgang von Trips, é o mais sério candidato ao título mundial. No GP da Itália, Von Trips foi vítima de um acidente em que ele e mais 14 espectadores perdem suas vidas. Phil ganha a prova e o título, por um ponto. Em sinal de luto, a Ferrari estará ausente nos E.U.A.. Nesse mesmo ano ele ganhou as 24 Horas de Le Mans.

A temporada 1962 será um ano de 3 podiums, mas o carro é cada vez menos confiável. Por outro lado, conquista a vitória em Le Mans.

Em 1963 há uma cisão na Ferrari. Carlo Chiti e Romolo Tavoni criam Automobili Turismo e Sport – ATS, para a qual Hill irá pilotar. Entretanto, o carro é decepcionante.

Em 1964, Phil pilotará um Cooper Climax, mas com fracos resultados regressa para os carros esporte.

Vai para a Can-Am em 1966, mas tenta qualificação para o GP da Itália com um Eagle-Climax, sem sucesso.

Finalmente, aos 40 anos, problemas de saúde o obrigam a parar de correr em 1967. Faz isto após ganhar sua última corrida, com carro esporte, na pista onde venceu pela primeira vez: Brands Hatch.

Phil parte para a aposentadoria, mas vai restaurar carros antigos e comentar corridas retro, mantendo um olho sobre a carreira de seu filho Derek.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Corrida de Kombi

Uma rara imagem do automobilismo brasileiro dos anos sessenta.

Corria-se de tudo naquela época, até mesmo de Kombi.

Naquele distante nove de outubro de 1966, vitória de Sérgio Cardoso, em corrida realizada no Autódromo da Guanabara.

Segundo Sidney Cardoso, em comentário no Blog do Gomes, seu irmão Sérgio venceu com uma média horária de 74 km/h.

E tudo isso numa Kombi velha.

Essa foto, do momento exato da ultrapassagem de Sérgio sobre Marcus Vinicius, foi retirada do acervo do Óbvio.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Na pior

O trio formado por Raul Boesel, Max Wilson e Marcel Visconde, com um Porsche 911 GT3, venceu a 36ª edição das Mil Milhas Brasil, com 23 voltas de vantagem sobre o Mitsubishi Eclipse do trio Geraldo Piquet, Eduardo Souza Ramos e Leandro Almeida.

Mas nem tudo foi festa nessa edição, já que a arquibancada de Interlagos ficou vazia durante todo o final de semana.

E a diferença brutal do primeiro para o segundo colocado, revelou a fragilidade técnica e a falta de competitividade entre os participantes.

Lembrando que nem mesmo o carro vencedor cumpriu as 372 voltas programadas, com a corrida terminando no tempo.

Na foto, de Rodrigo Ruiz, o valente Puma 913 da Super Classics, que também participou da prova, conduzido por Carlos Estites.

sábado, 22 de novembro de 2008

Macabro

O austríaco Jochen Rindt, único campeão póstumo da F1, morreu pilotando um clássico Lotus 72C, durante a classificação para o GP da Itália de 1970.

E, com o que sobrou do carro, fizeram uma espécie de mausoléu macabro.

Nestas fotos, percebe-se que existem outros itens da extinta equipe, além de rodas e um pôster na parede da garagem.

Descoberta do "arqueólogo" Adriano Favetta.

Dia ruim

E terminou ontem a sessão de testes de Valentino Rossi com a Ferrari.

Depois de 56 giros, com pista molhada, uma escapada obrigou o italiano a abortar missão.

Voltou assim para os boxes, de safety car.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pensamento do Dias


Se algum dia você acordar e não ver as estrelas, se liga, já amanheceu.

Porsche à diesel

A Porsche finalmente vai adotar motorização a diesel, preferida na Europa, em um de seus modelos, o Cayenne. O futuro cupê de quatro portas (foto), o Panamera, também poderá usar esse combustível.

O motor, um 3-litros V6 turbodiesel, virá da Audi, uma das empresas que a Porsche controla com a compra da Volkswagen.

Outra possibilidade é que o Cayenne adote o V10 turbodiesel de 5 litros que equipa o VW Touareg.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pretensioso?

Graças ao sexto título conquistado na MotoGp, Valentino Rossi ganhou um treino de presente da equipe Ferrari.

Foram 51 voltas a bordo da F2008, número 46, mesmo carro utilizado nessa temporada por Felipe Massa e Kimi Raikkonen.

Em sua melhor volta, cravou 1min23s930, apenas três segundos mais lento que o recorde da pista de Mugello, que pertence a seu compatriota Luca Badoer.

"Com um pouco de trabalho, acho que poderia ter me tornado um bom piloto de F-1".

"É difícil dizer se seria um vencedor ou não, mas creio que tinha potencial" declarou Rossi, que pretende baixar sua marca em mais dois segundos nos testes de amanhã.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Novos tempos

Essa página da revista Autosport, postada pelo Hugo Luís, no Fove, mostra uma simulação do design da Ferrari para 2009.

Lembrando que, para a próxima temporada, os apêndices aerodinâmicos foram proíbidos e, segundo o novo regulamento, os carros terão asas traseiras mais altas e estreitas, pneus slicks, sistema de reaproveitamento de energia cinética (KERS) e asas dianteiras maiores.

E, como foi muito bem observado pelo Gino, no Fove, as equipes perderão um espaço razoável para publicidade na traseira dos monopostos.

Nas fotos abaixo, um pouco mais das novas tendências.

Rubinho no Cursinho. E os outros? Vestibular da Honda.

É isto que você ouviu, ou leu, tanto faz.

Rubinho tomou pau e foi reprovado. DE NOVO.

Mas, não senhores, ele não desiste.

E isto não significa que ele não tenha chances de correr ano que vem na F1, mas acredito que a Honda não vai mais dar trela pra este velhinho. O nosso Mestre dos Magos vai tentar novamente. Vamos ver no que dá.

Enquanto Rubinho está neste mata-mata por alguma vaga, a Honda luta entre Lucas De Grassi (agressivo, arrojado, técnico) e Bruno Senna (tem sobrenome a também é arrojado e agressivo). Quem poderia ficar com a vaga? Tudo depende da Honda.

Vale lembrar que a Honda trabalhou com Ayrton Senna desde 1987, quando estavam na Lotus, e que o próprio Ayrton levou a Honda pra McLaren em seus anos de vitória, entre 1988 e 1991.

E o Bruno? Ah, o Bruno... nada. Apenas uma carreira promissora nas categorias de base, nada além disso. Mas isto já basta para ser um bom piloto.

Vocês entenderam o papo reto. Com esta história, da Honda com boas relações com o clã Senna, e o Bruno apenas com seu talento e nada mais, quem tem chances de vaga?

É o óbvio ululante, vide o grande Nelson Rodrigues. Mas que fica no fundo dos panos.

Eu particularmente torço pelo Bruno, me desculpem.

PS: Me desculpe pela ausência, Felipe. E sim, estas asas novas dos carros são muito feias.

Inspirador

Há alguns posts, havíamos acompanhado as desventuras de Juha Kankkunen, dentro do cofre de um motor, após um cabo de acelerador rompido.

Uma cena inspiradora...

Até demais...

Durante o "Rallye de Serrians", na França, um velho Renault Megané apresentou o mesmo problema.

Assim, o piloto se enfiou embaixo do capô, acelerando o carro diretamente na borboleta, enquanto o navegador finalizava o estágio.

Infelizmente, no texto que li, não havia o nome da dupla.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Algumas imagens a mais

Essas foram postadas direto dos Estados Unidos, pelo Frank, no Fove.

O alemão Hans Hermann, jogado no chão, observa seu BRM capotar no final de um dos retões de Avus, durante realização do GP da Alemanha de 1959.

O piloto, que havia tido problemas no freio, nada sofreu.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sessão da tarde

Dia de muita chuva em São Paulo.

E, felizmente, os velhinhos estavam nas ruas, em pleno exercício de suas atividades (como diria Flávio Gomes).

Nas poucas quadras que andei, da minha casa para o trabalho, deparei-me com algumas raridades, como esse SP2 da foto acima.

Na época, uma tentativa ousada da Volkswagen, de produzir um esportivo dentro de uma grande linha de montagem.

Apenas 10.205 exemplares foram fabricados, equipados com cinto de três pontos, bancos de couro e um painel bastante completo (com conta-giros, marcador de temperatura de óleo, amperímetro e relógio).

Percebe-se ainda, no interior do estabelecimento, um Landau vermelho, como aqueles que serão sorteados pelo Biro-Biro.

Pouco antes, já havia me deparado com este Chevette, bastante alinhado.

Pequeno e econômico, o modelo foi lançado simultaneamente no Brasil, EUA e Europa, marcando a chegada de projetos internacionais mais atualizados.

No semáforo, uma imponente Veraneio, com seu aspecto robusto e carrancudo.

Seu nome sugere praia, sol, diversão, verão, férias e cerveja.

Entretanto, foi como camburão, nos anos de chumbo, que marcou época, tornando-se ícone da repressão policial.

Foi fabricada com o mesmo motor seis cilindros do Opala, além de uma versão a diesel, com o mesmo motor da D-10.

Asinha, asona, vestibular e Kers

O marasmo havia tomado conta do circo por esses dias.

Entretanto, hoje, tivemos um dia bastante agitado em Barcelona, com a realização da primeira bateria de testes de inverno da F1.

Nesta segunda feira, as equipes testaram pneus slicks, KERS (sistema de reaproveitamento de energia cinética) e novas configurações aerodinâmicas, que serão utilizadas pelas equipes no ano que vem.

A BMW (foto acima), que, na busca de soluções para a elaboração do novo carro, testou esse bico bastante modificado, além de novas asas traseiras mais altas e estreitas.

Enquanto isso, Honda e Toro Rosso realizam uma espécie de vestibular, onde definirão os pilotos titulares para a próxima temporada.

Assim, Bruno Senna (antepenúltimo) e Takuma Sato (melhor tempo do dia) saíram na frente dos rivais Lucas di Grassi (último) e Sébastien Buemi (segundo melhor tempo).

O francês Sebastian Loeb, pentacampeão do WRC, foi um dos destaques do dia, registrando o oitavo melhor tempo com a Red Bull.

Um novo Stock Car

Depois de oito anos correndo com a mesma estrutura, a Stock Car apresentou recentemente sua nova bolha, inspirada no DTM alemão.

Com essa reformulação, o modelo ficou mais leve e seguro, incorporando novos componentes, como um novo câmbio de seis marchas.

A empresa responsável pelo projeto, a ZF Racing, garante que o novo Stock será três segundo mais rápido que a geração anterior.

Lembrando que as imagens foram retiradas do Blog do Gomes.

sábado, 15 de novembro de 2008

O Porsche que matou James Dean

Fanático por corridas, o ator James Dean aceitou participar de uma corrida na cidade de Salina, onde estrearia seu novíssimo Porsche 550. Inclusive, foi dirigindo ao evento, para compreender melhor o comportamento do bólido. Depois de uma hora de viagem, em um cruzamento na cidade de Cholame, avistou um Ford Custom Tudor vindo na contramão. James começou a gritar e gesticular, mas Donald Turnupseed, o motorista do outro carro, não viu o Porsche e os dois bateram.

O mecânico Rolf Wuetherich, que acompanhava Dean, ficou apenas ferido, enquanto o ator acabou falecendo a caminho do hospital. Por uma ironia do destino, o motorista do Ford Custom nada sofreu. Posteriormente, a seguradora vendeu o carro sinistrado, designando George Barkuis para buscá-lo de caminhão. Porém, o Porsche caiu do caminhão, matando o motorista. A partir disso, muitos passaram a acreditar que o Porsche carregava uma espécie de maldição.

Cético, George Barris, um especialista em carros para "Hollywood", preferiu não dar ouvidos e arrematou o carro por US$ 2.500. Logo que chegou à sua oficina, o carro se soltou do caminhão e seccionou as pernas de um mecânico. Após o episódio, Barris passou a sentir estranhas sensações enquanto separava as peças do carro. Mesmo assim, vendeu o motor para um médico de Beverly Hills, que morreu na primeira vez que utilizou o propulsor. O câmbio foi comprado por William Eschrid, que sobreviveu a um violento acidente. Recuperado do trauma, revelou que seu Porsche travou, sem nenhuma explicação.

Um jovem, que havia adquirido as rodas, sofreu um gravíssimo acidente. E a história não termina por aí. Em uma corrida internacional, um garoto tentou roubar o volante do Porsche de Barris (que havia pertencido a Dean) e cortou o braço. Depois de tantas "coincidências", Barris queria se livrar do carro. Por isso, empresta a carcaça do Porsche à polícia da Califórnia, para que fosse exibida como exemplo de imprudência no trânsito. No dia em que as autoridades apareceram para buscar o carro, a garagem que guardava o Porsche estava em chamas. Misteriosamente, o Porsche de Dean se salvou, ao contrário de todos os outros carros estacionados no local.

Durante a exposição, em Sacramento, a carroceria caiu da estrutura e feriu seriamente um adolescente. Na volta a Los Angeles, o caminhão que transportava o carro patinou na pista e bateu, matando o motorista. Em 1958, Barris emprestou a carroceria do Porsche para uma amostra sobre segurança veicular, em Miami. No entanto, o carro desapareceu misteriosamente durante o caminho. Inclusive, o paradeiro do "Little Bastard" é desconhecido até hoje. Em 1981, Rolf Wuetherich morre em um acidente automobilístico na Alemanha, quando dirigia um Honda.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Algumas imagens off

Há alguns posts, falamos um pouco do maior avião já construído, o An-225.

Agora, chegou a vez do Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, com capacidade para 845 passageiros.

Com seus 72,75 metros de comprimento, 79,80 metros de envergadura, 24,08 metros de altura e 560 toneladas, atinge os 970 km/h e uma altitude de cruzeiro de 15,2 mil metros.

O avião levou 10 anos para ser desenvolvido e 12 bilhões foram gastos no projeto.

A foto foi postada no Fove, pelo oliver.

Carta Social

*Correios*

Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num envelope leve, ou seja, que contenha duas folhas mais ou menos, para qualquer lugar/Estado, e bem abaixo do local onde coloca o CEP escrever a frase 'Carta Social', você pagará somente R$0,01 por ela.

Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está escrito em letras graúdas e nem facilmente visível. O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva 'Carta Social', conforme explicado acima custará em torno de R$0,27 (a grama). Agora imaginem no Brasil inteiro,quantas pessoas desconhecem este fato e pagam valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?

Pensamendo do Dias


Esposa é aquela pessoa adorável e compreensiva que sempre está ao seu lado auxiliando a resolver os problemas que você não teria se não fosse casado.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Máquina quente

O novo Camaro conversível foi um dos carros mais assediados do Salão do Automóvel.

Em sua primeira visita ao Brasil, o modelo chamou a atenção por seu visual agressivo, com sua carroceria laranja Hugger perolizada e duplas faixas esportivas na cor cinza.

Além disso, o carro foi equipado com rodas de 21 polegadas na frente e 22 polegadas atrás, ambas com cinco raios e detalhes em vermelho.

E, mais uma vez, uma grande montadora aposta em um visual retrô, mesclando linhas clássicas com projeto futurista.

Nas imediações do espaço, podíamos encontrar um Camaro SS, primeiro "pony-car" da GM, fabricado em 1968.

Esse modelo marca a época em que a GM começou a produzir o muscle, equipado com um "big block" V8 de 375 cv.

A aceleração deste pioneiro impressiona até hoje, já que registrava os 100 km/h em apenas 6,5 s.

And the winner is ...

JACK BRABHAM

1959 - 1960 - 1966

'Black Jack' Brabham foi um dos melhores pilotos da década de 60. Ele tem a mérito de ser o único a ser campeão com o seu próprio carro.

Nascido em Hurstville, Jack estará atrás de um volante, pela primeira vez, aos 12 anos. É um apaixonado pela mecânica e começa a correr em 1946. Nesta época foi campeão de Nova Gales do Sul e faz uma sociedade com Ron Tauranac, que mais tarde será a equipe Brabham. Em 1954 ele impressiona durante o GP Nova Zelândia. Em sociedade com John Cooper participa no campeonato mundial de F1.

Em 1955 corre o GP da Grã-Bretanha com um Cooper-Bristol e abandonou após 30 voltas. Jack também corre na Fórmula 2 com Cooper, onde ganhou 13 corridas de 1957 a 1960. Também corre uma corrida em 1956 com a Maserati. Em 1957 termina 4 provas, sendo que o sexto em Mônaco foi sua melhor colocação. Em 1958 sua carreira vai realmente começar, disputando sua primeira temporada quase completa (não correu a primeira etapa, em Buenos Aires).

Em 1959, os Cooper Coventry Clímax equipados com motores 2,5 litros eram os mais competitivos. Jack ganha sua primeira prova, em Mônaco. Em seguida, vence o GP da Grã-Bretanha. Com sua regularidade ele abriu as portas do Campeonato. É o seu primeiro título de Campeão Mundial.

1960 será ainda melhor, apesar de um começo difícil, Jack Black vai ganhar 5 provas consecutivas. Na última prova, nos EUA, ele consegue conquistar o quarto lugar empurrando o carro, depois de ficar sem gasolina na última volta. Jack, agora, é bi-campeão mundial.

Mas, em 1961, devido a mudanças no regulamento que o deixam em desvantagem, faz uma temporada sofrível.

Em 1962, com Ron Tauranac, Brabham cria a Motor Racing Developments. Começa a temporada com um Lotus-Climax, mas a Brabham BT3 finalmente estréia na Alemanha. Não corre em Monza, mas ao chegar em quarto, no GP dos Estados Unidos, torna-se o primeiro piloto a marcar pontos com um carro construído por ele mesmo. No ano seguinte, o piloto americano Dan Gurney corre pela equipe. Brabham não ganha nenhuma corrida, mas termina em segundo, no México. Em 1964, Brabham será duas vezes o terceiro colocado, mas a sua equipe ganha 2 corridas em França e México. Em 1965, Jack está menos presente, mas alcança o podium nos EUA.

1966 marcará o renascimento do Jack Black, que obtem 4 vitórias consecutivas e ganha o terceiro título de campeão. Pela primeira vez um piloto ganhou o título mundial guiando seu próprio carro.

No ano seguinte, apesar de 2 vitórias, Brabham perde a corrida pelo título, sendo ultrapassado pelo seu colega Denny Hulme. Mas a situação vai piorar de novo. Em 1968, Jack marca apenas 2 pontos e será ultrapassado por Jochen Rindt. Em 1969, Brabham volta ao pódio, enquanto o belga Jacky Ickx, com duas vitórias, é vice-campeão. 1970 será o último da época do piloto australiano. Primeiro, ele venceu o GP da África do Sul, sua última vitória. Na Grã-Bretanha e Mônaco, a vitória lhe abandonou para acompanhar Jochen Rindt, que vai terminar como campeão póstumo.

Finalmente, depois de 123 corridas, Brabham decidiu retirar-se da concorrência.

Em 1979, Jack Brabham foi o primeiro piloto a receber um título de nobreza da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Ele continua a correr em corridas retro, apesar de um grave acidente em Goodwood, em 1999, e sua semi-surdez.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Maldição?

A etapa da Grã Bretanha, que marca o encerramento do WRC, foi palco do último triunfo de Petter Solberg, em 2005.

Naquela ocasião, Michael Park, navegador de Markko Martin na Peugeot, faleceu, depois de um grave acidente.

Assim, seguindo determinação da Peugeot, Marcus Gronholm abandona e deixa o caminho livre para Sébastien Loeb, da Citroën, faturar o título.

Contudo, Loeb não queria vencer o Campeonato daquela maneira e, em respeito à memória de Park, provoca uma punição, caindo para o terceiro lugar.

A vitória cai no colo de Solberg, que, desde então, nunca mais vence.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Encurralado

Tudo tem início quando David Mann, em viagem de negócios, dirige tranquilamente seu Plymouth Valiant vermelho, de desempenho modesto, por lugares inóspitos da Califórnia.

Infelizmente, em um certo momento da viagem, um caminhoneiro se sente ofendido ao ser ultrapassado por Mann e passa a perseguí-lo de forma implacável.

Assim, como no velho oeste, os dois passam a duelar por estradas secundárias, disputando cada palmo de pista.

Segundo Steven Spielberg, em seu primeiro longa-metragem, o Valiant foi escolhido apenas por sua cor, que se destacava na paisagem bege e marrom do deserto.

"Me tragam qualquer carro, desde que seja vermelho."

Já o caminhão, um Peterbilt 281, de carcaça enferrujada, foi escolhido a dedo pelo diretor em um estacionamento.

Com seu enorme nariz pontudo, o 281 tinha um rosto, onde as janelas eram os olhos e o pára-choque, em conjunto com a grade, formava a boca.

"Bati o olho no caminhão e disse, o papel é seu".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ATS

Com o intuito de promover a sua empresa ATS (Auto Technisches Spezialzubehor), o magnata da indústria de pneus, Gunther Hans Schmidt, entrou em 1977 para a F1 apoiando o Penske PC4.

Pouco depois, evoluiu para uma equipe própria, com o nome da companhia, e com sede nas instalações da March em Bicester, que, entretanto, tinha acabado.

Schmidt tinha a reputação de ter um temperamento muito “especial”, que levou a sua equipe a ter uma imensidão de pilotos, designers e diretores até que a organização finalmente acabou em 1984.

A equipe sempre esteve limitada ao sucesso por esse temperamento, o que não impediu Schmidt de voltar mais tarde para tentar e conquistar a F1 mais uma vez com o equipamento Rial.

A ATS teve entre seus pilotos o alemão Hans-Joachim Stuck, o finlandês Keke Rosberg, o francês Jean-Pierre Jarier e o austríaco Gerhard Berger.

O modelo da foto é o ATS D7 da temporada de 1984, desenhado por Gustav Brunner, com motor BMW M12/13 L4 Turbo. Foi guiado por Gerhard Berger e Manfred Winkelhock em Hockenheim.

domingo, 9 de novembro de 2008

Velho conhecido

Na última sexta feira, graças ao Gustavo, editor do Mini Cooper Fans e Carangos e Afins, estive no XXV Salão do Automóvel.

Nessa edição, algumas montadoras resolveram relembrar um pouco do passado.

A Citröen, por exemplo, expôs o 2CV, versão Charleston (última série), equipado com motor de dois cilindros opostos, 602 cm3 e 29 cv.

Com essa configuração, o 2CV atingia uma velocidade final de 115 km/h.

A primeira versão deste carro foi criada antes da 2ª Guerra Mundial, mas foi escondida para não cair nas mãos dos nazistas.

Por isso, o 2CV foi lançado doze anos depois de sua criação, no Salão de Paris, em 1948.

Bastante econômico, o carro era ideal para uma população devastada pela guerra, já que seu consumo de gasolina era da ordem de 20 a 25 km/l.

Outras peculiaridades chamavam a atenção, como o limpador de pára-brisa acionado pelo cabo do velocímetro. Assim, quanto maior a velocidade, mais rápida era a varrida da água da chuva.

Além disso, suas partes podiam ser removidas e montadas com o uso de poucos parafusos.

Com o passar do tempo, o modelo tornou-se um fenômeno de vendas, já que mais de 5 milhões de unidades foram comercializadas.

A última unidade do emblemático "Dechevô" saiu da fábrica de Mangualde, em Portugal, em 1990.

sábado, 8 de novembro de 2008

Lição de vida



Levado pelos excelentes comentários dos últimos posts, falarei um pouco mais sobre o Mundial de Rali, mais especificamente de Ari Vatanen .

Aliás, somente assistindo um vídeo como esse, do finlandês em Pikes Peak, temos a dimensão dos perigos que todos enfrentavam no extinto Grupo B.

Com mais de 100 provas no currículo, 27 pódios e 10 vitórias, Vatanen faturou o campeonato mundial de 1981.

Entre 1987 e 1991, participou do Paris-Dakar, vencendo 4 edições pela Peugeot e Citröen.

Só não venceu em 1988, quando roubaram seu Peugeot 405 do acampamento em Bamako (Mali).

O carro reapareceu cinco horas depois, mas, infelizmente, já era tarde, pois a organização já havia desclassificado o piloto por ultrapassar o limite de tempo.

1979 - Ari Vatanen/Peter Bryant - Portugal - Ford Escort RS

Entretanto, enfrentou a pior fase de sua vida em 1985, quando sofreu um terrível acidente no Rali da Argentina.

Depois de capotar seu Peugeot 205, Vatanen fraturou a cervical, quatro costelas, uma vértebra lombar, os joelhos e teve os pulmões perfurados.

E o pior ainda estava por vir.

Depois de enfrentar uma longa e dolorosa recuperação, pensou em cometer suicídio quando constataram que havia recebido sangue contaminado com o vírus da Aids.

Porém, sacudiu a poeira e deu a volta por cima, em uma grande lição de vida.

Hoje, Ari atua como deputado no Parlamento Europeu, mostrando o quanto representa para o povo da Finlândia.

No vídeo, Judas Priest, "Turbo Lover" e a rouquidão do Peugeot 405 T 16.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Incansável

Um cabo de acelerador quebrado poderia resultar o final de corrida para um piloto qualquer.

Mas não para o lendário Juha Kankkunen.

Com o capô aberto, Kankkunen sobe no motor e vai acelerando direto no comando de injeção, enquanto o navegador Piironen cuida do volante, câmbio e freio.

Isso aconteceu em 1990, no Rali dos 1000 Lagos, na Finlândia.