
Inaugurada em 1921, AVUS (Automobil Verkehrs und Übungs-Straße ) era constituída por duas longas retas de 9km, ligadas por duas curvas inclinadas.
A Curva Norte, mais conhecida como “Muro da Morte”, tinha 43 graus de inclinação e sua superfície era formada por tijolos vermelhos.

Naquele tempo, os carros chegavam a atingir os 380 km/h nas retas e 200 km/h na Curva Norte.
Para se ter uma idéia da velocidade, o alemão Bernd Rosemeyer, em 1937, atingiu uma média de 285 km/h, durante classificação para uma corrida.

No último GP de F1 realizado em AVUS, em 1959, foi utilizado um traçado menor, com apenas 8km de extensão.
Tudo porque, metade da pista foi desativada depois da II Guerra Mundial, por localizar-se do outro lado do muro de Berlim.
Com isso, foi contruída uma nova Curva Sul, no formato de cotovelo.
Tony Brooks, liderando o pelotão na foto acima, venceu com Ferrari.
Naquele mesmo ano, Jean Behra, um dos maiores nomes do automobilismo francês, faleceu pilotando um Porsche RSK em uma prova de turismo realizada em AVUS.
Após bater no muro da Curva Norte, Behra teve seu corpo arremessado contra um mastro de bandeira que ficava nas imediações.
Naturalmente, a pista sofreu inúmeras mutilações, medindo apenas 2,639 km quando foi desativada em 1999.
Durante esse período, a pista foi palco de categorias menores e do DTM alemão.
Hoje, pouco sobrou.
As duas retas fazem parte de uma rodovia e a torre de controle transformou-se em um hotel (primeira foto do post).
Em 1991, a Audi resolveu homenagear a pista, lançando o Avus Quattro, um superesportivo conceitual em alumínio.
Equipado com um motor W12 de 6 litros e 60 válvulas, o modelo registrava 340 km/h de velocidade final.