terça-feira, 30 de junho de 2009

Um belíssimo protótipo nacional

Confesso que esse eu não conhecia. Trata-se do Amoritz GT, um protótipo nacional criado pelo designer Fernando Morita, que já trabalhou na Volkswagen. Inclusive, sua trajetória, descrita nessa entrevista, lembra a de outros construtores, que largaram o emprego numa montadora para viver carreira solo.

Segundo Morita, sua empresa funciona como um estúdio de criação, reunindo design e customização automotiva. Além disso, construiu o conceito desse post, projetado para receber um motor V8 de 5.3 litros, que pode ser movido à alcool ou gás natural. Como se pode notar, o modelo foi inspirado em esportivos nacionais mais antigos, como o SP2 e o Uirapuru. Mais informações e fotos podem ser encontradas no Motorpasión.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Os carros de Michael Jackson

Nos últimos dias, essa BMW (foto acima), do médico de Michael Jackson, ficou conhecida em todo o mundo. Apreendida pela polícia de Los Angeles, o carro pode conter evidências que ajudem os investigadores a determinar a causa da morte do ídolo pop.

Porém, esse não é o motivo principal pelo qual escrevo. Afinal, esse carro nem mesmo pertencia ao cantor, que tinha inúmeros em seu acervo particular. Nos últimos dias, especulou-se até a possibilidade de Michael Jackson possuir um SP2, coisa que não foi confirmada. Entre os carros, destaque para o Rolls Royce Silver Seraph, de 1999, com um interior digno de aposento do Palácio de Versailles.

Seu outro Rolls Royce, um Silver Spur II, ano 1990, conta com um acabamento bastante luxuoso, em couro branco e madeira preta, além de um serviço completo de bar. A coleção conta com mais duas limusines: um Lincoln Town Car, de 1988, e um Cadillac Fletwood, 1954, usado nas gravações do filme "Conduzindo Miss Daisy".

A coleção traz ainda um ônibus Neoplan Tour Bus, 1997, com bancos individuais e tapeçaria com uma coroa gravada. O veículo, utilizado durante uma turnê, conta com um banheiro feito em porcelana, ouro e granito. No mais, uma série de outros modelos faz parte do acervo. Entre eles, destacam-se um GMC High Sierra (1986) de bombeiros, um GMC Jimmy (1988) e uma réplica do Detamble Model B Roadster (1909).

Há ainda carruagens elétricas, uma Harley Davidson Touring (2001) de polícia e um Ford Econoline (1993), com bancos de couro, TVs individuais e um video game. Ainda não se sabe o destino dos veículos. Mas, ao que tudo indica, serão vendidos para quitar algumas dívidas do astro.

Rolls-Royce Silver Seraph Touring Limousine

O interior do Silver Seraph desenhado pelo próprio Michael Jackson

Cadillac Fletwood do filme "Conduzindo Miss Daisy".

Rolls-Royce Silver Spur II Limousine

O interior refinado do Siler Spur, com direito a serviço de bar

Uma rústica SUV GMC Jimmy Sierra Classic com pintura fosca.

Lincoln Town Car Limousine

Ford Econoline Van equipada com videogame

Por dentro, o Neoplan Touring é uma verdadeira casa

Por fim, uma Harley da polícia

sábado, 27 de junho de 2009

De A a Z: Simca

O sucesso obtido pela FNM nas pistas motivou a Simca constituir sua própria equipe de competições. E por lá passaram grandes nomes de nosso automobilismo: Chico Landi, Ciro Cayres, Jaime Silva, Fernando "Toco" Martins entre outros.

No início, a equipe sofreu com o fraco desempenho de seus bólidos, equipados com o mesmo V8 dos carros de série. Parte do problema foi resolvido com a adoção do Emi-Sul, um motor de concepção mais eficiente para as pistas.

A Simca também construiu um protótipo para as corridas, o Tempestade (foto), que utilizava o chassi de Maserati F1 e o motor Super-Tufão “Aquillon" V8. Vencedor dos 500 Km da Guanabara, o carro logo foi apelidado como perereca, de tanto que pulava.

Além desses modelos, a montadora utilizou versões carreteiras e, posteriormente, importou três Simca Abarth 2000, que foram recebidos com protestos pelos adversários. Logo na estreia, durante as 3 Horas de Interlagos de 1964, Jayme Silva venceu, mesmo largando da última posição.

Após dominar a temporada de 1965 de nosso automobilismo, os carros foram devolvidos para a matriz na Europa. Posteriormente, foram jogados no mar, por falta de documentação.

Depois desse episódio, a montadora iniciou um processo de retirada das pistas, culminando com a extinção do departamento em 1966.

No ano seguinte, em 1967, a Chrysler assumiu oficialmente a empresa no Brasil.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

RIP, Michael



Nas ruas, não se fala de outra coisa. Todos comentam sobre a morte precoce de Michael Jackson.

No entanto, há tempos sentia saudades. Parecia que o ídolo já havia morrido, pois não conseguia associar o "novo" ao "velho" Michael Jackson. E não escrevo isso baseado em sua aparência, que sofreu uma verdadeira metamorfose nos últimos anos.

Afinal, desde "Dangerous", lançado no início dos anos noventa, o cantor não emplacava. Para piorar, com a saúde bastante debilitada, foi obrigado a abandonar os shows.

Considero que assim tenha morrido pela primeira vez, ao perder o contato com os palcos e, principalmente, com o público. Sem dinheiro e com a alma machucada, voltaria ao batente para uma turnê de 50 shows, para recuperar um pouco do tempo perdido.

Infelizmente, não houve tempo.

No vídeo, minha preferida, com a solada inconfundível de Eddie Van Halen.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Bisbilhotando a vida alheia

Há uns dois anos, o Tony Kanaan criou um blog para mostrar um pouco de sua vida nas pistas, com uma levada bastante interessante nas postagens. No entanto, parece que o baiano perdeu o interesse, já que nunca mais atualizou a página.

Agora, com o Twitter, existe a possibilidade dos curiosos conhecerem um pouco mais do dia-a-dia de alguns pilotos brasileiros, incluindo o próprio Kanaan. Além dele, Bruno Senna, Lucas Di Grassi, Helio Castroneves, Mario Moraes, Rubens Barrichello e Nelson Ângelo Piquet também aderiram ao sistema de trocas de mensagens.

De todos, o de Piquet é o mais movimentado, com a publicação de muitas fotos e informações. Inclusive, em uma de suas últimas postagens, o piloto desafiou seus seguidores. Na foto acima, percebe-se uma série de motorhomes estacionados. Entre eles, um prata, de propriedade de um tal de "Paquito".

O primeiro que acertasse a identidade do "Paquito", ganharia, de Piquet, um boné autografado. Acho que nem preciso dizer que milhares de pessoas acertaram.

Abaixo, confira algumas imagens interessantes retiradas do espaço:

"Ontem, no palco do show que acontece depois de todas as corridas em Silverstone. Olha o tanto de gente!"

Nuvens carregadas em Silvertone, com o já tradicional desfile dos pilotos

Mais desfile, com Massa no detalhe.

Arquibancada em Silvertone: "Silverstone não é igual a Turquia!"

Com torcedores ingleses

Reunião da GPDA em Silvertsone

Uma Renault com jeitão de caixão.

"Alberto Valério (GP2), Iaconelli (F2) e eu: Pilotos brasileiros e saudáveis que bebem Ice Tea! ahaha... "

Olha a velocidade: "Esse fim de semana estou testando o novo Renault Twingo Sport aqui na Europa. Olha ai o resultado! Bom o brinquedo!"

Café da manhã no motorhome da Renault

"Na estrada pra St. Tropez"

Piquet também se impressionou com a falta de público no GP da Turquia

"Brincando com o Mark Webber hoje na sessão de autografos"

Reunião da GPDA na Turquia

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mosley dá adeus à FIA, pela porta dos fundos

Enfim, a novela acabou. E com um final feliz para as equipes dissidentes, que aceitaram uma redução gradativa nos custos da categoria para os próximos anos. Por outro lado, Max Mosley foi o grande derrotado na reunião do Conselho Mundial, com um acordo que o proíbe, desde já, de exercer seu cargo de presidente da FIA em assuntos relacionados à F1. Além disso, o dirigente foi obrigado a abrir mão de sua candidatura à reeleição para evitar o racha.

Nesse período de transição, as negociações serão lideradas por Michel Boeri, presidente do senado da FIA e comandante do Automóvel Clube de Mônaco. Assim, com a descentralização do comando da F1, qualquer mudança nas regras técnicas ou desportivas deverá ser aprovada por um grupo de trabalho formado pela Fota, para depois ser discutida entre os comissários da F1 e pelo Conselho Mundial.

Será assinado ainda um novo Pacto de Concórdia, oficializando a permanência das equipes na F1 até 2012. Por fim, as escuderias concordaram em ajudar as novatas US F1, Manor e Campos com auxílio técnico. Agora, a FIA não manda mais nada. Tudo está nas mãos das equipes e das montadoras, que "vêm e vão conforme suas vontades".

terça-feira, 23 de junho de 2009

"É hoje"

"No dia 19 de Julho de 1983 em Donington Park (Inglaterra), Ayrton Senna teve seu primeiro contato com um Fórmula 1. A convite de Frank Williams, dono e chefe da equipe Williams, Ayrton teve a oportunidade de testar a tão sonhada Williams nº 1 do campeão do mundo de 1982 Keke Rosberg".

Essa é a legenda para uma verdadeira obra de arte, que inicia uma série criada pelo Ararê Novaes, com todos os carros pilotados por Senna na Fórmula 1. Por lá, já podem ser encontrados o McLaren MP/4C e o Toleman TG183B, ambos dignos de moldura.

Para quem não conhece, vale uma visita. Por lá, podem ser encontradas inúmeras ilustrações, além de caricaturas de bólidos que fizeram a história do automobilismo nacional e internacional.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Go, Bia!!!

Depois do acidente sofrido em Indianápolis, o carro de Bia Figueiredo ficou destruído. Por conta disso, a brasileira ficou de fora da prova em Milwaukee e só voltaria ao campeonato se conseguisse um novo patrocinador. Afinal, a base do automobilismo é dura com seus competidores, se tornando uma fonte de aprendizado "extra-pista".

Com a obtenção de parte dos recursos, a Sam Schimidt, sua equipe na Indy Light, iniciou uma corrida contra o tempo para colocar o carro em condições para a corrida noturna de Iowa. Depois de muito trabalho, Bia fechou a classificação na sexta posição.

Na prova, a piloto esteve em posições intermediárias até 15 voltas do fim, quando iniciou uma série de ataques. Primeiramente, ultrapassou Daniel Herrington e Mario Romancini, assumindo a segunda posição. Tornou-se líder, a sete voltas do fim, ao superar Wade Cuningham, seu companheiro de equipe.

Após essa vitória, a brasileira confessou que ganhou um ânimo extra para brigar pelo campeonato. Gosto dessas histórias de superação no automobilismo, ainda mais quando envolve alguém com o talento da Bia Figueiredo.

domingo, 21 de junho de 2009

GP da Inglaterra

O GP da Inglaterra foi mais uma daquelas corridas sem muita emoção, com as posições intermediárias sendo decididas na base da estratégia. Fiquei até sem ideia para o título, por isso foi como GP da Inglaterra mesmo.

Porém, não se pode culpar os pilotos. Houveram inúmeras tentativas, mas pouquíssimas ultrapassagens. Por conta disso, Lewis Hamilton pediu para que o engenheiro da McLaren mudasse sua estratégia, na tentativa de superar os adversários que vinham à sua frente.

No caminho inverso, o staff técnico da Williams tentava motivar uma ultrapassagem de Rosberg sobre Massa. Perguntaram detalhes do comportamento do carro e, diante da resposta positiva do piloto, pediram a manobra que não se concretizou.

Por isso, a atuação de Giancarlo Fisichella (foto), da Force India, deve ser valorizada. Após uma largada exemplar, com cinco ultrapassagens, o italiano superou, de uma só vez, adversários da McLaren e Renault. Inclusive, a equipe indiana, com um orçamento bastante modesto, já merece aos pontos. Dessa vez, ficaram próximos, com o 10º lugar conquistado por Fisichella.

Na ponta, Vettel fez aquilo que é chamado de barba, cabelo e bigode. Foi soberano durante a corrida, abrindo uma grande vantagem para os adversários. Seu companheiro de equipe na Red-Bull, o australiano Mark Webber, superou Barrichello, terceiro colocado na classificação final, no primeiro pit-stop e completou a dobradinha.

Já o líder do campeonato, o inglês Jenson Button, decepcionou sua torcida com a sexta colocação, depois de perder muitas posições na largada. Durante a corrida, o piloto da Brawn reclamou do acerto do carro, que saía de frente, de traseira, batia o assoalho no chão... um horror.

Por outro lado, Felipe Massa, que vive uma temporada complicada, ganhou muitas posições no início, mesmo com um carro mais pesado. Na estratégia, finalizou a prova na quarta colocação.

sábado, 20 de junho de 2009

O "velho" Mark Webber

Nos últimos dias, uma enxurrada de péssimas notícias inundaram os noticiários esportivos. As impressões e expectativas para o GP da Inglaterra ficaram perdidas entre as inúmeras notícias políticas publicadas nos últimos dias.

Por isso, as palavras atravessadas de Mark Webber, dirigidas a Kimi Raikkonen, ganharam em importância. Por um breve momento, o piloto da Red-Bull conseguiu desviar a atenção dos fãs e da mídia especializada para um entrevero "de corrida".

Tudo começou quando o australiano fechava sua última volta rápida para a classificação. Ao chegar na Stowe, foi atrapalhado pelo finlandês da Ferrari, que se arrastava pela pista. Sem se valer da velha tática do capacete, Webber disparou contra o finlandês em entrevista:

“Kimi, não sei, deve ter bebido vodca. Ou estava dormindo. Não sei que diabos ele estava fazendo. Ele deveria estar mais à direita do traçado, só que estava no meio, dormindo. Isso arruinou meu ritmo na curva Stowe, já que estava muito apertado para passar”

Depois de ressaltar o excelente trabalho executado pela equipe, voltou a chutar Raikkonen como um cachorro morto. "Pelo menos, não sou eu que vou largar da nona colocação”, finalizou.

Suas palavras surpreendem, ainda mais no atual período de diplomacia vivido pelos pilotos. As críticas perderam força diante de um ambiente cada vez mais profissional, com tudo sendo resolvido através de reuniões e comunicados.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Acabou?

Ontem, Gerhard Bergher, que já foi piloto e dirigente de equipe, afirmou que a briga do teto orçamentário era um convite para as montadoras dizerem adeus à F1. Afinal, eram constantes as ameaças de debandada por parte de algumas escuderias, descontentes com a política totalitária da dupla Mosley e Ecclestone.

Entretanto, rumores davam conta que algumas equipes desistiriam da F1, independente das regras do próximo campeonato. Para se ter uma ideia da crise, a Renault, motivada pela perda do apoio de patrocinadores importantes, já anunciou a paralização da fábrica para o mês de agosto.

Até mesmo a Ferrari já teve sua participação na categoria colocada em xeque, por culpa de um período de crise enfrentado pela Fiat. Além disso, vão precisar de recursos para investimentos na Chrysler, um grande desafio assumido pelos italianos junto ao governo americano.

No mais, a Toyota sempre passou a impressão de profundo descomprometimento com o esporte. O histórico da equipe não lembra, nem de longe, o da montadora da qual se originou.

Seria essa a base de formação para um novo campeonato? Afinal, essas mesmas empresas, com exceção à Ferrari, possuem histórico de idas e vindas no automobilismo. Nos últimos dias, essas escuderias caíram, por diversas vezes, em contradição. Primeiramente, se mostravam contrárias ao regulamento com duas regras distintas. Acreditavam, acertadamente, em uma subdivisão prejudicial à categoria.

Com a confirmação de uma regra única para 2010, Mosley recuou. No entanto, fixou novo teto orçamentário, desagradando novamente as montadoras. O que é contraditório, já que as estruturas reclamavam, constantemente, dos custos elevados da manutenção de um time na categoria.

Isso só comprova que o racha aconteceu por pura vaidade dessas equipes, que não querem admitir incompetência ou problemas de caixa. Por isso, não acredito em categoria paralela.

Afinal, não existe espaço para duas categorias top de mesmo segmento. Como exemplo recente, podemos citar a cisão na Fórmula Indy, que motivou a criação da IRL e da ChampCar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A bela, prima da fera

Nos últimos dias, com a aprovação da inscrição da US F1 pela FIA, muito se comentou sobre a possibilidade de Danica Patrick correr na Fórmula-1. No entanto, as últimas notícias dão conta que ela pode se acertar com algum time da NASCAR no próximo ano. O que seria um desperdício, diga-se de passagem.

Agora, surge o nome de Natacha Gachnang (foto) como favorita a um teste na Campos, escuderia que defendeu nos tempos da F-3 espanhola. Porém, não será fácil garantir um lugar na equipe na próxima temporada.

A suíça, que é prima de Sébastian Buemi, terá a concorrência de diversos pilotos espanhóis que sonham com a vaga. Por enquanto, Natacha, que admira Danica Patrick, segue esperando por uma oportunidade na F2.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Salva

Deu agora no Motorpasión: a Saab está salva. O governo sueco voltou atrás e resolveu ajudar a marca a sair do buraco. Graças ao financiamento público, a empresa foi vendida à Koenigsegg, um fabricante sueco de superesportivos.

No entanto, a GM vai continuar fornecendo plataformas, motores e transmissões para a empresa nos próximo cinco anos. Inclusive, as duas empresas são obrigadas, por contrato, a seguir com os projetos atuais da Saab.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A parte triste do final de semana


As corridas conseguem despertar vários sentimentos em seus seguidores, mesmo num prazo curto de tempo. Quem, por exemplo, não se indignou com a novela envolvendo construtores e a inscrição para o Mundial de F1?

Ou, então, quem não se emocionou com a vitória da Peugeot, em uma prova difícil como as 24 Horas de Le-Mans?

Depois, chegou o momento cômico, com o pequeno incidente envolvendo o piloto das 125cc.

No entanto, no mesmo final de semana, uma tragédia abalou o mundo da velocidade. Em Puebla, no México, durante a Corona Series (uma espécie de Nascar mexicana), Carlos Pardo, de 33 anos, foi tocado por um concorrente e se chocou a mais de 220 Km/h no muro. Nas imagens, percebe-se um muro muito mal localizado e completamente desprotegido.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Comemoração precoce


Confesso que não acompanhei a MotoGP. Fiquei sabendo do ocorrido pela Teca, aqui no Blog. Correndo em casa, Julian Simón largou da pole e dominou o GP da Espanha nas 125cc. Inclusive, acreditando que estava prestes a completar a prova, reduziu a velocidade para comemorar.

No entanto, para desespero dos mecânicos postados na mureta dos boxes, o piloto apenas abria seu último giro na corrida. Para se ter uma idéia do desastre, Simón não conseguiu nem mesmo um pódio, completando a prova (agora sim) em quarto.

Lembrou-me muito a situação abaixo, quando Bjorn Wirdheim entregou uma vitória em Mônaco, válida pela F3000, de presente para Nicolas Kiesa. Acreditando que já havia cruzado a linha de chegada, resolveu reduzir para comemorar com o "staff" da equipe.

Só que a linha de chegada era um pouco mais adiante. Quando percebeu, já era tarde. Seu concorrente dinamarquês, que vinha embalado, foi mais rápido e venceu a corrida.

Depois disso, Kiesa conseguiu uma vaga na Minardi. Já Wirdheim, campeão com recorde de pontos acumulados na temporada, não chegou à F1. Tornou-se, no máximo, test-driver da Jaguar, Jordan e BAR.

Melhor do que falar, só acompanhando nas imagens.

domingo, 14 de junho de 2009

"La marseillaise", em alto e bom som

Somente uma prova como as 24 Horas de Le-Mans para salvar o automobilismo de uma verdadeira enxurrada de más notícias. A tradicional prova de resistênica foi marcada por uma vitória incontestável do trio David Brabham / Marc Gene / Alex Wurz, a bordo do Peugeot 908.

Os principais concorrentes dos "leões", os Audi R15 TDi, sofreram uma série de problemas mecânicos durante a prova. O melhor deles, comandado pelo trio Dindo Capello / Allan McNish / Tom Kristensen, chegou em terceiro, a sete voltas do Peugeot vencedor.

Na segunda colocação, completando a dobradinha, chegou o trio formado por Sebastien Bourdais/Franck Montagny/Stèphane Sarrazin, que havia partido da pole. Na GT2, destaque para o bicampeonato de Jaime Mello Jr, que dividiu uma Ferrari F430 com Mika Salo e Pierre Kaffer.

sábado, 13 de junho de 2009

De A a Z: Revson

Peter disputou sua primeira corrida em 1961, com um Cooper Junior, numa pista sinuosa e esburacada do Havaí. Sobre isso, sua mãe fez um único e seco comentário, quando perguntada a respeito da atuação do filho:

"É um maluco idiota".

A partir daquele momento, a família fez o que pôde para afastá-lo das pistas. Para piorar, Doug, seu irmão mais novo, morreu durante uma prova de F3 na Dinamarca. Discreto, Peter resolveu trocar uma letra de seu sobrenome, para não chamar a atenção:

"Pronto. Agora meus pais já não tem do que reclamar. Não há um Revlon correndo. Há um Revson", disse na época.

Pode-se afirmar que a fortuna oriunda da indústria de cosméticos não ajudou Revson em sua carreira. Para trilhar o caminho da F1, o piloto foi obrigado a começar por baixo, competindo em categorias de menor importância.

Subiu aos poucos, conquistando resultados importantes com carros inferiores. Teve de suar, durante vários anos, até obter sua melhor oportunidade: um cockpit na McLaren, que o elevou a um lugar entre os maiores do mundo.

Quando Emerson Fittipaldi chegou, em 1973, para ocupar o posto de primeiro piloto, Revson entendeu que seu ciclo na McLaren havia terminado. Buscou a Shadow, uma equipe formada por compatriotas.

Mostrando muita preocupação com a segurança do carro, Revson passou a acompanhar atentamente a preparação de seu UOP-Shadow para treinos na África do Sul. Essa inquietação e tensão transpareciam em seu rosto quando entrou no carro, na tarde do dia 20 de março, para dar algumas voltas no circuito de Kyalami.

Após sorrir sem animação, comentou a um conhecido:

"Acho que vou passar o fim de semana em uma reserva de caça".

Infelizmente, nunca mais voltou.

Sua vida terminou no guard rail da curva Barbecue.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lista é finalmente divulgada: Manor, USF1 e Campos completam os inscritos

Como se nada houvesse acontecido nos últimos dias, a FIA divulgou, na manhã dessa sexta-feira, a lista com os 13 "inscritos" para o mundial 2010. Além das equipes atuais, a entidade que organiza (ou desorganiza) o esporte aprovou as entradas de USF1, Campos e a Manor.

No entanto, a novela ainda está longe de terminar. De acordo com a lista, cinco times efetuaram inscrição condicional: BMW-Sauber, McLaren, Brawn, Toyota e Renault. Como já se sabe, estas escuderias defendem a manutenção do regulamento deste ano para a próxima temporada.

Inclusive, a Ferrari, que não foi listada no grupo das dissidentes, divulgou, através de um comunicado à imprensa, que suas condições ainda não foram atendidas. Para a escuderia italiana, a entidade viajou na maionese ao colocá-los como participante incondicional da próxima temporada.

No mais, a lista pode ser encarada como uma fonte extra para divagações nos próximos dias. Afinal, com a aprovação desses três times, já se especula a respeito dos pilotos que vão ocupar essas vagas. Danica Patrick, por exemplo, é bastante cotada para ocupar uma das vagas na USF1.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Mais um capítulo da novela: Equipes negociam com a Dorna

A briga recomeçou ontem. Mosley enviou uma carta à FOTA, na qual pediu a inscrição incondicional às equipes. Em troca, prometeu sentar com as escuderias para elaborar novas regras para 2010.

No entanto, John Howett, vice-presidente da associação de times, confessou: existe um acordo entre as montadoras, no qual cada uma se compromete a pagar uma multa no caso de rompimento. Não se falou em valores, mas especula-se que o contrato prevê o pagamento de € 50 milhões por parte daqueles que "furarem" o movimento.

Segundo o diário espanhol "AS", as equipes já procuraram a Dorna, que cuida do dinheiro da MotoGP, para a realização de um campeonato paralelo à F1. Ao que parece, cansaram dos desmandos de Bernie Ecclestone e Max Mosley.

Ao longo do dia, a FIA recebeu uma carta da FOTA, cujo conteúdo não foi divulgado. Porém, a entidade garante que a resposta foi "encorajadora".

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O primeiro grande show de Senna



Na ocasião da reinauguração de Nurburgring, em 1984, a Mercedes-Benz preparou uma verdadeira festa de gala para promover um importante lançamento da marca: o 190E.

O evento contou com grandes nomes do automobilismo: Niki Lauda, Alan Prost, Keke Rosberg, Carlos Reutemann, John Watson, Dennis Hulme, Jody Scheckter, Jack Brabham, Stirling Moss, James Hunt, Phil Hill, Alan Jones, Klaus Ludwig, Jacques Laffite, Hans Hermann, Udo Schutz, Manfred Schurti entre outros.

Logo na primeira volta, em uma tentativa de ultrapassagem, Ayrton Senna joga o pole Alain Prost para fora da pista. Depois, Senna e Lauda travam um duelo épico pela primeira posição, empolgando a todos no autódromo.

O brasileiro leva a melhor, vence a corrida e ainda ganha de presente um 190E. Alguns dias depois, Senna reencontrou Prost em Mônaco e, depois de um verdadeiro show, foi garfado.

domingo, 7 de junho de 2009

Grande Prêmio do Sono


Com a largada, todos vão passando por Barrichello, que parte em câmera lenta. Aliás, esse seria o mote da corrida por alguns instantes. Afinal, o brasileiro, em várias oportunidades, já apresentou recuperações belíssimas em sua carreira.

Por isso, de pronto, o diretor da transmissão deixa a câmera focalizada no "segundinho" da Brawn. Em raras oportunidades, mostravam seu companheiro de equipe, o inglês Jenson Button, que se aproveitou de um erro de Sebastian Vettel para ocupar a liderança.

No entanto, Barrichello, que deveria "se divertir" segundo o pessoal da transmissão, passa a sofrer uma série de acidentes de trabalho. Até conseguia ultrapassar, mas, com a perda da sétima marcha, acabava superado, na sequência, por seus concorrentes.

Depois, em uma disputa com Kovalainen, Barrichello roda e perde muitas posições. Chega a ultrapassar Hamilton e Piquet, mas, depois de uma disputa com Sutil, perde uma parte de sua asa dianteira.

Enquanto Button (foto) consolidava mais uma vitória, Barrichello abandonava, definitivamente. E, foi isso. Em uma corrida bastante sonolenta, ninguém ameaçou o inglês da Brawn. Nem mesmo Vettel, com uma tática de três paradas.

Agora, resta aos aficionados a expectativa de uma semana bastante turbulenta, com a definição dos inscritos para a próxima temporada. Antes da corrida, houve, inclusive, uma reunião entre os pilotos dos 8 times que formam o bloco da FOTA. Nela, definiram que vão apoiar os construtores, por acreditarem que as novas regras não serão benéficas para o esporte.

Haja paciência...

sábado, 6 de junho de 2009

Retrospectos e expectativas

Nos últimos dias, foram levantados retrospectos e estatísticas de pilotos e equipes para o GP da Turquia. Em um giro rápido pela internet, podem ser encontrados inúmeros argumentos para apontar os favoritos para a corrida de amanhã.

Entre eles, podemos destacar o histórico de Felipe Massa em circuitos anti-horários, as vitórias da Ferrari nesta prova e o desempenho apresentado pela Brawn até aqui.

No entanto, depois de uma prova vexaminosa em Mônaco, Sebastian Vettel surge como um dos grandes favoritos ao triunfo, com a expectativa de manter a escrita vitoriosa de poles-positions no GP da Turquia. Além disso, conta a seu favor um retrospecto pessoal: nas duas oportunidades que partiu da primeira posição, venceu a corrida.

Inclusive, Vettel parte do lado limpo da pista, fator de suma importância em razão do asfalto de pouca aderência. Por isso, a pole conquistada em cima de seu principal concorrente à vitória, no último momento do treino, tem um sabor especial.

Vale lembrar que, nos últimos dois anos, o segundo colocado do grid perdeu a posição para quem vinha de trás. Assim, espera-se que o "staff" da Brawn faça o possível para limpar a área à frente do carro de Jenson Button, segundo colocado, para diminuir essa desvantagem.

Pode ser a chance de Barrichello (se é que alguém ainda acredita nele) que, mais uma vez, andou a frente de seu parceiro da Brawn durante grande parte do final de semana.

Infelizmente, apesar de todas as alternativas apresentadas nessa classificação, grande parte das arquibancadas estavam vazias e cobertas por uma capa preta. A foto que ilustra esse post é emblemática, pois representa o sentimento atual dos fãs em relação à categoria.

Até a metade da pole

Ugo Tognazzi.

FANTÁSTICO, espetacular, brilhante.

Faltam adjetivos, dos bons, pra descrever este ator imortalizado, entre outros, pelo Gaiola das Loucas.

Mas por que cuernos falar de Ugo Tognazzi ???

Porque quem assistiu o início da transmissão se deparou com o rubinho, de óculos, tentando colocar os tampões nos ouvidos.

Caramba, lembrei direto do Michel Serrault.

Pra quem não sabe era o SEGUNDO, o companheiro do Tognazzi naquele filme.

A zazá.

Segundo, sempre SEGUNDO.

Mas as coisas, aos poucos, retornam a normalidade, depois da "pole" do Kova.

E não sairiam dela não fosse a ajuda sempre inesperada do São Pedro.

Piquet decepciona, mais uma vez.

Tá certo que a juventude tem seus arroubos.

Mas por que não escutar um pouquinho os mais velhos ???

Como uma pessoa imensamente querida sempre me dizia: - não quero que tu concorde comigo, quero que tu me escute.

Porque ele não escutou o PIQUET ?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tragédia e glória


Hoje, no Blog do Gomes, me deparei com essas imagens raríssimas de Bern Rosemeyer, campeão em 1936 do Campeonato Europeu e vencedor de dez Grandes Prêmios. Nelas, detalhes de seu acidente com o Streamlined da Auto-Union, vitórias e uma entrevista. Tudo narrado por um locutor alemão, dando um ar de propaganda nazista ao documento.

Grande ídolo do automobilismo alemão, Rosemeyer morreu precocemente, aos 28 anos, durante tentativa de recorde de velocidade entre Frankfurt e Darmstardt. Durante uma pesquisa na internet, percebe-se que existem inúmeras versões para as causas do acidente. Segundo Robert Eberan-Eberhost, chefe de engenharia da fábrica alemã na época, uma rajada de vento, de 18m/s, fez com que Rosemeyer tocasse a grama lateral da pista, após ter perdido o controle do bólido por uma fração de segundo.

Para Alfred Neubauer, chefão da Mercedes no período pré-F1, um piloto como Rosemeyer não perderia o controle do carro pela ação do vento. Sabendo do perigo, o piloto alemão estava preparado para contrabalançar seu carro com um pequeno movimento no volante. Por isso, Neubauer acreditava que o Streamlined tinha simplesmente se desintegrado durante o percurso. Aliás, depois de perder as folhas de alumínio, seria impossível controlar o carro a mais de 450 Km/h - velocidade estimada de Rosemeyer no momento do sinistro.

Depois do acidente, encontraram Rosemeyer ainda com vida. Estava encostado em uma árvore, com o rosto calmo e sereno. Aventou-se a possibilidade, por um momento, de um milagre. No entanto, o piloto não resistiu aos ferimentos e morreu instantes depois. No mesmo dia, Rudolf Caracciola, da Mercedes, registrou a maior velocidade, com 432 km/h.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Presidente e piloto

Repare na imagem.

Percebe-se, caído no chão, o francês Guerlain Chicherit, acidentado durante o Dakar de 2007. Sem se importar com o tempo perdido no estágio, o finlandês Ari Vatanen, com o macacão da Volkswagen, estaciona para socorrer seu companheiro de profissão.

Uma atitude de pura solidariedade, de um profundo conhecedor de todos os percalços dessa atividade que tanto nos encanta. Aliás, as contribuições desse senhor para o automobilismo são inúmeras. Ao todo, foram quatro títulos no Dakar e um no WRC. Ganhou notoriedade, entre outras realizações, ao desafiar a morte nas provas de subida de montanha em Pikes Peaks, batendo, por inúmeras vezes, o recorde da competição.

Depois de tantos desafios, decidiu representar o povo no parlamento europeu. Primeiro, seus compatriotas. Depois, se candidatou pela França, país que reside há quinze anos. Entretanto, o automobilismo jamais deixará de pulsar forte no coração da fera. Segundo rumores relatados pelo Ico, Vatanen pode unir o útil ao agradável, com o apoio da FOTA, em uma possível incursão como presidente da FIA.

Seria um alento para esse esporte tão massacrado pelos desmandos da dupla Max Mosley e Bernie Ecclestone. Nos últimos anos, houve uma verdadeira debandada de equipes, patrocinadores e fornecedores do automobilismo. Sem contar as inúmeras categorias que foram extintas ao longo dos últimos anos.

Por isso, Vatanen para presidente. Já!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os casos de Orly e Narita

Por conta da tragédia do voo AF 447, muito se falou do avião da Varig sinistrado nas proximidades do aeroporto de Orly, em Paris. Segundo investigação da policia francesa, uma bituca de cigarro na lixeira do banheiro provocou o incêndio que culminou com a queda do aparelho. O Comandante Gilberto Araújo da Silva, com grande habilidade, desviou-se das casas e direcionou a aeronave para um campo de repolhos.

Ao que consta, personalidades famosas estavam no avião: a atriz Regina Lèclery, o jornalista Julio De Lamare, o cantor Agostinho dos Santos e o empresário Antônio Carlos Scavone, que, em sua estadia na Europa, negociaria com a FIA a realização de corridas internacionais em solo brasileiro.

Levantou-se a suspeita, na época, que tudo havia sido planejado para matar o chefe do senado e membro da ditadura, Filinto Müller. Dos passageiros, apenas um sobrevivente: Ricardo Trajano, que, algum tempo depois, voltou ao aeroporto para cobrar uma nova passagem. E foi atendido, afinal, graças ao acidente, ficou impossibilitado de seguir viagem para Londres.

Segundo informações confirmadas com quem entende do assunto, o mesmo comandante dessa aeronave, acidentada em 1973, foi designado para conduzir, seis anos depois, um cargueiro da Varig, de Tóquio para Los Angeles.

Na viagem seriam transportados quadros valiosíssimos de Manabu Mabe, um pintor japonês naturalizado brasileiro. No entanto, o avião desapareceu, sem deixar qualquer vestígio. Por isso, até hoje, muitos consideram esse desaparecimento como o maior mistério da aviação mundial.

Comentou-se, na época, que poderia ter sido um seqüestro, realizado por colecionadores de arte. Outra hipótese garante que o avião foi abatido por soviéticos, interessados em preservar o segredo de um caça MIG-25, que estaria sendo levado desmontado aos EUA.

Tudo isso coletado em matérias na televisão, rádio, sites e jornais, que falam exaustivamente sobre o assunto. Aliás, quando querem, realizam pesquisas de alto nível em seus respectivos arquivos. Até mesmo uma matéria da época, sobre o desaparecimento do avião do Comandante Araújo, foi apresentada no Jornal Nacional.

terça-feira, 2 de junho de 2009

GM, Opel, concordata, Obama...

Ontem, saiu o anúncio de concordata da GM. Trata-se da terceira maior quebra de empresa da história americana, perdendo apenas para o Lehman Brothers e a MCI World.Com. Por isso, o governo dos Estados Unidos injetou US$ 30,1 bilhões de dólares na companhia, tornando-se sócio majoritário com 60% das ações. Mais US$ 9,5 bilhões vieram do governo do Canadá, dono, agora, de uma fatia de 12% do bolo.

A empresa se torna uma espécie de estatal, o que garante, automaticamente, sua sobrevivência. Segundo Barack Obama, a GM não poderia ficar sem ajuda, pois a falência definitiva traria terríveis consequências a outros setores da economia. Além disso, o dirigente se comprometeu a não interferir "muito" nos rumos da empresa.

De acordo com os planos de reestruturação, a GM tem intenção de produzir carros menores e mais econômicos para o mercado dos Estados Unidos. Inclusive, existe a expectativa de que a companhia busque soluções na lucrativa subsidiária brasileira.

Os últimos dias foram bastante agitados na história da GM. Na última sexta-feira, um consórcio formado pelo Magna Group, fabricante canadense de auto-peças, o banco russo Sverbank e a Gaz, um fabricante russo de carros de luxo, adquiriu 55% da Opel.

O negócio foi aprovado pelo governo alemão, que se comprometeu a emprestar 1,5 bilhões de euros para a concretização do negócio. A General Motors preservou 35% das ações na empresa, enquanto outros 10% ficaram nas mãos de trabalhadores da montadora alemã. Com essa medida, espera-se a reestruturação da divisão europeia da GM, que ficará protegida durante o processo de concordata da matriz.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A fórmula dos descamisados II

Dinheiro não aceita desaforo. Por isso, nos últimos anos, criou-se uma nova ordem no automobilismo: a do bom, bonito e barato. Na sexta-feira, atraídos por essa tendência, sete novos construtores se inscreveram para o mundial de 2010, além do bloco formado pela FOTA.

E, mesmo depois do prazo ter se encerrado, continuaram a surgir, durante o final de semana, novos interessados na disputa da próxima temporada da F1. De última hora, a Litespeed, tradicional equipe da F3 inglesa, e a March, que já foi de Max Mosley, enviaram os documentos necessários para seus respectivos registros.

Até mesmo Alex Wurz, de forma surpreendente, inscreveu seu time na F1. Com apoio da Superfund, que já patrocinou equipes em diversas categorias do automobilismo, a nova estrutura aguarda apenas a confirmação da vaga para contratar funcionários. Acredita-se que o motor seja o Cosworth, que voltaria à categoria depois de quatro anos.

Das outras equipes, a Lola, maior fabricante de carros de corrida do mundo, e a Prodrive, que foi campeã do WRC com a Subaru, são velhas conhecidas do público que acompanha a F1. Esta última, inclusive, deve utilizar o pacote técnico da McLaren-Mercedes nas duas primeiras temporadas. Depois, a partir de 2012, a equipe passa a carregar o nome da Aston Martin, que já participou sem sucesso da F1 no final dos anos cinquenta. Tudo para que a montadora britânica comemore seu centenário já estabelecida na F1.

As outras escuderias surgiram dos esforços de pessoas que estiveram ligadas à F1 nos últimos tempos. Dentre elas, a USGPE, criada pelo jornalista Peter Windsor, é a que possui o projeto mais adiantado, com protótipo desenvolvido por um antigo aerodinamicista da NASA.

A Campos, oriunda do automobilismo de base, é de propriedade de Adrian Campos, um ex-piloto da Minardi. Dizem que a equipe espanhola terá o suporte financeiro do milionário mexicano Carlos Slim, dono da operadora Claro no Brasil, e de Paul Gasol, jogador dos Los Angeles Lakers na NBA.

Depois de uma crise sem precedentes, o momento é favorável. Tanto que já são 17 times inscritos para treze vagas disponíveis. Ainda não se sabe qual o critério será utilizado, mas, se não houver uma nova manobra de Max Mosley, alguns desses nomes serão recusados.

No entanto, seria preferível que mantivessem essas escuderias e reeditassem a pré-classificação, com direito a portões abertos ao público. Do mesmo jeito que faziam no final dos anos oitenta e início dos anos noventa, quando a categoria ganhou inúmeros adeptos por conta disso.