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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Salva

Deu agora no Motorpasión: a Saab está salva. O governo sueco voltou atrás e resolveu ajudar a marca a sair do buraco. Graças ao financiamento público, a empresa foi vendida à Koenigsegg, um fabricante sueco de superesportivos.

No entanto, a GM vai continuar fornecendo plataformas, motores e transmissões para a empresa nos próximo cinco anos. Inclusive, as duas empresas são obrigadas, por contrato, a seguir com os projetos atuais da Saab.

terça-feira, 2 de junho de 2009

GM, Opel, concordata, Obama...

Ontem, saiu o anúncio de concordata da GM. Trata-se da terceira maior quebra de empresa da história americana, perdendo apenas para o Lehman Brothers e a MCI World.Com. Por isso, o governo dos Estados Unidos injetou US$ 30,1 bilhões de dólares na companhia, tornando-se sócio majoritário com 60% das ações. Mais US$ 9,5 bilhões vieram do governo do Canadá, dono, agora, de uma fatia de 12% do bolo.

A empresa se torna uma espécie de estatal, o que garante, automaticamente, sua sobrevivência. Segundo Barack Obama, a GM não poderia ficar sem ajuda, pois a falência definitiva traria terríveis consequências a outros setores da economia. Além disso, o dirigente se comprometeu a não interferir "muito" nos rumos da empresa.

De acordo com os planos de reestruturação, a GM tem intenção de produzir carros menores e mais econômicos para o mercado dos Estados Unidos. Inclusive, existe a expectativa de que a companhia busque soluções na lucrativa subsidiária brasileira.

Os últimos dias foram bastante agitados na história da GM. Na última sexta-feira, um consórcio formado pelo Magna Group, fabricante canadense de auto-peças, o banco russo Sverbank e a Gaz, um fabricante russo de carros de luxo, adquiriu 55% da Opel.

O negócio foi aprovado pelo governo alemão, que se comprometeu a emprestar 1,5 bilhões de euros para a concretização do negócio. A General Motors preservou 35% das ações na empresa, enquanto outros 10% ficaram nas mãos de trabalhadores da montadora alemã. Com essa medida, espera-se a reestruturação da divisão europeia da GM, que ficará protegida durante o processo de concordata da matriz.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fiesta no mercado americano

Sinal dos tempos.

Disposta a mudar sua imagem perante o consumidor americano, a Ford investe, cada vez mais, em uma concepção, digamos, "mais europeia" para seus carros. Para isso, escolheu o Fiesta, um modelo de motor compacto e econômico, para alavancar suas vendas em uma faixa de mercado dominada por coreanos e japoneses.

A versão 2011 do carro, fabricado no México, fará dupla com o modelo Sedan, que deve ser lançado nos Estados Unidos no ano que vem. O Fiesta já é vendido na Europa e na China. Para o Brasil, ainda não existe previsão de lançamento.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Simplesmente, VW-Porsche

A Porsche anunciou hoje sua fusão com a Volkswagen, empresa da qual já é acionista majoritária. O negócio foi comandado pelo atual presidente do conselho da Volkswagen, o austríaco Ferdinand Pïech, neto de Ferdinand Porsche.

Um grupo de trabalho já está encarregado do projeto de reestruturação financeira, que deverá ficar pronto nas próximas quatro semanas. Aliás, tarefa árdua, já que a Volkswagen registrou queda de 74% no lucro liquído do primeiro trimestre.

As duas empresas tem laços históricos. Tanto que a Volkswagen nasceu a partir do Fusca projetado por Porsche. Nos anos sessenta, criaram juntas o emblemático Porsche 914 (foto), um esportivo de dois lugares, que atendia aos interesses das duas fabricantes.

Para cuidar da comercialização do carro, constituíram até mesmo uma empresa, a VW-Porsche-Vertriebsgesellschaft Gmbh. À frente das ações, o mesmo Ferdinand Pïech.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Nova Chrysler

Foram 73 anos de independência.

Fundada em 1925, como resultado dos esforços do operador de máquinas Walter Percy Chrysler, a Chrysler logo se tornou um ícone da indústria automotiva mundial. Ao longo do tempo, adquiriu a Dodge e ainda criou, entre outros sucessos, a Plymouth, o Challenger, o bloco Hemi V8 e a série de Minivans - Caravan, Voyager e a Town and Country.

Sua decadência começou em 1979, quando foi salva da quebra com garantias públicas de sua dívida. Após o duro golpe da crise do petróleo e a concorrência japonesa, o apoio federal e o lançamento de modelos inovadores permitiram a recuperação da empresa.

Nos anos oitenta, uma reestruturação rigorosa, comandada por Lee Iacocca, coloca a empresa no caminho do crescimento, com a abertura de novos mercados consumidores. Em franca ascensão, a Chrysler é adquirida pelo grupo alemão Daimler, em 1998.

Porém, as duas empresas não alcançam a sinergia necessária para a continuidade do projeto. Em outras palavras, os alemães consideram sua parte estadunidense um caso sem solução.

Então, em 2007, passam o controle de 80% da holding Chrysler para o fundo privado Cerberus Capital Management. Porém, o atual momento de crise não permite a recuperação da empresa, culminando com o pedido de "Chapter 11", confirmado através de um pronunciamento do presidente Barack Obama.

A notícia provocou grande confusão nos últimos dias. Muitos falaram da marca em tom de despedida, devido ao processo no qual se submeteu.

No entanto, a legislação dos Estados Unidos, através do capítulo 11 da Lei de Falências, concede ao devedor um prazo para que possa reorganizar suas contas. No caso da Chrysler, o governo emprestará US$ 6 bilhões durante o período de reestruturação. A longo prazo, injetará mais US$ 4,7 bilhões na forma de financiamento, sendo US$ 2,1 bilhões com vencimento em 30 meses.

Assim, o capítulo 11 viabilizará sua recuperação. Os credores, inclusive, não poderão cobrar judicialmente a empresa. Outros, que fizeram acordo com o governo americano, concordaram em trocar suas respectivas dívidas, que somadas chegam a US$ 6,9 bilhões, por US$ 2 bilhões em dinheiro.

O acordo entra hoje em vigor. A Fiat passa a produzir um novo carro de passeio em uma das fábricas da Chrysler, cedendo sua tecnologia para a produção de veículos compactos e menos poluentes. Em troca, terão acesso a uma plataforma para a produção de caminhões leves, além de contar com a estrutura para a venda de seus veículos nos Estados Unidos.

De acordo com o plano de reestruturação, a Cerberus desiste oficialmente de toda a sua participação na Chrysler. A Daimler, que permanecia acionista minoritária, abrirá mão de seus 19% de participação e pagará US$ 600 milhões aos fundos de pensão da Chrysler

No Brasil
A montadora chegou ao Brasil, no final de 1966, seguindo um plano de absorção mundial do acervo da Simca. No principio, mantiveram a produção do Esplanada (foto) e o Regente, substituídos, em 1969, pela linha Dodge.

Infelizmente, a crise do petróleo marcou a queda das vendas desses automóveis. Como resultado, a partir de 1978, a empresa elabora estratégias para revigorar seu portfólio. Mas os resultados são decepcionantes.

No ano seguinte, a montadora inicia a venda de suas ações para a Volkswagen alemã, finalizando o processo em 1980. A linha Chrysler é oficialmente extinta em 1981.

A partir daí, a Volkswagen passa a fabricar seus caminhões na antiga linha de montagem da Chrysler, localizada em São Bernardo do Campo.

Em 1998, sete meses antes da associação DaimlerChrysler, a Chrysler retorna ao país com a produção da Dakota na fábrica de Campo Largo, Paraná. E, em razão de novas estratégias do grupo, a fábrica é fechada, em 2001.

Infelizmente, as duas plantas da Chrysler que existiram no ABC foram demolidas. A fábrica da antiga Simca, localizada no KM 23 da Rodovia Anchieta, em São Bernardo, deu lugar a um depósito das Casas Bahia. No lugar das instalações de Santo André, que outrora pertenceu ao grupo International Harvester, nasceu um hipermercado Carrefour.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sem saída?

Sempre que me deparo com notícias sobre a situação atual da GM, lembro-me de "no easy way out", trilha do filme Rocky IV.

E, ao que tudo indica, não existe uma "saída fácil" para a gigante estadunidense, top 10 entre as 500 maiores empresas do mundo, segundo a revista Fortune.

Inclusive, rumores apontam que a empresa já se encontra em "intensos preparativos" para uma concordata.

Entretanto, algumas fontes garantem que a empresa pode ser dividida em duas partes. De acordo com o plano, uma unidade ficaria com as linhas que garantem o lucro, enquanto que a outra responderia pelas partes menos rentáveis.

Talvez, seja esse o plano de reestruturação que a General Motors entregará ao governo no dia 1º de junho.

Infelizmente, o presidente executivo da montadora, Fritz Henderson, chegou a afirmar que uma concordata não está descartada, mesmo com a série de demissões e fechamentos de fábricas em todo mundo.

É. A situação tá preta para a montadora.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pobre Saab

Por conta do carnaval, quase passa batido por aqui. A Saab entrou com pedido de insolvência, situação em que a empresa acumula uma quantidade de dívidas excessiva e não é capaz de saldá-las. Infelizmente, essa ação pode acelerar a falência da marca.

Para escapar dessa situação, e empresa necessita de uma ajuda de 1 bilhão de dólares. Uma união com a Opel poderia ser a única saída para as duas montadoras do grupo General Motors.

O governo da Suécia já avisou que não prestará qualquer tipo de assistência à Saab. Assim, a empresa ainda tenta obter um empréstimo de 6 bilhões de dólares junto aos governos de Inglaterra, Alemanha, China e Tailândia.

Por enquanto, a montadora vai manter a produção, à medida em que se reorganiza para atrair algum comprador.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Colapso

O plano de ajuda às montadoras americanas foi rejeitado pelo senado.

Tudo porque, houve um impasse entre senadores republicanos e sindicatos da indústria automotiva.

Os partidários governistas exigiam uma redução imediata de salários dos funcionários das companhias, enquanto sindicalistas estariam dispostos a aceitar um corte salarial apenas em 2011.

Além disso, não existem garantias para a viabilidade a longo prazo de GM, Ford e Chrysler.

E, pelo jeito, as coisas vão piorar.

A GM já prepara um plano para uma eventual concordata, pois nenhuma atitude da direção da empresa sensibilizou os carrancudos senadores americanos.

Inclusive, os jatinhos particulares da empresa haviam sido substituídos pelo uso do Chevrolet Volt Concept (foto), um veículo elétrico com autonomia estendida.

Além dessa medida, Rick Wagoner, "Chairman” e CEO da GM desde 2003, revelou que receberia salário simbólico de um dólar ao ano, desde que o pacote fosse aprovado.