sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tragédia e glória


Hoje, no Blog do Gomes, me deparei com essas imagens raríssimas de Bern Rosemeyer, campeão em 1936 do Campeonato Europeu e vencedor de dez Grandes Prêmios. Nelas, detalhes de seu acidente com o Streamlined da Auto-Union, vitórias e uma entrevista. Tudo narrado por um locutor alemão, dando um ar de propaganda nazista ao documento.

Grande ídolo do automobilismo alemão, Rosemeyer morreu precocemente, aos 28 anos, durante tentativa de recorde de velocidade entre Frankfurt e Darmstardt. Durante uma pesquisa na internet, percebe-se que existem inúmeras versões para as causas do acidente. Segundo Robert Eberan-Eberhost, chefe de engenharia da fábrica alemã na época, uma rajada de vento, de 18m/s, fez com que Rosemeyer tocasse a grama lateral da pista, após ter perdido o controle do bólido por uma fração de segundo.

Para Alfred Neubauer, chefão da Mercedes no período pré-F1, um piloto como Rosemeyer não perderia o controle do carro pela ação do vento. Sabendo do perigo, o piloto alemão estava preparado para contrabalançar seu carro com um pequeno movimento no volante. Por isso, Neubauer acreditava que o Streamlined tinha simplesmente se desintegrado durante o percurso. Aliás, depois de perder as folhas de alumínio, seria impossível controlar o carro a mais de 450 Km/h - velocidade estimada de Rosemeyer no momento do sinistro.

Depois do acidente, encontraram Rosemeyer ainda com vida. Estava encostado em uma árvore, com o rosto calmo e sereno. Aventou-se a possibilidade, por um momento, de um milagre. No entanto, o piloto não resistiu aos ferimentos e morreu instantes depois. No mesmo dia, Rudolf Caracciola, da Mercedes, registrou a maior velocidade, com 432 km/h.

6 comentários:

Germano disse...

Neubauer tinha consultado a meteorologia, e previa fortes ventos laterais...o que ocorreu no período que Rosemeyer...agora as tentativas de Caracciola, foram feitas durante o início da manhã

Luís Augusto disse...

Só um piloto se coloca no mesmo patamar do Rosenmeyer: Tazio Nuvolari.

Marcos Antônio Filho disse...

po que legal asimagens. Imagina que loucura, em 1937 bate ro recorde mundial de velocidade, e bater a 450km/h. Realmente esse cara merece todas as condolências. Assim como Tazio Nuvolari e Rudolf Caracciola.Incrível!

Bruno Santos disse...

Muito interessante a história, apesar do final não ser feliz. Como os carros chegavam a 450 na década de 30? Fascinante. Estive olhando umas fotos dos carros americanos a tentar fazer o mesmo em Daytona e como eram diferentes.
Grande achado do Gomes e muito legal colocar aqui.

(A mémoria ainda não te traiu, Felipão...uahuahua).

Abraços.

F-1 A.L.C. disse...

mais uma vez, parece que o diabo tava torcendo para a Mclaren.

Ron Groo disse...

Nem dá pra culpar o narrador pelo tom politico da narração, afinal nesta época a Alemanha acreditava que o nazismo lhe devolveria a grandeza. E por um tempo o mundo achou que poderia conviver com o sistema politico de Hitler pacificamente.

Só depois é que o churcrutz colocou o bloco na rua e deu a m... que todo mundo sabe.

Quando ao video em si e seus personagens, considero estes os verdadeiros heróis do automobilismo, Caracciola, Rosemeyer, Ascari, Fangio, e outros pioneiros. Estes ispiraram todos os grandes que conhecemos.