Depois de longos anos como presidente da FIA, Max Mosley finalmente abriu espaço para outro assumir o cargo. A mudança era de extrema importância, pois a relação de Mosley com a Fórmula 1 já estava desgastada. O ápice do desgaste foi a orgia sadomasoquista nazista, realizada com prostitutas, no ano passado. Isso denegriu a imagem do esporte, que tinha como representante este senhor.
Com a desistência do inglês a reeleição, surgiram os cadidados Vatanen e Todt, sendo o último apoiado pelo até então presidente. Muitos diziam que no caso do francês se eleger, nada mudaria. O ex-chefe da Ferrari acabou vencendo as eleições, para a alegria de uns e tristeza de outros.
Dois pontos merecem ser discutidos acerca do madato de Jean Todt. O primeiro é positivo, pois estamos falando de alguém de dentro da Fórmula 1. A relação entre dirigentes, que era de certa forma conturbada, parece ganhar novos contornos. A presença de Ron Dennis em Abu Dahbi mostra que a categoria, pelo menos aparentemente, vive um clima harmônico com o novo presidente no camando.
O ponto preocupante em ter Todt na presidência da FIA é a grande proximidade e afinidade que ele tem com a Ferrari. Sua passagem por Maranello foi marcante, pois conquistou vários títulos à frente da escuderia italiana. Qualquer decisão que o francês vier a tomar contra sua ex-equipe será repensada. Dificilmente o lado profissional falará mais alto que o emocional numa possível punição.
É claro que a maioria torce para que seu trabalho seja realizado com total transparência e sem favorecimentos. Antes mesmo das eleições ele adotava justamente este discurso, basta sabermos se suas palavras serão mantidas.
Nos resta apenas aguardar, porque os frutos do bom trabalho são colhidos com o tempo. Que a imparcialidade seja a principal palavra no dicionário de Jean Todt.



