terça-feira, 30 de setembro de 2008

Citroën DS 21

Bom, vamos tentar falar do carro, pois a patroa está aqui ao lado, olhando ressabiada.

Afinal, trata-se de um modelo inovador, que esteve a frente de seu tempo.

Os modelos da família DS, eram equipados com suspensão hidropneumática, que mantinha a mesma altura do solo, independente do peso e da posição da carga ou dos passageiros, dispensando, inclusive, o uso do macaco para troca de pneus.

Além disso, o comando da embreagem, da direção, do câmbio e dos freios, tinham assistência hidráulica.

O modelo da foto acima, o DS 21, foi fabricado entre 1965 e 1972, equipado com motor de 4 cilindros, 2,1 litros e 109 cv, capaz de atingir os 175 km/h.

Nos ralis, equipado com motor de 2,5 litros e 190 cv, obteve vitórias importantes no final dos anos sessenta, quando venceu em Angola, Marrocos, Austrália, Portugal, entre outras praças.

O modelo deu lugar ao DS 23, a partir de 1973, equipado, inclusive, com injeção eletrônica.

Hora do rango

Primeiro, começamos com Surtees, almoçando marmita, sentado em um caixote.

E aqui, todos como em uma família.

Da esquerda para direita: Henry Pescarolo, François Cevert, Teresa Fittipaldi, Emerson Fittipaldi, Wilsinho Fittipaldi, uma esfomeada Susi Fittipaldi e Jean-Pierre Jabouille.

Pelos personagens, suspeita-se que a foto seja de 1973.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desafio: Algumas imagens a mais

73 - Kyalami

Acredito que trata-se de um Briefing, pouco antes do Grande Prêmio da África do Sul.

Aproveitando, lanço um desafio.

Alguém seria capaz de identificar todos os pilotos que aparecem nessa foto?

Clique para ampliar.

Diversão garantida

Peito de remador


Pois é.

Quem lembrou foi o adriando favetta.

Isle of Man.

O mais longo e perigoso circuito ainda em uso.

Agostini venceu lá 10 vezes.

Mas Agostini é Agostini.

A foto acima é de um outro ícone, Hailwood, com uma Honda 500cc, em 1967.

Segue um video, on-board, com o David Jefferies.

Venceu e morreu em Man.

No tempo

Ontem, em Cingapura, por pouco não tivemos a corrida encerrada no tempo.

Fato que me fez recordar o GP da Alemanha de 1954, o mais longo da história, onde os pilotos percorreram 22 voltas no velho Nurburgring em 3 horas e 46 minutos.

Lembrando ainda que aquela corrida registrou o maior público da história da F1: 450 mil pessoas, espalhadas pelo "Nordschleife".

Infelizmente, durante os treinos classificatórios, Onofre Marimon (foto abaixo), grande amigo e substituto de Fangio na Maserati, morreu após sofrer um grave acidente.

Ao que consta, Marimon forçou bastante o ritmo, já que se sentia pressionado pelos bons resultados de seu companheiro de equipe, o inglês Stirling Moss.

Fangio não queria disputar aquele GP, mas alinhou para a largada, após de ter sido forçado por Alfred Neubauer, o chefão da Mercedes.

A vitória ficou com o argentino, que passou 22 vezes pelo local em que seu amigo havia desaparecido.

O show ficou por conta de Karl Kling, que saiu da última colocação, para conquistar o segundo lugar.

domingo, 28 de setembro de 2008

Números pós Cingapura

Meu amigo Douglas Sattler, novo responsável pelas estatísticas do Fove, trouxe uma informação interessante.

O espanhol da Renault, Fernando Alonso, tornou-se o sétimo piloto vitorioso nesse campeonato.

Entretanto, esta temporada ainda perde, por exemplo, para 2003, quando oito pilotos diferentes venceram.

São eles:

Coulthard
Raikkonen
Ralf Schumacher
Michael Schumacher
Barrichello
Montoya
Alonso
Fisichella

Só acaba quando termina

Sábias palavras, que definem o acontecido em Cingapura.

Infelizmente, o belíssimo resultado obtido ontem por Felipe Massa, não se traduziu em vitória.

Em um primeiro momento, por erro da equipe, arrancou a mangueira de combustível.

Depois, chegou a tocar no muro, ficando em 13º.

Porém, o show ficou por conta de Fernando Alonso.

O asturiano, graças a uma pilotagem perfeita, saiu da 15ª colocação para a vitória, sendo ajudado pela entrada do safety-car e uma série de punições aos concorrentes.

Vitória número 800 da história da Fórmula 1.

sábado, 27 de setembro de 2008

A corrida acabou

"A pole estava inalcançável, mas tenho certeza de que teria conseguido o segundo ou o terceiro posto. A corrida acabou. Não há como ultrapassar, e eu vou começar em 15º, então o que resta é simplesmente levar o carro à pista."

Pela foto e pela declaração de Fernando Alonso, vítima do sistema de alimentação de combustível de seu Renault, percebe-se, além da frustração, as dificuldades de se ultrapassar no Circuito de Marina Bay.

Declarações que valorizam ainda mais o feito do pole Felipe Massa, que superou Lewis Hamilton, seu principal concorrente ao título, em mais de seis décimos.

Adeus Paul

"Correr é a melhor forma que conheço de escapar de todo o lixo de Hollywood"

Por isso, Paul Newman corria.

Pouco acostumado a deixar os trabalhos mais perigosos para doublés, Paul Newman aprendeu todos os macetes de um carro de corrida e pisou fundo durante as filmagens de 500 Milhas.

A partir dali, aos 42 anos, idade em que os pilotos costumam pendurar as luvas, começou no automobilismo, em categorias mais lentas do Campeonato de Automóveis Esportivos dos Estados Unidos.

Faturou três títulos entre 1977 e 1985 da classe GT-1, além de ter participado regularmente da Trans-Am na década de 80.

Além disso, era dono de um dos principais ícones do automobilismo estadunidense, a Newman/Haas, que teve como piloto, um ídolo particular: Mário Andretti.

Deixará muitas saudades, principalmente por seus esforços ao combate às drogas.

Tudo começou com a morte de seu único filho homem, Scott, morto aos 28 anos por uma superdose de álcool com Valium.

Assim, criou uma fundação, cujo dinheiro era arrecadado com a comercialização de molho de espaguete, de pipocas e tempero para saladas, com a marca Newman's Own.

Esse era Paul Newman, um ex-fumante inveterado, que morreu hoje, aos 83 anos, vítima de câncer no pulmão.

Na foto, pouco antes da largada das 24 Horas de Le Mans, quando terminou em segundo lugar com um Porche Turbo.

Sem nome

Ainda não tem nome, mas esta é a Volkswagen Pickup Concept que será mostrada em Hannover, na principal feira de veículos comerciais à nível mundial.

A dúvida fica por conta do momento econômico.

Nos Estados Unidos, grande mercado consumidor destes modelos, elas já não vendem.

A pickup é linda.

Resta saber se ainda conseguirá se "encaixar" na história ou terá "perdido o trem".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Fanfarrão

Durante entrevista publicada no site da revista "Autosport", o chefão Bernie Ecclestone resolveu ironizar os jornalistas que cobrem o GP de Cingapura.

Quando um deles perguntou sobre uma possível mudança do GP da Turquia, ouviu a seguinte resposta:

- Não tenho idéia. Mudar para onde, para o Iraque?

Sobre as férias de verão da Fórmula 1, Ecclestone foi ainda mais irônico.

- Se eu quiser férias, é só não ir para as corridas. E só.

And the winner is ...

Por ordem, o primeiro.

GIUSEPPE FARINA.
1950


Giuseppe Farina foi um excelente piloto, mais conhecido por ser o primeiro campeão mundial na história da Fórmula 1.

Nascido em Turim, Nino começou a correr na década de 30, em corridas de montanha. Em 1934 passou a correr em circuitos, com um Maserati. Em 1936 foi contratado por Enzo Ferrari, competindo a sua primeira corrida na Mille Miglia, terminando em 2o, apenas 32 segundos do líder. Em 1937 e 1940 também termina em 2o.

Ainda em 1937, ele aprende muito ao lado do campeão italiano Tazio Nuvolari, seu companheiro na Alfa Romeo.

Nino vence de 1937 a 1939 o título italiano de fórmulas, antes da eclosão da guerra.

Quando as corridas foram novamente autorizadas, Farina ganha novamente, apenas 5 dias antes do início da primeira temporada de F1.

Em 1950, Farina, com um Alfa Romeo Tipo 158, ganhou a primeira corrida, na Inglaterra, que é também a primeira na história da Fórmula 1. Nino vai ser campeão na última corrida, quando conquista sua 3a vitória no ano, justamente em Monza, à frente do seu colega Juan Manuel Fangio.

Em 1952, ele corre com a Ferrari, mas o italiano Ascari vence tudo em seu caminho. Em 1953 será a mesma coisa, mas Farina vence a sua última vitória, em Nürburgring.

No início da temporada 1954, Farina é uma vítima de um grave acidente com carro esporte. O carro pega fogo e ele é cercado pelas chamas. Foi preciso esperar até 1955 para encontrar Nino, mas logo os reflexos do acidente se fazem sentir, com dores que os analgésicos não conseguem acalmar. Ele corre sua última corrida, no GP da Itália.

Em 1956, tenta participar das 500 Milhas de Indianápolis, sem sucesso.

Giuseppe Farina será o doublé de Yves Montand no filme Grand Prix.

Em 30 de junho de 1966, quando se dirigia ao circuito de Reims para assistir o GP da França, Farina perde o controle do seu veículo.

Ele tinha 59 anos.

esseesse

Comprada em 1971 pela FIAT, a Abarth, fundada por Carlo Abarth em 1949, tornou-se o departamento desportivo da montadora.

Entretanto, depois de algum tempo em stand-by, a Abarth renasce com o lançamento do kit de competição para o FIAT 500.

Intitulado de "esseesse", o modelo virá equipado com motor 1.4 Turbo de 160 cv e será apresentado oficialmente no Salão de Paris, entre os dias 4 e 19 de Outubro.

As fotos são de divulgação da FIAT.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Direito de resposta: Raul Boesel

82 March 821 Cosworth - Boesel - Brands Hatch

Depois do título no Mundial de Esporte-Protótipo, em 1987, Raul Boesel resolveu voltar para a Fórmula Indy.

Nesse período, concedeu uma entrevista à Revista Auto-Esporte, revelando sua versão da história com relação ao IBC.

AE - Sua passagem pela F1 não foi boa e ainda teve aquele caso do patrocínio do IBC. Como é que foi tudo aquilo?

Boesel - Foi uma época em que tinha um pesadelo atrás do outro. Entrei na March em 82, ano de mudança do carro asa para os de fundo plano. Em 83 fui para a Ligier, que fez uma porcaria de carro. Naquele ano, consegui o patrocínio do IBC com o então presidente Otávio Rainho e todo mundo subiu em cima. Só que todos esqueceram que, antes, José Carlos Pace e Emerson Fittipaldi haviam corrido com o Café do Brasil.

AE - E quanto ao patrocínio? Falava-se em US$ 1 milhão...

Boesel - era de US$ 350 mil. Esse negócio de milhão era mentira. Teve época em que andava com uma cópia do contrato na pasta para mostrar para as pessoas. Em 84 não tinha para onde ir, pois estava queimado e sentia que ia piorar. Tinha sido o bode expiatório. As pessoas reclamavam que tinha patrocínio e não guiava nada. Só que não tínhamos estrutura. No GP da Alemanha de 82, resolvi trocar a relação de marchas no warm-up. Quando entrei na pista, os mecânicos haviam invertido a posição da 4ª e 5 ª marchas. Isso é só um exemplo.

AE - Hoje você não se relaciona com o Emerson, mas naquela época parecia que tudo ia bem entre os dois. O Emerson não te deu uma mão?

Boesel - O Emerson não me ajudou em nada!

Algumas imagens a mais

60 Cooper T51 Climax - Schell - Buenos Aires

Uma foto que retrata o automobilismo de outrora.

Bem diferente da época atual, onde pilotos abdicam de testes para participar de desfiles de moda, ensaios fotográficos, encontros com personalidades e etc.

Coincidentemente, Harry Schell sofreu um acidente fatal treinando em Silverstone para o International Trophy, quando seu carro saiu da pista na Abbey Curve.

A foto foi publicada pelo oliver no Fove.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Inspiração

Há alguns dias, publiquei um post sobre o Brabham-Ventilador, um clássico com a assinatura de Gordon Murray.

Entretanto, esse monoposto foi inspirado em outro modelo bastante conhecido nas pistas, o Chaparral 2J, concebido por Jim Hall e John Barnard, pilotado por Jackie Stewart e Vic Elford na Can-Am.

Enormes ventiladores traseiros retiravam o ar debaixo do carro, enquanto uma cobertura plástica vedava toda a lateral, criando assim o efeito solo.

Jim Hall, pioneiro na concepção de novos elementos no automobilismo, continuou competindo na extinta CART até 1996, quando se aposentou.

Quanto ao 2J, foi proibido de correr, pelos mesmos motivos do Brabham.

Alegavam que o carro, imitando um aspirador de pó, sugava detritos na pista e atirava na direção dos adversários.

Quando o Café do Brasil salvou a Ligier

83 Ligier JS21 Cosworth - Boesel - Imola

O jornal francês L'Equipe, em artigo assinado por Marc Hennekinne, noticiou, em 1983, que um acordo entre a Embratur e o Instituto Brasileiro de Café, salvou a Ligier da falência.

O dono da equipe, Guy Ligier, tinha apenas a metade do patrocínio suficiente para a disputa daquela temporada e nenhuma perspectiva para o futuro.

O presidente da França, François Miterrand, um amigo pessoal de Ligier, através do patrocínio da tabagista Gitanes, uma empresa estatal, conseguiu a outra metade do dinheiro e mais o fornecimento dos motores Renault para a temporada seguinte.

Entretanto, a equipe teria que desenvolver um novo carro, o que significaria maiores despesas.

A partir daí, Ligier resolveu alugar seu segundo carro para o brasileiro Raul Boesel, que levou o restante do dinheiro, US$ 1 milhão de dólares, suficiente para que o time retomasse sua história na categoria.

Enquanto isso, a gloriosa Fittipaldi foi obrigada a fechar as portas por falta de patrocinadores.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O número errado

Bom, pessoal.

Aqui estamos e este é o Carburador.

Aqui vamos misturar as coisas.

Tudo, inclusive automobilismo.

Pra começar, vai uma dica.

Muitas vezes vocês escutam falar de pessoas que fornecem suas senhas pelo telefone e caem nos mais variados tipos de golpe.

Pois a dica é esta: NUNCA, mas NUNCA forneçam o número correto na PRIMEIRA vez que lhe perguntarem a senha.

Só se a pessoa que estiver do outro lado do telefone souber a sua senha verdadeira, saberá do erro.

Se estiverem tentando lhe enganar, agradecerão e desligarão.

Pronto, você acabou de salvar-se do golpe.

Até a próxima.

Enquanto a primavera não vem...

Bem, os últimos dias tem sido lastimáveis.

Estou preparando um texto sobre carros clássicos, e está difícil com a correria.

Enquanto isso, uma espécie de pergunta no ar.

O que seria do mundo sem os bem-humorados?

Ou melhor, o que seria do mundo sem os Flagras?

Ah, os Flagras. Aquele momento em que tu passa de um piloto da elite ao maior palhaço do circo.

O bom é que o pessoal leva na boa.

Agora, o Graham Hill está bem-humorado até DEMAIS.

Vergonha na cara é para os fracos.

PS: o texto sai.

Pelo menos essa semana, mas sai.

Mais uma do Blogsport

Caros leitores

Depois da contratação de Gabriel Medeiros, o BlogSport tem a honra de apresentar seu mais novo colaborador:

-Oliver.

Oliver é gaúcho, primo distante de Getulio Vargas, revolucionário de carteirinha e fã de Lewis Hamilton.

Me chantageou um bocado e aqui está ele!

Lembrando que ele está em período de experiência.

Ou mostra serviços em 90 dias, ou RUA!

Brincadeirinha, oliver.

Boa sorte e seja bem vindo!

A Wagon da Ferrari

Encomendado pelo Sultão do Brunei, o 456 Venice Station Wagon tornou-se o primeiro modelo nessa configuração fabricado pela Ferrari.

Lembrando que a Pininfarina utilizou como base, um modelo 456, de carroceria 2+2, motor V12 dianteiro e tração traseira.

Foram fabricados cinco modelos no total.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Luzes

Responsável pela iluminação do GP de Cingapura, a Phillips desenvolveu um refletor capaz de proporcionar um ambiente seguro para os pilotos na pista.

Mesmo em velocidades superiores aos 300 km/h, o sistema evita o reflexo mesmo em dias de chuva, já que os feixes de luz são projetados em ângulos diferentes.

De acordo com os engenheiros, os refletores da Phillips foram projetados para que os espectadores tenham uma experiência inesquecível, atendendo aos padrões da transmissão em HDTV.

O circuito de rua Marina Bay, em Cingapura, tem aproximadamente 1.500 refletores, com quatro metros de distância um do outro.

Colocadas a 10 metros do chão, as luzes foram instaladas em torres com armação de alumínio, colocadas a 32 metros uma da outra.

À noite, as luzes são quatro vezes mais fortes do que em um estádio de futebol, por exemplo.

Correndo nas alturas

Confesso que Cingapura serviu de inspiração para esse post.

Pistas novas são imprevisíveis, ainda mais em uma corrida noturna.

Por isso, vamos relembrar uma pista diferente.

Trata-se da pista de Lingotto, em Turim (Itália), construída na cobertura de um edifício.

Projeto revolucionário dos anos 20, a fábrica foi construída numa área de 400 metros quadrados, em uma antiga fábrica da Fiat.

Com sua curva parabólica e seus 2 kms de extensão, Lingotto ficou conhecida ao aparecer nas cenas de perseguição aos quatro Mini Cooper do filme "Um golpe à Italiana" (Italian Job), de 1969, com Michael Caine.

A fábrica foi desativada nos anos 30, mas o complexo passou a receber uma série de empreendimentos voltados para a sinergia da cidade.

A construção conta agora com um centro de convenções, um heliporto e uma enorme esfera de vidro, que seria destinada a reuniões de negócios confidenciais.

Já o centro da pista conta com o restaurante mais concorrido de Turim.

Destaque para o anel de velocidade inclinado, na foto abaixo.

domingo, 21 de setembro de 2008

Brabham ventilador

Niki Lauda venceu com tanta facilidade o Grande Prêmio da Suécia de 1978, que a concorrência protestou e decretou o fim do projeto criado pelo legendário Gordon Murray.

O carro tinha o fundo totalmente vedado e, na traseira, um ventilador aspirava o ar que circulava embaixo do carro.

O projeto havia sido copiado de um Chaparral, projetado por John Barnard e pilotado por Jackie Stewart na série Cam-Am.

O Brabham acabou sendo proibido sob a alegação de falta de segurança.

A FIA concluiu que o ventilador, ao sugar o ar, produzia um efeito perigoso, arremessando pedras nos carros que vinham logo atrás.

sábado, 20 de setembro de 2008

Memórias sobre Richard Wright.

Já faz alguns dias desde que ouvimos a notícia trágica e, então, a realidade começa a aparecer.

Richard Wright já não está mais entre nós, mas ainda está ao nosso redor o seu trabalho como músico.

É como perder um membro da família. Um amigo próximo. Tenho saudades dele.

Para mim, Richard sempre foi o George Harrison do Pink Floyd.

O mais Pacato. Ele foi muitas vezes deixado na sombra de Roger Waters e David Gilmour, mas suas contribuições são essenciais para o som do Pink Floyd. Sempre pensei, e ainda penso, que ele merecia mais crédito.

Este não é o momento de jogar pedras, mas lembre-se que o seu enorme talento foi fundamental para uma das maiores bandas da história.

Com suas raízes no Jazz e Blues, ele trouxe um pouco deste som orientado em músicas como Breathe, Us and Them e Great Gig In the Sky.

Richard também escreveu algumas peças majestosas, como: Celestial Voices (a parte final de A Saucerful of Secrets), o “outtro” de Echoes e Shine On You Crazy Diamond, parte 9.

A minha favorita sempre foi Wearing The Inside Out.

Ela chamou minha atenção no momento em que a ouvi, depois de ter “baixado” o Division Bell, de 1994.

A letra cabia muito bem a história de Richard, lutando com seus demônios e emoções, após ser demitido, literalmente, do Pink Floyd, por Roger Waters em 1980 e cair na depressão.

Ele era um aposentado após Broken China, em 1996, mas simplesmente ressurgiu das cinzas como um dos músicos mais poderosos da última turnê de David Gilmour.

Richard Wright deixará profundas saudades, mas nunca será esquecido.

Seja bem vindo, Gabriel

A partir de agora, o Blogsport ganha mais um editor.

Trata-se de Gabriel Medeiros, um amigo de Goiânia, admirador dos automóveis, assim como eu.

Um abraço e boas vindas, Gabriel.

Fico muito agradecido e contente com sua participação.

Fórmula Funerária

Precisando de dinheiro para continuar na F1, Arturo Merzario fechou uma cota de patrocínio com uma funerária local, no valor de 10,000 €.

A quantia serviria para estampar a marca da "La Varesina Sofan" no GP da Itália e na corrida extra-campeonato, realizada em Imola, em 1979.

Coincidentemente, Merzario teve muitos problemas financeiros em meados dos anos 80, em decorrência de sua aventura como construtor na década anterior.

Pensou em cometer suicídio, mas colocou as contas em dia correndo de protótipos na Itália.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Outros tempos

Reparem na multidão presente ao Circuito de Osterreichring, Áusria, 1971.

Bons tempos, quando a categoria era acompanhada por verdadeiras multidões.

Entretanto, a falta de organização era uma das marcas registradas daquele período. Basta olhar para a quantidade de pessoas penduradas no muro do pit-lane.

Foto retirada do Fove, postada pelo Adriano Favetta.

Troféu

Sei que é difícil, mas, reparem no troféu que será entregue ao vencedor em Cingapura.

Trataram de confeccionar algo mais elaborado, ao contrário de algumas etapas dessa temporada, quando entregaram prêmios no formato do logotipo do Banco Santander.

Asinhas

Visando a próxima temporada, a Williams testou, em Jerez, novas soluções aerodinâmicas.

De acordo com novas exigências da FIA, as asas dos monopostos serão menores na próxima temporada.

E, talvez, mais alterações estão por vir.

Tudo para facilitar as ultrapassagens, evitando turbulências em tentativas de ultrapassagem.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cascos: Ayrton Senna

Retomando a série dos capacetes, começamos com esse histórico das versões utilizadas pelo inesquecível Ayrton Senna.

O design, criado por Sid Mosca, nasceu por acaso, em 1977, fruto da pressa e dos poucos recursos de quatro brasileiros que foram correr no Campeonato Mundial de Kart.

Como a Federação Internacional exigia as cores do país nos capacetes, Sid aplicou as faixas verde e azul sobre o fundo amarelo.

Algumas imagens a mais

36 Auto Union C - Rosemeyer - Nurburgring

Lembrando que há poucos dias, a réplica desse Auto Union C esteve em exposição no Porão das Artes, Ibirapuera.

Concebido na década de 30, o Type C tornou-se uma lenda das pistas, com seu motor 6.0 de 16 cilindros e 520 cv, que atingia 340 km/h.

O piloto da foto, Bernd Rosemeyer, consagrou-se ao volante do "Silver Arrow", acumulando o título de Campeão Europeu em 1936, impondo-se aos grandes pilotos da época, como Caracciola e Nuvolari.

Esse carro, criado por Audi, Horch, Wanderer e DKW, além de Ferdinand Porsche e Adolf Rosemberger, viveu dias gloriosos também nas mãos de Hans Stuck, Achille Varzi, Ernst von Delius, H.P. Muller e Rudolf Hasse.

A imagem foi postada pelo oliver no Fove.

Mais sobre o post anterior

Com vocês, Luís Augusto Malta, do Antigomóveis, referência quando o assunto são os antigos:

"Sensacional!!

Esses rachas no entorno do Mineirão eram famosos aqui em BH;tem uma curva fechada no final de uma descida que é pura adrenalina.

O bairro da Pampulha, onde fica o Mineirão, foi planejado pelo JK quando era governador; cheio de ruas e evenidas largas, ele ainda era muito pouco movimentado nos anos 50, de modo que era fácil fechar as avenidas, que tinham ótima pavimentação, e fazer um circuito.

A área de escape era o estacionamento do estádio".

Algumas imagens a mais

63 Simca Rally do Edu Malavéia no anel externo do Mineirao

Confesso que tenho pouquíssimas informações dessas corridas ao redor do Estádio do Mineirão, mais conhecido como Autódromo Marcelo Campos.

Além da foto, um filme em super oito, raríssimo, com imagens de uma corrida realizada por lá, talvez, do início dos anos setenta.

Foto postada pelo oliver, no Fove.

Fuck Fiat


Não. Não se trata de uma organização de clientes insatisfeitos com a montadora italiana.

E como foi dito por Fábio Seixas, pode ser uma sigla ou o sobrenome do fundador.

Fico imaginando os adesivos nas traseiras dos carros, com o nome da concessionária.

Talvez fosse até o caso de um reposicionamento, mudando o slogan da marca para Movidos por... er... er... deixa pra lá.

Zastava Yugo

Considerado por muitos o pior carro da história, o Yugo custava apenas 500 dólares, vendendo 57 mil unidades nos Estados Unidos.

Durante a guerra na antiga Iugoslávia, a Zastava foi bombardeada pela Otan, já que fabricou armas e equipamentos militares até 1954, quando passou a montar carros comerciais.

E como outras montadoras do leste europeu, a Zastava produzia seus modelos baseados em Fiats mais antigos, como o 128.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jantar com Regazzoni

Vale a pena acompanhar esse relato do jornalista Marcus Zamponi, retirado de uma coluna da revista Racing.

"(...)Logo após aquele primeiro GP de 1973, eu já estava na Inglaterra, duro, mas orgulhoso de minha recém conquistada função de "aspone" na March, uma indústria de carros de competição.

Eu via os pilotos meio de longe e era louco para participar de algum papo, ouvi-los na intimidade.

Mas não tinha chance.

Belo dia, meu guru da época, o italiano Sandro Angeleri telefonou com o convite: "O que está fazendo? Estou indo jantar com o Rega em Swiss Cottage. Vai cruzar a gente".

Saí babando.

Logo com o Clay Regazzoni? Lancei um desodorante meio vagabundo, escolhi a roupa menos amassada e em meia hora estava lá, um restaurante metido a besta, ao ar livre.

Eles já estavam instalados.

A estrela me recebeu com educação, sempre o maior sorriso no meio do bigode. Eu queria ouvir tudo, saber dos bastidores, captar um pouco daquele arquivão de emoções.

O cara falava, falava ... mas, só de mulher.

Tudo bem, afinal - aleluia! - , era o Clay Regazzoni, eu estava ali de frente para ele e o Sandro meio enviesado. Lá pelas tanta, sinto uma alisada na batata da perna.

Não liguei.

Logo depois outra, e mais outra mansinha, ardilosa. Olhei para o Regazzoni e ele me olhava bem nos olhos, fisionomia séria.

Fiquei na minha.

Outra alisada e imaginei a maior decepção.

Poxa, só faltava meu herói ser veado.

Mais outra e o bicho me encarando.

Aí, quando pintou de novo aquele encosto safado não tive dúvida, mandei o maior bico.

No que eu tentava me recompor, ouvi um miado murcho e um gato saiu do meio de nós, correndo pelo jardim.

Olhei com cara de bunda para o Regazzoni, que ria com gosto.

Aí, ele virou-se para o Sandro e falou em italiano: "Nossa, pensei que o teu amigo estava me alisando...". (...)

Mofo: Jeep

"O Jeep, o Dakota e o Navio de Desembarque foram as três ferramentas que ganharam a guerra".

São palavras do presidente Eisenhower, que definem a importância desse utilitário na Segunda Guerra Mundial.

Nascido dos esforços de guerra dos Estados Unidos, no final da década de 30, o Jeep foi um dos modelos pioneiros no Brasil, sendo fabricado inicialmente pela Willys, em 1956.

Seu nome se originou na sigla "GP" - General Purpose ou Uso Geral.

No final dos anos 60, a Willys foi adquirida pela Ford no Brasil, que fabricou o modelo até 1983.

Como curiosidade, não podemos esquecer que o Jeep serviu de base para um projeto experimental surpreendente.

O Hafner Jeep ou Rotabuggy foi desenvolvido pelo exército britânico, em 1942, para ser lançado de um avião, com sua tripulação embarcada e pronta para sair rodando.

As hélices serviam para controlar a velocidade da queda, que chegava a 243km/h.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Red Bull em Brasília

Para quem mora em Brasília, uma ótima notícia.

A Red Bull anunciou que fará uma demonstração pelas ruas da cidade, no dia 11 de outubro, em percurso que passará pela Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes, Palácio do Planalto e Congresso Nacional.

O monoposto da equipe será conduzido pelo canadense Robert Wickens, de 19 anos, piloto da Red Bull Júnior na World Series.

Lembrando que o mesmo evento já foi realizado em São Paulo, em 2006, quando Michael Ammermüller, piloto de testes da equipe naquela ocasião, passou por alguns pontos históricos da cidade, como o Teatro Municipal e Ibirapuera.

Infelizmente, naquela oportunidade, a organização marcou e desmarcou o evento por inúmeras vezes, provocando o esvaziamento da demosntração, que aconteceu na madrugada.

Algumas imagens a mais

54 Maserati 250F - Bira - Reims

Como destaque de hoje, temos o príncipe Birabongse Bhanutej Bhanubandh, ou, simplesmente, Prince Bira, da Tailândia, que fez muito sucesso correndo nas voiturttes, uma espécie de categoria menor dos Grand Prix.

Sua história no automobilismo começou em 1935, na Inglaterra, quando foi correr com o ERA da equipe White Mouse, comandada por seu primo, o Príncipe Chula Chakrabongse.

E foi com o Maseratti da foto, em 1954, que venceu o GP extra oficial da Nova Zelândia, talvez, seu grande momento na Fórmula 1.

No dia da realização do GP de Reims, naquela mesma temporada, Bira caminhava para a conquista de uma importante terceira colocação, quando seu carro fica sem combustível.

Mesmo assim, classifica-se em quarto.

Lembrando que as cores da Tailândia no automobilismo, foram definidas pelo príncipe a partir do azul do vestido de uma de suas conquistas amorosas.

Faleceu em uma estação do metrô londrino, em 1985, após um ataque cardíaco.

Foto publicada originalmente por oliver no Fove.

domingo, 14 de setembro de 2008

Sem medo da chuva

Uma vitória que mostra o quanto um piloto ainda é importante na condução de um carro de F1.

Longe de ser mais um de perfil robotizado, Vettel venceu em um dos palcos mais importantes da F1, sem cometer erros, com pista sob condições adversas.

Marcou seu nome na história, ao ser o mais jovem a conquistar pole e vitória, em um final de semana glorioso.

Em domingo de pouca inspiração para os pilotos ferraristas, Vettel conquistou os italianos, ao dar espetáculo com seu Toro-Rosso de propulsor Ferrari.

Aliás, Felipe Massa precisa acordar, ou torcer por tempo seco no restante da temporada.

Até porque, Hamilton tornou-se um piloto mais completo em qualquer situação, e sua combatividade em Monza prova isso.

sábado, 13 de setembro de 2008

Tudo definido na GP2

Neste sábado, correndo em casa, o italiano Giorgio Pantano conquistou o título de 2008 na GP2.

Lembrando que o veterano piloto, de 29 anos, já teve passagem pela Fórmula 1, onde conquistou pouca coisa de relevante.

Sequer completou a temporada, já que foi substituído por Timo Glock, campeão da GP2 no ano passado.

Pantano ficou com a imagem do aluno repetente, que rende muito mais que os outros nas aulas de Educação Física, por causa de seu tamanho, malandragem e etc.

Até por isso, dificilmente terá uma nova chance na categoria máxima do automobilismo.

De mudança

Não...

Dessa vez não vou falar do dramalhão mexicano (ou espanhol) envolvendo Fernando Alonso e todas as equipes do grid da F1.

Vou falar de algo muito mais importante, da mudança de endereço do Blig Groo.

Agora, Ron Groo faz parte da grande família Blogspost.

Seja bem vindo Groo e, no que precisar, estamos aí.

Para aqueles que não conhecem, vale a pena acompanhar a saga do destemido Ron nessa nova fase.

Anotem aí:

http://www.blogdogroo.blogspot.com/

Ah sim...

A imagem que ilustra esse post foi tirada do novo cabeçalho da página do Ron, que representa um pouco de sua paixão pelo automobilismo.

Enjoy it!!!

Feito histórico

Treinos classificatórios com chuva são sempre surpreendentes.

E, hoje, na mítica Monza, não poderia ser de outra forma.

O Q2 logo eliminou dois candidatos ao título, Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, que faziam voltas solitárias, em busca do impossível.

Enquanto isso, Felipe Massa conseguiu uma volta fantástica, ocupando o 10º lugar que era de Kubica.

A partir dali, aquele que é considerado o patinho feio das corridas na chuva, foi além de qualquer expectativa, ficando com uma honrosa sexta colocação.

Porém, o destaque fica todo para a pole de Sebastian Vettel, um feito inimaginável no distante início de temporada.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Motivos de preocupação

O brasileiro da Ferrari, Felipe Massa, terminou os treinos dessa sexta-feira, em Monza, na sexta colocação.

Entretanto, o brasileiro terá que melhorar sua performance, pois seu retrospecto nessa pista é muito ruim.

Para se ter uma idéia, Felipe Massa nunca marcou pontos no GP da Itália, como podemos observar nesse demonstrativo abaixo.

2007 ab Ferrari 10 Suspensão
2006 09º Ferrari 53 ( +45.955s )
2005 09º Sauber 53 ( +1m 15.413s )
2004 12º Sauber 52
2002 ab Sauber 16 Furo

E, para piorar sua situação, a previsão é de chuva para esse sábado.

O carro do pecado

O australiano Alan Jones surpreendeu ao liderar o Grande Prêmio de Brands Hatch, válido pela Corrida dos Campeões de 1976.

Entretanto, o feito não foi mostrado pela TV inglesa.

Tudo porque, o capenga Surtees de Jones, carregava o patrocínio da Durex, uma marca de preservativos masculinos.

Para sorte do britânicos, Alan Jones chegou "apenas" em segundo lugar.