sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uma pintura

Enfim, foi apresentada a pintura da Williams para a temporada 2009. Não mudou muito em relação aos anos anteriores e já não era novidade, pois os patrocinadores fizeram o favor de vazar o desenho em seus respectivos sites.

Aliás, se a Dacon, do post anterior, houvesse algum dia tentado a F1, utilizaria exatamente essa pintura.

E nada de Saudia Airlines, anunciada como possível patrocinadora para essa temporada. Talvez, a crise tenha espantado os árabes, parceiros históricos nos primórdios da escuderia.

Ao que tudo indica, a RBS honrará seus compromissos nessa temporada. Em 2010, "área". Assim, Frank Williams terá de correr, novamente, atrás de dinheiro. Nos últimos tempos, ficou a impressão do time ter perdido o "trem" da história.

A Williams foi castigada, muitas vezes, por ser rápida, inovadora e um adverário leal. Agora, sofre por isso. O primeiro golpe veio depois da conquista do primeiro campeonato de pilotos, em 1980, com Alan Jones. A FIA proibiu os monopostos de utilizarem qualquer parte móvel na carenagem.

Depois, um golpe mais duro: - Proibiu-se a suspensão ativa, com a alegação do veto aos computadores de bordo em um novo regulamento. Sem contar que foi abandonada por grandes fornecedores de motores, como Honda, Renault e BMW. Teve de improvisar em algumas circunstâncias, apelando para Judd, Mecachrome e Cosworth.

E, em 1994, quando esperavam um ano arrasador, aconteceu o acidente na Tamburello. Em razão disso, trouxeram talentos dos Estados Unidos. De lá, vieram Jacques Villeneuve, Alessandro Zanardi e Juan Pablo Montoya.

Foram-se os patrocinadores...

Mas a tradição resistiu.

Que parem de perseguir "Sir" Frank.

Vida longa ao garageiro...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

De A a Z: O KG da equipe Dacon

Tudo começou quando o empresário Paulo Goulart, dono da concessionária Volkswagen Dacon, resolveu construir um carro para vencer as Mil Milhas. E, para enfrentar a forte concorrência das equipes de fábrica, protótipos e carreteiras, importou motores do Porsche 904 e os instalou nos Karmann-Ghia.

O resultado foi um verdadeiro puro-sangue, com 200 cv de potência e carroceria de plástico e fibra de vidro. O azul escuro foi sugestão de José Carlos Pace, um dos pilotos da equipe.

O começo foi complicado, pois a equipe não alcançou o resultado esperado. Logo na estreia, os quatro carros inscritos abandonam com problemas mecânicos. Na corrida seguinte, nos Mil Quilômetros da Guanabara, a equipe faz dobradinha. Feito alcançado mais três vezes nas quatro corridas seguintes.

No total, foram cinco vitórias em dez corridas disputadas. Em uma delas, uma épica vitória sobre o Malzoni de Chico Lameirão, durante disputa do Troféu Prefeito Faria Lima, em Interlagos.

Infelizmente, apesar das conquistas, a equipe deixa de existir oficialmente, depois de um ano e meio nas pistas, em 1967, por motivos financeiros. A Concessionária existiu até 1996, quando fechou suas portas.

Quanto aos Karmann-Ghia, foram vendidos para os irmãos Fittipaldi, José Carlos Pace e os irmãos Varanda.

De um deles, após um acidente em Interlagos, surgiu o Lorena.

Mas, isso já é uma outra história.

Os adesivos da Escuderia Dacon: "Tartaruga No.2"...


e a "Corujinha" de Anisio Campos.

Os carros chegando para correr no Rio de Janeiro, em 1967...

Mais uma...

Mais uma no Rio...

A corrida em Brasília, com a Catedral ainda em construção

A chegada dos três carros da Equipe Dacon em Brasília: -Despedida!

Ahhh... as imagens foram encontradas no Obvio!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Imagens de uma era

Ontem, o blogueiro Daniel Bacchieri informou que montou um espaço com com centenas de fotos dos GPs de F1 da Argentina, das temporadas de 1972, 1973 e 1974 tiradas por seu pai, Antônio Carlos Bacchieri Duarte.

Uma verdadeira viagem, com imagens "in loco" dos anos de ouro da F1.

Inclusive, separei algumas da corrida de 1972:

Andrea De Amich

Emerson Fittipaldi

Até hoje, deparei-me com pouquíssimas fotos do Dave Walker. E essa foi uma das melhores que vi.

Grande Clay Regazzoni. Aqui, sem o bigodão.

Emerson e Colin Chapman.

Denny Hulme e, reparem, Peter Revson mordendo a aste de seu Ray-Ban.

Stewart e Hulme

Ronnie Peterson nos tempos da March.

Carlos Reutemann correndo em casa.

O sueco Reine Wissel.

Jack Ickx.

Niki Lauda, também de March.

O Brabham de Graham Hill.

Que detalhe. Uma coleção de reflexos sobre o logotipo da John Player Special. No mais, reparem nos logos das petroleiras concorrentes: -a Texaco, parceira da Lotus, e a YPF, patrocinadora do GP.

Para encerrar, uma imagem mais detalhada do Cosworth.

Depois, teremos 1973 e 1974.

Agradecimentos especiais ao Daniel. E aproveitem para elogiá-lo nos comentários, pois deve ter dado um trabalhão organizar todas essas fotos.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pobre Saab

Por conta do carnaval, quase passa batido por aqui. A Saab entrou com pedido de insolvência, situação em que a empresa acumula uma quantidade de dívidas excessiva e não é capaz de saldá-las. Infelizmente, essa ação pode acelerar a falência da marca.

Para escapar dessa situação, e empresa necessita de uma ajuda de 1 bilhão de dólares. Uma união com a Opel poderia ser a única saída para as duas montadoras do grupo General Motors.

O governo da Suécia já avisou que não prestará qualquer tipo de assistência à Saab. Assim, a empresa ainda tenta obter um empréstimo de 6 bilhões de dólares junto aos governos de Inglaterra, Alemanha, China e Tailândia.

Por enquanto, a montadora vai manter a produção, à medida em que se reorganiza para atrair algum comprador.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

De A a Z: Jegue Voador

Quando essa sequência chegou na letra "jota", lembrei prontamente de Jim Clark. Além de ser um de meus favoritos, Clark tem uma história das mais interessantes.

Entretanto, existem inúmeros textos na internet que relatam sua obra e vida. Meu texto, escrito de modo simples, poderia ser apenas mais um entre tantos na internet.

Assim, resolvi contar duas passagens de um personagem pouco conhecido do nosso automobilismo, que esforçou-se para evidenciar o automobilismo nordestino.

Trata-se de Rogério dos Santos, mais conhecido como "Jegue-Voador".

Quando da realização de uma prova do Brasileiro de Marcas, em 1988, Rogério roubou a cena e venceu gente famosa.

Naquela oportunidade, Rogério estava há 12 anos na batalha do automobilismo e ainda era desconhecido do grande público dos autódromos.

Mas, disposto a mudar sua situação, emprestou um carro do usineiro carioca João Batista Lyzandro Gomes e foi disputar aquela que seria a primeira prova do certame, em Interlagos.

O carro, um Passat branco, permanecia imaculado, sem logotipos de patrocinadores. Entretanto, mesmo sem dinheiro, passou a acreditar na vitória logo no início da corrida.

"O carro estava ótimo e quando o Andreas Matheis passou a ter problemas, parei no boxe, troquei um pneu e coloquei combustível. Assim, o carro passou a render mais e venci".

Simples, em suas palavras.

Rogério pode ser lembrado por outro milagre: -levou, praticamente sozinho, uma etapa da Fórmula Uno, um de nossos principais campeonatos nos anos noventa, ao novíssimo circuito de Caruaru.

Paciente, ouviu muitas reclamações, já que os envolvidos não queriam viajar tantas horas para chegar ao autódromo. Negociou com patrocinadores e políticos da cidade, além de se desdobrar para alocar toda a delegação na pequena cidade do Pernambuco. "Fiquei sem dormir durante três dias".

Infelizmente, a corrida para Rogério durou apenas oito voltas, quando abandonou com problemas no monobloco.

Porém, já havia conseguido sua maior vitória, levar o automobilismo brasileiro de ponta para sua cidade.

Ps.: Nesse período de carnaval, vou tirar uns dias de folga. Pode ser que o oliver apareça por aqui, com seus textos sempre fantásticos.

Abraço a todos e bom carnaval.

Se dirigir, não beba. Se for beber, me chame.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Esportista

Essa é uma foto que representa um verdadeiro esportista.

Trata-se de Petter Solberg, que ficou a pé após a retirada da Subaru do WRC.

Para o tradicional Rali da Noruega, Solberg reuniu algumas pessoas do antigo staff técnico da Prodrive e comprou um antigo Xsara 2006, que havia sido de Sebastian Loeb.

Correndo sem o apoio oficial da Citröen, o norueguês mostrou, mais uma vez, a versatilidade de um piloto de Rali.

Chegou em sexto lugar.

A vitória ficou com Sebastian Loeb (mais uma!).

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nascido de uma brincadeira

Lançado na 5ª edição do Salão do Automóvel, no Ibirapuera, o Spyder Willys Protótipo 1300 nasceu de uma conversa de "brincadeira" entre Tony Bianco, Nelson Enzo Brizzi e Luis Antonio Grecco.

Primeiramente, surgiu o molde do que seria o carro.

"Só para brincar" declarou Tony na época.

Em cima do molde, foi batida a chapa de alumínio.

Aos poucos, o carro adquiriu forma, embora Tony não acreditasse que dali sairia um carro de dois lugares.

Com o incentivo de todo departamento de competições da Willys, o protótipo ficou pronto em tempo recorde: 3 meses e 11 dias.

Depois, esse mesmo protótipo foi convertido no Bino Mark II.

Vale lembrar que o chamavam de "Bino" em homenagem o piloto e chefe da equipe Willys, Christian Bino Heins, que morreu nas 24 Horas de Le Mans de 1963, pilotando um protótipo Renault Alpine M63.

E o carro estreou com vitória, nos 1000 Kms de Brasília, pelas mãos de José Carlos Pace e Luís Pereira Bueno.

Mas essa já é uma outra história, que logo será abordada por aqui.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O pau da barraca

Pois o SENADOR JARBAS VASCONCELOS resolveu chutar o pau da barraca e atirar a "m" no ventilador.

Disse, textualmente, que o partido dele, o PMDB é "um partido sem bandeiras, sem propostas, sem norte" e boa parte dos filiados "quer mesmo é corrupção".

Questionado a respeito de tão FORTE declaração, o Presidente do PMDB disse que nem levaria a sério e "esqueceria".

CADÊ CPI AGORA ???

"m" de pais, "m" de congresso, "m" de ...

Não, que isto.

Eles estão lá com o voto.

Eles estão lá legitimamente.



"m" de povo.

Aquele que vos domina tanto só tem dois olhos, só tem duas mãos, só tem um corpo, e não tem outra coisa que o que tem o menor homem do grande e infinito número de vossas cidades, senão a vantagem que lhe dais para destruir-vos. De onde tirou tantos olhos com os quais vos espia, se não os colocais a serviço dele? Como tem tantas mãos para golpear-vos, se não as toma de vós? Os pés com que espezinha vossas cidades, de onde lhe vem senão dos vossos? Como ele tem algum poder sobre vós, senão por vós? Como ousaria atacar-vos se não estivesse conivente convosco? Que poderia fazer-vos se não fôsseis receptadores do ladrão que vos pilha, cúmplices do assassino que vos mata, e traidores de vós mesmos?

La Boétie - Discurso da Servidão Voluntária.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dou-lhe uma, dou-lhe duas ...

Pois os aficcionados e interessados que me perdoem.

O post vai cheio de falhas, mas a surpresa da notícia escutada uma única vez não me saiu da cabeça e tenho que repassá-la, mesmo com as lacunas na informação.

Será leiloado na França um Bugatti Type 57S (é parecido com o da foto).

O carro foi encontrado numa garagem, onde permaneceu guardado pelos últimos 50 anos.

O detalhe é que NADA foi feito no automóvel, a não ser uma limpeza (ele nem anda).

Outro detalhe é o preço mínimo: 3 MILHÕES, ...

DE EUROS.

Fica a notícia.

Quem quiser participar terá que buscar maiores informações sobre local e data.

E se alguém daqui adquirir, favor postar algumas imagens.

De A a Z: Interlagos

Christian Heins e Max Pierce com o Interlagos 001

Com a missão de associar modernidade à marca e acreditando no prestígio das corridas, a Willys passou a fabricar o Alpine, um esportivo montado sobre a plataforma Renault.

Logicamente, a idéia agradou o idealizador do modelo, o francês Jean Redelée. Com o aumento da produção, poderiam competir nas pistas como um Grã-Turismo –categoria esportiva que exigia um número mínimo de carros fabricados.

Por sugestão de Mauro Salles, nosso primeiro esportivo foi batizado como “Interlagos” para homenagear o tradicional autódromo paulistano. E o logotipo, duas bandeiras quadriculas cruzadas, foi copiado do símbolo das 500 Milhas de Indianápolis.

Apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em 1961, o modelo foi pioneiro no Brasil na utilização de plástico reforçado com fibra de vidro. E, com ele, a Willys passou a dominar o cenário das corridas no Brasil. Nessa fase, podemos destacar a vitória de Bird Clemente nas 200 Milhas de El Pinar, no Uruguai, em 1964 -primeira de um carro "brasileiro" no exterior.

Somente mais tarde, com a chegada de modelos importados, a Willys resolveu trazer três Alpine A-110, em 1966, equipados com motor Renault de 1300 cm³.

Posteriormente, a Willys transformou esses mesmos Alpine nos lendários Mark I, vencedor das Mil Milhas de 1967.

Abaixo um pouco da história do carro em fotos:

Christian Heins, Nelson Enzo Brizzi e Luis Greco.

Luiz Pereira Bueno nos 500 Km da Barra da Tijuca, 1965

O Mk-I #21 de Carol Figueiredo nos 500 Km da Guanabara, 1967

Troca de pilotos nos 500 Km da Guanabara, 1967

#22 Bird Clemente em Jacarepaguá nos 500 km da Guanabara, 1968

Gloriosa vitória de Bird Clemente

Carol Figueiredo e o Mark I #21

Fernando "Feiticeiro" Pereira e o Mark-I #85 (antigo #22 da Equipe Willys)

Luiz Pereira Bueno, vencedor nas Mil Milhas Brasileiras de 1967

Os Alpine A-110 #46 e #47 da Equipe Willys no Autódromo de Jacarepaguá

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fabuloso Fittipaldi

Às vésperas de uma corrida na França, a F1 dividia as atenções com um crime que havia sensibilizado toda opinião pública: -um homem havia matado a própria esposa e jogado o corpo numa lata de lixo.

Em meio aos barulhos dos motores nos boxes, um policial à paisana, com uma foto na mão, aborda Emerson Fittipaldi com a seguinte recomendação:

-"Preste atenção em todos à sua volta. Se reconhecer esse homem, peça para alguém nos avisar".

Com sua costumeira gentileza, Fittipaldi concordou, mas sem dar muita importância ao fato.

Porém, logo depois, o assassino aparece à sua frente.

Poucas vezes nosso herói lutou tanto contra sua própria consciência. O que fazer? Ignorá-lo ou dedurá-lo para a polícia?

Na dúvida, Emerson escolheu a segunda opção.

-"Maria Helena" - cochichou à sua mulher - "avise a polícia".

Então, a polícia prende o criminoso e rende todas as honras ao piloto brasileiro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pin-up

Em 1976, Alexander Hesketh já havia se retirado da F1. Entretanto, seus carros seguiram nas mãos de particulares e com o apoio da Penthouse.

Nas fotos, Rupert Keegan se diverte com uma "pin-up" da revista.

Vida difícil desses pilotos.

Perua Familar Wagonqueen

Costumeiramente, falamos dos carros por sua beleza ou potência. Mas, os excêntricos também tem vez aqui no Blogsport.

Hoje, falaremos de um clássico diferente: -a Perua Familar "Wagonqueen", do filme Férias Frustradas.

Tudo começa quando Clark Griswold, um otimista por natureza, deixa seu Oldsmobile Vista Cruiser como entrada em um novíssimo "Super Sportswagon".

Entretanto, logo é enrolado pelo vendedor que, na falta do modelo em questão, empurra uma "Perua Familar Wagonqueen", na cor ervilha-metálico, para o pobre Clark.

"O carro ideal para atravessar os Estados Unidos" nas palavras do vendedor.

O modelo, criado por Geoge Barris (citado recentemente no post do Porsche de James Dean), utilizava um clássico Ford LTD Country Squire, modificado para ser um carro pouco usual.

Na dianteira, instalaram oito faróis, duas grades mal resolvidas, um adorno em forma de coroa e o bocal do tanque de gasolina -uma péssima solução para um motorista mais desatento.

Nas laterais, acabamento em madeira, luz de neblina, vidros do porta-malas desproporcionais, entradas falsas de ar e gigantes coroas que decoravam a coluna traseira e as calotas.

Na parte traseira, quatro lanternas e duas enormes maçanetas para abertura do porta-malas.

Apenas três veículos foram produzidos e, em uma rápida pesquisa na internet, nota-se que existem muitas réplicas circulando por aí.