terça-feira, 31 de março de 2009

Playboy

A Revista Playboy irá patrocinar a LCR Honda do piloto francês Randy de Puniet’s na MotoGp.

O contrato foi concebido para exposição da famosa marca de Hugh Hefner nas corridas da Espanha e do Japão.

O Quatar, primeira etapa do Campeonato, não foi incluso no projeto em função das leis daquele país.

E, nessa primeira sessão de fotos promocionais, a bela "coelhinha" Franceska Lukasik apareceu ao lado da moto e de Puniet's (blargh!).

O contrato foi fechado pela edição italiana, mas o time já negocia com proprietários de outras licenças para estender o patrocínio para corridas em outros países.

Em alta, o título passa a ser publicado, nessa semana, também em Portugal.

Abaixo, um pouco do ensaio fotográfico:

domingo, 29 de março de 2009

Crônica de uma vitória anunciada

A maior vitória de todos os tempos.

Sim... A maior de todas.

Não se trata apenas da vitória de um inglês, outrora queridinho de seus compatriotas, mas, sim, a vitória de todos nós.

Quando da disputa de uma corrida de F1, faça chuva ou faça sol, lá estamos nós, procurando uma tv para acompanhar a "corrida".

Aliás, quantos de nós já correu de casamentos, batizados, aniversários ou passeios com a namorada (ou namorado no caso das meninas) para estar ali, acompanhando, às vezes, uma monótona corrida? Uma França ou Hungria da vida?

Monótonas, na realidade, somente para quem nunca sentiu o coração batendo mais forte, pouco antes de uma largada.

Corremos riscos até mesmo de perder o emprego em tempos de crise, apenas para participar de blogs e fóruns em horário de serviço.

Não importa se existe pouco espaço para o automobilismo na mídia. Nós já temos, na realidade, nosso lugar; seja na internet ou em um bar, compartilhando novidades, entrevistas, histórias e etc.

E, mesmo que haja perseguição do dono do espetáculo, lá estamos nós, insistindo, postando vídeos no youtube.

Muitos chegam a nos contrariar: -F1? Mas isso não é esporte.

Porém, não faz mal. Temos algo extra, denominado "automobilismo". E não precisamos nos rivalizar com ninguém. Temos nossos próprios deuses, não precisando denominar os melhores de Pelé.

Não, obrigado. Temos Senna, Piquet, Fangio, Clark, Schumacher e... um monte.

Não temos um só.

Sim, somos fanáticos.

Inclusive, somos persistentes, esperando pelo improvável. Os mais nostálgicos, como eu, esperam, tão somente, pela reedição de acontecimentos passados.

Improvável? E, o que seria improvável?

Um polonês vencer um corrida de F1? Ou o mesmo polonês sair ileso de um dos maiores acidentes de todos os tempos? Um jovem alemão vencer em um dos palcos históricos da categoria, em uma equipe novata?

Não. Não seria o bastante.

Fazemos muito pelo "esporte".

A empresa sem alma ou sem escrúpulos, se foi. Afinal, segundo eles, ninguém compra carro motivado pela paixão surgida nas pistas. E não seria um pequeno grupo de pessoas que colocaria em xeque a administração de executivos que estão acima do bem e do mal.

Agora, tudo está nas mãos de uma cooperativa de funcionários, liderada por um dos maiores vencedores da história do automobilismo. Realizado profissionalmente, fez parte do maior time de todos os tempos e ajudou a tirar o gigante adormecido do ostracismo, ganhando tudo o que poderia se imaginar.

Poderia, inclusive, ter continuado com suas pescarias na Malásia.

Mas, e o improvável?

Como em um casamento, resolveu manter a base dos momentos ruins. Colocou umas faixinhas amarelas no carro e lá se foi para a Austrália, correr atrás do milagre.

Conseguiu excelentes marcas em todo o final de semana, dominando a primeira fila.

Ferrari e McLaren?

Hoje sim?

Hoje não. Esse é nosso dia.

A corrida já tinha um vencedor.

E uma dobradinha?

Tudo dependeria de muita competência de "nosso representante", vítima, por duas vezes, de acidentes provocados por outros pilotos.

"Mas, o Raikkon..."

Não, hoje não! Esse é o nosso dia.

Nem que para isso o tal do polonês e o tal do alemão, citados anteriormente, fossem os barbeiros da vez.

Esse, era o dia do improvável, uma vitória anunciada nas semanas que antecediam ao espetáculo.

Sim, meus amigos, eles já foram para a pista vencedores.

Agora, "simbora" para a Malásia.

Garfield



Acho que todos conhecem o gato.

Lembro de uma tira que li.

Era inverno e o dono dele (não lembro o nome) fez um blusão.

Quando ele vestiu o blusão saiu reclamando:

- Horroroso, pavoroso, mas quentinho.



Pois a F1 lembrou isto.

Horrorosa, pavorosa, mas funcional.

Extremamente funcional.

Vai ser um ano onde as corridas serão emocionantes, independentemente da chuva.

sábado, 28 de março de 2009

Crônica de uma pole anunciada

Como esperava-se, dobradinha da Brawn na primeira fila, com Button e Barrichello (primeiro e segundo respectivamente) motivadíssimos, andando muito. Aliás, para quem achava que Barrichello estava acabado, a resposta foi dada na pista, em grande estilo.

Abrindo a segunda fila, Sebatian Vettel, da Red Bull, que errou nos primeiros treinos, mas mostrou maturidade para acertar a mão quando a coisa era pra valer. Ao seu lado, Robert Kubica, com o BMW Sauber sem KERS.

Ferrari e McLaren? Ninguém sabe, ninguém viu. Inclusive, Hamilton foi punido pela troca da caixa de câmbio e larga da décima oitava posição.

Ah, sim. Em virtude da corrida deste domingo, a coluna "Automobilismo de A a Z" será publicada no próximo final de semana.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Lugar de direito

Para alegria de muitos, a Williams voltou a ser destaque em um dia de treinos. Alvo de muitas críticas durante a pré-temporada, Nico Rosberg acelerou fundo a barata e cravou o melhor tempo do dia em Melbourne.

Entretanto, o resultado caiu para segundo plano diante das inúmeras críticas dos adversários, referentes ao difusor de ar utilizado por Brawn, Toyota e Williams. Inclusive, houve um protesto formal por parte da BMW Sauber.

O tal equipamento possui uma parte central em forma de U e se aproveita de um capítulo do regulamento, que permite o desenvolvimento de algumas áreas para funcionar como difusor. Além disso, outra regra pede que a peça esteja ligada ao fundo plano do carro, coisa que Williams, Brawn e Toyota fizeram.

Assim, nos resta torcer para que o resultado da corrida passe longe dos tapetões e que tudo seja resolvido dentro da pista.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Brawn... e Wolf

Já não era sem tempo.

Mais um mundial terá início, daqui a algumas horas, em Melbourne.

Ao contrário de alguns anos atrás, há um clima diferente no ar. Um clima quase que "setentista".

E a expectativa de um grande mundial é compartilhada por todos, tendo em vista que todos começam do zero, em virtude das novas regras e padronizações.

Assim, em pé de igualdade, a Brawn GP, com poquíssima quilometragem, inicia sua história na F1, correndo atrás do milagre.

Inclusive, lá se vão 32 anos do último construtor vitorioso em uma prova de estréia. Na oportunidade da realização do Grande Prêmio da Argentina, de 1977, Jody Scheckter venceu, após ter largado da 11ª posição. O time, de propriedade do milionário Walter Wolf, se saiu vitorioso em mais duas ocasiões naquele mesmo ano, no Canadá e na badalada corrida monegasca.

Infelizmente, o time teve vida curta na F1, já que foi vendida para os irmãos Fittipaldi, três anos depois de sua fundação.

Aliás, a Brawn, carismática como a Wolf, ganhou um adversário de peso nos bastidores. Trata-se de Bernie Ecclestone, que, na falta do que fazer, escolheu o time de Brackley para pegar no pé. Como todos sabem, o chefão tentou completar o orçamento do management buyout da equipe, o que foi negado por Brawn e Fry.

Vingativo, Ecclestone, dono dos direitos televisivos da F1, resolveu considerar a Brawn um novo time. Assim, a equipe ficou 22 milhões de euros mais pobre.

Dinheiro que faria falta em qualquer circunstância, ainda mais em tempos de crise mundial.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Dá nojo

Desculpem, vai sem foto.

A foto possível não faria bem para os olhos, ou para o estômago.

Um senador (não lembro o nome), propôs acabar com os privilégio dos julgamentos para TODOS.

Tanto membros do executivo, do legislativo e do judiciário, haveriam de ser julgados por um juiz de primeiro grau, como todo mundo.

Depois, e só então, os recursos.

Outro senador, o DEMÓSTENES TORRES PRETENDE MANTER OS PRIVILÉGIOS para o executivo, judiciário e, evidentemente, o legislativo.

Pra que tudo isto ???

Seguinte.

Quem assistiu a globonews hoje foi BOMBARDEADO com uma PROPAGANDA SUBREPTÍCIA que dizia que o privilégio NÃO PODERIA ACABAR por que os membros do mensalão teriam um julgamento demorado.

Pow.

O que o c# tem haver com as calças ???

Estão pretendendo, FERRENHAMENTE, a manutenção de um PRIVILÉGIO ESPÚRIO, que não se justifica na medida em que estas pessoas PERDERAM O RESPEITO SOCIAL a custa de decisões corporativistas e ilegalidades impunes.

E a globonews tá junto com o demóstenes torres nisto.

Porque ???



Pior de tudo é que o povo aceita, quieto.



Um grande abraço a todos.

Perdoem o "sumiço", mas em breve estarei incomodando de novo, com o The Winner Is, o Pensamento do Dias e, quem sabe, algumas novidades que o Felipe tenha deixado escapar.

Ma che

Na foto, o italiano Mauro Forghieri, que por muitos anos foi diretor técnico da Ferrari, dando uma bronca, no melhor estilo italiano, no então test-driver Mauro Baldi.

Inclusive, durante os anos em que trabalhou na equipe italiana, conquistou quatro títulos de pilotos, com John Surtees (1964), Niki Lauda (1975 e 1977) e Jody Scheckter (1979).

No Campeonato de Construtores, foram sete títulos.

Deixou a Ferrari em 1987 para assumir o cargo de diretor técnico da Lamborghini Engineering.

Por lá, projetou o motor V12 que seria fornecido para a equipe Lola.

Ainda na montadora italiana, administrada pela estadunidense Chrysler, assumiu, em 1991, o projeto da equipe Lambo.

Infelizmente, as coisas não deram muito certo, como pode ser visto na foto.

O mexicano Fernando González Luna, um dos idealizadores do time, sumiu e, com isso, US$ 20 Milhões deixaram de ser investidos na equipe.

Depois disso, a Lamborghini forneceu motores para a Minardi em 1992 e Larrousse em 1993.

Ainda naquele ano, algumas equipes, como Benetton e McLaren (que chegou a testar o propulsor), se interessaram pelo motor, mas não chegaram a um acordo.

Assim, a Lamborghini deixou a F1 e Forghieri foi trabalhar na Bugatti Automobili, onde permaneceu até o final de 1994.

Influente, o dirigente participou da perícia no processo do caso Ayrton Senna.

sábado, 21 de março de 2009

De A a Z: Mickey Mouse, a Carreteira DKW

Retomando as coisas por aqui.

Antes de mais nada, queria agradecer o carinho de vocês no post anterior. Aliás, percebe-se que aqui não existem blogueiros, mas amigos de verdade.

Agora, vamos ao texto.

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Ao contrário das carreteiras que utilizavam monstruosos motores Thunderbird e Corvette, montados em chassis e carrocerias de banheiras estadunidenses, em sua maioria dos anos 37 a 40, os carros de "fábrica" eram baseados em modelos originais em produção.

Seguindo essa concepção de construção, a DKW preparou sua carreteira, logo apelidada de Mickey Mouse.

Durante o processo, a fábrica encurtou o chassis em 30cm, rebaixou o teto e o equipou com um motor de 1080 cc, que gerava cerca de 100 cv de potência.

Logo, a carreteira Mickey Mouse tornou-se um verdadeiro sucesso em pistas travadas, sempre conduzida por Marinho Camargo, famoso por sua habilidade com carros de tração dianteira.

E não poucas vezes, o minúsculo DKW liderou corridas longas, como a Mil Milhas, à frente de carreteiras com mais de 400 HPs.

Lembrando que até mesmo Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de F1, depois de visitar a fábrica no Ipiranga, em 1965, chegou a testar o modelo.

Com o fim da equipe de competições da DKW, a carreteira foi adquirida por Frodoaldo Arouca, mais conhecido como Volante 13.

O aparecimento de carros de competição importados mudou imediatamente o panorama das corridas brasileiras. Assim, o pequeno DKW perdeu competitividade e logo foi aposentado.

Felizmente, o modelo foi restaurado pela família Arouca, a mesma do ramo de fechaduras.

Quanto ao Volante 13, falaremos dele em breve.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Algumas considerações

Prezados

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a preocupação de vocês.

Tudo começou no final de fevereiro, quando perdi meu emprego. Por sorte, loga na semana seguinte, encontrei um novo trabalho.

Assim, estou passando por uma verdadeira bateria de treinamentos para habituar-me aos valores e procedimentos dessa empresa. Como vocês puderam notar, mergulhei de cabeça mesmo.

E, nesse meio tempo, para complicar minha situação, pintou uma pequena reforma em minha residência, o que me obrigou a ficar sem internet por um tempo.

Ahhh... e não deixarei de publicar o blog. Trata-se apenas de um pequeno recesso.
Espero que entendam, do fundo do coração, pois amo isso aqui.

Obrigado novamente...

Felipe

sábado, 7 de março de 2009

De A a Z: Luiz Antônio Greco

A história de Luiz Antônio Greco no automobilismo começou em 1956, quando dirigiu pela primeira vez um DKW em uma prova de longa duração.

Durante algum tempo, disputou provas de subida de montanha na Serra de Santos e as 500 Milhas de Interlagos ao lado de Christian Heinz, com quem montou a revolucionária equipe Willys.

Greco passou a ser facilmente reconhecido nos autódromos, fazendo gestos para cada "amarelinho" que passasse. Logo transformou-se em uma figura das mais carismáticas, que o público gostava de ver.

Com a morte de Bino nas 24 Horas de Le Mans, em 1963, Greco passou a dirigir o Departamento de Competições da Williys, que em 1968 seria comprado pela Ford.

Naquele mesmo ano, a montadora anuncia o fim do apoio, depois de inúmeras vitórias de Luis Pereira Bueno, Bird Clemente, Luís Fernando Terra Schimdt, José Carlos Pacce, Francisco Lameirão, Carol Figueiredo, Wilson Fittipaldi entre outros, que em épocas diversas colaboraram com o êxito da equipe.

Alguns saíram magoados com Greco, por considerarem que ele tinha seus favoritos.

Depois, continuou com a equipe de forma particular, além de montar os primeiros Fórmula Ford do país.

Em 1971, quase comprou a Brabham para torná-la a primeira construtora nacional de F1. Na última hora, porém, o governo brasileiro voltou atrás e retirou o apoio prometido.

Obteve vitórias também no Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, onde venceu as divisões 1, 2 e 3 em 3 anos consecutivos

Sua última proeza foi transformar a Fórmula Fiat, composta por modelos Uno e Palio, em um grande sucesso.

Como chefe de equipe, conquistou mais de 1000 vitórias. Talvez, a maior delas, tenha sido em El Pinar, no Uruguai, quando comandou a vitória do Alpine de Bird sobre carros muito mais potentes.

Foi o primeiro a importar equipamentos como rodas de liga leve e freio a disco ventilado para equipar seus carros.

Criou ainda o volante esportivo e construiu um esporte protótipo totalmente feito no Brasil.

Formou uma equipe de Rali e quase convenceu a Willys a comprar o autódromo de Interlagos.

“Trovão” faleceu jovem, aos 57 anos, no dia 23 de dezembro de 1992.

Porém, sua equipe continuou, sob o comando de seu filho, Fabio Greco.

Na foto, Luiz Antonio Greco no Autódromo de Rivera (Uruguai), em 1964. Naquela ocasião, a Willys conquistou um segundo lugar com Roberto Pianella e um Renault 1093

sexta-feira, 6 de março de 2009

Brawn

Depois de passagens vitoriosas por Benetton e Ferrari, chegou a vez de Ross Brawn conduzir uma equipe que leva seu nome. Corajoso, assume os riscos de um time montado às pressas, em um período de grande crise.

Depois de assumir o espólio da Honda, Brawn pegou um motor alemão, manteve o piloto experiente, a antiga promessa britânica e foi para Silverstone testar o novo RA 109 ou, melhor dizendo, BGP 001.

Aliás, a Honda praticamente salvou os canais de notícias nesse período de "vacas magras" com seu longo dramalhão.

Apareceram coisas grotescas por aí. Um exemplo, seria o interesse do dono da Virgin, Richard Branson, pelo espólio da equipe. Isso na mesma semana em que a empresa havia anunciado o fechamento da Virgin Digital e de todas as suas megastore nos EUA.

No mais, o assunto Senna rendeu boas páginas, principalmente quando afirmaram que o brasileiro já havia assinado com a equipe por três anos.

Enfim, o carro foi para pista. Aliás, acho que tudo deveria se resumir a isso.

Noticiar quando os caras estiverem por lá, acelerando suas baratas, pois o mundo da F1 dá muitas voltas.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Re Post: A cor da Ferrari

64 Ferrari 1512 - Bandini - México

Essa foto, postada pelo oliver no fove, me lembrou de uma história interessante a respeito das cores utilizadas pela Ferrari ao longo de sua história.

Então, com vocês, mais uma edição do "Re Post", criado pelo Ron Groo em seu blog.

Tudo teve início quando as autoridades esportivas dos Estados Unidos estavam demorando para homologar o modelo "250 GTO" para competições.

Furioso com a demora, Enzo decidiu que seus carros seriam inscritos por um importador, a "NART" (North American Racing Team), e correriam com as cores azul e branca nas corridas na América do Norte.

“Se não homologarem a 250 GTO, a Ferrari nunca mais inscreverá uma equipe oficial em uma corrida americana” ameaçou "Il Comendattore", que teve sua situação regularizada semanas depois.

No final, a Ferrari sagrou-se campeã com John Surtees, depois de uma temporada bastante turbulenta nos bastidores da equipe.

Basta lembrar, por exemplo, que o inglês viveu uma situação bastante constrangedora no GP da Itália.

Simplesmente, Enzo o deixou sem carro durante boa parte da classificação.

Só liberou o carro para Surtees no último momento, pois queria levá-lo ao limite do desespero, por acreditar que o piloto não tinha espirito lutador.

Curiosamente, no filme "Grand Prix" (1966), Jean-Pierre Sarti enfrenta situação semelhante nas mãos de Agostini Manetta.

Mas, voltando ao assunto, houveram ainda mais algumas situações em que a Ferrari correu com outras cores. Nos GPs da Bélgica de 1958 e 1961, o piloto da casa, Olivier Gendebien, correu com um carro inscrito pela "Écurie Francorchamps", pintada de amarelo (cor da Bélgica no automobilismo).

Antes disso, em 1951, o inglês Peter Whitehead correu com uma Ferrari particular, com o “British Racing Green” e batizada de “Thin Wall Special”.

Em 1976, em uma corrida extra-campeonato, o italiano Giancarlo Martini correu com uma Ferrari alugada pela Scuderia Everest e pintou a tomada de ar de preto.

Recentemente, no GP da Itália de 2001, disputado cinco dias depois dos atentados terroristas nos Estados Unidos, a Ferrari retirou todas as inscrições de patrocinadores e correu com o bico dos carros pintados em preto, em sinal de luto.

Olivier Gendebien e a Ferrari amarela em 1958

quarta-feira, 4 de março de 2009

Orgulhos do Brasil

Brasileiro é apaixonado por carro. Por "fora de série" então...

Assim, vale a pena acompanhar essas duas matérias, enviadas por meu grande amigo Fernando De Gennaro, que falam um pouco do San Vito S1 e do Chamonix Spyder.

Acompanhem algumas fotos, seguidas por fragmentos das reportagens:

"O San Vito é um carro equilibrado, com uma boa distribuição de peso, em função do motor central 1.8 turbinado. Muito forte para um carro leve, feito de fibra de vidro."

"Tanto o San Vito quanto o Spyder usam estruturas feitas com tubos. Isso garante, além de leveza, maior rigidez, que evita que a carroceria torça toda vez que o carro passa por uma lombada".

"O Chamonix tem a mesma motorização, só que sem a turbina. Em compensação, ele tem 300 kg a menos que o San Vito, também muito veloz".

"O carro é uma réplica do Porsche 550, que fez fama nas pistas de corrida. cuidados com os detalhes do lado de fora e do interior. Os instrumentos, por exemplo, são iguais aos do Spyder original".

Ah, quase me esqueço. As matérias podem ser encontradas aqui e aqui!

E, para quem não conhece os blogs do Fernando, não sabe o que está perdendo. Aliás, aí vão os links do De Gennaro Matérias e do De Gennaro Motors.

Neles, vocês podem acompanhar matérias feitas por ele mesmo, conduzindo grandes clássicos, além das novidades do mundo dos carros.

terça-feira, 3 de março de 2009

Highlander

Ao que tudo indica, Rubens Barrichello poderá abrir mão do seguro desemprego. Ao menos, grandes sites de notícias apontam o brasileiro, recordista de Grandes Prêmios na F1, como piloto titular da antiga Honda.

O espólio do time de Brakley será administrado por Ross Brawn, através de uma operação de "management buyout" (quando antigos funcionários de uma empresa assumem seu controle com ajuda dos antigos proprietários).

Assim, com o espirito de um time ressurgido das cinzas, a nova "Brawn Racing" realizará o shakedown do RA109 em Silverstone, nas próximas semanas.

Pior para Bruno Senna, que rejeitou outras propostas, esperando uma chance na nova equipe.