
A maior vitória de todos os tempos.
Sim... A maior de todas.
Não se trata apenas da vitória de um inglês, outrora queridinho de seus compatriotas, mas, sim, a vitória de todos nós.
Quando da disputa de uma corrida de F1, faça chuva ou faça sol, lá estamos nós, procurando uma tv para acompanhar a "corrida".
Aliás, quantos de nós já correu de casamentos, batizados, aniversários ou passeios com a namorada (ou namorado no caso das meninas) para estar ali, acompanhando, às vezes, uma monótona corrida? Uma França ou Hungria da vida?
Monótonas, na realidade, somente para quem nunca sentiu o coração batendo mais forte, pouco antes de uma largada.
Corremos riscos até mesmo de perder o emprego em tempos de crise, apenas para participar de blogs e fóruns em horário de serviço.
Não importa se existe pouco espaço para o automobilismo na mídia. Nós já temos, na realidade, nosso lugar; seja na internet ou em um bar, compartilhando novidades, entrevistas, histórias e etc.
E, mesmo que haja perseguição do dono do espetáculo, lá estamos nós, insistindo, postando vídeos no youtube.
Muitos chegam a nos contrariar: -F1? Mas isso não é esporte.
Porém, não faz mal. Temos algo extra, denominado "automobilismo". E não precisamos nos rivalizar com ninguém. Temos nossos próprios deuses, não precisando denominar os melhores de Pelé.
Não, obrigado. Temos Senna, Piquet, Fangio, Clark, Schumacher e... um monte.
Não temos um só.
Sim, somos fanáticos.
Inclusive, somos persistentes, esperando pelo improvável. Os mais nostálgicos, como eu, esperam, tão somente, pela reedição de acontecimentos passados.
Improvável? E, o que seria improvável?
Um polonês vencer um corrida de F1? Ou o mesmo polonês sair ileso de um dos maiores acidentes de todos os tempos? Um jovem alemão vencer em um dos palcos históricos da categoria, em uma equipe novata?
Não. Não seria o bastante.
Fazemos muito pelo "esporte".
A empresa sem alma ou sem escrúpulos, se foi. Afinal, segundo eles, ninguém compra carro motivado pela paixão surgida nas pistas. E não seria um pequeno grupo de pessoas que colocaria em xeque a administração de executivos que estão acima do bem e do mal.
Agora, tudo está nas mãos de uma cooperativa de funcionários, liderada por um dos maiores vencedores da história do automobilismo. Realizado profissionalmente, fez parte do maior time de todos os tempos e ajudou a tirar o gigante adormecido do ostracismo, ganhando tudo o que poderia se imaginar.
Poderia, inclusive, ter continuado com suas pescarias na Malásia.
Mas, e o improvável?
Como em um casamento, resolveu manter a base dos momentos ruins. Colocou umas faixinhas amarelas no carro e lá se foi para a Austrália, correr atrás do milagre.
Conseguiu excelentes marcas em todo o final de semana, dominando a primeira fila.
Ferrari e McLaren?
Hoje sim?
Hoje não. Esse é nosso dia.
A corrida já tinha um vencedor.
E uma dobradinha?
Tudo dependeria de muita competência de "nosso representante", vítima, por duas vezes, de acidentes provocados por outros pilotos.
"Mas, o Raikkon..."
Não, hoje não! Esse é o nosso dia.
Nem que para isso o tal do polonês e o tal do alemão, citados anteriormente, fossem os barbeiros da vez.
Esse, era o dia do improvável, uma vitória anunciada nas semanas que antecediam ao espetáculo.
Sim, meus amigos, eles já foram para a pista vencedores.
Agora, "simbora" para a Malásia.