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Mark I #21



Fittipaldi FD01


Por último, com o grande Bird



Mark I #21



Fittipaldi FD01


Por último, com o grande Bird
Consegui!
Essa eu não vi na TV ou em qualquer outro lugar. Por isso, transcrevo aqui para vocês.
Como roteirista de uma multinacional de eletrônicos, costumo rodar por várias cidades da Grande São Paulo. Porém, nunca encontrei muitas dificuldades com o trânsito da região onde moro. Principalmente, quando cumpro minha rotina em São Caetano do Sul.
Entretanto, hoje, havia um grande congestionamento na divisa de Santo André com São Caetano. Por pouco, inclusive, não chego atrasado em uma reunião. Ao longe, notei certo qüiproquó em frente aos históricos portões da GM.
Confesso que temi pelo pior naquele momento.
Notei um cordão de isolamento, alguns carros de resgate, muitos policiais e cacos de telha no chão.
Naquele instante, fiquei sabendo, por meio de um transeunte, que se tratava apenas do protesto solitário de um funcionário, que havia subido na fachada do portão principal da montadora.
Assim que foi resgatado pelos bombeiros, o homem contou sua história. Revelou que, há cerca de sete anos, havia perdido dois dedos da mão direita enquanto operava uma máquina. Ficou um longo tempo afastado e, quando retornou ao exercício de suas funções, notou que pouca coisa havia mudado em relação aos procedimentos de segurança.
Inclusive, passou a sofrer uma grande "pressão" dentro da montadora.
Isso, em pleno século XXI, depois de tantas batalhas e conquistas dos trabalhadores, em uma região conhecida mundialmente por ser extremamente sindicalizada e politizada.
Pelo jeito, ainda existe muita sujeira debaixo do tapete.
A GM, através de uma nota, divulgou que o funcionário, de 36 anos, trabalha na montadora desde 1995 e que em nenhum momento se cogitou sua demissão.
Ah, sim. A foto ficou pequena, já que no momento estava dirigindo e não tive tempo de regular as opções.
