sábado, 31 de janeiro de 2009

De A a Z: GT Malzoni

"Vencedor moral das Mil Milhas de 1966". Crédito da foto: Google.

Um dos mais belos carros de nosso automobilismo, o GT Malzoni nasceu, em 1964, numa fazenda em Matão, em fibra de vidro, pelas mãos de Rino Malzoni.

Equipado com o tradicionalíssimo conjunto DKW, formado pelo motor dois tempos de três cilindros e tração dianteira, estreou, em 1965, com vitória entre os protótipos no Grande Prêmio das Américas, realizado em Interlagos.

Naquele mesmo ano foram conquistadas mais quatro importantes vitórias, incluindo os 500 Km da Barra da Tijuca.

Entretanto, nas Mil Milhas de 1966, quando a Vemag já havia retirado seu apoio oficial, a equipe realiza uma corrida memorável. Conquistam, com o nome de Equipe Brasil, a segunda colocação, com Mário César de Camargo Filho e Eduardo Scuracchio (Malzoni #10), a terceira posição, com Jan Balder e Emerson Fittipaldi (Malzoni #7) e a quarta, com Norman Casari e Carlos Erimá (Malzoni #4).

Naquela ocasião, Jan Balder e Emerson Fittipaldi ficaram muito próximos da vitória. Quando ocupava a liderança, há quatro voltas do fim, Balder se viu obrigado a realizar uma parada forçada nos boxes, pois o Malzoni passou a rodar com apenas dois cilindros. Foram ultrapassados pela Carreteira #18, pilotada naquela ocasião por Eduardo Celidônio, e pelo Malzoni de Marinho.

Para dar início a produção em série, Rino Malzoni, Milton Masteguin, Mário César Camargo Filho, Luiz Roberto Alves da Costa e Jorge Lettry formam, em 1966, a Automóveis Lumimari Ltda, com sede na Av. Presidente Wilson, 4413, em São Paulo.

Ainda naquele ano, a empresa apresenta no Salão do Automóvel, em São Paulo, a primeira evolução do GT Malzoni: -o Puma GT, com suas linhas inspiradas na Ferrari 275 GT.

Depois, a Lumimari muda sua razão social para Puma Veículos e Motores Ltda. Mas isso é uma outra história, que será abordada em beve.

No mais, fica o convite para que nossos leitores conheçam um pouco mais da história do Malzoni nos excelentes Antigomóveis e Óbvio.

Marinho #10, Chico Lameirão #11 e Anisio Campos #6. Crédito Óbvio.

Em primeiro plano, Anisio Campos, seguido por Scurachio, com Belcar. Crédito Óbvio.

Marinho #11 e Lameirão #6. Crédito Óbvio.

O próprio Emerson Fittipaldi reabastecendo o carro nas Mil Milhas de 66. Final dramático. Crédito Óbvio.

11 comentários:

Ron Groo disse...

Junto aos Interlagos, penso que estes são os carros de corrida mais bonitos do Pais...
Este tem assinatura do Anisio de Campos?
É lindo.

Helio Herbert disse...

Nessa época também havia uns malucos que corriam de Uirapurú,fabricados por Rigoletto Soler para mim o Uirapurú é o que existe de mais revolucionário para época,tanto que surgiu mais tarde o Jensem Interceptor baseado no desenho do Uirapurú.

Felipão disse...

Desenho do Rino mesmo, Groo.... E i uirapuru vai ter espaço por aqui também, helio... Abraços

Daniel Médici disse...

Conversei com o Marinho recentemente e, dos muitos orgulhos que ele tem na vida, o Malzoni é um deles. Foi num desses que ele virou seu melhor tempo em Interlagos na carreira.

Loucos por F-1 disse...

Muito boa a matéria, Felipão!!!
Momentos memoráveis precisam ser lembrados sempre para que não caiam no esquecimento.

Abração!

Leandro Montianele

Marcos Antônio Filho disse...

esse malzoni é lindo mesmo, já tinha lido essa história das mil milhas brasileiras de 66. E Na última foto, o rato desenhado na carenagem é por caus ado apelido do Fitipaldi, Rato,mas o que é aquilo ali do lado?

Gustavo disse...

Muito bom Felipão, tá caprichadissimo.
No Circuito Imperial que participei no ano passado estava um desses, maravilhoso!

De Gennaro Motors disse...

fala Felipão ! show !

abraços...

Luís Augusto disse...

òtimo post, Felipão! Se continuar assim, vou ter que me aposentar (rsrsrsrs)

Felipão disse...

Nunca, Luís HAHAHAHAHAHA. Valeu, galera... Obrigado pelas palavras...

Paulo Maeda™ disse...

essa ultima foto do Emerson traduz tudo o q foi akela Mil Milhas, eu tb jah tinha ouvido falar dela. E bem lembrado o Uirapuru, também acho o carro mais revolucionário da época, além de belo. Mas o GT Malzoni foi o mais bem sucedido msm nas corridas.