segunda-feira, 15 de março de 2010

São Paulo Indy 300: Melhor que o GP do Bahrein

Por refletir um pouco da rotina paulistana em um dia de chuva, a São Paulo Indy 300 deu verdadeiro "banho" de emoção no Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula-1.

"Power, o vencedor"

Teve alagamento, resgate de acidentados, queda de energia e até trânsito - o que é bastante incomum para os padrões de um campeonato "top" do automobilismo.

Em razão da falta aderência na reta do sambódromo, chegaram a considerar o cancelamento do evento após os primeiros treinos livres no sábado.

Como nenhum piloto conseguia percorrer aquela parte do traçado com o mínimo de segurança, a organização providenciou que fossem feitos frisos no concreto.

Resolvido o problema, os carros voltaram à pista para definir o grid no domigo, horas antes da corrida. Como resultado, tivemos a pole do atual campeão, Dario Franchitti, seguido por Alex Tagliani, Justin Wilson, Hunter-Reay e Power.

Pouco antes da largada, porém, o céu escureceu sobre o Anhembi e o início foi retardado em sete minutos.

Quando os pilotos enfim aceleraram, uma nuvem de poeira tomou conta da reta principal, resultado da sujeira deixada pelo trabalho realizado na madrugada.

Diversos carros bateram e a prova seguiu em bandeira amarela durante 21 minutos. A disputa foi retomada e novamente paralisada no momento em que a chuva passou a castigar a região do circuito.

Nesse momento, fiscais, comissários de prova e até alguns membros de equipes, munidos de "rodinhos", tentaram eliminar as poças nas partes mais alagadas.

Quando os carros voltaram à pista, Briscoe passou a pressionar Hunter-Reay, que liderava. Depois de uma disputa intensa pela primeira posição, o australiano perdeu o ponto de freada e acertou a barreira de pneus.

Mas a vitória acabou escapando das mão do americano. De forma surpreendente, Power superou Hunter-Reay e venceu a corrida no limite das duas horas.

Por fim, obrigaram o pobre do australiano a beber leite diretamente da caixinha longa-vida durante as festividades do pódium.

Confira as melhores imagens:

O pole, Dario Franchitti

Visão geral, Marginal e Sambódromo

A poeira na largada

O acidente na primeira curva

A pancada de Mario Moraes (em cima) e Marco Andretti

De outro ângulo

Leitinho

5 comentários:

Daniel Médici disse...

Certamente a prova da Indy foi mais espetaculosa, como sempre, mas reluto em vê-la como melhor que a F1.

Era óbvio que a prova teria um número grande de bandeiras amarelas, o circuito foi pensado justamente para isso - do contrário teriam dado a largada num local decente, não em uma reta estreita antes de uma curva fechada demais.


Essa imposição da emoção, acima do esporte, faz uma espécie de prefiguração do efeito, e com isso a corrida se transforma num evento kitsch, mais kitsch do que um programa do Raul Gil.

Marcelonso disse...

Felipão,

A gente sempre olha para a Indy comum certo "preconceito",mas verdade seja dita,apesar de tudo que aconteceu ela deu um banho na F1 em matéria de emoção!

abraço

GP Oficina Mecânica disse...

Eu achei ótima...

Teve seus defeitos por ter sido feita de última hora e pela primeira vez em um circuito de rua em São Paulo...

Mas no geral a prova foi ótima e espero que faça parte do calendário e cada vez melhore mais....

O negativo mesmo foi a narração/transmisão... Muito fraquinha, trocando os nomes dos pilotos e imagens confusas...

Mas eu gostei!

Carlos Eduardo Szépkúthy

F-1 A.L.C. disse...

Daniel médici já resumiu a corrida toda: kitsch, mais interesante de ver. mesmo assim prefiro a F1, por que até ela é mais espontânea do que a Indy

felipão, só espero que o ano seguinte os pilotos não cheguem com a intenção de não correr e preservar os carros para uma outra corrida.

Felipão disse...

ah, sim, pessoal...

concordo com vcs... a f1 nunca vai superar a indy em emoção... por isso que fiz um paralelo apenas com as corridas no Brasil e no Bahrein...