sexta-feira, 29 de maio de 2009

De A a Z: Quênia

O cenário tórrido é composto de sol escaldante, vegetação rala e solo árido. Pedras pontiagudas, algumas bastante grandes, despontam na estrada de terra arenosa, confrontando tecnologia de ponta com as inóspitas condições da Savana. A monotonia da planície só é quebrada quando uma nuvem de poeira anuncia, a vários quilômetros de distância, a aproximação dos carros de Rali.

Por lá, centenas de fanáticos, europeus e asiáticos em sua maioria, se misturam aos nativos Massais, cujo território é atravessado pelos bólidos a mais de 200 km/h. Esse é o Rali Safári, criado para homenagear a coroação da Rainha Elisabeth II, quando o Quênia ainda era uma colônia britânica, em 1953.

Em seu total, são 2700 Km de muito calor e piso repleto de pedras, exigindo especial atenção para o motor, os pneus, os animais espalhados pela pista, os pedestres desatentos e o "inusitado". Até mesmo o mais experiente piloto pode ser pego de surpresa por um fator extraordinário.

Em 2000, por exemplo, o veterano Colin McRae abandonou a competição por um motivo curioso: em um leito de rio, moradores locais, só de farra, represaram a água e soltaram o fluxo subitamente quando o Focus do piloto passou.

Para evitar esse tipo de situação, cada carro é acompanhado por um helicóptero, incubido de avisar possíveis percalços como esse pelo rádio. Todos esses fatores fazem do Rali Safári uma espécie de corrida admirada e odiada por todos os envolvidos, um misto de teste de resistência e aventura.

Por conta da poeira, os carros recebem um tubo que vai da tomada de ar do motor até o teto do veículo com a boca virada para trás. O equipamento funciona como um “snorkel” durante as imprevisíveis chuvas torrenciais, que, em minutos, transformam os leitos secos em rios de volume considerável.

O Rali deixou o calendário do WRC, em 2002, devido à falta de fundos. Desde então, o evento passou a integrar o Campeonato Africano de Rali, organizado pela FIA.

Abaixo, fotos da última edição pelo WRC:

Richard Burns

Juha Kankkunen

Sebastian Loeb

Tommi Makinen

Mais uma vez Loeb (esse merece)

Colin McRae

Harri Rovanpera

9 comentários:

Marcos Antônio Filho disse...

po todos merecem muito mais fotos, esse Rali Safari era espetacular!

Helio Herbert disse...

Realmente muito interessante esse Rally.

Rianov Albinov disse...

Ahhhm ... Quenia Safari...

A melhor, mais legal e mais interessante etapa do mundial de rali.
Ver aqueles carros atrevessando rios de lama, que até aqueles jipes preparados tem medo, não tem preço.

Pena que acabou.

E aquela famosa foto do Kankkunnen saindo dentro de um lago de lama com seu Celica?
http://images.forum-auto.com/mesimages/184709/1993%20Toyota%20Celica%20Kankkunen.jpg
Essa foto não tem descrição! É show demais!!!!!

Abração!

Ron Groo disse...

Rallis sempre fornecem imagens maravilhosas... Sempre!

F-1 A.L.C. disse...

aquele C4 de Loeb tem um jeito poderoso de frente.

Ingryd Lamas disse...

a primeira foto é simplesmente sensacional!!!!


bjoooos

Teca disse...

A sua forma de contar e as fotos escolhidas deram um toque especial à postagem.

Parabéns, Felipão!

Beijo carinhoso.

Joel Marcos Cesetti disse...

Belas imagens e com fortes emoções.


abs

De Gennaro Motors disse...

felipão ! NICE PHOTOS ! hahahaaha