sábado, 11 de abril de 2009

De A a Z: Norman Casari

Tudo estava pronto para, no dia 29 de junho de 1966, que o Carcará, um "streamlined" construído com chassi de Fórmula Junior e carroceria de chapa de alumínio, estabelecesse o recorde brasileiro de velocidade absoluta em linha reta.

Entretanto, na última hora, Mário Cesar de Camargo, o Marinho, desistiu, pois não sentia muita confiança no carro.

Assim, coube ao destemido Norman Casari conduzir o Carcará ao recorde de 212,9km/h, no ínicio da Rodovia Rio-Santos.

Para a realização do feito, uma exigência: - que o volante fosse substituído por um de madeira com maior diâmetro.

Tudo para tornar a direção mais lenta, já que o recorde seria batido em linha reta.

Um verdadeiro empreendedor, Casari foi dono de concessionárias DKW e pistas de kart no Rio, além de dominar o cenário do automobilismo carioca no final dos anos sessenta.

Chegou a tentar a sorte na Europa, em 1970, onde conquistou bons resultados.

De volta ao Brasil, inaugurou a fase dos grandes patrocinadores no automobilismo brasileiro, nas Mil Milhas, correndo com um Lola T70 Mk3A apoiado pela Brahma.

Foi nessa época que aproveitou o chassis do Carcará para construir o Casari A1, um protótipo pilotado por Jan Balder.

Infelizmente, a carroceria do Carcará, cedida à Glaspac, foi vendida para o "garrafeiro", como sucata de alumínio.

Casari faleceu em 2006, de insuficiência respiratória, três semanas depois de descobrir um câncer.

O Protótipo Casari A1

Jorge Lettry, Casari e Anisio Campos

O Lola da equipe Brahma

Por fim, a homenagem de Flavio Gomes ao Norman Casari, personificada no novo clássico DKW#96

3 comentários:

oliver disse...

Como sempre, uma fonte de conhecimento.

Luís Augusto disse...

Engraçado, o Norman foi um dos maiores pilotos do seu tempo, mas acabou ficando menos conhecido do que outros, inclusive o próprio Marinho.

Teca disse...

Felipão sempre expondo boas histórias...

Parabéns!

Beijos.