quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Verdadeiros heróis

O Helio Herbert, no post anterior, lembrou de uma prova trágica de nosso automobilismo: - as 3 Horas de Petrópolis.

Naquela oportunidade, Emerson e Wilson Fittipaldi, diante da falta de segurança da pista, resolvem não participar. Logo nos treinos, Henrique Kraischer perde o controle de sua Alfa GTA na curva da Catedral e se choca contra uma árvore e um poste.

Depois, Sergio Cardoso bate sua Alfa Ti Super em uma parede e, na sequência, atinge um poste. Sergio é levado ao hospital, onde é constatado traumatismo craniano e o esmagamento do tórax.

Infelizmente, não resiste aos ferimentos e morre durante a madrugada.

No dia da corrida, 50.000 pessoas se acotovelavam pelas ruas do circuito de Petrópolis. Porém, antes da largada, todos respeitam um minuto de silêncio em homenagem a Sergio.

E, na terceira volta, Carol Figueiredo sofre um terrível acidente. O público invade a pista para socorrer o piloto, enquanto os carros passam em disparada. Wilson Fittipaldi é o primeiro a chegar, retirando Figueiredo das ferragens.

O piloto Cacaio (Joaquim Carlos Telles de Matos), que atuava como bandeirinha, nota um enorme caminhão de bombeiro dirigindo-se ao local do acidente pela pista e teme que uma grande tragédia poderia acontecer.

Era preciso avisar seus companheiros.

Assim, num ato de extrema coragem, Cacaio passa a gesticular com os braços para Luis Pereira Bueno e Ubaldo Cesar Lolli, que naquela altura disputavam a liderança.

Porém, Cacaio é atingido em cheio pelo Bino do Peroba.

Certamente, a atitude de Cacaio havia salvo a vida da maioria dos pilotos, já que Luis Pereira Bueno, após o atropelamento, tira o pé do acelerador, assim como os demais concorrentes que vinham atrás.

A vida de Cacaio terminava ali, com fratura dupla na bacia e múltiplas perfurações na bexiga e intestino.

A prova foi interrompida, assim como o automobilismo na cidade. As fotos abaixo, foram retiradas do obvio.

Luizinho Pereira Bueno subindo, com o Bino Mark II, a Rua Albeto Torres.

Chico Landi correndo de BMW na curva da Catedral

O que sobrou da Alfa de Henrique Kraischer.

A Alfa de Ségio Cardoso após o acidente.

O acidente de Carol Figueiredo.

O resgate de Carol Figuiredo.

O resgate de Figueiredo visto de outro ângulo.

7 comentários:

Luís Augusto disse...

Parece mentira, tamanha falta de organização!

Helio Herbert disse...

Para quem quiser saber mais um pouco do Saudoso piloto Sergio Cardoso irmão do piloto Sidney Cardoso,ambos precurssores de uma fase mágica do nosso automobilismo e também os primeiros a montar uma Lorena no Brasil(naquela época o nome era outro)com mecanica Porsche
e com isso conquistaram várias vitórias importantissimas .
Vale visitar o site do meu amigo Mário Estivélat
www.webng.com/lorenagt/mirage-gt.htm-40k

Joel Marcos Cesetti disse...

Olá Felipão,parabéns pela indicaçao no Continetal Circus do Speeder 76.

Ron Groo disse...

A falta de organização não era previlégio daqui não.
Nos primordios do automobilismo tudo era muito amador. Inclusive a segurança.
Porém nunca ninguém parou de disputar provas por conta de acidentes. A não ser que se interromnpesse a prova.
Por quê?
O titulo do post explica, e um subtitulo ajuda: Eram macho e loucos pra caramba!

Gustavo disse...

Impressinante as fotos. Belo trabalho de pesquisa, Parabéns!

De Gennaro Motors disse...

gostei muito das fotos.......

Marcos Antônio Filho disse...

fotos incríveis. E como foi mal organizado essa corrida,os pilotos corriam com a cara e a coragem mesmo.