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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Adrian Newey e suas máquinas de sucesso

Williams FW14B Mansel

  • Canon Williams Team
  • Modelo: FW14B
  • Motor: Renault
  • Pilotos: Nigel Mansell (campeão) e Riccardo Patrese
  • Pontos:164
  • Vitórias: 10
  • Pódios: 21
  • Poles: 15
  • Temporada: 1992

Williams FW15B Prost

  • Canon Williams Team
  • Modelo: FW15B
  • Motor: Renault
  • Pilotos: Alain Prost (campeão) e Damon Hill
  • Pontos: 168
  • Vitórias: 10
  • Pódios: 22
  • Poles: 15
  • Temporada: 1993

Williams FW18 Hill

  • Rothmans Williams-Renault
  • Modelo: FW18
  • Motor: Renault
  • Pilotos: Damon Hill (campeão) e Jacques Villeneuve
  • Pontos: 175
  • Vitórias: 12
  • Pódios: 21
  • Poles: 12
  • Temporada: 1996

Williams FW19 Villeneuve

  • Rothmans Williams-Renault
  • Modelo: FW19
  • Motor: Renault
  • Pilotos: Jacques Villeneuve (campeão) e Heinz-Harald Frentzen
  • Pontos: 123
  • Vitórias: 08
  • Pódios: 15
  • Poles: 11
  • Temporada: 1997

McLaren MP4-13 Hakkinen

  • West McLaren-Mercedes
  • Modelo: MP4/13
  • Motor: Mercedes-Benz
  • Pilotos: Mika Hakkinen (campeão) e David Couthard
  • Pontos: 156
  • Vitórias: 09
  • Pódios: 20
  • Poles: 12
  • Temporada: 1998

McLaren MP4-14 Hakkinen

  • West McLaren-Mercedes
  • Modelo: MP4/14
  • Motor: Mercedes-Benz
  • Pilotos: Mika Hakkinen (campeão) e David Couthard
  • Pontos: 124
  • Vitórias: 07
  • Pódios: 16
  • Poles: 11
  • Temporada: 1999

sábado, 1 de maio de 2010

16 anos sem Ayrton Senna

Ayrton Senna Ímola 94

Uma imagem vale mais do que mil palavras. São 16 anos sem o gênio das pistas.

Dupla de Sucesso

A Fórmula 1 não é um esporte exclusivamente individual. Na pista, o piloto representa o trabalho de inúmeros técnicos, engenheiros e mecânicos que não recebem a mesma exposição na mídia. Nesse contexto, a categoria seguiu um caminho de construção de parcerias sagradas e muito vitoriosas.

Exemplos não faltam, como Ken Tyrrell e Jackie Stewart, Flavio Briatore e Fernando Alonso, Gordon Murray e Nelson Piquet e também Colin Chapman e Jim Clark.

No último caso, a história é interessante. Chapman começou a ouvir elogios a um jovem rapaz, filho de agricultores e sua habilidade em guiar automóveis. Intrigado, o encontro aconteceu na pista, em Brands Hatch, como o próprio Chapman descreve: “Eu dirigi nessa mesma corrida. Logo depois eu perguntei se ele gostaria de participar da equipe Lotus. Isso foi durante o período em que o Team Lotus estava em uma fase de transição, de ser uma equipe de corrida em que eu era o motorista principal e, portanto, era executado em meu benefício, para o ponto onde eu estava patrocinando uma equipe de outros motoristas”.

clark e chapman

Era o início da parceria entre os dois. Enquanto Colin iniciava e aprendia como gerenciar uma equipe e fazê-la funcionar da melhor forma possível, Clark ganhava experiência em disputas de eventos. "Senti logo no início que ele era um bom motorista, e um homem com quem eu estava tão sincronizado, que poderia parar de dirigir e me concentrar apenas produção de automóveis para Jimmy. Por tudo isso Jimmy e eu percebemos que estávamos os dois a encontrar nossos lugares. Era tudo muito amigável, muito cooperativo e agradável”. – continua Chapman.

A sintonia e o talento dos dois começaram a render bons frutos. Jimmy teve o talento reconhecido só não na Europa, mas no mundo inteiro e não poupou ótimas exibições e inúmeras vitórias por todos os cantos do mundo. Colin mantinha a Lotus em estágio de vanguarda e de equipe vencedora.

Porém o fim da parceria nas pistas não demorou. Chapman nunca conseguiu se recuperar da morte de seu amigo, em um de seus carros. A parceria já estava eternizada.

“Estávamos interessados em fazer um trabalho de primeira linha, e nós descobrimos sobre corridas em conjunto. Isso nunca mais será o mesmo no automobilismo para mim, por todos os problemas, todos os êxitos e as angústias que vivemos juntos (e há muita angústia em corridas de automóveis)”.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Niki Lauda convoca Alonso

Dizer que a equipe Stewart conseguiria manter o bom nível em 2000 após a passagem de Barrichello é cair no campo de hipóteses. Entretanto, era difícil prever o desastre da mudança para Jaguar e a consequente retirada da marca na Fórmula 1 ao final de 2004.

Entre a transição, Jackie Stewart dava lugar para Bobby Rahal - e depois Niki Lauda - no comando da operação. Fora das pistas a desorganização refletia dentro dela, a começar por uma dupla de pilotos questionável para a temporada de 2002: Pedro de la Rosa e Eddie Irvine. Os dois recebiam críticas frequentemente, além do fraco modelo R3.

Nos testes para jovens pilotos, em maio do mesmo ano, Lauda convidou o piloto reserva da Renault para algumas voltas em Silverstone.

fernando_alonso_207

O jovem espanhol Fernando Alonso fez bonito e chegou a virar dois décimos mais rápido que seu compatriota, titular da equipe. Briatore, então empresário do asturiano relatou:“Quando Niki me pediu para o Alonso realizar este teste, fiquei feliz em ajudar. Esta é uma boa oportunidade para que Alonso aumente sua experiência. Esses testes são tão pouco habituais que geram muita expectativa, e isso é bom para os jovens pilotos da Fórmula 1.”

Após o ano anterior na Minardi, Alonso era o piloto reserva da Renault e já estava alerta com a furada que era ingressar na Jaguar naquela altura:“Será apenas mais uma experiência e muito interessante. Poder comparar os dois carros e ver onde está a diferença entre os chassis e motores não é algo que ocorra todo dia. Fui chamado para fazer esse teste, sou piloto da Renault e como chegaram a um acordo, faço o que mandam.”

“Agradeço a oportunidade que me dão em provar o R3 da Jaguar, assim como o interesse que tem mostrado alguém tão importante como Niki Lauda. Para mim é um grande orgulho, pois é parte de meu trabalho. Eu gosto de correr e para isso estou na Fórmula 1.” completou Alonso.

fernando_alonso_138   Em 2001, na Benetton, Jenson Button e Fernando Alonso

Feliz em ajudar, Briatore cavou uma vaga para Alonso na Renault no ano seguinte, ao liberar Jenson Button sem poupar críticas ao desempenho do piloto britânico e a desorganização de seus empresários.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ronnie

"Ronnie levou o seu próprio tipo de vida, de modo que eu não nunca tive um relacionamento entreito com ele, apenas como concorrente em outras equipes".

"A grande coisa sobre Ronnie é que ele foi um competidor muito combativo. Ele tentava arduamente. Ronnie ainda tinha coisas para aprender e não era um piloto completo. Ele errava algumas vezes, talvez faltasse mais calma e foco no seu objetivo. Mas isto foi algo que estava chegando em seus últimos anos."

ronnie2

"Ronnie foi bastante agressivo no bom sentido. Ele poderia fazer coisas espetaculares do mesmo tipo que Gilles Villeneuve, mas era mais sensível do que Villeneuve. Eu acho que Ronnie tinha mais cabeça do que Villeneuve, ele estava mais no controle."

Esses são pequenos trechos sobre Ronnie Peterson ditas pela campeão mundial John Surtees. Infelizmente existiu uma pequena ligação entre os dois no Grande Prêmio da Itália de 1978.

ronnie3 Acidente no Grande Prêmio da Itália de 1978

Vittorio Brambilla, um dos pilotos da equipe de Surtees na época, sofreu graves ferimentos ao ser atingido na cabeça por um pneu. Muitos acreditaram que o italiano corria risco de morte, enquanto Ronnie poderia sair ileso do acidente. O contrário aconteceu.

"Vittorio era muito atarefado nessa fase. Metade do tempo ele estava testando o novo Alfa Romeo, carro de Formula 1 de Carlo Chiti, que tinha características muito diferentes do nosso carro", completa John.

Com o afastamento de Brambilla, Surtees contratou René Arnoux, mas a falta de dinheiro provocou o encerramento das atividades da equipe. Vittorio se recuperou do acidente e fez aparições na Alfa Romeo nos dois anos seguintes, como projetou Surtees.

Ronnie Peterson entrou para a história como mais uma vítima deste esporte e a comparação com Villeneuve pode ser ainda ampliada: dois pilotos talentosos sem título mundial.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Renascimento da Cosworth

Em Zandvoort, flashs e lentes estavam voltadas para o novo projeto encabeçado por Colin Chapman em parceria com Keith Duckworth e Mikes Costin e com apoio financeiro da Ford. A fase de ouro da Lotus-Cosworth estava inaugurada e em grande estilo, com a pole de Graham Hill e vitória de Jim Clark.

Era o início do reinado da marca com sua nova criação: o motor DFV.

417-67NL-33 Duckworth, Chapman, Clark e Hill - Holanda, 1967

Um trabalho bem feito e de longa data. A parceria entre Cosworth, Lotus e Ford precisou de quase uma década para se estabelecer de forma sólida e conquistar títulos.

Infelizmente, assim como a Lotus, a Cosworth não conseguiu acompanhar o ritmo de desenvolvimento de outras marcas, principalmente com a chegada dos motores turbo comprimidos e não mais conseguiu se reerguer.

Após uma pausa de alguns anos na Fórmula 1, a marca acenou com a possibilidade de retorno como alternativa mais econômica para as equipes - após especulações de vínculo com o ex-presidente da FIA, Max Mosley, e um possível favorecimento – e após negociações, assinou o contrato para fornecer motores para quatro equipes em 2010.

O recomeço ainda é tímido. Três das quatro equipes são estreantes e sofrem com outros sérios problemas que não os motores. Já a outra, a Williams, atravessa um longo período de desordem financeira, ocasionando problemas no projeto e evolução de seus carros.

Entretanto, para um ano de reestréia, a Cosworth dá bons sinais de competitividade e confiabilidade. Falta agora, maiores investimentos e desenvolvimento para entrar outra vez na rota de títulos.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pirelli entra na disputa

Com a saída da Bridgstone, segue indefinido quem fornecerá os pneus para a Fórmula 1 na próxima temporada. Depois de Michelin e Cooper Avon manifestarem interesse, foi a vez da Pirelli cogitar um possível retorno.

Porém, o presidente da empresa italiana, Tronchetti Provera, exige condições semelhantes as da fornecedora francesa. Uma delas é a troca das rodas de 13, usadas atualmente, para 18 polegadas de diâmetro.

Piquet 1991

Depois de disputar 203 GPs e vencer 44 provas, a temporada de despedida da Pirrelli foi em 1991. Neste mesmo ano aconteceu a última vitória dos pneus italianos, que equiparam a Benetton de Nelson Piquet. No Grande Prêmio do Canadá daquele campeonato, o brasileiro conquistou seu último triunfo na categoria após o problema mecânico de Mansell na volta final.

No fim da corrida, Piquet disse que quase teve um orgasmo quando viu o carro do piloto da Williams parado. Uma declaração mais do que irônica do polemico tricampeão mundial.

As equipes querem um definição o quanto antes. A FIA deve anunciar a empresa que irá fornecer os pneus para a temporada 2011 até o Grande Prêmio da Espanha, que acontecerá no dia 09 de maio.

terça-feira, 30 de março de 2010

Os bonés

O panorama atual da Fórmula 1 pode ofuscar aquele que existia em sua origem, há quase 60 anos. As equipes eram pequenas, o orçamento era curto e todos sujavam as mãos de graxa em busca do melhor desempenho nas pistas.

Com o passar dos anos, cresceu entre os dirigentes e pilotos, a visão que, além do automobilismo, a categoria poderia ser tratado como um negócio. Bem lucrativo, por sinal.

Se os carros eram estampados com pequenos adesivos das empresas que forneciam peças, combustível, pneus e óleos, começaram a dar lugar a grandes marcas de vários segmentos, que incorporavam ainda, seu nome ao da equipe de Fórmula 1.

Nascia assim, uma tendência predominante até hoje e bons exemplos não faltam: Texaco-Marlboro McLaren, Gold Leaf Team Lotus, Scuderia Ferrari Marlboro e a lista segue.

F1DataBase - Pódio - Espanha 1974  Regazzoni, Lauda e Fittipaldi no pódio com o boné da Goodyear

As cifras extrapolaram o imaginário dos precursores da categoria e as empresas que seguiam a fornecer materias fundamentais para as equipes foram perdendo espaço. As marcas de óleo e de combustívels ganhavam pouco destaque nas carenagens dos carros.

Nesse turbilhão de modificações, a Goodyear deu o pontapé inicial para uma nova tendência: o uso do boné no pódio.

Em tempos que a Fórmula 1 tinha diversos fornecedores diferentes de pneus, a idéia era ver os pilotos no pódio e evidenciar que todos usavam a mesma marca.

Em meio a tudo isso, na década de setenta, a Ferrari tinha os dois pilotos – Niki Lauda e Clay Regazzoni – com patrocínios pessoais da Marlboro. A empresa de cigarros, então, exigiu que seus contratados usassem o boné com sua marca no pódio.

O impasse foi resolvido por Enzo Ferrari em favor da Goodyear. Segundo ele, seus carros venciam as corridas com os pneus da Goodyear, e não com os cigarros da Marlboro.

O Comendador acertou parcialmente. Até o próximo ano, a Marlboro continuará com seu nome vinculado à equipe italiana e ajudando a financiar seus projetos com alguns milhões.

\AUSTRALIAN GRAND PRIX F1/2010 -  MELBOURNE 28/03/2010 Kubica, Button e Massa: reflexo da atual exclusividade da Bridgestone

Para o próximo ano, ainda não está definido quais marcas poderão ser vistas no pódio. Por enquanto, a Bridgestone já demonstrou a intenção de se retirar da categoria.

domingo, 21 de março de 2010

Um homem, um mito, uma lenda

Por: Deyvison Nascimento

Segunda-feira, 21 de março de 1960. São Paulo. Brasil. De repente, acaba de chegar ao mundo mais uma criança. Mais um ser humano para aumentar a contagem populacional no boom do crescimento apresentado pelo país nestes tempos. Fato corriqueiro se esta criança não fosse Ayrton Senna.

Aquela criança que veio ao mundo trouxe ao Brasil, ao mundo, uma demonstração que, sim!, é possível vencer na vida sem a postura covarde, sem a postura de derrotados, de pobres coitados como vemos em muitas pessoas públicas. Seja no esporte, na política ou nas artes. Trouxe, principalmente ao país, a imagem de que - "O mundo se curva diante do Brasil." - Um clichê largamente utilizado por décadas a fio nas terras tupiniquins.

Senna estátua

Um exemplo de correção, de determinação, de caráter, e principalmente de que nada substitui o trabalho. Falando apenas de resultados na principal categoria do automobilismo mundial, não era fácil conseguir 41 vitórias, 65 Pole-Positions em uma era abrilhantada pelos melhores pilotos que já guiaram os monopostos mais famosos do mundo. Niki Lauda e Alain Prost são apenas dois exemplos, que somam 7 títulos mundiais, de como era complicada a vida na F1 daqueles dias.

De início, a pequena Toleman, que já lhe permitiu uma vitória em Mônaco em cima das poderosas McLaren's, mas que lhe foi tirada pelo comissário de prova, por terminar a corrida com os resultados de uma volta antes. Para variar, sob um temporal. Depois, a Lotus. Quem não se lembra do lindo carro preto e dourado, mítico carro de Chapman? Com este carro, foram 15 vezes que o vimos largando no lugar de honra do grid, a Pole Position e também a primeira vitória no já distante ano de 1985, no Estoril, em Portugal. Depois, a Lotus-Camel, amarela, que, se não foi um sucesso como a anterior, foi o último degrau para atingir o cume.

A McLaren! É inimaginável ver a categoria hoje sem querer conhecer o lendário carro vermelho e branco, com brigas impagáveis entre Senna e Prost. Não é possível imaginar que o melhor carro da história da F1, a McLaren de 1988, tivesse em mãos diferentes do que as de Senna e Prost. Resultado? Temporada quase perfeita! 16 corridas, 15 vitórias para a equipe. E o final? Ah, esse já sabemos. Título para Senna. O mesmo fim teriam as temporadas de 89, 90 e 91. Mas, quis o destino que Balestre, um francês, estivesse à frente da FIA naqueles idos e tivesse interferido grosseiramente após manobra desleal de Prost contra Senna em Suzuka, dando o título ao francês. Mas, em 1990, a forra! E, em 1991, a afirmação. Tricampeão. Gênio. O melhor de todos os tempos. Os dois anos seguintes, com as inovações tecnológicas, a equipe ficou para trás, mas, mesmo assim, Senna não parava de assombrar o mundo.

Durante a temporada de 1993, mais precisamente em Donington Park, ele deixa todos boquiabertos novamente. Correndo com uma McLaren Ford, claramente inferior às poderosíssimas Williams-Renault, ele fez a volta perfeita. A volta considerada pela imensa maioria de especialistas de F1 como a melhor volta da história da categoria. Sai em 4º, cai para 5º, e, no fim da primeira volta já é o líder com folgas. Não é necessário dizer que foi sob um forte temporal, é? Ele decretou o fim da prova na primeira volta. Ele a venceria, e pronto! Mostrou ao mundo o que ele ainda era capaz de fazer.

E, na temporada seguinte, a realização de um sonho. A mudança para a Williams. Mas, com um carro mal nascido, sofreu com problemas e poucos resultados aconteceram até o fatídico 1º de maio. Ponto final de uma carreira brilhante nas pistas. Ponto final da história automobilística de um paulistano que fez o mundo se curvar ao talento de um piloto de carros. O início da lenda.

A mobilização nacional em torno de um homem que gritava ao mundo todo o seu orgulho de ser brasileiro, com um gesto típico, nascido nas ruas dos Estados Unidos em 1986. Ao vencer uma prova, empunhou uma bandeira nacional de um torcedor e a levou, de braço erguido, até o lugar mais alto do pódium. Pessoas de origens, credos, posturas diferentes, nas ruas de São Paulo, se abraçavam, se comoviam com a perda do maior herói brasileiro no período Republicano.

Mais que um piloto, um herói, ele é um símbolo. Um símbolo de que podemos, a despeito de todos os problemas, olhar pra frente e seguirmos com nossas convicções. Certa vez ouvi falar que Deus, às vezes, coloca entre os homens pessoas a frente do seu tempo para que mostrem o caminho aos outros. E, não tenho dúvidas, que foi este o ocorrido. Óbviamente não falo do piloto. Mas, do ser humano, do líder, do inspirador de tantas gerações. Falo daquele moleque que cresceu ouvindo o Tema da Vitória diversas vezes tocados nas manhãs de domingo. Falo do inspirador daquele pai de família que via no sentimento de vitória uma vontade incontida de se esforçar, de melhorar sua vida, seguindo o exemplo dado.

O destino quis que eu não o acompanhasse por toda a sua trajetória. No dia de sua morte, eu tinha apenas 6 anos. Mas cresci ouvindo e vendo histórias de como era o cidadão Ayrton. E, com o passar do tempo, fui me interessando mais e mais a ponto de discutir com qualquer um que conteste a sua superioridade nas pistas ou até mesmo a sua óbvia condição de lenda. Apelo aos DVD's e sistemas de compartilhamento de arquivos para manter acesa a chama da idolatria.

Rápido como ele, foi o tempo que passou após sua partida. Já são quase 16 anos. São 16 anos que mudam a história de um país. Neste tempo, deixamos de ser caloteiros para sermos credores no mercado financeiro. Deixamos de viver com a inflação galopante para celebrarmos uma agradável estabilidade. Celebramos, ano a ano, o sucesso da democracia no país. Só não deixo de reconhecer uma coisa: A cada dia, a cada temporada, se faz mais presente a sua ausência. Se fazem mais límpidas as lembranças e a certeza de que, onde estiver, está fazendo o bem pelo país que tanto amou.

E, para me despedir, permito-me recorrer a uma fala do próprio Ayrton, que é inspiração genuína: "Seja quem você for. Ocupando uma classe altíssima ou mais baixa no social, tenha sempre como meta muita determinação e faça tudo com muito amor e, acima de tudo, com muita fé em Deus. Que um dia você chega lá, de alguma maneira você chega lá.".

Votos eternos de saudade, campeão.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dispersão

A França tem uma história bem rica dentro da Fórmula 1, que não se resume apenas as façanhas de seu maior expoente, o tetracampeão Alain Prost. Foram 51 vitórias que se juntam a 28 restantes de outros pilotos, como Patrick Tambay, Didier Pironi até chegar em Maurice Trintignant.

Além de inúmeras vitórias, o país tem tradição em manter equipes no mundial. Atualmente, a Renault é a única representante, mas já passaram equipes como a Talbot-Lago, Ligier e até do próprio Prost.

Entretanto, as recentes difuculdades da equipe do losango, aliadas aos fracassos recentes de Sebastien Bourdais e Romain Grosjean reafirmaram que o país passa por uma fase nada boa no automobilismo.

Após o encerramento da carreira de Prost, ao final de 1993, apenas dois pilotos franceses venceram – Jean Alesi, no Canadá em 1995 e; um ano depois, Olivier Panis venceu em Mônaco, a bordo de um carro francês.

Lá se vão quase 15 anos e a tendência é que esse intervalo se prolongue ainda mais…

Panis - Monaco 1996 Olivier Panis comemora sua única vitória na Fórmula 1

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Puxador

Entre muitos recordes, Michael Schumacher tem um em destaque: é o piloto que mais voltas deu na liderança de uma prova; são mais de 5000, mais que o dobro do segundo colocado, o brasileiro Ayrton Senna, que segue imbatível no quesito “vitórias de ponta a ponta”, onde soma 19, contra 11 do alemão.

Além disso, Schumacher tem 249 grandes prêmios disputados, sendo que, em 141 completou pelo menos uma volta na liderança.

Números incontestáveis de um dos melhores pilotos das últimas duas décadas.

Michael Schumacher Schumacher ditando o ritmo do pelotão

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Velha-Guarda

Mario Andretti é um exemplo de amor ao automobilismo. Em uma carreira longa - foram mais de 30 anos competindo regularmente em campeonatos com alto nível técnico, como a Fórmula 1 e a Fórmula Indy - e com muitas façanhas, o ítalo-americano conseguiu, por exemplo, o último título da Lotus, ainda na era Colin Chapman.

Entretato, o corpo começou a dar alguns sinais que a idade se tornara um entrave no desempenho do piloto, como relatou Emerson Fittipaldi:

"(...) o Mario treinava e corria muito de carro, o tempo todo ele estava treinando, em categorias diferentes, então ele achava que aquela preparação física para ele no treino, guiando o carro, já era o suficiente. Mas se você pegasse os últimos três anos da carreira do Mario, isso que eu sempre falava, para mim até foi um alerta com a idade que eu estou, o Mario, nos últimos três anos da carreira dele, classificava relativamente bem, algumas vezes inclusive segunda fila, primeira fila, terceira fila, dava a largada e começava a ficar para trás. Nitidamente dava para ver que faltava ali energia e gás para agüentar." (Emerson Fittipaldi, em 1994)

Neste ano, Michael Schumacher acertou seu retorno à Fórmula 1 e não pensa em parar depois dos três anos de contrato com a Mercedes GP; oportunidade para ver até que ponto conseguirá ser competitivo.

mario andretti - indy

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Destaque em Carro

Era bem claro no início de 1993, que a Williams mantinha sua superioridade entre as equipes de Fórmula 1, confirmada durante os treinos e na primeira etapa, na África do Sul.

A tática de Ayrton Senna era uma só - pois andar na frente era impossível: ficar próximo dos carros britânicos esperando uma oportunidade ou uma condição especial para tentar a vitória.

Foi justamente isso que aconteceu no Grande Prêmio do Brasil daquele ano.

A chuva veio na hora certa e ainda tirou o líder da corrida, o francês Alain Prost. Damon Hill encontrou dificuldades com o carro e Senna teve pista livre para vencer sua segunda corrida em Interlagos, para delírio dos torcedores.

Estes, invadiram a pista bem na reta oposta e não deixaram que Ayrton (e nenhum outro piloto), completasse a volta da vitória. Segundo o brasileiro, a Mclaren tinha um problema que em baixa velocidade, o motor sempre apagava. Sem o carro, e rodeado por fãs em polvorosa, Senna foi retirada e encaminhado ao Safety Car.

A bandeira seguiu firme em sua mão. Senna completou a volta até os boxes na janela do carro acenando para o público.

Momentos Ayrton Senna (160) Quebra de protocolo: festa em Interlagos

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Porta-Estandarte

Após o vice-campeonato em 1985, Michele Alboreto não conseguiu repetir os bons desempenhos nas três temporadas seguintes pela Ferrari e teve seu contrato encerrado. Para recuperar e comandar o ressurgimento da equipe italiana, chegaram Nigel Mansell e, um ano depois, em 1990, Alain Prost.

No mesmo ano, Jean Alesi continuava a impressionar com a Tyrrell, mesmo não tendo um dos melhores carros do grid. Além de arrebatar fãs, o piloto francês foi disputado entre as equipes e optou por assinar com a Ferrari, onde fez dupla com Prost.

Repetindo o que já havia acontecido com Clay Regazzoni na década de setenta, Alesi não era italiano, mas possuia origens vindas do país, o que o aproximou bastante da torcida ferrarista.

O que prometia ser um casamento vencedor, acabou com apenas uma vitória - a única do francês na Fórmula 1 - em 1995.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Fantasias

Ao final da década de oitenta uma revolução chegou ao mercado eletroeletrônico. A Sega mostrava ao mundo seu novo console de 16 bits, o Mega Drive (ou Genesis, nos Estados Unidos), com objetivo de sepultar o console ultrapassado de 8 bits da Nintendo.

Apenas dois anos depois, esta retomaria o crescimento com o Super Nintendo.

Se o novo processador conferia uma velocidade incrível aos jogos, era a hora perfeita para substituir o emblemático Alex Kidd como mascote da companhia - era necessário uma novo estilo, que ressaltasse o poder do Mega Drive.

O projeto só ficou pronto em 1991, com um ouriço azul, de nome fácil – Sonic – que conseguiria desenvolver altas velocidades e conferia uma dinâmica jamais vista em nenhum outro jogo da época.

A Sega se preocupou bastante em reforçar a imagem de vídeo game mais rápido até então, e resolveu investir na equipe que dominava o cenário da Fórmula 1 no início da década de 90. A parceria com a Williams foi firmada para a temporada de 1993.

Na foto abaixo, na abertura do campeonato, em Kyalami, Alain Prost e Damon Hill posam ao lado do mascote, devidamente fantasiados com luvas brancas e sapatilhas vermelhas.

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Abre-Alas

No automobilismo, assim como no futebol, sempre existem atletas que o torcedor espera um lance surpreendente, aquele digno da expressão popular “valeu o ingresso”.

Sem criar comparações, a Fórmula 1 tinha perdido seu ‘homem show’ do início da década de 80. Gilles Villeneuve foi capaz de protagonizar cenas históricas, até hoje lembradas. Com sua morte, em 1982, o cenário precisava de outro piloto para preencher essa lacuna.

Assim, apareceu Keke Rosberg.

O finlândes sempre foi muito agressivo nas pistas e tinha uma forma de pilotar bem peculiar, com o carro saindo muito de lado em todas as curvas. O espetáculo começava logo na largada, com reações rápidas que saltavam aos olhos de todos da categoria, e também, as manobras incisivas de ultrapassagem.

Tanto arrojo lhe rendeu um título mundial, justamente em 1982, ano que Gilles despontava como grande favorito.

keke_rosberg_156 Keke e seu Williams número 1

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A curta história da Red Bull na Fórmula 1

A equipe Red Bull Racing surgiu em 2005 com a venda da estinta Jaguar para o dono da empresa de bebidas energéticas, o austríaco Dietrich Mateschitz. Antes de ingressar na categoria de fato, a Red Bull já havia patrocinado a Sauber em anos anteriores.

Coulthard_RedBull_Canada2005

David Coultard pilotando o primeiro carro da Red Bull em 2005

Em sua primeira temporada, a RBR contava com os pilotos David Coulthard, Christian Klien e Vitantonio Liuzzi. Para uma estreante, a equipe fez um bom campeonato, tendo como melhores posições um quarto lugar no GP da Austrália e outro no GP da Europa. Ambos foram conquistados por Coulthard.

Em 2006, com a mesma dupla de pilotos, o time austríaco deixou de lado os motores V10 da Cosworth para utilzar os V8 fornecidos pela Ferrari. Mesmo de motor novo o campeonato não foi tão bom quanto o do ano anterior. O único resultado expressivo foi o primeiro pódio da equipe, um terceiro lugar com David Coulthard, no GP de Mônaco.

RB3 2007

RB3, modelo desenhado por Adrian Newey e usado no ano de 2007

Equipados dessa vez com motores Renault, a RBR lançou na temporada de 2007 o RB3, desenhado pelo projetista Adrian Newey. O time contratou o australiano Mark Webber e manteve o veterano escocês para a disputa do campeonato. De certa forma foi uma boa temporada para a escuderia dos energéticos, que acabou conquistando seu segundo pódio na categoria, mas dessa vez com Webber, no GP da Europa.

No ano de 2008 a Red Bull começou bem com o RB4, chegando a pontuar em sete corridas consecutivas. Coulthard conquistou um pódio no GP do Canadá, porém ao longo do campeonato a equipe foi perdendo espaço para suas rivais. Os motores Renault não conseguiam empurrar o carro da RBR. Dessa forma acabaram sendo facilmente batidos pela “filial” Toro Rosso, da jovem promessa Sebastian Vettel.

RBR Dobradinha

Dobradinha de Red Bull no GP da China de 2009

A temporada de 2009 marcou o auge da equipe austríaca. O RB5 foi um verdadeiro sucesso nas mãos do recém contratado Vettel e do experiente Webber. A primeira vitória e a inédita dobradinha vieram no GP da China, com o jovem alemão vencendo e o australiano chegando na segunda posição. No fim, a Red Bull ficou com o vice-campeonato, tanto no Mundial de Pilotos quanto nos Construtores. Foi o melhor ano desde que estrearam na Fórmula 1.

Para 2010 a RBR lançou o RB6, que terá a missão de superar o desempenho de seu antecessor e quem sabe levar o título que não veio no ano passado. A dupla de pilotos será a mesma, sendo Vettel a grande esperança da equipe. Somente a partir do dia 14 de março é que saberemos o verdadeiro potencial da nova máquina da Red Bull, desenhada por Adrian Newey.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

McLaren, uma equipe vencedora

Criada pelo então piloto Bruce McLaren em 1963, a equipe McLaren demorou algum tempo para se tornar de fato um time vencedor. O primeiro título veio apenas em 1974 com o modelo M23, pilotado pelo brasileiro Emerson Fittipaldi.

Emerson

No ano de 1976 foi a vez de James Hunt dar o segundo triunfo no Mundial de Pilotos para a escuderia inglesa. Depois dessa conquista, a McLaren só obteve sucesso novamente em 1984. Niki Lauda deu início a uma nova era na equipe ao faturar seu terceiro campeonato na carreira.

Entre os anos de 1984 e 1993, o time inglês viveu seu melhor momento na Fórmula 1, conquistando nada menos do que 7 títulos. Lauda (1 título), Prost (3 títulos) e Senna (3 títulos) foram os pilotos que comandaram a equipe neste período de glória, onde o número 1 havia virado marca registrada nos carros de Ron Dennis.

Senna McLaren

Depois do MP4/6 de Ayrton Senna, que levou o campeonato de 1991, demorou um pouco para a McLaren construir um carro que tivesse a capacidade de se tornar campeão novamente. Em 1998 veio o êxito com o MP4/13, pilotado por Mika Hakkinen e David Coulthard. O finlandês levou o título de pilotos e o escocês ajudou a equipe prata triunfar no Mundial de Construtores.

No ano seguinte o MP4/14 teve o mesmo sucesso do modelo anterior e foi o carro a ser batido. Hakkinen conseguiu o bicampeonato, mas dessa vez a vencedora nos construtores acabou sendo a Ferrari. De qualquer forma, durante dois anos seguidos o 1 esteve estampado na carenagem do bólido prata.

McLaren Prata

A partir de 2000 a McLaren teve um queda em seu rendimento, voltando a ser de fato competitiva em 2007. O MP4/22 era um bólido construído para o título que não veio. As brigas internas entre Hamilton e Alonso atrapalharam uma possível conquista, já que o carro era o melhor do grid. No Mundial de Construtores a equipe perdeu todos os pontos devido as acusações de espionagem. Uma ano para se esquecer.

A temporada de 2008 marcou a redenção da McLaren, que havia perdido o campeonato no ano anterior para ela mesma. A bordo do MP4/23, Lewis Hamilton se sagrou campeão em seu segundo ano na categoria.

O novo modelo da equipe de Woking para 2010 terá a missão de apagar o mau desempenho de 2009. O MP4/25, que foi apresentado nesta sexta-feira, será guiado pelos dois últimos campeões mundiais, Hamilton e Button. A esperança da McLaren é que o novo carro repita o sucesso do passado, que teve início com o grande Fittipaldi lá em 74.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Aos lançamentos

Em breve, começarão os lançamentos dos carros para a temporada 2010 da Fórmula-1. Cogitou-se, inclusive, a realização de um ato conjunto, em Valência, com o objetivo de reduzir despesas.

A Prefeitura da cidade espanhola, no entanto, recebeu uma carta da FOTA pedindo que a apresentação fosse realizada apenas em 2011.

O motivo alegado é que nem todas as escuderias estariam em condições de ter seus carros preparados para o final do mês de janeiro, como estava previsto inicialmente.

Contudo, até a crise econômica atingir a indústria automobilística, os lançamentos serviam para mostrar ao mundo o luxo e a riqueza da Fórmula-1.

No ano passado, porém, as equipes foram bastante discretas. A maioria das apresentações, inclusive, aconteceu pela internet.

Levando-se em conta a atual política “pés no chão”, separei alguns lançamentos curiosos das décadas de 70, 80 e 90 (clique para aumentar).

Começamos com o GH1 da Embassy Hill, em 1975. A história terminou em tragédia, depois que Graham Hill, seu piloto Tony Brise (dentro do carro) e alguns membros da equipe morreram em um acidente aéreo.

No ano anterior, os irmãos Fittipaldi apresentaram o FD-01 na Câmara dos Deputados, em Brasília, num evento que contou com a presença do presidente Geisel.

No mesmo ano, ninguém compareceu ao lançamento do modelo do azarado Chris Amon.

Festa bastante formal no lançamento do F101 do construtor japonês Maki.

Em compensação, as pin-ups da revista Penthouse agitaram o lançamento do Hesketh 308E e fizeram a alegria do piloto Rupert Keagan.

Como se pode notar, Andrea de Cesaris estava bastante desconfortável na apresentação do Alfa 182T, se apoiando no carro e com a mão na cintura.

Que o digam os “sonolentos” pilotos da Benetton, em 1993.

Já Senna nem apareceu.

A BMS-Itália, por sua vez, gastou um pouco mais e contratou algumas modelos.

No ano seguinte, em 1994, Nick Wirth -que está de volta à F1-, apresentou seu Simtek ao lado de David e Jack Brabham.

Sem muito glamour, a Forti-Corse mostrou seu novo modelo, em 1995, no estacionamento dos caminhões das equipes de Fórmula-1.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Coloni e Subaru

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A estreia, em Monza

O italiano Enzo Coloni, conhecido como "Lobo" nos tempos de piloto, realizou um trabalho de respeito na base do automobilismo. Motivado por esse sucesso, contruiu, em 1987, seu primeiro trabalho para a Fórmula-1, o FC187 -- propulsionado por um Cosworth-DFV.

Nas duas corridas em que a equipe disputou naquela temporada, Nicola Larini falhou na tentativa de classificação para o GP da Itália e abandonou na Espanha, com problemas na suspensão.