quinta-feira, 4 de março de 2010

Giacomo “Geki” Russo

São muitos os pilotos que tiveram o prazer de disputar uma prova de Fórmula 1 nesses 60 anos da categoria. Alguns, é verdade, andaram pouco por falta de talento, mas muitos, por falta de oportunidade. No contexto, pode-se citar um de codinome Geki.

F1DataBase - Giacomo Russo - Itália 1966

Geki e sua Lotus em ação no Grande Prêmio da Itália em 1966

Giácomo Russo fez sua carreira quase toda no automobilismo italiano, onde se tornou campeão em anos consecutivos na Fórmula 3. Novos passos foram dados até a Fórmula 2 e dedicação especial também a outras tantas provas de resistência, ainda em seu país.

O domínio no automobilismo de base e o profundo conhecimento da pista de Monza o levaram até sua primeira oportunidade de disputar uma etapa de Fórmula 1, em 1964, com uma Brabham alugada da equipe Rob Walker. O desempenho foi fraco e Geki nem se qualificou.

No ano seguinte, no mesmo cenário, e correndo com uma Lotus, Geki conseguiu se qualificar, mas o câmbio minou as chances de chegar ao final da prova.

Em 1966, novamente com uma Lotus, Geki conseguiu terminar a prova na nona posição.

Na Fórmula 1, os resultados expressivos não vieram, mas o italiano conseguia resultados consistentes em provas como a Targa Florio e 12 Horas de Sebring, dividindo a direção muitas vezes com Andrea de Adamich.

Em 1967, Russo voltou a correr na Fórmula 3 italiana. Entre os novatos, se destacaria na década posterior, o suíço Clay Regazzoni.

Entre as provas do campeonato, estava o Grande Prêmio de Caserta, realizado para demonstrar, ao fundo, a beleza do local ao sul da Itália e sua construção monumental, uma das maiores do século XVIII.

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Caserta Royal Palace

A organização, porém, não tomou os cuidados devidos para a segurança do traçado, que continha muros altos ao redor, o que impossibilitou até a existência de testemunhas para o acidente.

Ao que dizem, dois carros se tocaram e houve vazamento de óleo. Um dos pilotos envolvidos, o suiço Beat Fehr, percebeu que a posição dos carros era em um ponto cego para os quem vinham em alta velocidade na reta e foi até o meio da pista sinalizar para os outros pilotos.

Geki, que disputava as primeiras posições, ao desviar de Fehr, perdeu o controle do seu carro, que bateu no muro e pegou fogo. Outros carros que estavam logo atrás, não conseguiram desviar do suiço.

A tragédia terminou com 11 carros envolvidos e três mortos. Além de Geki e Fehr, outro piloto, de codinome Tiger, morreu dias depois no hospital, muito provavelmente por causa do atendimento médico falho na pista.

caserta671sz4Grande Prêmio de Caserta em 1967 pela Fórmula 3 italiana: tragédia

Um comentário:

Marcos Antônio Filho disse...

outro pilo que desconheço a história e é muitointeressante. Podese afirmar que, mais uma vez ,eu aprendi e sempre aprendo coisas novas no blogsport!