sábado, 7 de novembro de 2009

Samba até o Fim

Na segunda metade da década de sessenta, um grupo carioca de ritmistas de escolas de samba se reuniram para formar “Os Originais do Samba”. A banda conseguiu grande sucesso na década seguinte, em sucessos como Tragédia no Fundo do Mar, Do Lado Direito da Rua Direita além de  músicas compostas por Jorge Ben.

Os Originais do Samba – Do lado direito da Rua Direita

Grande Otelo não sabia do alcance que conseguiria ao apelidar um dos integrantes do grupo de Mussum. A fama deste, aumentou, e muito, a partir de 1969, quando passou a integrar a turma dos Trapalhões, junto com Renato Aragão, Dedé Santana e, posteriormente, Mauro Gonçalves.

O sucesso do Originais do Samba proporcionou apresentações junto a grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina e Vinicius de Moraes, além de artistas internacionais, como Earl Grant.

Earl Grant era um músico multi-instrumentista norte-americano, de extremo talento nos pianos e dono de uma voz marcante. Ao assinar seu primeiro contrato com uma gravadora, em 1958, Grant lançou um dos seus maiores sucessos: a música The End, que figurou entre as dez mais executadas de todos os Estados Unidos.

A repercussão foi tão grande, que uma versão em alemão da música foi produzida. Entretanto, em julho de 1970, aos 39 anos, Grant sofreu um acidente fatal de carro no México.

Dois meses depois, um fã do cantor também sofreu um acidente fatal de carro. Não no México, mas no autódromo de Monza, na Itália.

jochen_rindt_163

Jochen Rindt nasceu na Alemanha em 1942. Fugindo do ambiente dramático da Segunda Grande Guerra, o pequeno bebê foi levado para a Áustria com os avós. Os pais ficaram na Alemanha e foram mortos pouco tempo depois.

O ambiente aliado a todos esses acontecimentos, moldaram a personalidade de Rindt. Ainda na adolescência se mudou para a Grã-Bretanha com um amigo, onde encontraria suas duas paixões: sua esposa e as corridas de automóveis.

O piloto austríaco tinha um temperamento forte, e não hesitava ao buscar o limite a cada curva. Não só nas pistas, mas sua vida, como um todo, era aproveitada ao máximo e vivida com paixão. Sem medo do perigo, Rindt aceitou o desafio de guiar a Lotus, onde sabia estar perto do título mundial – conquistado também em 1970 – e perto do fim…

Se é que existe, como diz sua música favorita.

Earl Grant - Jeder Tag geht zu Ende (The End)

No final de um arco-íris 
Você achará um pote de ouro
No final de uma história jochen_rindt_124
você entenderá tudo que foi contado

Mas nosso amor tem um tesouro
Que nossos corações sempre poderão dispor
E tem uma história
Sem qualquer fim

No final de um rio
A água pára seu fluxo
No final de uma estrada
Não há lugar algum que você possa ir 

Mas diga apenas que me ama
E que você é só minha
E nosso amor irá durar
Até o fim dos tempos

No final de um rio
A água pára seu fluxo
No final de uma estrada
Não há lugar algum que você possa ir

Mas diga apenas que me ama
E que você é só minha
E nosso amor irá durar
Até o fim dos tempos
Até o fim dos tempos

13 comentários:

F-1 A.L.C. disse...

que post fantástico! gostei do estilo "conextions"

desde que cheguei ao Brasil curtomuito demonios da garoa, vou procurar os originais do samba

mais o mais legal de ler o post foi como fiquei do lado da lenda, rindt, do lado do ser humano mesmo. não sei se foi a tua intenção, mais foi o mais marcante mesmo

Ron Groo disse...

Pqp! Eu queria ter assinado este texto!
Misturou automobilismo com musica popular de forma ímpar.
E ainda citou o grande Mauro Gonçalves, a.k.a. Zacarias!

Só uma pergunta, o Rindt nasceu na Alemanha mas era Austriaco?

Bruno Santos disse...

Ron, o Rindt nasceu na Alemanha, mas foi para a Áustria quando tinha um pouco menos de um ano, portanto, cresceu em outro país. Aliando isso, com os problemas da Alemanha pós-guerra, adotou a outra nacionalidade.

Iriarte, Rindt é um dos meus pilotos favoritos, então existe um sentimento tendencioso no texto, rs.

Fico feliz que tenham gostado. =)

Fábio Andrade disse...

Belíssimo trabalho, Bruno! Parabéns!!

Marcos Antônio Filho disse...

clap clap clap! putz que textaço!
parabéns gostei muito do texto, brunão!

Tohmé disse...

Emocionante.......Isso que é texto.

Bruno, a Politoys dos modelos é a mesma da Willians.

Felipão disse...

PORRA

só tenho que aplaudir....

ficou melhor do que eu poderia imaginar...

Bruno Santos disse...

Valeu Fábio, Marcão e Tohmé.

Felipão, falei que um cachimbo resolvia tudo, hahahaha.

Teca disse...

Uma das postagens mais sensacionais que li nos últimos dias... que gancho nos assuntos!

Muito fera, amigão!

Parabéns!

BlogSport bombando!

Beijos admirados.

Em tempo: ouvi muito "Os Originais do Samba" e não perdia o Mussum nos Trapalhões... ahahahaha

Helio Herbert disse...

Muito bom...

Cezar Fittipaldi disse...

Brunão:

Parabéns. Ótimo texto e gostei da intertextualidade contida.
Abraço

Bruno Santos disse...

Obrigado Teca, Hélio e Cezar.

Sem palavras. ;-)

Speeder_76 disse...

Grande Bruno! Agora percebo quem canta no final da musica daquele videoclip do Hannuff. E eu a pensar que era o Nat King Cole, por terem vozes parecidas...