sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O traçado oval de Interlagos

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Após uma passagem vitoriosa pela Willys, Luis Pereira Bueno resolveu encarar o desafio de correr pela equipe de Stirling Moss na Fórmula Ford inglesa, em 1969.

Antes, foi obrigado a participar de um teste eliminatório, que contou com a presença de mais dois brasileiros. “O Moss veio para o Brasil a convite de uma revista e o Ricardo (Aschcar) o levou para o Rio de Janeiro onde, após passarem por algumas festas, conseguiu convencê-lo a nos receber para um treino na categoria".

"O Stirling concordou então em pagar para eu competir aquele campeonato. Além disso, pediu para que eu escolhesse qual dos outros brasileiros ficaria como meu companheiro de equipe. Aquilo foi penoso, mas acabei optando pelo Ricardo Achcar, que apesar de não ter sido nem mesmo o segundo mais rápido tinha o mérito de ter nos levado até lá", revelou.

"O negócio apareceu somente em maio e quando voltamos à Europa o campeonato já havia começado. O Stirling avisou que não tinha mais como nos oferecer sua equipe, pois precisaríamos ter chegado lá em março. Só com muita conversa ele mudou de idéia".

Para piorar as coisas, Luizinho sofreu um grave acidente, no qual danificou a estrutura do bólido. "O carro ficou acabado, apenas no chassi. E eu, com o corpo todo machucado”.

Depois, Bueno viveu um período de resultados modestos, que o fez desanimar em relação à categoria. "Um dia, um mecânico da fábrica dos F-Ford apareceu no box da equipe e percebeu que o carro estava completamente desalinhado. Quando voltei a treinar, não consegui conter o riso debaixo do capacete."

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Após o conserto do carro, Luizinho conquistou nove vitórias consecutivas e fechou o ano como vice-campeão.

A permanência na Europa, no entanto, ficou impossibilitada diante da falta de recursos. "De toda forma, a convivência com o Stirling Moss, que sempre tive como ídolo, foi algo marcante. Por uma ironia do destino ele jamais conseguiu alcançar o título mundial e essa frustração definitivamente o incomodava", diz.

Posteriormente, Bueno disputou o primeiro Grande Prêmio do Brasil, em 1972. Na ocasião, a prova não contou pontos para o Mundial e foi realizada para homologar a pista como integrante oficial do circuito mundial da Fórmula 1.

O público havia lotado Interlagos. Na quinta pela manhã (sim, a pova foi marcada para um dia de semana), Bueno aproveitou uma lacuna entre as corridas preliminares para desbravar o anel externo da pista, com um March 711 alugado pela equipe Hollywood.

Após quatro voltas, Bueno estabeleceu um novo recorde para o traçado “oval”. “Propositalmente, (os mecânicos) desregulavam o carro, pois imaginem fazer a um e dois tendo de tirar o pé e controlar a saída de frente, controlando no acelerador e virando a direção para plainar no retão”.

“Se me escutassem, teria baixado em mais uns 2 segundos, mas fiquei feliz, pois o recorde do anel externo foi perpetuado. Mas o verdadeiro recorde do anel externo, é meu também, com a Porsche 908/02”.

“Virei mais rápido que com o F1, pois fazia a um e dois a 242 km/h, sentindo o carro na mão e feliz. Disputei com Joest, foi uma corrida limpa”.

Ps.: Galera, estou com muito trabalho aqui. Por isso, queria me desculpar pela ausência dos últimos dias.

15 comentários:

Luís Augusto disse...

Hehehe, bom retorno, Felipão!

Marcos Antônio Filho disse...

ótima história felipão, e relax, resolva tudo aí camarada!

abs!

Diogo disse...

valeu felipe.

mais uma coisinha, FELIPE: QUEDELE O OLIVER ???

Joel Marcos Cesetti disse...

Boa história!

Tohmé disse...

Porra, Felipãp. Está proibido de sumir novamente...

Teca disse...

Caramba! Que retorno!

Parabéns pela história, Felipão!

Tá desculpado. Trabalhe bastante, mas venha papear conosco de vez em quando. Não some...

Beijoooooooooooos.

Em tempo: cadê seus "ajudantes" blogueiros?

Ron Groo disse...

Eu ouvi um streaming com a narração do Barão Fitipaldi e o ronco do motor do Luizinho...

Foi um dia glorioso e demorou muito para alguém bater o recorde dele... Bele lembrança Midea.

Rianov Albinov disse...

Salve Peroba!

Bruno Santos disse...

Poxa, felipão, só ameacei contar sobre seu piloto favorito e voltou correndo...hahaha.

Preguiça nada, o tempo tá passando cada vez mais rápido. Parece mágica.

Ótima história, daqui a pouco volto para ler...rs.

F-1 A.L.C. disse...

poh! o stirlimg moss tinha uma equipe na formula ford? aquele velho é o anjo da guarda do automovilismo. linda historia, tou aprendendo..

Helio Herbert disse...

Tá desculpado...
Mas a verdade é que você não tem obrigação nenhuma de postar e o blog foi feito para a gente se divertir sem extressar.

Marcelonso disse...

Grande Felipão,


Sempre com belas histórias,e a gente absorvendo conhecimento,essa é mais uma que eu não conhecia.

grande abraço

DesdeLosPits disse...

Nuevo Blog De Automovilismo. Hablamos del Tc,Tc2000,F1,Formula Truck,Stock Car,Top Race, GP2, Lemans 24 Hs Wtcc Y Mucho Mas!

Avisame Asi te pongo en mis links :D

Saludos!

http://desde-los-pits.blogspot.com/

De Gennaro Motors disse...

show de post Felipão ! HEHEHE sempre relembrando o automobilismo nacional !

Abração meu amigo

Fernando Gennaro

Francisco J.Pellegrino disse...

FElipão, boa matéria. Vai trabalhar, canalhaaaaaaaa.