quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um alerta ao Brasil?

Da esquerda para a direita: Pescarolo, Servoz-Gavin, Beltoise e o escocês Stewart

Já havíamos falado a respeito em julho do ano passado, quando Sebastian Bourdais ainda era piloto da Toro-Rosso.

Com sua demissão, a França voltou a ficar sem pilotos na Fórmula-1 durante o Grande Prêmio da Hungria deste ano.

Na corrida seguinte, em Valência, Romain Grosjean -que na verdade é nascido e criado na Suíça- foi confirmado no lugar de Piquet e, assim, a categoria voltou a contar com um piloto filiado à Federação Francesa de Automobilismo.

Uma situação que contrasta com o período retratado neste anúncio de 1968, quando Henry Pescarolo (de barba), Johnny Servoz-Gavin e Jean-Pierre Beltoise representavam a França na Fórmula-1 com bastante dignidade.

Inclusive, acredito que isso deveria servir de alerta, também, ao Brasil, que teve sua base nos monopostos sucateada em detrimento de uma única categoria de turismo.

14 comentários:

F-1 A.L.C. disse...

em geral , em matéria esportiva estamos pensando a curto prazo

mais a coisa é ainda mais grave no automovilismo, que não tem como formar pilotos além do kart, e que não tem sucesso asegurado com stock car e categorías de turismo.

incrivel como a argentina ficou na frente do Brasil em materia de monopostos.

Blog do Petta disse...

Felipão,


Vc disse bem e o Xará completou grifando o pensamento dessa gente que cuida do aumobilismo no Brasil.

Não temos mais aquela molecada buscando o kart,aliás esse segmento diminui a cada dia.
Hoje a formação é para o turismo,em breve não teremos mais nada lá fora.

Para se ter uma idéia,a pista de kart aqui em Itajai,deu lugar a um condominio,em Brusque (50 km daqui) serve para expor estátuas enormes,em Floripa(100km daqui) a coisa tá negra,cada vez menos karts competindo.

A unica em condições que andamos com uma certa regularidade fica em Indaial (80 km daqui),e tem também Rio Do Sul(100 km daqui),mas essa é muito curta.

Observe o que acontece em nossa area,numa região com +- 600 mil pessoas,só uma ou duas pista em condições e ainda assim distantes.
Assim não emplaca,não estimula a formação de novos valores.

Ja pensou a nivel Brasil?

abraço

Ron Groo disse...

Pois é, se não tivermos uma categoria escola, logo logo não teremos nomes com qualidade para correr lá fora e tentar chegar a F1 em um lugar menos ruim... Assim vai mal.

Daniel Médici disse...

A partir dos anos 60, a Elf começou a investir pesado na formação de pilotos. Mutos deles sugiram daí.

E olha que a esse monte de piloto francês faltou muita sorte. Quando François Cévert venceu o GP dos EUA de 71, foi somente o segundo francês a fazê-lo - e o primeiro desde o GP de Mônaco de 1958, último triunfo de Maurice Trintignant.

(Importante notar, porém, a ausência de Jean-Pierre Wimille nas estatísticas de F1. Morto um ano antes do mundial ter início, era apontado por muitos como o melhor de sua época...)

Felipão disse...

Valeu galera pelas opiniões e pelos complementos...

Por isso que sempre digo que os comentários se constituem na melhor parte do blog...

E, Petta, seja bem-vindo ao boteco...

De Gennaro Motors disse...

a coisa ficou feia agora ! HAHAHAHA

oliver disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
oliver disse...

Base de monopostos sucateada, isto é verdade.

Mas ainda importamos o ápice da tecnologia em videogames.

E eles é que estão "formando" os pilotos atuais.

Bom, talvez nos falta alguns "simuladores" ....

De Gennaro Motors disse...

HAHAHA valeu pelos comentarios FELIPÃO !

abração!

GP Oficina Mecânica disse...

Sim, e não somente monopostos, mas turismo tambem é muito fraco...

Vivemos tempos onde o automobilismo é quase nulo, e provavelmente teremos dificuldades de fomar novos pilotos..

Infelizmente não há divulgação de competições, nao há investimentos de marcas, nao há categorias de base...
Muito triste...

Carlos Eduardo Szépkúthy

Willian disse...

Com certeza serve de alerta. Há muita coisa a ser revista por aqui...

Bruno Santos disse...

Vou com o Oliver nessa, os futuros pilotos precisam de um bom simulador, ou de um ótimo padrinho. Por isso temos até na F1 cada vez mais, menos ultrapassagens e emoção.

Quanto a França, é uma pena. Mesmo assim o país sempre manteve um time na F-1 na maior parte dos anos. Já é uma porta de entrada para jovens pilotos do país. Mas a muito tempo não surge um grande expoente, e Grosjean não parece ter esse perfil...

Felipe Maciel disse...

Olha que o Felipe Massa lançou a F-Future!

Agora é fazer acontecer. O Felipe tá fazendo pelo automobilismo talvez mais que qualquer outro piloto tenha feito, tentando garantir o futuro dos pilotos brasileiros na F-1.

Hugo Becker disse...

A nova categoria de monopostos da Fiat deve dar uma clareada nisso, embora ainda seja pouco.

Mas pra mim, o auge da França na F-1 foi nos anos 80. Porra, tinham uma meia duzia de franceses no começo da década, a maioria deles com vitórias... Pironi, Arnoux, Prost, Beltoise... muita gente boa. E lá estava o Brasil ganhando um título em 87, outro em 88, um vice em 89, e outro título em 90 e mais um em 91 e outro vice em 93...

Ah, saudade.