quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Não chore, Moss

Durante a carreira, Sir Stirling Moss, que hoje completa 80 anos de vida, venceu 16 corridas em 66 disputadas, foi vice-campeão quatro vezes seguidas (de 1955 a 1958) e terceiro colocado de 1959 a 1961.

Números impressionantes deste inglês, que pertenceu à classe dos mais refinados pilotos de Grandes Prêmios de todos os tempos.

No entanto, Moss passou pela Fórmula-1, assim como outras centenas de pilotos, sem deixar a marca de um título.

Apesar de aceitar o fato com aparente indiferença, Moss dosava coragem e sangue-frio durante as corridas para mostrar que não poderia ser considerado um mero coadjuvante na galeria de pilotos da Fórmula-1.

Acelerar a mais de 200Km/h, porém, não era sua única paixão. Afinal, Moss alimentava uma queda especial por mulheres bonitas.

Nesse cenário, perdia de lavada para Juan Manuel Fangio, que vivia jogando charme para as garotas no padock.

O argentino sentia prazer em, por exemplo, ajeitar o cabelo antes das largadas, mirando-se em minúsculos espelhos de bolso.

Um dia Moss explodiu: "Esse argentino não fala uma palavra de inglês, francês ou alemão e está sempre com boas mulheres".

Na verdade, Don Juan Manuel Fangio estava longe de ser um homem atraente, mas exibia uma coleção de vitórias irresistível.

Assim, o argentino experimentava a glória de seus cinco títulos na hora de mais uma conquista.

Apesar da graxa sob as unhas, o argentino urgia como o maior de todos os tempos. Sua desenvoltura fora das pistas era apenas uma extensão do que repreentava dentro delas.

Com tal currículo, a concorrência de Fangio era algo desleal, mesmo para alguém com o estilo de Moss.

Depois da aposentadoria do pentacampeão, em 1958, Moss teve pouco tempo para conquistar um Mundial e reinar, definitivamente, no coração das mulheres.

Infelizmente, o inglês foi obrigado a se aposentar das pistas depois de sofrer um acidente no Glover Trophy de 1962, realizado em Goodwood.

Moss recebeu uma forte pancada na cabeça após sua Lotus sair da pista e bater num barranco.

Depois de ficar hospitalizado por algum tempo, Moss não conseguiu se recuperar totalmente, passando a sofrer, inclusive, de uma constante amnésia.

Na foto, Stirling Moss revela toda sua frustração diante da desclassificação no Grande Prêmio da França de 1959.

Depois de rodar, o inglês recebeu ajuda externa no retorno à pista e por isso foi punido.

12 comentários:

Bruno Santos disse...

Prova que na Fórmula 1 não basta só talento; é preciso sorte e estrela de campeão.
Ótimo post!

Luís Augusto disse...

A foto diz tudo...
O Moss é para a F-1 algo como a seleção brasileira de 82 é para o futebol!

Hugo Becker disse...

A metáfora do Luis Augusto é perfeita.

Poxa, ele poderia sair ganhando em alguma coisa, né? Nem nas mulheres...

Helio Herbert disse...

Todo sucesso verdadeiro está alicerçado em inúmeras experiências de fracasso e derrotas...

F1Brasil disse...

Iaew cara blz?

Bem estou com um blog também sobre automobilismo e queria parceria, teria como?Se sim, me manda um mini-baner 120×60 pixels e pega la no meu blog o meu e-mail:

formulabrasil@yahoo.com.br

http://www.formulabrasil.blogspot.com/

Vlw!

F-1 A.L.C. disse...

"O Moss é para a F-1 algo como a seleção brasileira de 82 é para o futebol!"

que bela definição, gostei!

stirling moss é o mais grande piloto de todos os tempos que não ganhou um campeonato, seguido, claro por gilles villeneuve. é a prova viva que o circo é a mais cruel e mal-agradecida das aventuras, que pode deixar de lad grandes heróis.

mesmo assim, todos os anos grandes pilotos continuam a chegar

Felipão disse...

verdade f1...

incluiria o Peterson nessa tbém..

Tohmé disse...

1. a foto é impressionante.

2. você tem que estar no lugar certo, na hora certa. Não tem jeito.

Tohmé disse...

Quanto ao Chopp, acho que vale já marcar um dia. O Groo já topou e já cobrou. Precisa ser num "meio de caminho", pois ele mora em Franco da Rocha.

Marcelonso disse...

Felipão,


Marcou época,foi um piloto que não teve sorte,nem com o "titulo" de maior vice campeão da história conseguiu ficar sozinho,divide com Prost.
Foi o "Barrichello ingles" do seu tempo,ou seria
1B.1?
Acho que o Vô do Groo já sacaneava ele!!!

abraço

Ron Groo disse...

Deixa o Sir Moss chorar sim... É ai que nós vemos o quão humano era este pessoal das antigas.

Que foto linda.

Gustavo disse...

Demais a foto. Estava lendo em uma revista comemorativa aos seus 80 anos, que ele é o primeiro ex-piloto profissional. Significa que vive de vender suas lembranças participando de eventos e cobrando muito bem por isso.
Nessa revista mesmo tem um anuncio oferecendo um jantar com Sir Moss.
Acho isso brilhante, muitos dos nosso mereciam receber só por estarem vivos e terem dado tantas emoções e histórias para nossas vidas. Vida longa a Sir Moss.