sábado, 4 de outubro de 2008

O lendário 205 T16

O projeto do 205 T16 nasceu em 1981, quando a Peugeot se preocupou em mostrar uma imagem mais dinâmica e esportiva.

Assim, os franceses designaram o ex-navegador Jean Todt para tocar o projeto.

Equiparam o "monstro" com um motor de 1.775 cm³, que produzia 450 cavalos de potência, posicionado atrás do piloto (central).

Eram 254 cavalos por litro e, como pesava 910 Kg (cerca de 0.5 cavalos por Kg), atingia uma aceleração estrondosa de 4.5 segundos aos 100 Km/h.

A Peugeot fabricou 200 exemplares do T16 em 1984, cumprindo assim uma exigência da FISA, para conseguir a homologação do modelo.

Naquele ano, a partir da corrida de estréia no "Tour de Corse" (França), foram três vitórias em cinco corridas, sendo que Vatanen poderia ter ganho já na primeira, se não tivesse cometido um erro.

Na temporada seguinte, a fábrica francesa montou um verdadeiro "dream team", com Ari Vatanen, Timo Salonen e o francês Bruno Saby (correndo exclusivamente no asfalto).

Não fosse pelo grave acidente de Vatanen na Argentina, a temporada teria sido perfeita, pois Timo conquistou o Campeonato de pilotos, enquanto que a Peugeot sagrou-se campeã de marcas.

Entretanto, para 1986, a equipe não contaria com Vatanen, que ainda se recuperava do acidente. Para seu lugar, a Peugeot trouxe Juha Kankkunen. Aquela foi uma temporada muito turbulenta, registrando dois graves acidentes.

O primeiro deles aconteceu em Portugal, quando o português Joaquim Santos perde o controle de seu Ford RS200 e mata três expectadores.

Todas as equipes oficiais se retiram da disputa, numa forma de protesto contra a falta de organização.

Infelizmente, no Rali da França, Henri Toivonen perde o controle de seu Lancia Delta, caindo num barranco.

O carro pega fogo, matando, lamentavelmente, Toivonen e seu navegador, Sergio Cresto.

Aquele havia sido o golpe de misericórdia na categoria, com a Ford e a Audi se retirando imediatamente do Campeonato.

A FISA acabou proibindo a realização do Campeonato para o ano seguinte e o derradeiro título ficou com o lendário Kankkunen.

Mas a "carreira" do 205 não terminou aí. Jean Todt (sempre ele) fez as modificações necessárias para o carro disputar o Paris Dakar.

Acabou vencendo em 1987 com Vatanen e 1988 com Kankkunen.

5 comentários:

oliver disse...

MARAVILHA, Felipe.

Teca disse...

Caramba!

Que "loucura" emocionante num belo texto!

Beijos.

Felipão disse...

Gracias

Luís Augusto disse...

Grande post! Sempre quis saber mais sobre os anos de ouro do Rally e sobre o Peugeotzinho que barbarizou nas pistas. Valeu!

Felipão disse...

Imagine Luís...

O seu sobre o Peugeot argentino que motivou o post...

Valeu!!!