segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Aposentadoria precoce

Tudo começa em 1970, quando um veterano das corridas, o alemão Hubert Hahne, decide comprar um March 701.

O piloto, com exatos 35 anos, não pensa duas vezes em dispor de suas economias para realizar o grande sonho de sua vida: - correr na F1, estreando para seu público no circuito de Hockenheim.

Seguindo todo um ritual, decide pintar o carro na tradicional cor do automobilismo alemão: -o prata.

Porém, já nos treinos, Hahne falha ao tentar se qualificar para a corrida, ficando oito segundos acima do tempo do pole position, o belga Jack Ickx.

O alemão não entendia o que poderia ter dado errado.

Teria sido má fé do então dono da March, o senhor Max Mosley, um cidadão, até então, acima de qualquer suspeita?

Sim, era o mais provável.

Decidido a levar aquilo adiante, Hahne escandaliza o mundo do automobilismo ao revelar que havia sido vítima daquele inglês vigarista.

Preocupado com os negócios e bastante indignado, Mosley solicita que Hupert levasse seu March imediatamente para um tira teima na pista de Silverstone.

A proposta do nefasto Mosley era simples.

Um piloto designado pelo construtor deveria repetir, com o monoposto de Hahne, a melhor marca conquistada pelo carro oficial da equipe naquela pista.

Para aquele trabalho sujo, Mosley escala um sueco que fazia suas primeiras corridas na F1.

Seu nome?
Ronnie Peterson.

A bordo do March particular de Hahne, Peterson não só consegue igualar como ainda supera o tempo estabelecido, encerrando assim a carreira do piloto alemão.

Essa foi a primeira coisa que lembrei ao saber dos trinta anos da morte de Peterson, que se completará na próxima quinta feira.

Entretanto, esse post é para lembrar do especial produzido pelo Speeder em seu maravilhoso blog "Continental-Circus".

Hoje, foi publicado um pouco do início de sua carreira.

Vale a pena acompanhar a história, desse que foi o "maior piloto de F1 sem título de todos os tempos".

4 comentários:

Luís Augusto disse...

Não sabia dessa história. Impressionante os recursos que caras como o Mosley usam para se manter no poder. Falando do Peterson, não sei se votaria nele ou no Gilles Villeneuve...

Marcos Antônio Filho disse...

Essa história é bem legal!Peterson era um piloto incrível,sua morte foi uma grande fatalidade...

Renato Bellote disse...

Peterson, sem dúvida nenhuma, é um daqueles mitos da categoria.

abs

Felipão disse...

Legal que gostaram.

Ah, sim...

e não podemos esquecer do grande Stirling Moss, que também não faturou nenhum título...